A compaixão aumenta os resultados da empresa

Este artigo foi publicado no dia 24/12/2019 no inova360

 

Cuidar da sociedade onde se atua e do planeta onde se vive é algo mais que compaixão, é inteligência

A compaixão é um traço humano que nos ajuda a manter nossa existência.

Nascemos compassivos, porém, estudos mostram que a partir dos 5 anos iniciamos um comportamento mais egoísta que é potencializado pelo ambiente competitivo das escolas.

Embora a compaixão seja inata ao ser humano, alguns filósofos a consideram antinatural.

O filósofo alemão Schopenhauer considera a compaixão “um dos caminhos para a negação da vontade”. Para ele as ações humanas são naturalmente guiadas pelo egoísmo, portanto, pensar no outro é sempre em detrimento de si próprio, e isso demanda esforço e um alto consumo energético.

Nietzsche segue a mesma linha de Schopenhauer sobre o egoísmo, porém, tem uma visão ainda mais negativa. O filósofo considera a compaixão um sinal de fraqueza.

“Quando alguém se compadece, perde a força. Pela compaixão aumenta-se e multiplica-se o desperdício de energia que o sofrimento, por si próprio, já traz à vida”.

Mas se por um lado Nistzche considera a compaixão como um esforço hostil à vida, Dalai Lama acredita que este sentimento é capaz de transformar o mundo.

Segundo Dalai Lama, guia espiritual e líder político do Tibete, é possível ensinar e cultivar a compaixão. Porém, quando adultos, não aprendemos a ter compaixão e sim nos reconectamos a uma característica natural que estava perdida dentro de nós.

Mas a compaixão não é uma característica do ser humano e está no âmbito de sua vida pessoal? O que isso tem a ver com o mundo corporativo?

Jamais podemos esquecer que empresas são formadas por, e para, pessoas.

Por isso, desde o ponto de vista de gestão, cada vez mais pessoas aderem à linha de pensamento de líder Tibetano. Do psicólogo Daniel Goleman ou Raj Sisodia à Michael Porter, passando por grandes empresários, como Richard Branson (Virgin Group), há um senso comum de que o lucro não deve ser o único indicador de resultado de uma empresa.

Existem estudos, tanto no exterior como nacionais, que demonstram que empresas que tem uma visão humanizada e atuam com compaixão, pensando não somente no lucro, mas também no impacto social e meio ambiental (triple bottom line) de sua operação, são extremamente mais rentáveis.

Toda empresa que queira sobreviver, se desenvolver e ter melhores resultados a partir de agora deve pensar, e acima de tudo atuar, de forma genuína, baseada na compaixão.

Portanto, é fundamental para a empresa buscar uma visão de compaixão e agir em consequência disso.

Nesta linha, segundo os estudos realizados por Tania Singer, psicóloga alemã, neurocientista social e chefa científica do Laboratório de Neurociências Sociais da Sociedade Max Planck em Berlim, os treinamentos não devem buscar a compaixão, e sim virtudes como paciência, generosidade, perdão, entre outros, que dão origem à compaixão.

Este artigo está sendo publicado no dia 24/12, véspera de natal, e considero oportuno mostrar, através de uma fábula que ilustra perfeitamente a compaixão e como isso garante a nossa existência. Em seguida mostrarei alguns exemplos de compaixão corporativa e como isso impacta positivamente nas empresas.

“Uma pessoa, como último desejo antes de morrer, queria conhecer o céu e o inferno, e isto lhe foi concedido.

Ao abrirem a porta do inferno, viram uma sala em cujo centro havia um banquete em uma mesa maravilhosamente posta. Em volta dela, estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas.

Cada uma delas segurava uma colher, mas como tinham os cotovelos invertidos, virados ao contrário, não conseguiam alcançar suas próprias bocas. O sofrimento era imenso.

Em seguida, foi o céu.

Entrou em uma sala idêntica à primeira, havia a mesma mesa, o mesmo banquete, as pessoas em volta, com os mesmos cotovelos ao contrário. A diferença é que todos estavam saciados.

– Eu não compreendo – por que aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?

O guia sorriu e respondeu:

– Você não percebeu?

Aqui as pessoas também possuem os cotovelos invertidos, afinal de contas, somos todos iguais, elas também não podem levar a comida à própria boca, mas elas levam a comida à boca do outro, se alimentam uns aos outros.”

No mundo corporativo, empresas que pensam e agem pensando em construir um mundo melhor, obtém melhores resultados.

Primeiro porque aumenta significativamente o engajamento de seus colaboradores. Consegue atrair e engajar mais talentos. Os clientes, buscam e reconhecem cada vez mais empresas conscientes e humanizadas e isso, automaticamente, leva à empresa a melhores e maiores resultados.

Como as empresas podem ter compaixão? O que isso significa na prática?

Podemos citar o Plano de Vida Sustentável da Unilever (USLP, na sigla em inglês), que, entre outras medidas, une à sua cadeia de fornecedores de matéria-prima mais de meio milhão de pequenas fazendas em partes pobres do mundo.

Este movimento é ir à direção oposta das últimas três décadas que nos levou a concentração de riqueza, concentração de fornecedores para aumento do poder de negociação, otimização de resultados através de economia de escala.

Para não perder competitividade, o USLP ensina e ajuda os pequenos produtores a ganharem excelência. Isso levará uma fonte de renda e dignidade às regiões humildes, combatendo desemprego, pobreza e ignorância.

Outro exemplo, foi quando a Toms, empresa de calçado, iniciou uma campanha há mais de 13 anos onde, a cada par de sapato vendido, ela doa outro. Devido ao sucesso da campanha, ela estendeu isso a todos seus produtos e passou a fazer parte de seu modelo de negócio. Neste período, a Toms, doou mais de 95 milhões de pares de calçados.

Se você é um Tecno-Humanista, pode baixar o relatório a Toms, no drive da Tecno-Humanização.

No Brasil temos vários exemplos. A Reserva é um deles, que criou a campanha 1P5P, ou seja, a cada peça vendida viabiliza 5 pratos de comida a quem tem fome. Desde maio de 2016, já foram viabilizados a entrega de 34.960.600 pratos de comida.

Ou seja, não nos faltam evidências mostrando que a mentalidade de que para gerar bons resultados é preciso ser egoísta e pensar somente no próprio umbigo é coisa do passado.

Em terra de robô e de transformação digital, quem tem um coração é rei.

 

Imagem: Pixabay

Ano novo, vida velha!

Este artigo foi publicado no dia 31/12/2019 na minha coluna no R7 e inova360

 

Início de ano e, para muitas empresas, início de ano fiscal. Novos objetivos, novas estratégias, nova estrutura organizacional, velha pressão.

Vamos iniciar um novo ano e, para muitos, inicia-se um novo ano fiscal.

Novos objetivos, e os resultados do ano anterior, já não tem mais valor. Os contadores são zerados e o histórico, por mais positivo que seja, não oferece nenhuma garantia de sucesso futuro, e muito menos de empregabilidade.

Quem realizou e bateu as metas sabe o esforço que teve que fazer dá muito valor a ter sido capaz de cumprir os objetivos em um mundo VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity and Ambiguity). Porém, o outro lado da mesa normalmente considera que a consecução dos objetivos não passa de uma obrigação.

Essa falta de alinhamento entre liderança e colaboradores normalmente levam às discrepâncias. Um lado pensa que se mata para manter a empresa em pé e o outro pensa que “eu te pago muito bem para fazer o seu trabalho”.

O resultado é o mínimo que se espera do lado da empresa e é o máximo que o colaborador pode oferecer.

Começar do zero todo ano é, sem dúvida, algo que gera pressão. São 15 minutos de comemoração por ter batido a meta do ano anterior e 365 dias pela frente para se enfrentar à próxima. E se os objetivos de crescimento do próximo ano são agressivos, mais ainda.

Outro ponto curioso, que a maioria das empresas costumam errar. Os objetivos do próximo ano são baseados no realizado no ano anterior, aplicando a porcentagem de crescimento marcada pela empresa.

Portanto, quem superou a meta no ano anterior é penalizado porque parte de uma base maior para o cálculo da meta do ano seguinte. Quem ficou aquém da meta do ano anterior, se sobreviver na empresa, por este critério, teria uma meta menor no ano seguinte.

De todas formas, os objetivos individuais devem ser mínimos, a tendência é irmos para objetivos coletivos.

Devemos separar pelo que se paga e pelo que se valora um colaborador.

Temos que valorar a contribuição individual ao projeto, o quanto um profissional agrega ao todo.

Contudo, a remuneração deve estar associada ao coletivo, porque objetivos individuais geram uma competição interna, que levada ao extremo, costuma ser nociva, tanto para o grupo quanto para a própria empresa.

Há quinze anos atrás eu participei de uma reunião de vendas de início de ano. A imagem que ficou no telão antes do início do evento foi uma frase de Indira Gandhi que dizia:

“O mundo exige resultados. Não conte aos outros as tuas dores do parto. Mostre seu filho”

Eu havia me tornado um executivo há pouco tempo e, até então, havia aprendido que realmente era assim que tinha que ser.

Não havia desculpas para não bater as metas.

Não importa o que a minha equipe dissesse, pior ainda, qualquer coisa que minha equipe de vendas falasse eu consideraria uma desculpa.

Nesta época, em meu perfil do LinkedIn eu colocava, com orgulho, que era orientado a objetivos.

E qual o problema em ser orientado a objetivos?

Absolutamente nenhum, muito pelo contrário.

É fundamental ter um norte para se guiar.

O problema normalmente está no limite que é imposto por quem define o objetivo e por quem o realiza.

A falta de objetivos leva uma empresa à estagnação e provavelmente à morte.

Por outro lado, objetivos excessivamente agressivos podem desencadear um comportamento inadequado.

Todo mundo é bom quando as coisas vão bem. Entretanto, quando o objetivo está longe de ser batido surge a pressão, e é neste momento que vemos o caráter das pessoas.

Oscar Wilde disse que:

Ética é o que fazemos quando todos estão olhando. O que fazemos quando ninguém vê, chama-se caráter.”

Se governança não garante ética, como vimos no artigo de mesmo nome, quem dirá caráter.

A cultura da empresa deve mostrar a importância dos objetivos, porém, deixar claro que não vale tudo para alcança-los.

Coincidentemente o mesmo executivo que colocou a frase da Indira Gandhi no kickoff, fazia algumas coisas, que hoje, considero bem inadequadas. Um dos objetivos que a equipe de liderança tinha, além de EBITDA, era o de caixa. Então, no final de cada trimestre, se bloqueava todos os pagamentos a fornecedores, mas se negociava com eles pagar juros pelo atraso. Nossa empresa ganhava menos dinheiro, mas como juros vai abaixo do EBITDA, não afetava nossos objetivos e bônus.

Quando me refiro que, em momentos de pressão é que conhecemos o caráter das pessoas, uma das situações que me marcou muito foi quando fui escalado por um diretor de um fabricante de tecnologia, empresa parceira.

Eu recebi uma ligação do Vice-Presidente de Hardware me pedindo para processar um pedido urgente de um projeto que havíamos fechado.

Eu disse que a minha equipe já estava cuidando disso e ele insistiu.

Me pediu para mudar o fornecedor que estávamos usando porque ele precisava do pedido naquele dia.

Eu disse que iria olhar o que estava acontecendo e retornaria em seguida.

Chamei o meu diretor de produtos e me informei.

A questão era a seguinte, era sexta-feira, no dia anterior havia sido feriado, e o responsável pelo nosso projeto no fornecedor aproveitou e emendou o feriado.

Nós havíamos enviado o pedido, porém ele não processou o pedido no fabricante.

O fabricante queria que eu cancelasse o pedido do meu fornecedor e comprasse em outro.

Eu me neguei, retornei à ligação e disse que não faríamos isso.

Por quê?

Porque este fornecedor nos apoiou em fase de pré-venda e nos emprestou um equipamento para fazer uma prova de conceito no cliente.

Não era fechamento de trimestre.

Não era fechamento de ano fiscal.

Eu não traio os meus parceiros de negócio.

Vamos abandonar velhas práticas que nos trouxeram até aqui como sociedade.

Devemos trabalhar com tensão, não relaxar em relação aos objetivos, agora, pressão… tem limites.

Quais?

O primeiro, o da ética.

O segundo, o do caráter.

Ano novo, práticas novas!

 

Imagem: Pixabay

Você acha que não está exposto à transformação digital?

Este artigo foi publicado no dia 20/12/2019 na minha coluna no R7 e inova360

 

Pensar que seu negócio é pequeno demais para se Tecno-Humanizar, ou que a transformação digital não vai te afetar, é assinar o seu atestado de óbito corporativo.

Frequentemente vejo empresários dizendo “a minha empresa é muito pequena para um processo de transformação digital ou de negócios…

Diante deste pensamento, a pergunta me faço é: desde quando fazer as coisas corretamente exige um tamanho mínimo de empresa?

Um dos maiores erros que pode cometer um gestor ou um empreendedor é sofrer o efeito Dunning-Kruger. Isso pode condenar a sua empresa à morte.

Este efeito foi estudado em meados de 1990 por David Dunning e seu aluno Justin Kruger da Universidade de Cornell. Tudo começou quando McArthur Wheeler, de 44 anos, roubou dois bancos em plena luz do dia, sem máscaras nem disfarces. Ao ser preso e interrogado, ele não entendia como havia sido descoberto já que ele havia aplicado limão em seu rosto, conforme lhe haviam dito, acreditando que isso o faria invisível perante as câmeras de segurança.

Este crime, absurdo e inusitado, gerou o seguinte questionamento no professor David Dunning, da Universidade de Cornell:

“Poderia ser possível que minha própria incompetência me deixasse inconsciente dessa mesma incompetência?”

Dunning convidou um aluno brilhante, Justin Kruger, para realizar um estudo e encontrar uma resposta a esta pergunta.

O estudo demonstrou que quanto maior a incompetência de uma pessoa, menos consciente ela é sobre sua incompetência. Por outro lado, as pessoas com maior conhecimento, paradoxalmente, tendem a subestimar suas competências.

O resultado faz todo o sentido, já que para que uma pessoa reconheça e aceite sua própria incompetência sobre um determinado assunto, deveria ter os conhecimentos necessários para julgar se é incompetente ou não. Ao não ter esses conhecimentos não pode ser consciente de sua incompetência…

E o que a psicologia e o efeito Dunning-Kruger tem a ver com Transformação Tecnológica ou de Negócios?

Muito simples, o efeito Dunning-Kruger corporativo não se refere à incompetência, e sim à falta de conhecimento de uma área específica. E esse desconhecimento que sofre a maioria das empresas e profissionais liberais pode ser seu maior inimigo.

Ao não conhecer e/ou entender os impactos da transformação digital em seu negócio, ele é incapaz de julgar os riscos e oportunidades ao qual o profissional ou a empresa estão expostos.

O executivo sabe da importância e, além disso, da necessidade de realizar uma transformação em seu negócio, mas, em muitos casos, desconhece a magnitude da transformação à sua volta (conceito de transformação digital ativa e passiva).

É igualmente perigoso perder os trens das oportunidades que passam à sua frente como, por exemplo, não enxergar as ameaças que se aproximam vindas de fora de seu setor (concorrência transversal), sem que ele tenha o conhecimento e a metodologia adequada para detectá-los.

Normalmente os empresários e executivos se protegem inconscientemente de sua falta de conhecimento justificando que seu negócio é diferente, que tem particularidades e que está protegido por regulamentações, leis e conselhos regionais. Mais ainda, que seu negócio é único e isso lhe outorga um manto protetor (ou uma capa de super-herói) que lhe protege de todas transformações que estão acontecendo no mundo real…

Eles utilizam as mesmas muletas de sempre para justificar as dificuldades em seus negócios e, assim, atribuem os problemas basicamente a 4 coisas:

1) Problemas sistêmicos: crise econômica, excesso de burocracia, carga tributária, lei trabalhista, etc.

2) Crise política: instabilidade, corrupção, etc.

3) Falta de mão de obra qualificada e comprometimento

4) Se consideram pequenos demais

 

Porém, estes pontos são somente a ponta do iceberg e usá-los como escudo (desculpa) para justificar a situação de seu negócio é extremamente ingênuo e perigoso.

Os três primeiros fazem parte da cultura do país, crescemos ouvindo isso e os tomamos como verdades absolutas. Não quero dizer com isso que estes pontos não existam e que seus impactos não são relevantes. É óbvio que sim! Mas não são, em absoluto, impedimento para desenvolver seu negócio.

Entretanto, o quarto motivo não faz nenhum sentido – dizer que se é pequeno demais para passar por um processo de Tecno-Humanização seria como dizer que só precisamos aprender a falar quando atingimos a maioridade.

Uma banca de jornal, um vendedor ambulante, uma rede de lojas ou uma grande indústria pode, e deve, Tecno-Humanizar seu negócio.

Também não há momento. Se as coisas vão bem, você deve preparar o seu negócio para a próxima onda. Se vão mal, deve transformá-lo para evitar a quebra.

Porém, a transformação, digital e de negócio são complexas, não há receita pronta e, muito menos, mágica. Tentar fazer isso sozinho pode tornar pior a emenda que o soneto.

Para mitigar este enorme risco, as empresas não precisam saber tudo. Não há como eliminar totalmente o efeito Dunning-Kruger, elas precisam abrir sua mente, reconhecer a incompetência. Isso não é pejorativo, é de sábios, e contar com a ajuda de um mentor de transformação externo para que ajudá-las neste processo.

 

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Qual é o limite das startups perderem dinheiro?

Este artigo foi publicado no dia 12/12/2019 na minha coluna no IT Forum 365

 

Os prejuízos dos unicórnios são estratégias ou uma bolha especulativa a ponto de estourar?

Pessoal, aproveitem para ler este artigo porque pode ser o último!

Talvez, em breve eu deixe de escrever, de dar palestras, treinamentos e mentoria.

Isso mesmo.

Tive uma ideia de negócio e vou ficar bilionário em 5 anos no máximo.

Não acreditam?

Vejam só, pensei em criar um supermercado delivery express.

Vou colocar uns painéis interativos no metrô, que simulem gôndolas de supermercado, WiFi para conexões com os pontos de vendas na superfície, leitores NFC e Bluetooth para identificar o cliente, dissipadores de aroma para soltar cheiro de pão na hora do lanche da tarde, cheiro de comida na hora do jantar, e assim por diante. Também vou usar big data armazenando dados de compras dos clientes, hábitos de consumo, renda, deslocamento, viagens, e analytics para traçar um perfil consumidor.

Vou integrar minha solução com Alexa, para que ela possa me avisar se está faltando algum produto de consumo habitual na minha geladeira, se é alguma data especial ou mesmo sexta-feira, e usando neuromarketing, sugerir produtos que com alta taxa de conversão.

Vou usar câmeras com reconhecimento facial para analisar fisionomia e semblante do cliente e assim analisar o seu estado de ânimo, e, dessa forma, poder passar publicidade que sugira subliminarmente produtos que o cliente pode querer comprar neste momento.

Se não for possível identificar totalmente o estado de ânimo pelas câmeras, o App conversará com o cliente, e usando IA com os módulos de reconhecimento de voz, identificar o humor.

Uso blockchain para criar meios de pagamentos e rastrear a logística.

Com toda esta tecnologia, as pessoas poderão fazer a compra enquanto esperam o transporte público.

Como eu vou saber o endereço do cliente, a distância que ele está de casa e o tempo que ele vai demorar para chegar, eu posso calcular o meu tempo de entrega máximo.

Eu terei tantas lojas “semi-virtuais” como estações de metrô como também alguns pontos de ônibus.

As imagens da gôndola interativa devem ser realistas, devem mostrar características do produto, dar sugestões de uso, de receitas em caso de produtos alimentícios, inclusive enviar para minha Alexa para que quando eu chegue em casa, ela já saiba o que eu quero fazer.

Vou negociar com os fabricantes e distribuidores um desconto agressivo, afinal de contas terei muitas lojas.

Após conseguir os investimentos, vou iniciar minhas operações.

Porém, o maior desafio deste tipo de negócio seria estoque e logística.

Manter um centro de distribuição (CD), centralizado com milhares de SKU, termo em inglês de Stock Keeping Unit, tem um custo enorme.

Nas grandes cidades, a logística é um desafio maior ainda.

Para as capitais a solução seria vários CDs e desta forma, aproximar os produtos aos clientes.

Só que este modelo seria inviável pelo alto custo de infraestrutura.

Porém, em época de desmaterialização, onde eu não preciso ter nada para comprar nem vender, basta conectar as pontas da oferta e da demanda, e como sou inovador e disruptivo, pivotei meu modelo, e vou unir a demanda do cliente com o varejo de proximidade.

O cliente compra pela plataforma, a plataforma envia a demanda para o comércio mais próximo da casa do cliente, e a entrega é feita através de uma parceria com alguma empresa de delivery.

A compra chega junto com o cliente em sua casa.

Para que o modelo seja rentável, a plataforma tem que pressionar muito o varejo local, que normalmente tem preços piores que os grandes varejistas.

A inovação, a disrupção, o crescimento são os únicos pontos que importam para o investidor. O fato de que a minha empresa vai pressionar o comércio local, provocando prejuízo nas empresas, é totalmente secundário, será relevado sob o autoconvencimento de que, graças a minha empresa, vai movimentar o varejo de proximidade que está seriamente ameaçado pelos grandes varejistas e pelo e-commerce.

Para dominar este mercado e evitar que outro player entre, faço várias rodadas de captação, para crescer e preparar a empresa para um IPO e, assim, crescer, crescer e crescer.

Objetivo: Unicórnio

Viram como é fácil?

Agora, se vocês me perguntarem se a minha startup ganha dinheiro, a resposta é imediata.

Não!

Primeiro tenho que crescer, dominar o mercado, internacionalizar, chegar a unicórnio, seguir crescendo, lançar novos produtos, crescer um pouco mais, para, em algum momento, no futuro, ganhar dinheiro…

Vocês já viram esse filme?

Uber, WeWork, Tesla, Pinterest, PagerDuty, Lyft, Didi Chuxing (dono do 99), e uma longa lista de empresas bilionárias que acumulam prejuízo trimestre atrás de trimestre.

Existem casos de empresas, como a Amazon Web Service, que usou o crescimento com prejuízo, por um tempo limitado, como estratégia, mas era uma empresa que tinha lastro.

Mas para a maioria das empresas é pura especulação.

Somos o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra.

Não aprendemos com a bolha das pontocom?

Com a bolha imobiliária na Espanha?

Com as subprime americanas?

Toda bolha, tem duas características muito nocivas:

A primeira é incentivar a especulação, transmitir a falsa sensação de que é fácil e rápido enriquecer, criando uma cultura de oportunismo e imediatismo.

A segunda é que a bolha enriquece a poucos e quando estoura, gera muita miséria em volta.

Pensando bem, acho que este artigo não vai ser o último.

Prefiro não enriquecer assim.

E você?

 

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O desafio de vencer o medo à transformação em tempos de transformações

Este artigo foi publicado no dia 10/12/2019 na minha coluna no R7 e inova360

 

O medo é a principal emoção que pode bloquear o nosso desenvolvimento.

O medo é uma das emoções que nos acompanha ao longo de toda a nossa vida.

Temos medo a coisas que não controlamos ou julgamos ser mais poderosas que nós.

Desde animais selvagens à morte.

Em muitas ocasiões, o medo nos salva ou nos protege de perigos.

Mas também existem medos do desconhecido, de eventos e processos que nos tiram da zona de conforto.

E nosso cérebro está pensado para proteger, nosso sistema límbico tem a função de economizar energia, física e mental, e manter-nos vivos.

Portanto, ele nos colocará todos os impedimentos, lógicos ou não, para evitar que corramos perigos físicos ou que tomemos decisões que nos gerem stress.

Os medos de ameaças tangíveis e conscientes são mais fáceis de resolver, porém existem bloqueios que são muito difíceis de solucionar, não pelo problema em si, mas porque são imperceptíveis aos olhos de quem sofre com eles.

A falta de consciência deste medo invisível impede quem o tem de elimina-lo.

Por exemplo, imagine que você não esteja satisfeito em seu trabalho, o lógico seria, primeiro tentar identificar e resolver o que te faz insatisfeito neste trabalho. Se não conseguir ou não for possível porque não depende de você, o próximo passo é mudar de trabalho, de empresa, de profissão, enfim…

Porém, o medo gera resistência à mudança, a falta de garantias de que a nova profissão ou a nova empresa vai te dar a satisfação buscada, impedem muita gente de mudar e, automaticamente, passamos a buscar desculpas e justificativas para não nos sentirmos covardes ou fracassados. Este é um mecanismo de defesa de nosso cérebro, o qual chamamos dissonância cognitiva, e você pode conhecer um pouco mais a respeito em meu artigo Neurodiversidade como vantagem competitiva.

A dissonância cognitiva é a base da hipocrisia. Daqueles que pregam uma coisa e fazem outra. Em muitos casos, o comportamento hipócrita não é por má fé, ele simplesmente está sendo controlado pelo nosso medo e não pela nossa razão.

Quando um executivo sabe que as práticas de sua empresa não são as melhores, sabe o que deve fazer para mudar, mas não tem nenhuma garantia de que as mudanças trarão o resultado desejado, dispara-se o alarme do medo.

Neste caso, as análises de risco ajudam no processo de tomada de decisão, mas, e quando o executivo nem leva o caso à discussão e análise?

O medo é tão grande que enterra a oportunidade antes mesmo que ela seja avaliada.

Tenho visto muitos profissionais em transição de carreira, buscando cursos de especialização (pós-graduação ou MBA), geralmente na mesma área em que já atuam. Não que isso seja ruim, mas é fazer “mais do mesmo”.

Aprender o mesmo e fazer da mesma forma de sempre. Óbvio que vão adquirir novos conhecimentos e aprender novas ferramentas. O problema, na minha opinião, é que não vão mudar seu mindset e, portanto, vão aplicar novas ferramentas, porém, com a mesma visão.

O que isso significa na prática?

Que tudo seguirá igual!

Mas este profissional, provavelmente reclame da sociedade que em que vivemos.

Pois é, ele tem a oportunidade de muda-la, mas não o faz por medo. E se convence de que, ele não tem força pra mudar a sociedade, de que sozinho ele não consegue nada, e assim por diante.

Da mesma forma, empresas tem problemas de crescimento, de rentabilidade, de captação e engajamento de talento, de transformação digital, de propósito, de resultados, enfim… os desafios de qualquer empresa.

Elas continuam buscando resolver novos problemas com os métodos antigos…

Infelizmente tenho que dar uma notícia.

Não vai funcionar!

Temos que sair da zona de conforto e o primeiro passo para que isso aconteça é mudar o Mindset. Só assim teremos outra visão sobre o mundo e sobre os negócios que nos permitirá transformar realmente a empresa.

E qual a garantia de sucesso se transformarmos empresa?

Nenhuma.

A única garantia que temos é a do fracasso por insistir em fazer o mesmo.

Em seu livro insights, Walter Longo comenta que “Daqui para a frente, empresas NÃO MORREM só por fazerem coisas erradas. Elas morrem também por fazerem a coisa certa por um tempo longo demais.

Neste processo de transformação, temos que combinar 3 elementos: Tecnologia, Negócio e Pessoas, e trabalhá-los de forma integrada e sistêmica.

É exatamente isso que a Tecno-Humanização faz.

Agora, sabem o que me inspirou escrever este artigo?

Esta semana dei uma palestra em um evento fantástico, o Inception 2019, organizado pela MobLee, empresa que possui uma solução para gestão de eventos.

O André Rodrigues, CEO da empresa, me falou sobre o grande desafio que é, sendo uma empresa de tecnologia, organizar um evento para profissionais e especialistas de eventos.

As noites sem dormir e o medo que provoca este tipo de situação.

Achei fantástica a ousadia!

Se a empresa dele quer ter sucesso, entender as necessidades (não gosto da expressão dor) de seus clientes, ele precisa passar por isso, mesmo que dê muito medo.

Tenho certeza que o aprendizado foi muito rico e útil, e fará com que sua empresa melhore sua solução e ofereça cada vez melhores serviços e experiência.

Eu tenho utilizado um pensamento como filosofia de vida há anos, e tem me ajudado a me desenvolver como pessoa e profissional.

Em processos de tomada de decisão, obviamente considerando o risco, eu não faço nada que me mantenha em minha zona de conforto.

Ninguém evolui fazendo o mesmo, aquilo que já está dominado.

Desafie-se sempre.

A única forma crescer, é fazendo o que nos dá medo.

 

Imagem: Pixabay

A tecnologia prejudica a memória e o raciocínio?

Este artigo foi publicado:no dia 04/12/2019 na minha coluna no R7 e inova 360

 

Este artigo tem 941 palavras, se você não conseguir ler até o final, talvez tenha um problema gerado pela tecnologia

Qual o número de telefone do seu filho?

Há 20 anos a resposta seria automática.

E o número dos seus documentos de identificação, as suas senhas, o endereço do seu melhor amigo?

Mas para que ocupar espaço em nossa cabeça com informações que podem ser armazenadas em nossos celulares?

Devemos guardar a informação estática na tecnologia e utilizar nosso cérebro para coisas mais produtivas.

Este raciocínio, que na verdade é uma justificativa para a preguiça mental, traz consigo uma armadilha perigosíssima.

O (mal) uso da tecnologia pode prejudicar a nossa memória, e isso é o menor dos males que ela pode nos causar.

Eu tive um chefe que eu admirava muito pela sua memória e rapidez de raciocínio. Eu era programador de uma software-house e quando tínhamos que fazer um programa, perguntávamos a ele se havia, entre os milhares de programas, algum que poderia servir de base.

O nível de detalhe da resposta era absurdo.

Ele dizia: “Temos sim, procura no cliente tal, sistema tal, programa tal”, e às vezes dizia, mais ou menos, onde a rotina que precisávamos estava, considerando que os programas tinham centenas ou até milhares de linhas de código.

Era incrível!

Eu comecei prestar atenção mais atenção em seus hábitos. Um dia o vi estacionando o carro pela manhã e reparei que ele ficou olhando atentamente aos carros que estavam estacionados na frente e atrás.

Quando ele chegou no escritório eu perguntei, o que você está olhando?

E ele me respondeu:

“Eu memorizo marca, modelo, cor e placa dos carros estacionados ao lado quando eu chego e verifico se são os mesmos quando eu vou embora.”

Este comportamento pode parecer geek se o analisamos superficialmente. A informação em si é inútil, mas o benefício deste exercício é sensacional.

A memória, a lógica, o raciocínio, podem e devem ser treinados diariamente.  No mercado, existem empresas que desenvolveram metodologias com atividades e jogos especificamente para isso.

Quem me conhece sabe que eu gosto muito de música e tenho como hobby colecionar discos de vinil.

Não que eu seja um purista. Também ouço CD, mp3 ou qualquer outra mídia, porém, tenho resistido bravamente às plataformas de streaming. Pode parecer um contrassenso, já que, por um preço muito menor ao que eu pago pelos meus discos, eu teria milhões de músicas.

A questão não está no preço, nem na vasta oferta de conteúdo, está em que eu não quero me acostumar que um algoritmo escolha a próxima música que eu vou ouvir, baseado em meu histórico.

Começamos ouvindo músicas recomendadas por um software, entramos em modo “piloto automático” e acabamos sem saber o nome de nenhuma música ou banda.

Prefiro exercitar minha memória e quando eu alguém me mostrar uma música e me perguntar: “Você sabe quem canta?”

Encho o peito e digo, a banda, a música, o nome do disco, e em alguns casos, o número da faixa e o lado.

Quem mora em grandes capitais sabe a importância de utilizar aplicativos de GPS online, não somente para nos levar ao nosso destino, mas principalmente para nos livrar dos intermináveis congestionamentos. Essa comodidade tem gerado um problema, estamos deixando de prestar atenção onde vamos, os trajetos, nomes de ruas, etc.

E qual o problema?

Os taxistas britânicos, para receber a licença, eram obrigados a decorar os nomes e direções de todas as ruas. A prova consistia em que o taxista recebia um trajeto e ele tinha que, oralmente, dizer todo o trajeto que deveria fazer para levar um passageiro da origem ao destino, deixando o passageiro do lado certo da rua.

Por conta desta exigência, os taxistas britânicos têm o hipocampo, estrutura relacionada à memoria e a navegação espacial, muito mais desenvolvida que os motoristas não profissionais.

Recentemente, um estudo realizado pela Scientific American mostrou que, quando um taxista realiza um trajeto por um local novo, desconhecido, aumenta a atividade no hipocampo e inclusive forma novas conexões neuronais. Porém, quando utiliza o GPS a atividade baixa, e como o tempo, chega a diminuir de tamanho o hipocampo.

Mas o uso da agenda do celular e do GPS não são os principais vilões. A neurocientista Maryanne Wolf, uma pesquisadora da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA),  mostra que muita gente, depois de muito tempo em redes sociais, lendo textos de 140 caracteres máximo, já não conseguem ler um texto longo, e o que pior, assimilar e interpretar o que se lê.

No início da minha carreira executiva, me fazia sentir importante receber centenas de e-mails ao dia. Pasmem, mas houve um tempo que era símbolo de status dizer a quantidade de e-mails recebidos, mas, com viagens e reuniões, era difícil responder todos com qualidade. Então, comecei a utilizar a expressão “ler em diagonal”.

Segundo Wolf, em seu livro O Cérebro no Mundo Digital – Os desafios da leitura na nossa era, o impacto não é somente nos detalhes que se perde, mas afeta a nossa tomada de decisão.

A leitura não é uma habilidade natural, não há nenhum circuito genético para isso. Portanto, temos que desenvolvê-la e um dos benefícios, além do conteúdo em si, é criar sinapses e conexões com diferentes sentidos.

Uma meta-análise feita por pesquisadores da Espanha e Israel, com mais de 170.000 mil pessoas na Europa, identificou, embora de forma não conclusiva, que a leitura em telas e meios digitais não favorecem as habilidades de compreensão, e as leituras online são mais rasas.

Ou seja, não basta ler, o ideal é ler em papel.

Leituras rápidas, superficiais, não alocam o tempo de processamento cognitivo suficiente para o pensamento crítico.

Sendo assim, podemos concluir que não dedicar tempo à leitura, pode custar muito caro.

Você está disposto a pagar esse preço?

 

Imagem: Pixabay

Seja egoísta, ajude o próximo!

Este artigo foi publicado: no dia 30/11/2019 na minha coluna no R7 e no portal Inova360.

 

O altruísmo corporativo aumenta o engajamento dos colaboradores e a lucratividade da empresa

Cada um por si e Deus pra todos.

Se você é vítima da crença arcaica tenho uma boa notícia, ela caducou.

Estamos na era da colaboração, portanto, temos que pensar no coletivo e não somente no individual.

Vou te dar 3 motivos para pensar no próximo: Por consciência, porque está na moda ou por egoísmo.

Isso mesmo, você leu certo, por egoísmo.

Está comprovado cientificamente que ajudar o próximo faz bem!

Jorge Moll Neto, PhD, fundador e coordenador da Unidade de Neurociência Cognitiva e Comportamental e cofundador e presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, demonstrou em um estudo científico os benefícios do altruísmo.

Ele comparou a resposta cerebral (bioquímica e cognitiva) em três situações:

Quando você ganha dinheiro.

Quando você doa parte deste dinheiro que ganhou à uma causa que você acredita ou considera nobre.

Quando você nega a doação por não acreditar na causa.

Quando você ganha dinheiro, ativa o mesolímbico dopaminérgico, a região cerebral da recompensa e gera uma sensação de bem-estar.

Ao opor-se à doação, você também ativa o sistema de recompensa, porém ativa simultaneamente outras regiões do cérebro que estão relacionadas à sentimentos aversivos que reduzem ou até pode anular as boas sensações.

No caso da doação, você ativa o sistema de recompensa e ativa também circuitos seletivos relacionados a sentimentos afiliativos que são próprios de cuidados mãe-filho, formação de casais ou de proteção ao cônjuge, portanto, o sentimento de bem-estar se vê potencializado produzindo uma sensação de prazer maior a quando se ganha.

A lembrança da experiência prazerosa de ajudar o próximo é de longo prazo, porque fica registrada no sistema límbico do cérebro, onde temos a nossa memória sensorial e afetiva.

Isso não acontece com as teóricas sensações de bem-estar ao comprar uma roupa ou um celular, que em poucos dias desaparecem e precisamos de “outra dose”.

O terceiro grande benefício é a influência que fazer o bem tem em nosso entorno, as pessoas que são contagiadas com o seu exemplo.

O quarto e último beneficio, obviamente, é de quem recebe a ajuda.

Portanto…

SEJA EGOÍSTA!

AJUDE O PRÓXIMO!

Você ajudará a uma pessoa ou causa, à sociedade e, de forma cientificamente comprovada, sobretudo, ajudará a você mesmo.

E o que isso tem a ver com o mundo corporativo?

O primeiro é que não podemos nos esquecer jamais que as empresas não são formadas por “recursos”, e sim por pessoas, que pensam e sentem.

Se uma empresa considera o impacto social em suas decisões e ações, isso faz com que seus colaboradores se sintam mais comprometidos e orgulhos da organização onde trabalham.

Isso, associado ao propósito da empresa (é importante que a empresa tenha um propósito), eleva o nível de engajamento do colaborador a um sentimento de pertencimento que não se consegue com dinheiro.

Uma empresa que se preocupa, e principalmente se ocupa, do impacto social de seu negócio muda de patamar para seus colaboradores, clientes e parceiros.

E isso se nota nos resultados.

Raj Sisodia, Jagdish N. Sheth e David Wolfe mostram em seu livro Firms of Endearment (empresas carinhosas em tradução livre).

Segundo os autores, empresas, do S&P 500, com paixão, propósito e compaixão cresceram 14x mais.

 

 

SER GENEROSO E ALTRUÍSTA É RENTÁVEL!

Talvez você esteja pensando, isso só funciona lá fora.

No Brasil isso não daria certo.

Pois é, você errou de novo.

Em meus treinamentos, eu apresento um estudo feito no Brasil, que mostra que as empresas brasileiras, humanizadas e conscientes foram 6x mais rentáveis.

Portanto, se achava bobagem a sua empresa pensar no impacto social (de verdade) ou se pensava que eu sou um romântico e utópico, reveja seus conceitos.

Humanize sua empresa, faça com que ela seja pense no próximo, mesmo que seja por interesse e benefício próprio, a sociedade agradece do mesmo jeito.

Mas não pense que isso se resolve com uma campanha do agasalho ou que a Responsabilidade Social Corporativa, usada de forma hipócrita, vai resolver o seu problema.

Também não estamos falando de empresas que só visam lucro e, o empresário, em sua vida privada, é filantropo.

Precisamos de algo verdadeiro e genuíno.

Seja egoísta, ajude o próximo!

O maior beneficiado será você.

 

Imagens: Pixabay e BE&SK

Como medir o ROI da humanização em tempo de transformação digital?

Este artigo foi publicado: no dia 12/11/2019 na minha coluna no R7 e no portal Inova360.

 

Precisamos rever os conceitos de ativos intangíveis na era do propósito

É possível medir o retorno de um abraço, da sinergia ou do propósito?

Não há dúvidas de que para gerir um negócio é preciso quantificar as ações e os investimentos.

E a necessidade de controlar os recursos e otimizar os resultados das últimas décadas gerou uma cultura de quantificação de qualquer ação ou investimento realizados pela empresa.

Na década de 70 Gartner criou o conceito de ROI1 (Return on Investment) que, traduzindo para o português, significa Retorno sobre o Investimento.

Outro indicador de gestão muito utilizado é o Payback, porque, tão importante quanto saber qual é o retorno sobre o investimento, é saber em quanto tempo eu vou recuperar os recursos investidos.

Em uma empresa bem administrada não se faz nada sem medir o ROI e a contribuição desta forma de atuar para a economia foi enorme. Graças a isto muitas empresas conseguiram manter suas as portas abertas ou crescer.

Estes conceitos foram levados às escolas de negócio e moldaram os executivos das décadas de 70 e 80.

Em seguida, surgiu a primeira dificuldade. Percebeu-se que a empresa possui muitos ativos intangíveis, como a marca, patentes, direitos autorais, licenças e franquias, dentre outros. E assim, surgiram especialistas em calcular, ou ao menos estimar, o valor destes ativos intangíveis.

Para que isso não se convertesse em achismo, o estado tivesse controle sobre os impostos, a concorrência entre empresas fosse leal e o mercado pudesse medir o valor e o desempenho das empresas de forma equânime, se fez necessário a criação de normas contábeis específicas e minimamente convergentes no âmbito internacional das mesmas.

Desta forma, tudo voltou ao seu devido lugar segundo os gestores, entenda-se, a boa e velha planilha. Tudo se mede, tudo se calcula e tudo se controla.

Os presidentes executivos voltaram a dormir tranquilos.

Com o crescimento das empresas de internet, baseadas em software, chegou a próxima dificuldade. Sim, o software já era contemplado nas normas contábeis como um ativo intangível, porém, neste caso é diferente. Não se trata de um bem adquirido pela empresa para gerir seu negócio, e sim, trata-se de o negócio em si; o software é a empresa ou a empresa é o software.

As avaliações são as mais diversas e as estimações muitas vezes das mais originais. Disto falaremos no próximo artigo sobre Valuation e a possível bolha que está se formando.

Voltando à mensuração das atividades atuais, a dificuldade chegou com a transformação digital. As empresas têm investido muito dinheiro em seus processos de transformação digital e, seguindo as recomendações dos gurus, fomentando-a como ponto principal da melhora na experiência do cliente (CX).

Medir o ROI da experiência do cliente passou a ser o desafio das empresas, segundo uma pesquisa do Gartner1. Em 2016 apenas 10% das empresas que investiram em CX conseguiram medir seu retorno, que é uma taxa muito baixa.

Quanto ao restante de empresas, 22% verificavam o retorno de maneira informal e sem dados financeiros, 23% esperavam conseguir medir no futuro, 13% não viam nenhum tipo de retorno e 14% não tinham certeza sobre a eficácia do investimento.

Porém, no ano seguinte, a pesquisa mostrou o crescimento das empresas que mediam formalmente o ROI dos investimentos em CX, chegando a 48%.

Estas medições são feitas através de KPI – sigla em inglês para “Key Performance Indicator”, que poderíamos traduzir como Indicadores Chaves.

Por exemplo, os principais KPIs utilizados para medir a experiência do cliente são o valor da vida útil do cliente, que é uma projeção simples de quanta receita um cliente pode, em média, gerar para a empresa – up-sell e cross-sell e a taxa de conversão.

Agora os presidentes executivos podem dormir tranquilos novamente?

Claro que não!!!

Ao menos em minha opinião, não deveriam.

Por dois motivos:

1º. Alguns destes cálculos são baseados em projeções e estimativas;

2º. Segundo e principal motivo é que nos últimos anos iniciamos uma nova era, onde o intangível não é mais somente o software ou a marca, incluímos duas variáveis nas organizações que nem o Comitê de Pronunciamentos Contábeis e muito menos a maioria dos gestores sabem como fazer para medir o ROI: Comportamento e Emoções.

Houve uma mudança brutal no comportamento das novas gerações e as emoções começaram a ser mostradas e devem ser consideradas dentro das organizações, como vimos no artigo Portal do Profissionalismo, onde as empresas não contratam um profissional e sim um ser humano completo.

Embora a discussão não deveria ser se a empresa deve ou não investir em propósito, felicidade, conscientização ou humanização, porque para a Tecno-Humanização este debate já deveria fazer parte do passado, ainda há muito trabalho por fazer neste campo.

Pasmem, mas ainda existem muitos executivos presos a um passado em que se buscava quantificar e controlar a quantidade de idas ao banheiro dos empregados. Sim, empregados, porque neste caso não posso usar o termo colaborador. Aqui, quando digo passado, não me refiro ao tempo cronológico, e sim, à mentalidade dos executivos.

Não nos surpreende o fato de, em geral, serem os mesmos executivos que se perguntam porque estão encontrando tantas dificuldades para captar e engajar talentos em suas empresas e melhorar seus resultados.

E de quem é a culpa?

Provavelmente eles devem considerar que, primeiro, é por culpa da falta de comprometimento desta nova geração de insolentes e descomprometidos e, segundo pela crise econômica.

Aqui, o nosso trabalho é ajuda-los a mudar o Mindset.

Vencida esta fase, a questão agora é se devemos medir estas ações.

Investir em felicidade e humanização sim é matemático e mensurável, mas não espere e não busque o ROI de cada ação que realize. A Tecno-Humanização te dará um retorno enorme no triple bottom line, a empresa será mais rentável e consciente, porque as ações e os investimentos em conscientização e humanização não se medem em si mesmas, e sim, nos resultados globais da empresa, frente aos aspectos econômico, social e meio-ambiental.

Portanto, reformulo a pergunta que fiz no início do artigo.

É necessário medir o retorno de um abraço, da sinergia ou do propósito?

 

1. ROI é um termo muito comum no mundo dos negócios e quer dizer retorno sobre algum investimento realizado.

2. Pesquisa Gartner

 

Imagem: Pexel

A bipolaridade do empreendedorismo: gênio ou inútil

Este artigo foi publicado: no dia 05/11/2019 na minha coluna no R7 e no portal Inova360 e no dia 15/11/2019 no It Forum 365.

 

O crescimento da cultura empreendedora e os exemplos do setor tecnológico estão criando a tirania da obrigatoriedade do sucesso

Segundo os cânones impostos atualmente, você tem somente duas possibilidades, ser gênio ou inútil!

De que lado você está?

Segundo as redes sociais, os livros de autoajuda, algumas escolas de negócio pouco serias, palestrantes motivacionais depressivos e consultores de empreendedorismo teóricos, você pode tudo!

Aliás, segundo o “Vale do Silício” você não só pode tudo como deve ser o melhor em menos de um ano, já que vivemos em uma era exponencial.

Tomemos muito cuidado com isso!

Alguns pseudo consultores de empreendedorismo, que nunca empreenderam, somente leram meia dúzia de livros a respeito, se dedicam a transformar a exceção em regra, banalizando a genialidade.

Estas pessoas, usando frases de efeitos e técnicas de motivação, criaram a sensação de que você pode, deve e tem que ser o próximo Bill Gates, Steve Jobs, Jeff Bezos & cia, ou você é um inútil.

Mas de onde vem este entendimento e esta exigência?

São muitos os motivos, mas todos apontam para o mesmo setor: tecnologia.

Se olharmos os rankings das marcas/empresas mais valiosas do planeta dos últimos anos, independente da fonte que escolha, veremos que o número de empresas de tecnologia tem crescido. Este ano, 8 das 10 primeiras da lista são de tecnologia – Amazon, Apple, Google, Microsoft, Samsung, Facebook, Alibaba, Tencent e AT&T.

Vejam que Amazon e Alibaba deixaram de ser empresas de varejo para serem consideradas marketplace e, portanto, portais de serviços e produtos cujo core business é a tecnologia.

Se analisarmos a performance dos dez melhores CEOs em 2019, segundo um estudo da Harvard Business Review, cinco são do setor tecnológico – NVIDIA, SalesForce, Texas Instruments, Adobe e Microsoft.

NVIDIA e Texas não são conhecidas pelo grande público, mas têm crescido muito no mercado de componentes eletrônicos, que suporta aos crescimentos dos gigantes da lista anterior.

Segundo a lista da Forbes, 6 dos 10 maiores bilionários do mundo, são do setor da tecnologia – Jeff Bezos, Bill Gates, Carlos Slim, Larry Ellison, Mark Zuckerberg e Larry Page.

Enquanto as escolas de negócio ensinam que as empresas devem ser Customer Centric (orientada ao cliente), o mercado da transformação digital tem conduzido a todas as empresas e segmentos a serem Digital Technology Centric (centralizada na tecnologia digital).

Esta exposição massiva e o consumo superficial de manchetes com limitação de caracteres das redes sociais, a busca de receitas-de-bolo rápida de enriquecimento nos transmite a sensação de que temos que empreender, virar um unicórnio em no máximo 18 meses e se não o fazemos e não entramos nos rankings, teremos fracassados.

Por certo, se alguém acha difícil ou pouco provável atingir um valor de mercado de USD 1 bilhão em menos de 18 meses, temos mais de uma dezena de startups no mundo que já alcançaram. O caso que mais chamou a atenção foi o da jet.com que conseguiu esta façanha em 4 meses.

Fico feliz por eles, mas o problema que os pseudo consultores tomam este tipo de dado como a barra de medir e passam a dizer que, se alguém no Vale do Silício ou na Singularity disse que é padrão, todos devemos segui-lo (mesmo que não tenha sido dito por ninguém).

Outro dia li uma frase fantástica do Marc Tawil, que estava associada a outro contexto, porém serve perfeitamente aqui.

“Não compare o seu bastidor com o palco do outro”.

É obvio que devemos estudar estes cases, conhecer os hábitos de pessoas que se sobressaem, aprender e até copiar o que faça sentido, mas por favor, não imitem nem tentem ser quem não são.

Você não é Steve Jobs, e não precisa ser.

Você não é Jeff Bezos, ainda bem, você é quem é.

Embora seja óbvio, é necessário dizer que não precisa ser gênio, nem CEO, nem rico e muito menos famoso para ser feliz.

Não precisa virar unicórnio pra ter sucesso.

E muito menos o crescimento deve ser em 6 meses.

Como falamos no artigo Dessingularizando a Singaluridade, temos que correr sem atropelar.

Esta pressão adicional, e artificial, que criamos pode agravar os quadros de depressão e transtornos de ansiedade crescentes que estamos vivendo?

Não podemos afirmar, mas sem dúvida é uma variável a mais a ser considerada.

Não foi uma nem duas vezes que vi pessoas no LinkedIn dando conselhos e oferecendo cursos, como uma “receita infalível” e o passo-a-passo para transformar a sua mente em uma mente milionária.

Estas pessoas, algumas delas eu conheço, leram o segredo das mentes milionárias do Napoleon Hill e vendem cursos a respeito. Porém uma delas me disse que queria fazer o workshop da Tecno-Humanização, mas estava sem dinheiro.

Ler um livro e montar um curso a respeito, OK.

Ter problemas financeiros, acontece, todos temos em algum momento de nossas vidas.

Mas padecer do problema que se promete resolver…

Prestem muita atenção sobre a fonte onde você busca conhecimentos e ensinamentos.

Tem pessoas que nunca empreenderam dando mentoria de empreendedorismo.

E são estas pessoas que inundam as redes sociais com mensagens que você pode tudo, que você pode ser um gênio, que você pode empreender e ter sucesso. Na verdade, não passa de mensagens de autoafirmação e principalmente, serve de terapia para elas mesmas, não pra você.

E para isso, ler e ouvir (profissionais sérios e competentes) é muito importante. Porém, o único fator que te permite mudar a sua condição é FAZER, REALIZAR, EXECUTAR.

Se não sabe por onde começar, busque ajuda de um mentor.

Se não sabe como fazer, busque uma metodologia.

Se não consegue fazer, busque um especialista (sério) em inteligência emocional para desbloquear seus medos.

E ignore os cânones impostos pelo mercado, entre um gênio e um inútil, existem milhões de possibilidades que são perfeitamente válidas.

Basta encontrar a SUA, não a de outros.

 

Fontes:

Harvard Business

Review

Forbes Fleximize

 

Imagem: Pixabay

Tecnologia: da escassez à abundância

Este artigo foi publicado: no dia 29/10/2019 na minha coluna no R7 e no portal Inova360 e no dia 08/11/2019 no IT Forum 365.

 

No último século a tecnologia salvou mais vidas que em toda a história da humanidade

A tecnologia, demonizada por alguns e idolatrada por muitos, foi um gatilho que mudou a história da humanidade.

Ela nos permitiu, nos últimos 50 anos, melhorar nossa qualidade de vida, ajudou a reduzir a fome e a miséria, erradicar ou curar doenças. Seja diretamente, seja apoiando novos protocolos ou ainda incentivando novas condutas.

A taxa de mortalidade infantil reduziu quase 60% no mundo e mais de 90% no Brasil, passando de 16,9% a 1,44%, entre 1960 e 2018. A Pobreza também reduziu drasticamente, passando de 42,1% da população em 1981 para 10% em 2015. Estes dados são publicados pelo Banco mundial.

Uma parte importante dos méritos desta melhoria, sem dúvida, se deve à tecnologia. Equipamentos e medicamentos que melhoraram (e salvaram) direta ou indiretamente muitas vidas.

Sem dúvida estes dados são importantes e nos deixa feliz, mas não podemos nos acomodar. A leitura dos dados em valor relativo pode ser enganosa, quando se trata de vidas.

Basta que uma pessoa morra por falta de acesso à tecnologia, alguém que poderia ter sido salva e não foi porque não fomos capazes de construir um modelo mais humanizado de sociedade, teremos falhado.

Temos muita tecnologia disponível. Daí a entrar no mérito se ela é acessível para todo mundo já é uma outra discussão, que será tema de um outro artigo em separado.

Fato é que, mesmo reduzindo a porcentagem, em valor absoluto, ainda temos muita gente sofrendo ou morrendo no mundo. A diferença é que antes se morria ou sofria por falta de tecnologia, hoje por falta de consciência ou por ganância.

Criamos empresas que adoecem pessoas ou, no mínimo, as faz sofrer e, o pior, ainda estamos longe de atuar de maneira profilática para evitar que sofram. Enfim, estamos melhor que no século 18?  Em termos relativos sim, em valores absolutos não, em termos tecnológicos sim, em termos humanos… bastante questionável…

Em outras palavras, evoluímos muito em termos tecnológicos, mas ainda estamos longe de resolver os reais problemas da humanidade.

O dado positivo é que nunca tivemos uma oportunidade tão grande de utilizarmos a tecnologia a nosso favor, com o propósito genuíno de construir uma sociedade. Portanto, não podemos desperdiça-la!

Vejamos alguns exemplos de como podemos mitigar os problemas das necessidades básicas do ser humano:

Alimentação: Não me refiro somente à melhoria de produtividade, no sentido maior produção por hectare, porque isso já fazemos com excelência. Obviamente isso ajuda a humanidade porque temos que alimentar a uma população cada vez maior. Temos projetos verdadeiramente disruptivos, como carnes de laboratório (já comentei alguns exemplos no canal observatório BE&SK), ovo sintético (pó e líquido), produção de arroz em água salgada e assim por diante.

Saúde: Muito além das curas de doenças, já temos óculos que fazem deficientes visuais enxergarem através de som, impressoras 3D que imprimem órgãos em testes avançados e iniciando os testes temos tratamentos com nanorobôs, que podem aplicar quimioterapia somente na célula cancerígena, por exemplo. Sem contar as tecnologias que permitem exames laboratoriais básicos em domicílio. A inovação, neste caso, se observa mais pelo modelo de negócio do que pela tecnologia em si. Outro exemplo, o marketplace de saúde webmd, que reúne médicos, laboratório, hospitais, recebeu mais visitas e teve mais consultas online, que todas as consultas presenciais feitas por todos os médicos americanos juntos.

Moradia: Conceitos de casas sustentáveis, utilizando materiais recicláveis e reutilizáveis, aplicando tecnologias como impressoras 3D ou nanotecnologia. Este tipo de projeto reduz o custo, o tempo de construção e o impacto meio-ambiental, não gerando resíduo da obra. Outros conceitos como motorhomes minimalistas para nômades digitais ou tecnologias como IoT para eficiência energética, e assim por diante.

Educação: Inteligência artificial, realidade virtual, realidade aumentada tem enriquecido o conceito de ensino a distância, não obstante, a maior revolução tem sido em relação à democratização do conhecimento através das MOOC (Massive Open Online Course). Atualmente existem milhares (ou milhões) de Cursos Abertos Online gratuitos disponíveis em vários idiomas. (Em breve faremos artigos específicos para educação e saúde)

 

Poderia citar uma lista de 20, 50 ou 100 tecnologias que estão à nossa disposição. Porém, as tecnologias por si só não resolverão os nossos problemas.

E sabem por quê?

Porque muitas delas vão de encontro aos interesses de empresários sem visão, de investidores ou de grandes grupos econômicos.

Para que possamos levar estas tecnologias e gerar abundância à sociedade, precisamos de dois aspectos adicionais à tecnologia.

Mudança de Mindset e novos modelos de negócio, mais conscientes e humanizados.

Para abordar estes três pontos, tecnologia, modelos de negócios rentáveis e conscientes e mentalidade, é necessária uma metodologia. Seria muito difícil ter sucesso se não os abordamos de forma integrada e sistêmica.

A maioria das startups já estão nascendo com esta visão, porém, o que acontece com as empresas atuais?

As estatísticas de vida útil das empresas mostram que haverá uma renovação muito maior ao que já vimos ao longo da história, porém, não é realista pensar que devemos matar todas as empresas atuais e substituir por startups, temos que buscar a forma de ajudar as empresas existentes.

O principal objetivo da Tecno-Humanização é unir tecnologia e pessoas, para transformar empresas tradicionais em organizações rentáveis, conscientes e humanizadas, através de seus 3 pilares:

Tecnology, Business & Mindset Transformation.

Porque este é o caminho que encontramos para aplicar tecnologia para levar-nos de um modelo de escassez para um modelo de prosperidade e abundância acessível a todos.

 

Fonte dos dados:

Dados do Banco Mundial sobre taxa de mortalidade infantil no Brasil

Dados do Banco Mundial sobre pobreza

 

Imagens:  Pixabay