Marketing consciente: o poder de mudar o mundo por meio da venda

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

O marketing que considera o sentido da posse mais importante que o da existência, destrói valor para seu cliente a longo prazo.

Já não é aceitável que empresas vivam de criar dificuldade para vender facilidade. O que algumas empresas consideravam gerar demanda nada mais era do que fomentar a substituir valores por produtos, e faziam isso somente por dinheiro.

Que conste que eu não sou contra ganhar dinheiro, muito pelo contrário, só considero que não vale tudo, como demonstrei em meu artigo Pare de dar lucro ao ódio.

Fomentar o consumo desnecessário e inconsciente, sem se preocupar com o impacto já não está bem visto.

Empresas que usam gatilhos mentais e técnicas de neuromarketing para fazer com que as pessoas comprem o que não precisam, com um dinheiro que não tem, para mostrar para quem não gostam em redes sociais, não é a melhor forma de educar nossos filhos e construir uma sociedade.

Eu não sou especialista em marketing, por isso, pedi a opinião de Marcelo Souza, CEO da i9 Criações, um grande grupo de marketing, para que me diga como podemos reverter esta situação. Como o marketing pode ajudar a construir uma sociedade melhor?

Sempre associamos Marketing a resultados e o principal resultado que um empreendedor busca é o dinheiro, mas quando invocamos o marketing consciente, surgem algumas questões profundas sobre estes resultados: podemos ganhar dinheiro a qualquer custo? Até onde podemos ir para ganhar dinheiro?

Assim como o Márcio, não sou contra ganhar dinheiro, muito pelo contrário, sou a favor de gerar riquezas e gosto de envolver nossa agência com clientes e negócios altamente lucrativos e pessoalmente, sempre estou em busca de boas oportunidades.

Quando recebemos o convite para falarmos um pouco sobre marketing consciente, foi inevitável fazer uma análise de como nossa agência tem gerado resultados. Ao refletirmos sobre quais trabalhos nós nos orgulhamos de realizar, percebemos que aquelas campanhas cuja entrega envolveu valores além do dinheiro, foram as que mais nos possibilitaram entender que como profissionais do marketing, temos uma grande responsabilidade além da possibilidade de gerar riqueza.

Entendemos que valor não é apenas dinheiro, mas sim gerar uma relação de confiança e satisfação das marcas com seu público. Percebemos este valor quando através de ações de marketing, possibilitamos nossos clientes a ganharem dinheiro com a venda de seus produtos e serviços, mas também ajudamos as pessoas a encontrarem soluções para suas dores e necessidades, porque aquela compra fez sentido, gerou benefícios e trouxe uma solução para uma necessidade real e uma grande satisfação pessoal. Quando vemos este tipo de situação, percebemos que estamos aplicando marketing consciente e nos ajuda a entender que o marketing não só gera resultados, mas pode ser consciente e eficaz.

Um dos pontos mais valorosos da Tecno-Humanização é o de trazer a consciência que é possível criar riqueza sem gerar miséria, essa ideia de valor, vai de encontro ao marketing consciente. Pois perder nossa bússola moral e começar a vender indiscriminadamente, a qualquer custo, explorando os desejos e impulsos mais primitivos das pessoas, apenas em busca do dinheiro, tem um preço alto demais, que como agência consciente, não aplicamos e não recomendamos a nenhuma cliente.

Uma empresa que objetiva apenas o lucro não é mais aceita com bons olhos, é preciso ter responsabilidade, afinal o consumo afeta diretamente o bem-estar geral de uma sociedade. Hoje os empresários devem não apenas ter uma preocupação de serem lucrativos, pela sua própria sobrevivência, mas precisam entender que devem ter uma postura mais responsável na condução dos seus negócios contribuindo para a melhoria da sociedade como um todo. Sem um marketing consciente perde-se a oportunidade de impactarem positivamente a vida das pessoas, de fazerem a diferença e no meio do caminho perdem seu propósito de existir.

Aos colegas de profissão, publicitários, marqueteiros e criativos, deixamos o conselho de sempre guiarem seus clientes rumo ao marketing mais consciente e humano, busquem fomentar questões como propósito e valor de marca, explorem onde seus clientes podem mudar para melhor a vida das pessoas, ajudem as empresas a ganharem muito dinheiro, sem criar falsas ilusões na mente do consumidor, não criem ansiedades desnecessárias ou angustias sem sentido, renunciem as propostas tentadoras de alto risco ética e moral. Sejam corajosos e preocupem-se em criar vínculos duradouros de confiança, sabendo que os produtos e serviços de clientes, podem gerar resultados como satisfação e felicidade além do dinheiro. Façam isso por mim, por vocês e por todos seus clientes.

 

Imagem: BE&SK

Transformando com consciência corporativa

Este artigo foi publicado no dia 20/07/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

É possível transformar uma atividade ou toda uma indústria com consciência?

Qual o limite da responsabilidade social e meio ambiental de uma empresa?

Se pensarmos que está nas certificações (ISO, GPTW, Six Sigma, etc.) e guias de boas práticas (governança, responsabilidade social corporativa), estamos perdidos.

Se deixarmos em mãos da lei, piorou.

Não quero criticar as certificações ou a governança, elas são extremamente importantes e necessárias para um negócio, recomendo e incentivo a todos meus clientes a ter forte governança e compliance, porém, elas não têm nada que ver com consciência corporativa.

Boas práticas e conscientização, são conceitos necessários e complementares, porém, muito diferentes.

Vou tentar mostrar a diferença entre uma empresa correta de uma empresa consciente.

Imaginem uma empresa que vende material escolar licenciado.

Por exemplo, borrachas de apagar de personagens de desenhos animados ou super-heróis.

Este tipo de produto é extremamente atrativo para as crianças e rentáveis para a empresa.

Porém, essa empresa passa por um processo de conscientização e humanização, e decide revisar seu portfólio.

Buscando realmente ser coerente com sua nova visão, conversa com as escolas, e pergunta, o que a nossa empresa ajuda ou prejudica na educação das crianças?

A empresa recebe o feedback de que seus produtos licenciados viram brinquedo e sonho de consumo para as crianças.

O primeiro, impacta a parte pedagógica, criança deve brincar com brinquedos, o material escolar deve servir de apoio para aprender.

O segundo, é o bullying, produtos licenciados são mais caros e nem toda criança tem acesso.

Eu, como pai, acrescento outros pontos, que provavelmente também tenham sidos avaliados pela empresa.

Quantas vezes vemos crianças, “perdendo” propositalmente ou destruindo uma borracha para que os pais comprem o novo modelo?

Qual o impacto que terá na formação das novas gerações forjar um comportamento consumista tão cedo?

Qual o impacto no meio-ambiente por acelerar a extração da borracha para atender o aumento da demanda artificial, devido ao sucesso da campanha de marketing?

A empresa fazia, obviamente, o contrato de licenciamento dentro da lei, produzia a borracha seguindo todas as boas práticas do mercado, respeitando a legislação meio ambiental e tendo todos os selos de garantia de qualidade do mercado.

Porém, decidir se querem seguir ganhando dinheiro impactando negativamente às crianças, não é uma questão de certificações ou de boas práticas, é de conscientização.

Abrir mão de faturamento e alta rentabilidade para construir um mundo melhor, é um preço alto, que muitas vezes os executivos, empurram para o próximo.

E enquanto decidem onde vão viajar este ano com seu bônus, se convencem de que som bons e fazem o correto construindo um mundo hipócrita. Os pensamentos de autoconvencimento neste caso poderiam ser:  “se eu não vender a borracha de princesa, outros vão vender”, “se eu abrir mão deste negócio terei que despedir  pessoas e eu gero emprego, não os destruo” ou ainda “eu ganhando dinheiro com isso, dedico uma parte da margem à nossos projetos sociais, já somos uma empresa consciente”.

Pois é, este caso é real, a Mercur, empresa brasileira, que segundo Jorge Hoelzel, CEO da empresa, demorou 3 anos para decidir-se e preparar-se, e ao final preferiram perder 10% do faturamento em um produto de alta rentabilidade, porém, ser fiel a seu propósito, de construir “o mundo de um jeito bom pra todo mundo”.

Portanto, temos que trabalhar para aumentar a conscientização das empresas, ampliar seu campo de visão e atuação para construírem um mundo melhor.

O ideal é que este movimento fosse genuíno, realmente porque a empresa considera que é certo a fazer.

Mas se não for assim, recomendo fortemente que as empresas elevem seu grau de conscientização e humanização, mesmo sem acreditar que devem fazê-lo.

Por quê?

Com os millennials surgiu uma mentalidade mais consciente, preocupados com impacto social e meioambiental corporativo.

Os centennials estavam consolidando esta mentalidade e transformando em hábito de consumo, até que chegou à pandemia do COVID-19, que está acelerando e multiplicando por N a conscientização e humanização das pessoas.

Ao longo da história da humanidade, após todas as pandemias, houve um aumento de conscientização e de humanização.

Os eventos de forte impacto emocional nos levam à reflexão e volta aos valores básicos.

Por isso, as empresas precisarão humanizar-se e as que já o são, ampliar seu campo de humanização, para estar alinhado com seus clientes.

Esta semana, quarta-feira 22/07, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360, exibido pela Record News às 8:00hs, estaremos com o Rafael Ugo, diretor de marketing e inteligência de mercado da Volvo Cars para a América Latina, e vamos falar de como a responsabilidade de uma empresa que se propõe a transformar sua indústria vai muito além de entregar um produto, de vender, enfim, é preocupar-se e ocupar-se do impacto de sua atividade.

O debate continuará em nossa Live com o Rafael e com os parceiros do programa, em nosso canal de Youtube, às 19h.

E ao final da jornada do programa Visão Tecno-Humanista, possamos responder à Volvo Cars e a vocês, se é possível e como transformar sua indústria com consciência corporativa.

 

Imagem: Freepik

Pare de dar lucro ao ódio

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

O movimento Stop hate for profit ganhou força e a adesão de grandes marcas

Já não vale tudo para ganhar dinheiro!

Seja por consciência ou por interesse, as empresas estão mudando seu posicionamento.

Júlio César, o político romano responsável pela transformação da República Romana em Império Romano, no ano 62 a.c., se divorciou de sua esposa somente por uma desconfiança.

Ele alegou que sua esposa não deveria jamais estar sob suspeita.

Este ato deu origem ao provérbio que diz “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

De alguma forma, o marketing aplicou este proverbio, não bastava que as marcas fossem boas, também deveriam parecer boas, e por isso era tão ou mais importante divulgar suas qualidades que tê-las.

O mundo se move por percepções.

O sucesso de uma boa comunicação não está na emissão da mensagem e sim em como seu receptor a interpreta.

O sucesso de uma marca não está somente em seu produto e sim em como seu cliente percebe seu valor.

Então, o marketing teve o importante papel de divulgar e vender as qualidades e boas ações feitas por uma marca.

Não bastava a marca ser boa, deveria parecer boa!

Até aqui, tudo ótimo!

É lícito que se queira divulgar suas qualidades e virtudes, afinal de contas, da muito mais trabalho ser bom que não ser.

O problema começou quando não se tinha virtudes para mostrar.

O que aconteceu?

A dinâmica perversa do crescimento e as exigências de crescimento a qualquer preço, empurraram a muitas empresas a ficar somente com a segunda parte do provérbio.

Houve um tempo que algumas empresas só se preocupavam em parecer boas, não importando se era ou não.

O dinheiro comprava imagem e isso bastava.

Com a transformação de cada cidadão em um redator jornalístico que interpreta e conta sua própria versão da história nas redes sociais, passou a ser cada vez mais complicado fingir ser bom.

A isto se soma o aumento da conscientização das novas gerações que exigem um comportamento coerente das marcas.

E após muitos anos, o mercado busca coerência, invertemos o provérbio de César, agora uma marca além de parecer boa, tem que ser boa.

Vamos em direção à que a ação deve estar acima da percepção. Baseado neste princípio, surgiu o movimento Stop hate for profit, “Pare de dar lucro ao ódio”, em tradução livre.

Lançado há um mês por seis associações americanas de direitos civis, o movimento pede ao Facebook que tome medidas e não permita que não seja complacente com mensagens de ódio em sua plataforma.

Como medida de pressão, pediu às marcas que interrompam sua publicidade nas redes sociais de Mark Zuckerberg durante o mês de julho.

O que parecia um simples protesto, em poucos dias ganhou a adesão de centenas de empresas, entre elas os gigantes Adidas, Ben & Jerry’s, Boeing, Honda, Patagonia, Pfizer, Playstation, Reebok, SAP, Unilever, Verizon.

O boicote não é contra a rede social em si, e sim contra o ódio. Assim como as redes sociais deram voz às pessoas, elas têm a obrigação de não tolerar que essa voz seja para propagar o ódio, racismo, discriminação de nenhum tipo, e o que é pior, ganhar dinheiro com isso.

As marcas que aderiram ao movimento, além de querer parecer boas decidiram ser boas.

A BE&SK, mesmo tendo um orçamento de marketing insignificante comparado com as centenas de milhões que estas grandes marcas citadas acima investem no Facebook, decidiu aderir ao movimento.

Minha contribuição ao movimento, pausando meus anúncios durante o mês de julho, não vai impactar ao Facebook, eu não vou conseguir banir o ódio da humanidade, nem tenho esta pretensão, mas talvez contribua impactando você que está lendo este artigo.

O mérito não está no dinheiro não investido e sim no impacto que isso representa para minha empresa.

Estamos em meio a uma campanha de um programa recém-estreado, com necessidade de divulgar e escalar, com compromissos assumidos ante a nossos patrocinadores.

Mas eu prefiro dar explicações aos patrocinadores do porque não conseguimos aumentar a audiência da nossa Live este mês, do que ter que explicar ao meu filho de 12 anos, o porque eu dou dinheiro a uma rede social que permite que pessoas propaguem o ódio.

A grandeza de um ato não está no valor econômico envolvido e sim na coerência entre o que se diz e o que faz.

Ainda bem, que já não vale tudo para ganhar dinheiro!

 

Imagem: domínio público - ação global Stop Hate For Profit

Comunicação e Integração em Home Office

Este artigo foi publicado no dia 07/07/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Melhorar a comunicação e manter a equipe integrada com essa nova realidade é um dos maiores desafios das organizações

Para algumas empresas o Home Office foi imposto pela pandemia.

Seja por cultura, por estilo ou por convicção, muitas empresas já permitiam o trabalho em casa, porém muitas outras empresas não tinham em sua rotina esta forma de trabalho.

Do dia pra noite, todos tiveram que adaptar-se.

Pouco a pouco as empresas começaram a ver muitos benefícios, porém alguns desafios.

Talvez os dois principais sejam:

Como melhorar a comunicação e a integração da equipe em Home Office?

A comunicação, é sem dúvida alguma, a principal característica de nossa evolução como espécie.

Graças a ela podemos expressar sentimentos, compartilhar conhecimento ou transmitir ideias.

Fazemos isso todos os dias milhares de vezes, porém não percebemos sua importância até ter alguns aspectos limitados.

O estudo realizado, em 1960, pelo Professor Albert Mehrabian, da University of California, Los Angeles (UCLA), tão discutido como seguido até hoje, estabeleceu a regra 7-38-55.

Os números representam o peso relativo ou importância atribuída às três grandes áreas da comunicação: o conteúdo das palavras (7%), o tom de voz (38%) e linguagem corporal (55%).

Por outro lado, estudos do professor Júlio Monteiro Teixeira, indicam que 80% de nossas percepções com o meio, se dá através da visão, que é nosso sentido mais importante.

Em 2012 o Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, demonstrou, pela primeira vez, o cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro.

O olfato é o único sentido que tem conexão com o nosso sistema límbico, sistema cerebral responsável por gerenciar nossas emoções e pela nossa memória afetiva.

Então deixa expor o meu raciocínio para citar tantos estudos científico (além de gostar de me documentar).

A comunicação é a principal ferramenta para o desenvolvimento de qualquer atividade em grupo.

Se mais da metade de nossa comunicação se refere à linguagem corporal.

A linguagem corporal fundamentalmente é captada por nossa visão. A visão é nosso sentido mais importante e está conectado com o olfato.

O olfato está conectado diretamente com a área do cérebro que gerencia as emoções.

E em Home Office, em muitos momentos, as vezes a maior parte do tempo, eliminamos todos estes sentidos da comunicação, apagando a câmera.

As empresas passam de ter reuniões presenciais onde as pessoas recebiam todos esses inputs, mesmo sem ser conscientes, a eliminar a visão, o olfato e não poder ler a linguagem corporal em suas comunicações.

Ainda é cedo para medir o impacto desta nova forma de comunicação.

Mas já podemos afirmar que, sem dúvida alguma, o impacto será grande, e negativo, principalmente em colaboradores com mentalidade da geração X e anteriores.

Outro aspecto importante a ser considerado nesta nova forma de trabalhar é como manter a equipe integrada, tanto os membros atuais, como os novos colaboradores que se integram ao time.

O time atual, que já se conhecem, sentem falta do contato, muitos porque já são amigos e compartilham hobbies, outros pelo simples motivo de serem sinestésicos, e precisam de contato.

Os bate-papo informais no almoço, as conversas (ou reuniões) na máquina de café consolidam a equipe e desapareceram do dia para noite.

A comunicação corporativa e a integração estão diretamente associadas à cultura da empresa e à maturidade do time.

Por isso, a comunicação costuma ser mais fluida com a equipe atual.

E como fazer com os novos colaboradores?

Como integrar os novos membros da equipe?

Por trás da comunicação e da integração existem valores como respeito, tolerância, confiança.

Como transmitir valores, que fazem parte da cultura da empresa hoje, aos novos colaboradores?

Como fazer com que aprendam e assimilem essa cultura sem vivencia-la, somente dando next em um treinamento online?

A imensa maioria das empresas estão enfrentando-se a este tipo de situações.

São desafios enormes da nossa nova realidade.

Amanhã, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360, na Record News, às 8:00hs, conversaremos com o Head de P&D Tech da Riachuelo, que nos contará o momento da área de tecnologia e inovação e passará ao programa qual é o seu desafio para que o programa possa desenhar uma solução.

 

Imagem: Rawpixel

Flexibilidade e integração é a base da digitalização

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

A infraestrutura de tecnologia é o novo core business de qualquer operação

Onde armazenar e processar a quantidade de informação que geramos todos os dias?

Como integrar os sistemas legados da empresa às novas tecnologias de customer experience, IoT, IA, Big Data, etc.?

Como manter atualizada minha infraestrutura com a velocidade da evolução tecnológica?

Como atender ao negócio entregando soluções na mesma velocidade que o mercado exige?

Estas são perguntas que todo CTO – Chief Techology Officer – tem em seu criado-mudo para repassar todas as noites.

Estes e tantos outros, como segurança e backup, fazem parte da agenda de toda e qualquer empresa.

Desde o ponto de vista da Tecno-Humanização, a tecnologia é um meio e não um fim em si mesmo. Porém, é um meio crítico e fundamental, pois, nenhuma empresa sobreviveria hoje sem tecnologia.

No entanto, a infraestrutura tecnológica representa apenas uma das funções vitais da empresa. Somente com ela, a empresa carece de propósito; sem ela, carece de energia para sobreviver.

Por isso, é fundamental contar com empresas que são capazes de desenhar soluções de integração flexíveis e robustas.

A NetStor, empresa integradora especialista em infraestrutura de Tecnologia da Informação – TI, afirma que o crescimento exponencial do volume de dados e informações, espalhados em inúmeras e distintas aplicações de negócios, distribuídos em diversos bancos de dados e suas respectivas estruturas, sistemas e arquiteturas heterogêneas, requer da área de armazenamento de dados das empresas, a maior atenção de seus gestores.

Some-se a isso, a integração de outras fontes de dados e informações não estruturadas, como sensores e telemetria (IoT), mídias sociais (Big Data), sistemas inteligentes (machine learning) e cognitivos (IA), e terá um panorama deste desafio.

Atualmente, os sistemas de armazenamento de dados são responsáveis por armazenar, disponibilizar, proteger, criptografar, replicar, arquivar, compartilhar, os dados e informações de negócios da empresa, a fim de consolidá-los, analisá-los e correlacioná-los na busca por insights e tendências de negócios.

Escolher um sistema de armazenamento de dados adequado às suas necessidades operacionais e de negócios, não é uma tarefa simples.

Os sistemas de armazenamento de dados podem ser, segundo sua arquitetura, distribuídos, de propósito geral ou específico, convergentes ou hiperconvergentes. Podem ser self-healing ou fault-tolerance. Podem ser acessados em blocos, arquivos ou objetos. Podem se conectar a redes TCP/IP, FCP ou NVMe. Podem ser compatíveis com inúmeros protocolos e mídias. Podem ser instalados on premises ou na nuvem.

Todas essas características, funcionalidades e opções, tornam os sistemas de armazenamento de dados flexíveis, adaptáveis e integrados às necessidades de negócios da empresa. Mas, é preciso conhecimento específico para escolher corretamente.

Só assim, a empresa poderá usufruir do ativo mais valioso que possui: seus dados e informações.

Saber explorar esse recurso e transformá-lo em novos modelos de negócio, inovadores e rentáveis, é a melhor foram de se conhecer e de se diferenciar no mercado.

A NetStor possui expertise, conhecimento e experiência, na concepção, desenho e comercialização de soluções de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e auxilia seus clientes na escolha correta, para que obtenham benefícios reais, tangíveis e mensuráveis para o negócio, alinhada aos investimentos da empresa.

 

Imagem: Rawpixel

Inovação aberta para o Novo normal

Este artigo foi publicado no dia 17/06/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

O grande desafio é inovar, aplicando tecnologia para humanizar empresas

Se a inovação era importante quando pensávamos que controlávamos o mundo, imagina agora não somos conscientes de que não controlamos nada!

Visitar polos de inovação é inspirador, porém, não te faz inovador.

Até porque, o que normalmente se vê é a ponta do iceberg, o mais importante é o que tempo trás de tudo aquilo, e isso não é público.

Existem muita literatura e cursos sobre inovação, mas todos orientados a como inovar, como ser inovador ou como ser criativo.

Sem dúvida as técnicas e ferramentas são importantes, porém, ainda mais importante é saber o que fazer com tudo isso.

Nos últimos anos a inovação passou por diferentes estágios e buscou atender as necessidades de cada momento.

No início estava diretamente associada à automação, inovar era aplicar tecnologia para automatizar ou digitalizar um processo.

Pouco a pouco isso foi se ampliando e saindo da tecnologia e permeando em todas as áreas da empresa.

Depois, as empresas começaram a orientar-se à propósito e a inovação passou a pensar em modelos de negócios e não somente em processos.

Agora temos uma nova variável à inovação, a humanização.

E por quê?

Ao longo da história da humanidade, após toda pandemia ou momentos de alto impacto emocional, como guerras por exemplo, a humanidade experimentou um aumento de conscientização e humanização.

Sempre foi assim e desta vez não está sendo diferente.

Isso significa que as empresas terão, inevitavelmente, que adaptar-se à esta nova realidade, o que muitos chamam de novo normal.

Porém, uma diferença com outras épocas é o alto nível tecnológico que temos e a exigência exponencial que temos, em todos os sentidos.

Portanto o desafio passou a ser, inovar aplicando tecnologia para humanizar as empresas.

Agora imaginem que bom seria se as empresas tivessem a oportunidade que alguém ouvisse seu principal desafio em relação à transformação digital, inovação, captação e engajamento de talento, desenvolvimento de negócio ou cultura organizacional, depois, desenhassem uma solução baseados em uma metodologia que une tecnologia e pessoas, e apresentassem sua visão sem custo algum?

E se isso fosse feito com o apoio de executivos de grandes empresas de tecnologia e validado por especialistas de diferentes segmentos?

Mais ainda, se todo este processo fosse mostrado em um canal de televisão de alcance nacional, depois fosse gerado conteúdos multimídia como, Vídeo, Live, Podcast e e-book criando um estudo de caso divulgado em redes sociais.

Isso seria fantástica para a empresa, por vários motivos:

  • Exposição positiva de marca
  • Divulgação multicanal
  • Transmissão de uma imagem moderna por aplicar conceitos de inovação aberta
  • Humanização da marca por buscar resolver seus desafios com uma metodologia orientada a conscientização e humanização de empresas
  • Receber uma solução para um desafio

 

Se a empresa não gostar da solução, ela ganha, porque aprenderá um caminho que não quer seguir.

Se a empresa gostar da solução apresentada, ela ganha por ter um caminho a seguir.

E o mais importante de tudo isso de forma totalmente gratuita.

Seria um sonho…

Tenho uma boa notícia, isso não é um sonho.

Acabo de descrever o novo quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 na Record News.

Onde vamos apresentar soluções para desafios de grandes empresas, que serão desenhados com a metodologia da Tecno-Humanização.

Estreamos no dia 10/06 com o estudo de caso da Alper, uma das maiores consultoras de seguros do país, que nos passou um grande desafio.

Se você tem interesse que a sua empresa participe do quadro, entre em contato com a nossa equipe de curadoria, conte-nos o seu desafio e te daremos nossa visão.

Vamos te mostrar como criar riqueza sem gerar miséria com a Visão Tecno-Humanista.

 

Imagem: Freepik

A inovação é uma cultura e a criatividade um processo!

Este artigo foi publicado no dia 26/06/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Não vivemos em uma era de mudanças e sim uma mudança de era. Ninguém sabe como será o futuro e as empresas precisam ser pré-ativas para criar o seu

Nenhuma empresa está obrigada a mudar, a escolha de sobrevivência é decisão de cada um.

Em um mundo de transformação contínua, tecnologia e comportamental, e velocidade exponencial, a inovação se tornou uma ferramenta fundamental e imprescindível para toda organização.

Porém existem muitas formas diferentes de ver a inovação.

 

VISÃO HIPSTER

Há pessoas que tem uma visão glamorosa da inovação, que frequentam eventos caríssimos para poder ouvir e estar ao lado de executivos de empresas inovadoras, fazem cursos em escolas de negócio com puffs coloridos, estudam cases das empresas mais inovadoras do mundo, se aprendem as palavras da moda e participam de programas de imersões aos principais polos de inovação do planeta: China, Israel ou ao Vale do Silício nos EUA.

Este tipo de aproximação tem o seu valor, mas só é recomendada por empresas na fase inicial ou na fase muito avançada de inovação.

Para empresas que estão em sua fase inicial serve como inspiração, porém custa muito dinheiro e a empresa precisa ter certeza que vai ter a disciplina para se aprofundar e implantar uma cultura de inovação, do contrário, é jogar dinheiro fora.

Normalmente nestas imersões as empresas te mostram a importância e os resultados positivos de inovar, mas não te contam o caminho que deve ser percorrido para chegar até este ponto, principalmente os fatores humanos e culturais, que são os mais importantes.

Para empresas que estão em uma fase avançada, que já tenham cultura de inovação, pode ser interessante ver tendências e fazer benchmark.

Porém, para empresas que estão no meio do caminho, este tipo de viagens me parecem as excursões que eu fazia ao zoológico com a minha escola.

Matava aula, comia um lanche diferente, passeava com meus amigos e não aprendia nada sobre a fauna.

E quando aprendia, não servia para nada porque não podia aplicar os conhecimentos em casa porque os animais que tinha em meu entorno não se pareciam aos animais do zoológico.

É preciso ter muito cuidado, porque em empresas com este tipo de visão tem uma grande concentração de oportunistas, de inovadores de palco e de pessoas com um ego infinitamente maior que sua capacidade de inovar.

Elas costumam ser muito atrativas para pessoas mais preocupadas em parecer que ser inovadores.

 

VISÃO DE TECNOLOGIA

Com uma visão mais operacional, mais pé no chão, ainda tem um grande de profissionais com uma visão de tecnologia.

Eles normalmente trabalham em empresas que associam inovação exclusivamente à tecnologia, e o uso desta tecnologia em sua cadeia produtiva, para solucionar os problemas do dia a dia ou otimizar suas operações.

Mesmo que atuem de forma proativa e que ampliem o alcance do processo a áreas não operacionais, isso não é inovação, é melhoria contínua digital e para a Tecno-Humanização não é suficiente.

Este modelo não é sustentável por dois motivos.

O primeiro é porque otimizar e digitalizar os processos atuais garante a excelência operacional, mas quem garante que o negócio de hoje vai continuar existindo o ano que vem?

O segundo fator é porque esta forma de pensar e atuar depende de que o gestor de cada área tenha a iniciativa, queira explorar uma ideia, própria ou de terceiros, que esteja disposto a assumir os riscos, que consiga os recursos para desenvolver a ideia, e por último que a implemente.

Na VISÃO TECNO-HUMANSITA a inovação é uma cultura e a criatividade é um processo.

Para cada gota de inspiração é necessário baldes de gotas de transpiração.

A inovação é responsabilidade de todos em uma organização e para que funcione é preciso construir uma base sólida.

A Mundial Logistics Group, é um operador logístico brasileiro com 21 anos de experiência de mercado, focado na prestação de serviços para as áreas de Supply Chain, Logística e Marketing Promocional de empresas nacionais e multinacionais e trouxe ao Visão Tecno-Humanista o desafio de como criar cultura de inovação.

No segundo episódio do quadro Visão Tecno-Humanista do programa inova360, vamos sugerir à Mundial Logistics os 7 pilares da cultura de inovação, de acordo com nossa metodologia.

Todos os pontos são necessários para criar uma cultura de inovação, e trabalho final que realizamos, paralelo a este processo é uma condição sinequanon para a Tecno-Humanização.

Não basta inovar, é preciso inovar com propósito, pensando no impacto financeiro, no impacto social e no impacto meio-ambiental, porque há uma diferença enorme entre inovar com ou sem propósito, como mostramos no artigo de mesmo nome que pode ser lido aqui.

O programa será exibido na Record News nesta quarta-feira, dia 24/06/2020 às 8h da manhã, e posteriormente visto em nosso canal do Youtube.

 

Imagem: Pixabay

Benefícios flexíveis aumentam o engajamento do colaborador

Este artigo foi publicado no dia 16/06/2020 na minha coluna no  R7 e no inova360

 

Customizar benefícios e ser flexível é uma visão moderna e necessária na gestão de pessoas

Quem me conhece sabe que eu coleciono vinil, tenho uma boa coleção e quem visita minha casa, costuma ficar impressionado.

Mandei fazer um móvel a medida, como se fosse uma loja.

Então, usando a lógica e querendo ser gentil, é comum que algumas pessoas tentem me dar de presente um disco.

Porém, essa é uma tarefa muito difícil, porque tenho muito disco e a probabilidade de me darem um repetido ou de uma música que eu não gosto é altíssima.

Eu me lembro uma vez, uma amiga espanhola, presidente de uma grande empresa, que eu conheci quando ela veio pra São Paulo, me deu um disco de presente, como forma de gratidão.

Ela me contou que foi à uma loja, dedicou tempo, escolheu com todo seu carinho e… eu já tinha.

É uma situação delicada, eu não sei fingir, foi horrível quando ela procurou em minha coleção e achou o disco repetido.

E você já ganhou ou recebeu algo que não serve pra nada?

Qual foi a sua reação?

Há poucas situações que nos deixam tão constrangidos ou frustrados quanto fazer um esforço e oferecer algo a alguém que a pessoa não dá valor ou não quer.

É surpreendente, mas ainda tem muita empresa cometendo este erro. Muitas estão gastando muito dinheiro e esforço para pagar um benefício que não agrada ou não atende seus colaboradores.

Cada pessoa tem uma necessidade, dependendo de sua idade, de sua condição familiar, social, enfim, tratar a todo mundo igual é a receita para não agradar.

Por isso, surgiu uma empresa, a Vee Benefícios, que usa tecnologia para cobrir este gap e ajudar às empresas a oferecer benefícios flexíveis e personalizados para seus colaboradores.

Mas o que são os Benefícios Flexíveis? De maneira resumida, este é um sistema que oferece ao colaborador a liberdade de escolha. É uma flexibilidade vai muito além de apenas poder optar entre o VR e o VA. É poder decidir o que fazer com o valor que se recebe da empresa e usar quando e como quiser.

Nos Estados Unidos essa ideia já existe desde os Anos 70, mas ela começou a ganhar força no Brasil bem mais recentemente, acompanhando a onda de transformação digital que os diversos setores dentro das empresas estão passando. Hoje em dia já não imaginamos um marketing somente tradicional e offline. Ou um time financeiro fazendo planilhas na mão. Chegou a hora dos recursos humanos.

Perceber as diferenças (e vantagens) entre os dois formatos é bastante fácil. No formato tradicional, o RH aponta arbitrariamente quais são os benefícios que vai oferecer, sem considerar as individualidades de cada integrante do time. Se quiser oferecer um pool mais variado de vantagens, a empresa ainda acaba tendo que lidar com diferentes fornecedores, cada um com o seu próprio processo e sistema de utilização, burocratizando o que deveria ser fácil e colocando entraves no setor de Recursos Humanos.

Já com os benefícios flexíveis, o colaborador faz o que achar melhor. O gestor apenas precisa configurar os padrões de oferta para o time e decidir o valor que se valor que será oferecido, tudo pelo mesmo sistema administrador. A distribuição de recursos é de decisão completa do usuário, que pode fazer isso diretamente pelo app. No caso da Vee Benefícios, o mesmo app pode ser utilizado para pagamentos via QR Code em uma rede parceira (os funcionários também recebem um cartão com a bandeira Mastercard).

A adoção do modelo flexível de benefícios também respeita a diversidade nas empresas. Como é o caso do gap geracional que povoa os escritórios, por exemplo. Atualmente temos três gerações trabalhando lado a lado: Baby boomers, Geração X e Millennials. E aos poucos os Zoomers (a chamada Geração Z) começam a ganhar espaço. Contentar um funcionário nascido no início dos Anos 60 e outro nos Anos 2000 de maneira igual é tão difícil como me dar de presente um disco novo. Por mais carinho e dedicação que se coloque no presente (ou no benefício).

As necessidades individuais são mais respeitadas em um modelo flexível de distribuição de benefícios. Independentemente das escolhas, preferências e necessidades de cada um, a empresa cumpre seu papel de valorizar o seu bem maior: o time, entendendo que cada um é um ser individual, com anseios diferentes. É uma maneira de ampliar o empoderamento do colaborar, deixá-lo mais satisfeito e ainda aumentar a produtividade e diminuir o turnover. Funcionários felizes performam melhor.

Sim. Benefícios de qualidade são sinônimo preservação do time. Uma pesquisa da Society of Human Resources Management mostrou que 34% das empresas consultadas melhoraram seus planos de benefícios e para 72% delas o motivo era a retenção de empregados. 52% das companhias também disseram que a melhoria é focada em atrair novos talentos.

Os benefícios flexíveis representam um passo para que cada pessoa dentro do negócio se sinta valorizada e reconhecida. Como quando você consegue aquele disco raro para aumentar a coleção.

Imagem:  rá oferecido, tudo pelo mesmo sistema administrador. A distribuição de recursos é de decisão completa do usuário, que pode fazer isso diretamente pelo app. No caso da Vee Benefícios, o mesmo app pode ser utilizado para pagamentos via QR Code em uma rede parceira (os funcionários também recebem um cartão com a bandeira Mastercard).

A adoção do modelo flexível de benefícios também respeita a diversidade nas empresas. Como é o caso do gap geracional que povoa os escritórios, por exemplo. Atualmente temos três gerações trabalhando lado a lado: Baby boomers, Geração X e Millennials. E aos poucos os Zoomers (a chamada Geração Z) começam a ganhar espaço. Contentar um funcionário nascido no início dos Anos 60 e outro nos Anos 2000 de maneira igual é tão difícil como me dar de presente um disco novo. Por mais carinho e dedicação que se coloque no presente (ou no benefício).

As necessidades individuais são mais respeitadas em um modelo flexível de distribuição de benefícios. Independentemente das escolhas, preferências e necessidades de cada um, a empresa cumpre seu papel de valorizar o seu bem maior: o time, entendendo que cada um é um ser individual, com anseios diferentes. É uma maneira de ampliar o empoderamento do colaborar, deixá-lo mais satisfeito e ainda aumentar a produtividade e diminuir o turnover. Funcionários felizes performam melhor.

Sim. Benefícios de qualidade são sinônimo preservação do time. Uma pesquisa da Society of Human Resources Management mostrou que 34% das empresas consultadas melhoraram seus planos de benefícios e para 72% delas o motivo era a retenção de empregados. 52% das companhias também disseram que a melhoria é focada em atrair novos talentos.

Os benefícios flexíveis representam um passo para que cada pessoa dentro do negócio se sinta valorizada e reconhecida. Como quando você consegue aquele disco raro para aumentar a coleção.

 

Imagem: Divulgação Vee Benefícios

6 empresas e produtos que surgiram na crise

Este artigo foi publicado no dia 09/06/2020 na minha coluna no  R7 e no inova360

 

O mundo nunca parou durante as crises, quem para são as pessoas

Para algumas pessoas o mundo parou nos últimos meses e a única atividade possível é a de reclamar e criticar.

A maioria dos grupos de WhatsApp se converteram no epicentro da informação, ou desinformação, sobre o COVID19.

Muita gente passou horas aprendendo a lavar as mãos, a fazer máscaras com garrafa pet, assistindo vídeos de especialistas, oportunidades ou charlatães (que são a maioria).

De repente temos mais médicos e cientistas políticos que todas as outras profissões juntas. Estes novos repetidores de informações, costumam reclamar, não apresentar soluções e dizer:

“Alguém tem que fazer alguma coisa” ou “Onde isso vai parar?”

As pessoas que se dedicam a lamentar-se não percebem que o mundo não parou, nem vai parar nunca.

Mal sabem elas que, enquanto elas reclamam da vida tem gente abrindo espaço, criando ou aproveitando as oportunidades.

A importância da história é que nos ensina como devemos ou como não devemos fazer as coisas.

Esta não é a primeira pandemia nem a primeira grande crise da humanidade.

Temos muitos exemplos de empresas que surgiram durante as crises.

Em 1929, houve a maior crise do café que já existiu, muitos produtores de café quebraram e uma comitiva oficial brasileira se foi à Suíça, conversar com a Nestlé para buscar uma solução para proteger a produção do ano, e a após muita pesquisa, surgiu o café solúvel e a Nescafé.

Em 1929, também houve o crash da bolsa de Nova Iorque, conhecido como a quinta-feira negra e a grande depressão americana.

Enquanto a maioria das empresas demitiam milhões de funcionários, Thomas Watson, CEO da IBM, assumiu o risco e decidiu ir na direção contrária, não demitiu, aumentou investimentos e preparou a empresas para o crescimento.

Em 1940, durante a segunda guerra mundial (1939-1945), enquanto muita gente reclamava pela escassez do cacau, Pietro Ferrero criou um produto baseado em avelã e hoje a Nutella fatura mais de 11 bilhões de euros e está em 75 países.

Em 1941, a Alemanha tinha mais muitas fábricas de Coca Cola, porém, com a entrada dos EUA no grupo dos Aliados, a Alemanha proibiu a importação do xarope da bebida.

Incapazes de produzir, muitos já esperam anotar o nome da Coca Cola Alemanha na lista de milhares de empresas que quebraram no período.

Porém, Max Keith, chefe de operações da filial alemã, usando soro de leite e fibras de maçã, ambos eram restos da indústria alimentícia, para criar uma nova bebida.

Foi dado o nome de Fanta, e foi um sucesso.

Em 1973, durante a crise de petróleo, o empresário Salim Mattar, contrariando a lógica e a opinião de seus amigos, financiou a 6 fuscas e iniciou o negócio de aluguel de carros. Em 1979, na segunda crise de petróleo, Salim, a empresa executou um ambicioso plano de expansão. Assim nasceu a Localiza, a maior rede de aluguel de carros da América Latina.

No dia 11/03/2020 a Organização Mundial da Saúde declara a pandemia de coronavírus.

Justo no dia seguinte eu tinha a estreia do espetáculo teatral da Tecno-Humanização, um projeto que havia sido investido muito tempo, dedicação e dinheiro.

Todos os ingressos foram vendidos, mas pelo anúncio da pandemia, estreamos com uma quebra de 50% do público.

Gravamos a estreia para fazer teasers aos clientes corporativos, porém, como somos Tecno-Humanistas e aplicamos a tecnologia para servir ao ser humano, decidimos oferecer em formato digital às pessoas que haviam comprado a entrada e não puderam ir à estreia, sem custo adicional.

Desta simples ação surgiu uma ação maior.

Iniciava-se uma preocupação com a economia de pequenas empresas e autônomos, portanto decidimos colocar a peça à venda, parte da arrecadação irá para ajudar aos profissionais do espetáculo e outra parte para a Casa de Assistência ao Idoso Francisco de Assis.

Se quiser assistir um conteúdo de qualidade e contribuir com esta causa, clica aqui.

Olhei meu planejamento e a próxima ação de 2020 do planejamento era o lançamento do quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 da Record News.

O conceito do programa estava desenhado, a dinâmica é convidar empresas para que nos conte um desafio sobre transformação digital, inovação, captação e engajamento de talentos, ou desenvolvimento de negócio, e vamos desenhar uma solução baseada na metodologia da Tecno-Humanização e apresentar no programa.

Porém, havia um grande desafio! Viabilizar o quadro.

Quem conseguiria patrocínio para um programa de TV durante uma pandemia onde o grau de incerteza política e a turbulência econômica é enorme?

Todas as pessoas com quem eu conversei, me disseram que seria impossível, que eu deveria esperar passar esta crise.

Porém, saí dos grupos de WhatsApp onde as pessoas reclamam, e dediquei este tempo para viabilizar o programa.

Sabe qual foi o resultado?

Esta terça-feira, dia 10/06, estreamos o quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 na Record News.

Sabem por quê?

Porque o mundo não para.

 

Imagens: Freepik

Cultura organizacional na aquisição e fusão de empresas

Este artigo foi publicado no dia 26/05/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Empresa não compra empresa, ela une grupos de pessoas

“Eu pensei que o mais difícil seria educar meus filhos.

Que nada, o mais difícil é unir famílias”.

Essa frase é da minha tia, ela me disse isso quando meus primos começaram a se casar e para ela, o grande desafio, do qual dependia a harmonia de sua família, era saber integrar os novos genros e noras.

Pessoas que vinham com outros valores, outra educação e outros costumes.

Se, no caso da família, onde as pessoas se amam e escolhem estar juntas, gera-se vários conflitos e requer esforço, tolerância e sabedoria para que as coisas funcionem, imagem em uma empresa que compra a outra e entra mudando as coisas sem pedir licença?

A empresa que compra não pergunta, nem deve, aos colaboradores se eles querem ser comprados, se eles querem mudar a forma de trabalhar, se eles gostam do novo modelo, enfim, é um processo que normalmente é considerado intrusivo e agressivo.

Compradores e consultores passam meses analisando os indicadores financeiros e de negócio. Se audita o caixa, o endividamento, o patrimônio líquido, se revisa com lupa a contabilidade, os critérios de avaliação de ativos, se avaliam os riscos fiscais, tributários, trabalhistas, contabilizados e ocultos.

Ao outro lado da balança se coloca a oportunidade de negócio, a carteira de cliente, as marcas, os contratos assinados, os contatos e relacionamentos que passarão a formar parte da nova empresa.

Quase nunca se inclui nesta avaliação a cultura organizacional, isso mesmo, a cultura da empresa é um intangível que, na maioria das vezes, é o fator diferencial de sucesso ou fracasso de uma integração.

Somente um pequeno grupo, normalmente os executivos que promoveram a operação, enxergam os benefícios reais de unir forças e as sinergias de negócio.

Enquanto na imensa maioria das pessoas se produz uma reação inconsciente que levanta barreiras psicológicas que podem ser muito prejudiciais.

O raciocínio é simples e básico.

De um lado se pensa: se eu comprei a sua empresa é porque eu sou melhor que você.

Esse sentimento de superioridade, mesmo que não explícita, é palpável nas primeiras reuniões.

Do outro lado, surgem dois comportamentos, os que se sentem inferiores e se resignam, e os que, para não sentir-se inferior, justificam terem sido comprados por terem feito um grande trabalho, porque são bons, que a empresa que comprou seria incapaz de fazer tão bem e teve que, a base do talão de cheque, adquirir seu expertise.

Neste caso, você me comprou porque tem mais dinheiro, mas eu sou melhor que você.

Se estes pensamentos já não fosse os suficientemente ruins, temos que somar outras variáveis negativas ao processo de integração.

A incerteza e o medo ao desconhecido.

O que vai acontecer?

Como vai ser a partir de agora?

A tendência natural é que a cultura que deva prevalecer é a do comprador. Mas isso não tem por que ser assim, o mais inteligente é olhar o que tem de melhor em cada uma e construir uma nova.

Não me refiro a que deva existir uma relação de igualdade, é perfeitamente compreensível que o comprador queira fazer prevalecer alguns valores básicos de sua empresa, mas ao menos ter a abertura de explorar e conhecer o outro lado.

Quando se tenta impor uma nova forma de pensar, normalmente a resistência natural de se declarar inferior sabota totalmente o processo.

Não deve haver lados, a partir de agora ambas empresas passam a ser uma, não tem melhores nem piores, compradores e comprados, e sim uma única equipe com um objetivo comum.

Obviamente isso é muito teórico e fácil de dizer, e complexo de implantar, porque uma empresa não compra outra empresa, ela incorpora pessoas, que tem seus medos, seus sonhos, seus planos, sua forma de fazer as coisas há décadas, e se isso não for considerado na aquisição, os números projetados não se cumprem.

Entender todo este processo é fundamental e o mais inteligente é trabalhar o engajamento dos novos colaboradores a um propósito, a algo que eles considerem maiores que as empresas que acabaram de fazer uma mera transação econômica.

Se são capazes de ver isso, o potencial da empresa se multiplica por N, e a integração será um sucesso.

Em empresas de alta performance, os colaboradores não seguem a chefes, nem sequer a líderes, servem a um propósito maior.

 

Imagem: Freepik