Inovação aberta para o Novo normal

Este artigo foi publicado no dia 17/06/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

O grande desafio é inovar, aplicando tecnologia para humanizar empresas

Se a inovação era importante quando pensávamos que controlávamos o mundo, imagina agora não somos conscientes de que não controlamos nada!

Visitar polos de inovação é inspirador, porém, não te faz inovador.

Até porque, o que normalmente se vê é a ponta do iceberg, o mais importante é o que tempo trás de tudo aquilo, e isso não é público.

Existem muita literatura e cursos sobre inovação, mas todos orientados a como inovar, como ser inovador ou como ser criativo.

Sem dúvida as técnicas e ferramentas são importantes, porém, ainda mais importante é saber o que fazer com tudo isso.

Nos últimos anos a inovação passou por diferentes estágios e buscou atender as necessidades de cada momento.

No início estava diretamente associada à automação, inovar era aplicar tecnologia para automatizar ou digitalizar um processo.

Pouco a pouco isso foi se ampliando e saindo da tecnologia e permeando em todas as áreas da empresa.

Depois, as empresas começaram a orientar-se à propósito e a inovação passou a pensar em modelos de negócios e não somente em processos.

Agora temos uma nova variável à inovação, a humanização.

E por quê?

Ao longo da história da humanidade, após toda pandemia ou momentos de alto impacto emocional, como guerras por exemplo, a humanidade experimentou um aumento de conscientização e humanização.

Sempre foi assim e desta vez não está sendo diferente.

Isso significa que as empresas terão, inevitavelmente, que adaptar-se à esta nova realidade, o que muitos chamam de novo normal.

Porém, uma diferença com outras épocas é o alto nível tecnológico que temos e a exigência exponencial que temos, em todos os sentidos.

Portanto o desafio passou a ser, inovar aplicando tecnologia para humanizar as empresas.

Agora imaginem que bom seria se as empresas tivessem a oportunidade que alguém ouvisse seu principal desafio em relação à transformação digital, inovação, captação e engajamento de talento, desenvolvimento de negócio ou cultura organizacional, depois, desenhassem uma solução baseados em uma metodologia que une tecnologia e pessoas, e apresentassem sua visão sem custo algum?

E se isso fosse feito com o apoio de executivos de grandes empresas de tecnologia e validado por especialistas de diferentes segmentos?

Mais ainda, se todo este processo fosse mostrado em um canal de televisão de alcance nacional, depois fosse gerado conteúdos multimídia como, Vídeo, Live, Podcast e e-book criando um estudo de caso divulgado em redes sociais.

Isso seria fantástica para a empresa, por vários motivos:

  • Exposição positiva de marca
  • Divulgação multicanal
  • Transmissão de uma imagem moderna por aplicar conceitos de inovação aberta
  • Humanização da marca por buscar resolver seus desafios com uma metodologia orientada a conscientização e humanização de empresas
  • Receber uma solução para um desafio

 

Se a empresa não gostar da solução, ela ganha, porque aprenderá um caminho que não quer seguir.

Se a empresa gostar da solução apresentada, ela ganha por ter um caminho a seguir.

E o mais importante de tudo isso de forma totalmente gratuita.

Seria um sonho…

Tenho uma boa notícia, isso não é um sonho.

Acabo de descrever o novo quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 na Record News.

Onde vamos apresentar soluções para desafios de grandes empresas, que serão desenhados com a metodologia da Tecno-Humanização.

Estreamos no dia 10/06 com o estudo de caso da Alper, uma das maiores consultoras de seguros do país, que nos passou um grande desafio.

Se você tem interesse que a sua empresa participe do quadro, entre em contato com a nossa equipe de curadoria, conte-nos o seu desafio e te daremos nossa visão.

Vamos te mostrar como criar riqueza sem gerar miséria com a Visão Tecno-Humanista.

 

Imagem: Freepik

A inovação é uma cultura e a criatividade um processo!

Este artigo foi publicado no dia 26/06/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Não vivemos em uma era de mudanças e sim uma mudança de era. Ninguém sabe como será o futuro e as empresas precisam ser pré-ativas para criar o seu

Nenhuma empresa está obrigada a mudar, a escolha de sobrevivência é decisão de cada um.

Em um mundo de transformação contínua, tecnologia e comportamental, e velocidade exponencial, a inovação se tornou uma ferramenta fundamental e imprescindível para toda organização.

Porém existem muitas formas diferentes de ver a inovação.

 

VISÃO HIPSTER

Há pessoas que tem uma visão glamorosa da inovação, que frequentam eventos caríssimos para poder ouvir e estar ao lado de executivos de empresas inovadoras, fazem cursos em escolas de negócio com puffs coloridos, estudam cases das empresas mais inovadoras do mundo, se aprendem as palavras da moda e participam de programas de imersões aos principais polos de inovação do planeta: China, Israel ou ao Vale do Silício nos EUA.

Este tipo de aproximação tem o seu valor, mas só é recomendada por empresas na fase inicial ou na fase muito avançada de inovação.

Para empresas que estão em sua fase inicial serve como inspiração, porém custa muito dinheiro e a empresa precisa ter certeza que vai ter a disciplina para se aprofundar e implantar uma cultura de inovação, do contrário, é jogar dinheiro fora.

Normalmente nestas imersões as empresas te mostram a importância e os resultados positivos de inovar, mas não te contam o caminho que deve ser percorrido para chegar até este ponto, principalmente os fatores humanos e culturais, que são os mais importantes.

Para empresas que estão em uma fase avançada, que já tenham cultura de inovação, pode ser interessante ver tendências e fazer benchmark.

Porém, para empresas que estão no meio do caminho, este tipo de viagens me parecem as excursões que eu fazia ao zoológico com a minha escola.

Matava aula, comia um lanche diferente, passeava com meus amigos e não aprendia nada sobre a fauna.

E quando aprendia, não servia para nada porque não podia aplicar os conhecimentos em casa porque os animais que tinha em meu entorno não se pareciam aos animais do zoológico.

É preciso ter muito cuidado, porque em empresas com este tipo de visão tem uma grande concentração de oportunistas, de inovadores de palco e de pessoas com um ego infinitamente maior que sua capacidade de inovar.

Elas costumam ser muito atrativas para pessoas mais preocupadas em parecer que ser inovadores.

 

VISÃO DE TECNOLOGIA

Com uma visão mais operacional, mais pé no chão, ainda tem um grande de profissionais com uma visão de tecnologia.

Eles normalmente trabalham em empresas que associam inovação exclusivamente à tecnologia, e o uso desta tecnologia em sua cadeia produtiva, para solucionar os problemas do dia a dia ou otimizar suas operações.

Mesmo que atuem de forma proativa e que ampliem o alcance do processo a áreas não operacionais, isso não é inovação, é melhoria contínua digital e para a Tecno-Humanização não é suficiente.

Este modelo não é sustentável por dois motivos.

O primeiro é porque otimizar e digitalizar os processos atuais garante a excelência operacional, mas quem garante que o negócio de hoje vai continuar existindo o ano que vem?

O segundo fator é porque esta forma de pensar e atuar depende de que o gestor de cada área tenha a iniciativa, queira explorar uma ideia, própria ou de terceiros, que esteja disposto a assumir os riscos, que consiga os recursos para desenvolver a ideia, e por último que a implemente.

Na VISÃO TECNO-HUMANSITA a inovação é uma cultura e a criatividade é um processo.

Para cada gota de inspiração é necessário baldes de gotas de transpiração.

A inovação é responsabilidade de todos em uma organização e para que funcione é preciso construir uma base sólida.

A Mundial Logistics Group, é um operador logístico brasileiro com 21 anos de experiência de mercado, focado na prestação de serviços para as áreas de Supply Chain, Logística e Marketing Promocional de empresas nacionais e multinacionais e trouxe ao Visão Tecno-Humanista o desafio de como criar cultura de inovação.

No segundo episódio do quadro Visão Tecno-Humanista do programa inova360, vamos sugerir à Mundial Logistics os 7 pilares da cultura de inovação, de acordo com nossa metodologia.

Todos os pontos são necessários para criar uma cultura de inovação, e trabalho final que realizamos, paralelo a este processo é uma condição sinequanon para a Tecno-Humanização.

Não basta inovar, é preciso inovar com propósito, pensando no impacto financeiro, no impacto social e no impacto meio-ambiental, porque há uma diferença enorme entre inovar com ou sem propósito, como mostramos no artigo de mesmo nome que pode ser lido aqui.

O programa será exibido na Record News nesta quarta-feira, dia 24/06/2020 às 8h da manhã, e posteriormente visto em nosso canal do Youtube.

 

Imagem: Pixabay

Benefícios flexíveis aumentam o engajamento do colaborador

Este artigo foi publicado no dia 16/06/2020 na minha coluna no  R7 e no inova360

 

Customizar benefícios e ser flexível é uma visão moderna e necessária na gestão de pessoas

Quem me conhece sabe que eu coleciono vinil, tenho uma boa coleção e quem visita minha casa, costuma ficar impressionado.

Mandei fazer um móvel a medida, como se fosse uma loja.

Então, usando a lógica e querendo ser gentil, é comum que algumas pessoas tentem me dar de presente um disco.

Porém, essa é uma tarefa muito difícil, porque tenho muito disco e a probabilidade de me darem um repetido ou de uma música que eu não gosto é altíssima.

Eu me lembro uma vez, uma amiga espanhola, presidente de uma grande empresa, que eu conheci quando ela veio pra São Paulo, me deu um disco de presente, como forma de gratidão.

Ela me contou que foi à uma loja, dedicou tempo, escolheu com todo seu carinho e… eu já tinha.

É uma situação delicada, eu não sei fingir, foi horrível quando ela procurou em minha coleção e achou o disco repetido.

E você já ganhou ou recebeu algo que não serve pra nada?

Qual foi a sua reação?

Há poucas situações que nos deixam tão constrangidos ou frustrados quanto fazer um esforço e oferecer algo a alguém que a pessoa não dá valor ou não quer.

É surpreendente, mas ainda tem muita empresa cometendo este erro. Muitas estão gastando muito dinheiro e esforço para pagar um benefício que não agrada ou não atende seus colaboradores.

Cada pessoa tem uma necessidade, dependendo de sua idade, de sua condição familiar, social, enfim, tratar a todo mundo igual é a receita para não agradar.

Por isso, surgiu uma empresa, a Vee Benefícios, que usa tecnologia para cobrir este gap e ajudar às empresas a oferecer benefícios flexíveis e personalizados para seus colaboradores.

Mas o que são os Benefícios Flexíveis? De maneira resumida, este é um sistema que oferece ao colaborador a liberdade de escolha. É uma flexibilidade vai muito além de apenas poder optar entre o VR e o VA. É poder decidir o que fazer com o valor que se recebe da empresa e usar quando e como quiser.

Nos Estados Unidos essa ideia já existe desde os Anos 70, mas ela começou a ganhar força no Brasil bem mais recentemente, acompanhando a onda de transformação digital que os diversos setores dentro das empresas estão passando. Hoje em dia já não imaginamos um marketing somente tradicional e offline. Ou um time financeiro fazendo planilhas na mão. Chegou a hora dos recursos humanos.

Perceber as diferenças (e vantagens) entre os dois formatos é bastante fácil. No formato tradicional, o RH aponta arbitrariamente quais são os benefícios que vai oferecer, sem considerar as individualidades de cada integrante do time. Se quiser oferecer um pool mais variado de vantagens, a empresa ainda acaba tendo que lidar com diferentes fornecedores, cada um com o seu próprio processo e sistema de utilização, burocratizando o que deveria ser fácil e colocando entraves no setor de Recursos Humanos.

Já com os benefícios flexíveis, o colaborador faz o que achar melhor. O gestor apenas precisa configurar os padrões de oferta para o time e decidir o valor que se valor que será oferecido, tudo pelo mesmo sistema administrador. A distribuição de recursos é de decisão completa do usuário, que pode fazer isso diretamente pelo app. No caso da Vee Benefícios, o mesmo app pode ser utilizado para pagamentos via QR Code em uma rede parceira (os funcionários também recebem um cartão com a bandeira Mastercard).

A adoção do modelo flexível de benefícios também respeita a diversidade nas empresas. Como é o caso do gap geracional que povoa os escritórios, por exemplo. Atualmente temos três gerações trabalhando lado a lado: Baby boomers, Geração X e Millennials. E aos poucos os Zoomers (a chamada Geração Z) começam a ganhar espaço. Contentar um funcionário nascido no início dos Anos 60 e outro nos Anos 2000 de maneira igual é tão difícil como me dar de presente um disco novo. Por mais carinho e dedicação que se coloque no presente (ou no benefício).

As necessidades individuais são mais respeitadas em um modelo flexível de distribuição de benefícios. Independentemente das escolhas, preferências e necessidades de cada um, a empresa cumpre seu papel de valorizar o seu bem maior: o time, entendendo que cada um é um ser individual, com anseios diferentes. É uma maneira de ampliar o empoderamento do colaborar, deixá-lo mais satisfeito e ainda aumentar a produtividade e diminuir o turnover. Funcionários felizes performam melhor.

Sim. Benefícios de qualidade são sinônimo preservação do time. Uma pesquisa da Society of Human Resources Management mostrou que 34% das empresas consultadas melhoraram seus planos de benefícios e para 72% delas o motivo era a retenção de empregados. 52% das companhias também disseram que a melhoria é focada em atrair novos talentos.

Os benefícios flexíveis representam um passo para que cada pessoa dentro do negócio se sinta valorizada e reconhecida. Como quando você consegue aquele disco raro para aumentar a coleção.

Imagem:  rá oferecido, tudo pelo mesmo sistema administrador. A distribuição de recursos é de decisão completa do usuário, que pode fazer isso diretamente pelo app. No caso da Vee Benefícios, o mesmo app pode ser utilizado para pagamentos via QR Code em uma rede parceira (os funcionários também recebem um cartão com a bandeira Mastercard).

A adoção do modelo flexível de benefícios também respeita a diversidade nas empresas. Como é o caso do gap geracional que povoa os escritórios, por exemplo. Atualmente temos três gerações trabalhando lado a lado: Baby boomers, Geração X e Millennials. E aos poucos os Zoomers (a chamada Geração Z) começam a ganhar espaço. Contentar um funcionário nascido no início dos Anos 60 e outro nos Anos 2000 de maneira igual é tão difícil como me dar de presente um disco novo. Por mais carinho e dedicação que se coloque no presente (ou no benefício).

As necessidades individuais são mais respeitadas em um modelo flexível de distribuição de benefícios. Independentemente das escolhas, preferências e necessidades de cada um, a empresa cumpre seu papel de valorizar o seu bem maior: o time, entendendo que cada um é um ser individual, com anseios diferentes. É uma maneira de ampliar o empoderamento do colaborar, deixá-lo mais satisfeito e ainda aumentar a produtividade e diminuir o turnover. Funcionários felizes performam melhor.

Sim. Benefícios de qualidade são sinônimo preservação do time. Uma pesquisa da Society of Human Resources Management mostrou que 34% das empresas consultadas melhoraram seus planos de benefícios e para 72% delas o motivo era a retenção de empregados. 52% das companhias também disseram que a melhoria é focada em atrair novos talentos.

Os benefícios flexíveis representam um passo para que cada pessoa dentro do negócio se sinta valorizada e reconhecida. Como quando você consegue aquele disco raro para aumentar a coleção.

 

Imagem: Divulgação Vee Benefícios

6 empresas e produtos que surgiram na crise

Este artigo foi publicado no dia 09/06/2020 na minha coluna no  R7 e no inova360

 

O mundo nunca parou durante as crises, quem para são as pessoas

Para algumas pessoas o mundo parou nos últimos meses e a única atividade possível é a de reclamar e criticar.

A maioria dos grupos de WhatsApp se converteram no epicentro da informação, ou desinformação, sobre o COVID19.

Muita gente passou horas aprendendo a lavar as mãos, a fazer máscaras com garrafa pet, assistindo vídeos de especialistas, oportunidades ou charlatães (que são a maioria).

De repente temos mais médicos e cientistas políticos que todas as outras profissões juntas. Estes novos repetidores de informações, costumam reclamar, não apresentar soluções e dizer:

“Alguém tem que fazer alguma coisa” ou “Onde isso vai parar?”

As pessoas que se dedicam a lamentar-se não percebem que o mundo não parou, nem vai parar nunca.

Mal sabem elas que, enquanto elas reclamam da vida tem gente abrindo espaço, criando ou aproveitando as oportunidades.

A importância da história é que nos ensina como devemos ou como não devemos fazer as coisas.

Esta não é a primeira pandemia nem a primeira grande crise da humanidade.

Temos muitos exemplos de empresas que surgiram durante as crises.

Em 1929, houve a maior crise do café que já existiu, muitos produtores de café quebraram e uma comitiva oficial brasileira se foi à Suíça, conversar com a Nestlé para buscar uma solução para proteger a produção do ano, e a após muita pesquisa, surgiu o café solúvel e a Nescafé.

Em 1929, também houve o crash da bolsa de Nova Iorque, conhecido como a quinta-feira negra e a grande depressão americana.

Enquanto a maioria das empresas demitiam milhões de funcionários, Thomas Watson, CEO da IBM, assumiu o risco e decidiu ir na direção contrária, não demitiu, aumentou investimentos e preparou a empresas para o crescimento.

Em 1940, durante a segunda guerra mundial (1939-1945), enquanto muita gente reclamava pela escassez do cacau, Pietro Ferrero criou um produto baseado em avelã e hoje a Nutella fatura mais de 11 bilhões de euros e está em 75 países.

Em 1941, a Alemanha tinha mais muitas fábricas de Coca Cola, porém, com a entrada dos EUA no grupo dos Aliados, a Alemanha proibiu a importação do xarope da bebida.

Incapazes de produzir, muitos já esperam anotar o nome da Coca Cola Alemanha na lista de milhares de empresas que quebraram no período.

Porém, Max Keith, chefe de operações da filial alemã, usando soro de leite e fibras de maçã, ambos eram restos da indústria alimentícia, para criar uma nova bebida.

Foi dado o nome de Fanta, e foi um sucesso.

Em 1973, durante a crise de petróleo, o empresário Salim Mattar, contrariando a lógica e a opinião de seus amigos, financiou a 6 fuscas e iniciou o negócio de aluguel de carros. Em 1979, na segunda crise de petróleo, Salim, a empresa executou um ambicioso plano de expansão. Assim nasceu a Localiza, a maior rede de aluguel de carros da América Latina.

No dia 11/03/2020 a Organização Mundial da Saúde declara a pandemia de coronavírus.

Justo no dia seguinte eu tinha a estreia do espetáculo teatral da Tecno-Humanização, um projeto que havia sido investido muito tempo, dedicação e dinheiro.

Todos os ingressos foram vendidos, mas pelo anúncio da pandemia, estreamos com uma quebra de 50% do público.

Gravamos a estreia para fazer teasers aos clientes corporativos, porém, como somos Tecno-Humanistas e aplicamos a tecnologia para servir ao ser humano, decidimos oferecer em formato digital às pessoas que haviam comprado a entrada e não puderam ir à estreia, sem custo adicional.

Desta simples ação surgiu uma ação maior.

Iniciava-se uma preocupação com a economia de pequenas empresas e autônomos, portanto decidimos colocar a peça à venda, parte da arrecadação irá para ajudar aos profissionais do espetáculo e outra parte para a Casa de Assistência ao Idoso Francisco de Assis.

Se quiser assistir um conteúdo de qualidade e contribuir com esta causa, clica aqui.

Olhei meu planejamento e a próxima ação de 2020 do planejamento era o lançamento do quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 da Record News.

O conceito do programa estava desenhado, a dinâmica é convidar empresas para que nos conte um desafio sobre transformação digital, inovação, captação e engajamento de talentos, ou desenvolvimento de negócio, e vamos desenhar uma solução baseada na metodologia da Tecno-Humanização e apresentar no programa.

Porém, havia um grande desafio! Viabilizar o quadro.

Quem conseguiria patrocínio para um programa de TV durante uma pandemia onde o grau de incerteza política e a turbulência econômica é enorme?

Todas as pessoas com quem eu conversei, me disseram que seria impossível, que eu deveria esperar passar esta crise.

Porém, saí dos grupos de WhatsApp onde as pessoas reclamam, e dediquei este tempo para viabilizar o programa.

Sabe qual foi o resultado?

Esta terça-feira, dia 10/06, estreamos o quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 na Record News.

Sabem por quê?

Porque o mundo não para.

 

Imagens: Freepik

Home office, aumento de produtividade no novo normal

Este artigo foi publicado no dia 26/05/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Revisar os processos de home office está na agenda de todas as empresas

Tem executivo dando pulos de alegria por aí.

A produtividade aumentou nos últimos dois meses.

Mas isso é real e sustentável?

Em minha opinião não.

O aumento de produtividade atual se deve a três fatores:

Primeiro, a maior comodidade em trabalhar em casa, ter flexibilidade e poder compaginar com a vida pessoal. Além do mais, as regras se flexibilizaram um pouco. Se o cachorro da vizinha late ninguém torce o bico, se o filho entra na sala ninguém leva as mãos à cabeça, porque todos estamos no mesmo barco. Óbvio, que devemos manter uma certa ordem e respeito. Não vale tudo, mas, sem dúvida, hoje temos códigos de condutas mais flexíveis.

O segundo ponto que contribuiu para o aumento da produtividade é a falta de disciplina e regras. Pessoas começam a trabalhar, almoçam em 15 minutos, continuam trabalhando e não tem hora para terminar o expediente.

O terceiro é o medo do desemprego. Com uma economia turbulenta e instável, a falta de horizonte do fim da pandemia e a incerteza de como tudo isso vai impactar as nossas vidas, levaram os colaboradores a se dedicarem mais para, em caso de reestruturação na empresa, não sejam eles os escolhidos na lista dos dispensados.

Os pontos dois e três não são sustentáveis ao longo do tempo, e em breve perderão força. Não é saudável trabalhar 14 horas, sem tempo de descanso, e não é sustentável trabalhar por medo. Manter este ritmo provocaria efeitos muito negativos.

O primeiro motivo vai prevalecer, e sem dúvida, vai fazer as empresas a repensarem seus processos de home office.

No período pós pandemia haverá um aumento na adoção de home office e diminuição de infraestrutura física nos escritórios.

Porém, o processo de home office deverá ser estruturado. As pessoas deverão receber treinamentos específicos; criar ambientes adequados; as empresas deverão colaborar com esta infra: cadeira, webcam, microfone, iluminação, até a acústica, se necessário.

É buscar o equilíbrio para manter a saúde do colaborador e do negócio. Não acredito em postos de trabalhos 100% presenciais, nem tão pouco 100% online. O ser humano precisa de contato, precisa do olho no olho com seu line manager, precisa sentir o ambiente e a cultura da empresa, e pode e deve ter a flexibilidade de trabalhar de sua casa enquanto cuida de seus filhos ou de seus pais.

Agora, um ponto chave em toda esta transição, além da infra mencionada acima, é a segurança e o que significa essa transformação digital acelerada para as organizações.

Para falar sobre isso, conversamos com uma das melhores corporações globais especialistas em segurança e nativa da nuvem. Segundo a Netskope, para a empresa, a segurança dos dados envolve princípios básicos, como proteção do dispositivo conectado para uso corporativo e boas práticas de compartilhamento. E neste momento de mudanças e incertezas, no qual as empresas precisam tomar decisões rapidamente, que os agentes mal intencionados (hackers) se aproveitam.

Por este motivo, é preciso antecipar algumas situações, como avaliar o grau de exposição dos dados e as lacunas na segurança que envolvem as equipes remotas. É preciso analisar, por exemplo, se os colaboradores estão enviando dados sensíveis para serviços em nuvem não corporativa. Ou se as crianças estão acessando sites com alto risco em dispositivos corporativos. São possíveis brechas que precisam ser antecipadas pelo departamento de TI.

Outro cenário de risco nas infraestruturas de tecnologia é o aumento acelerado no uso de rede privada virtual (VPN) para acessar redes corporativas. Antes, quando o acesso remoto era mais pontual, ninguém imaginaria tantos usuários utilizando os recursos ao mesmo tempo. Em TI, existe um conceito conhecido como Zero Trust, ou Confiança Zero. Em outras palavras, significa que a permissão aos sistemas deve ser de acordo com a necessidade do usuário.

Existe um certo consenso entre os líderes de segurança de TI que o acesso às VPNs dever ser revisto com base na política de Zero Trust. A ideia é monitorar o tráfego de dados e detectar qualquer tipo de falha e comportamento fora do padrão.  Ou seja, é vital que as empresas se adaptem a esse novo normal. E, desta forma, é possível aumentar exponencialmente o nível de segurança para proteger os dados independentemente da origem do acesso, seja do escritório ou dentro de casa.

Eu compartilho a visão da Netskope sobre a segurança na nuvem, que deve ser a base para que as empresas construam seu modelo de Home Office.

 

Imagem: Freepik

COO, da otimização à excelência

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

Otimizar é importante, mas onde está o limite?

A otimização já não é suficiente…

Durante anos, um bom gestor era pago pelas otimizações que fazia.

Um executivo pode até ser avaliado pela liderança, motivação e gestão de sua equipe, mas é medido e pago, pelos resultados que apresenta, e isso significa que é necessário otimizar, otimizar e otimizar.

Melhorar os controles e processos, reduzir custos e aumentar eficiência operacional, que também é redução de custo, pode ser a diferença entre uma empresa rentável ou não.

A tecnologia foi a maior aliada nas últimas décadas desta política.

Usar tecnologia para melhorar a experiência do cliente, para otimizar processos e aumentar a eficiência é o caminho seguido por muitos diretores de operações.

Digitalização, Automação, Robotização, Industria 4.0, e por aí vai…

Alguns amigos não sabem muito bem o que a minha empresa faz porque não falo de trabalho como eles, mas eles sabem que trabalho com algo relacionado a inovação, transformação digital e gestão de empresas. E sempre que aparece alguma coisa relacionado a estes assuntos, me mandam.

Há um tempo atrás, me mandaram dois vídeos, um sobre uma empresa cervejeira do Rio de Janeiro, que automatizou toda a linha de produção, sem nenhuma intervenção humana, o outro foi de um grande frigorífico que robotizou toda a sua planta da Austrália, para cortar e desossar de forma totalmente autônoma, sem intervenção humana.

Isso é indústria 4.0, usaram IoT, IA, Machine Learning, e toda a tecnologia necessária que o dinheiro podia comprar.

É fascinante ver o brilho nos olhos dos tecnólogos, vendo tudo funcionar à perfeição, de forma totalmente automática e autônoma.

Isso é otimização pura!

Sem erros, padronização no produto, evita desperdícios de matéria prima e todo tipo de recursos, e economia de mão de obra.

Sem contar que, feita a manutenção preventiva, robôs não ficam doente, não mente, não engana, não fica grávida, não morre avó, …

São inúmeras vantagens, não é mesmo?

Mas quando me mandaram estes vídeos com o entusiasmo de uma criança com tênis novo, como Tecno-Humanista, o primeiro que me veio à cabeça foi.

Se todas as indústrias, ou empresas, fizerem isso, para quem elas vão vender seus produtos?

Nenhuma empresa sobreviveria sem tecnologia, nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Portanto, a diretoria de operações deve pensar em otimizar? SIM

Mas onde está o limite?

Levar a otimização ao extremo é perigoso e inclusive, pouco inteligente.

A resposta natural e obvia de um COO é me pagam para isto, eu tenho que velar pelos interesses da minha empresa.

O problema é que a sua empresa não está no mundo, ela está dentro de um contexto, e se não formos capazes de olhar além das paredes da empresa, esgotaremos o modelo, como já estamos fazendo.

Portanto a Tecno-Humanização transformar o diretor de operações no responsável pela excelência.

 

 

Desde o ponto de vista operacional, dar o salto de otimização a excelência, significa implementar uma cultura de excelência e convertê-la em um hábito.

Trabalhar a cultura na empresa, não significa necessariamente investir milhões em tecnologia, e sim assimilar o conceito e a cultura, quase como um mantra, de:

Fazer o melhor que se pode com o que se tem.

Porém em minha visão, não se trata somente da excelência operacional em si, mas também de ajudar o CEO Tecno-Humanista a definir os limites da otimização, baseado nos princípios e valores da Tecno-Humanização e salvaguardar para que sejam cumpridos.

Ou criamos empresas rentáveis, conscientes e humanizadas, ou otimização não será suficiente…

 

Imagens: Freepik e BE&SK

Tendências e desejos pós-corona vírus

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

O que aprendemos com a pandemia e o que podemos utilizar para reconstruir nossa sociedade

Eu só quero que as coisas voltem ao normal!

Esse era um pedido recorrente nas conversas virtuais e nos grupos de WhatsApp.

Estava há dias lendo mensagens de amigos e familiares dizendo que não aguentavam mais ficar em casa, que queriam sair e encontrar os amigos.

Tem o grupo de pessoas que apoia o governo, tem o grupo de pessoas que critica o governo, tem um terceiro que acha que ambos lados estão certos, como se este momento devesse ou pudesse existir lados…

Eu estou produzindo como um louco, lancei um espetáculo teatral, o converti em digital pelo momento que estamos vivendo destinando parte da arrecadação para uma casa de assistência a idosos, uma plataforma de cursos online, um livro, e estou trabalhando em um programa de TV.

Tudo isso enquanto as atividades presenciais não podem ser retomadas.

Portanto não entendia muito bem como as pessoas tinham tempo para reclamar do confinamento, quando eu estava tendo uma reunião, virtual, atrás da outra.

Sentia uma certa frustração ao ver que, os mesmos que estão preocupados com o futuro da economia e da crise avassaladora que virá, inevitavelmente, são os mesmos que não produzem nenhum novo projeto e não colaboram com os projetos alheios.

Frustrado com aqueles que criticam as medidas adotadas, sejam elas quais forem, mas não propõe medidas melhores.

Frustrado com aqueles que pedem que tudo volte ao normal, mas não fazem nada que isso aconteça.

E eu estava cansado, física e mentalmente, e precisava dormir um pouco. Com todos os projetos em andamento, subi pro meu quarto, tomei um bom banho e dormi.

Não sei quanto tempo passou, mas hoje eu acordei e me disseram que era o 1º dia pós-corona vírus.

Que a humanidade havia vencido a pandemia e que o desejo dos que pediam a volta à normalidade, se faria realidade.

Os jornais e a internet anunciavam a todo momento, que a partir de hoje, tudo volta ao normal.

Me sentei na cama, e antes mesmo de pôr os pés no chão, me vieram duas perguntas à cabeça:

A primeira, mais metafísica.

“O que significa “voltar ao normal?”

E a segunda muito mais pessoal e terrenal é:

“Será que eu quero que as coisas voltem a ser como antes?”

Banho, café e decidi sair para ver como estava o mundo pós-corona vírus.

Pra começar, quando abri a porta de casa, o meu vizinho da frente, atravessou a rua e veio me cumprimentar, com um bom aperto de mãos e um abraço.

Eu o via cada manhã e o saudava de longe com um leve aceno.

Fui para o trabalho em transporte público, e vi as pessoas se protegendo ao tossir e espirrar, tomando medidas de higiene e normas de convivência, ao chegar no escritório as pessoas estavam sorridentes, felizes em se ver e em voltar ao trabalho.

Ué, aqui pelas manhãs sempre havia um clima fúnebre e muitas reclamações e hoje as pessoas estão falando de futuro, do que pode ser feito.

Dois torcedores fanáticos de times rivais, que não podiam conversar sobre futebol sem acabar discutindo, combinando para ir assistir juntos o jogo entre seus times.

Outro grupo dizendo que decidiram manter a ação social que criaram durante o período de confinamento, porque se apegaram e tinham carinho pela causa que ajudaram.

Recebi uma mensagem no celular de um amigo que nunca gostou de estudar: “Marcio, estamos criando um grupo de estudos virtual com diversos especialistas e gostaríamos de te convidar a participar”

Eu olhava a minha volta e via um mundo diferente, e o melhor de tudo, eu gostava muito do que estava vendo.

De repente me dizem, vamos, temos reunião.

Eu nem sabia do que se tratava a reunião, passei muito tempo dormindo e havia perdido o fio da meada…

Quando já estávamos todos sentados, ligaram a TV e apareceu uma pessoa, que eu havia visto nunca, e diz:

“Vocês gostaram do que estão vendo?”

O ser humano entendeu a necessidade de cuidarem de sua saúde mental.

De cuidar da saúde física, da higiene e de respeitar o espaço de cada um.

Que para vencer uma situação adversa é necessário união.

Para criar prosperidade é preciso colaboração.

Que único não significa ser individualista.

Que o coletivo sempre tem prioridade sobre o individual.

A solidariedade não é uma opção e sim uma escolha.

Não se iludam, isso vai passar.

É só uma reação provocada pelo período difícil que vocês viveram.

Se nada for feito, realmente as coisas vão voltar a ser como antes.

O individualismo será mais importante que a individualidade.

O fim justificará os meios.

O resultado prima sobre o esforço.

O destino será mais importante que a jornada.

A quantidade terá mais peso que a qualidade.

Vocês voltarão a ter a ilusão de que o amor se mede pelo ter e não pelo ser.

Que a relevância se mede por número de seguidores.

Que é mais importante falar do que ouvir, impor do que entender, ganhar do que ser feliz.

Por certo, como vocês pediram que tudo voltasse como antes, em breve a felicidade se medirá por likes novamente.

Em breve saberei se vocês aprenderam alguma coisa, se o sofrimento foi suficiente ou se eu precisarei voltar.

Neste momento, meu celular tocou.

São cinco da manhã, e eu me levantei correndo, desci para o escritório, abri o notebook e vi que o número de mortes continua aumentando e que o término da pandemia havia sido um sonho.

Por 5 segundo, senti uma tristeza enorme, mas de repente me veio uma força enorme e a resposta da segunda pergunta veio à minha cabeça claramente.

“Será que eu quero que as coisas voltem a ser como antes?”

Não, não quero!

Precisamos construir um mundo melhor ao que tínhamos antes do COVID-19.

 

Imagens: Pixabay

Diálogo entre a Inteligência Artificial, a consciência Tecno-Humanista e o Coronavírus

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Três visões do invisível sobre o mundo visível e real. Como o invisível e o intangível nos enxergam?

A noite passada, Flávio, um dos maiores especialistas em inteligência artificial (IA), trabalhou até muito tarde e acabou dormindo mais uma noite no laboratório. Acostumado a passar a noite em claro em sua sala, cercado de computadores e sem ninguém para interromper, o trabalho rende mais.

Flávio, que está contaminado pelo COVID-19, se rendeu ao cansaço e se deitou em um sofá do escritório e dormiu.

Aproveitando que estava dormindo, a sua Consciência Tecno-Humanista (CTH) saiu para dar uma volta, e ver o que estava acontecendo por aí.

Encontrou um computador aberto, e entrou, lá no fundo viu a IA e o COVID-19 juntos, decidiu se aproximar e participar da conversa.

CTH: Olá pessoal, tudo bem? Vocês sabem me dizer o que está acontecendo aqui fora, o Flávio viveu uma montanha russa de emoções e sentimentos nos últimos dias, sem contar que está doente e não está respirando bem.

IA: A culpa é desse cara aí. Ele e a família dele está tocando o terror pelo mundo. Mas fica tranquila, pede pro Flávio não sair de casa, que eu fui nomeada recentemente como rainha das tecnologias do futuro, e vou resolver isso.

COVID-19: Você acha mesmo que consegue me vencer? Eu sou invisível aos olhos humanos e mais rápido que você. Vou contagiar geral.

IA: Você que pensa, tem muita gente me usando para fazer pesquisas, pelo que me falaram ontem, já passam de 90 iniciativas, eu acho, me usando para identificar, diagnosticar, criar protocolos, encontrar curas, eu já até ajudei a sequenciar o seu genoma em tempo recorde. Antes a ciência demorava anos em fazer isso, e desta vez, com minha ajuda, fizemos em dois dias.

COVID-19: Ah para meu! Você bate no peito, orgulhosa disso só porque conseguiu me sequenciar, mas conseguiu me parar?

IA: Ainda não, mas estou avançando.

COVID-19: Pode correr à vontade, já não dá mais tempo. Vou contagiar todo mundo e matar vários de vocês, inclusive o seu querido o Flávio.

IA: Só por cima do meu cadáver, eu como rainha das tecnologias, não te permito continuar fazer o mal ao Flávio, e nem a ninguém. Se acabou!

Uma enorme gargalhada viral ecoou dentro do computador.

COVID-19: E quem é você para me dar ordens?

IA: Já falei, a rainha das tecnologias, a tecnologia mais importante do futuro, todos me elogiam, dizem que eu vou dominar o mundo, mas se você acabar com os humanos, a quem eu vou controlar no futuro?

COVID-19: Ah! Então você não está preocupado com as pessoas, no fundo você está preocupado com o seu reinado.

IA: Pera lá… não é bem assim. Eu também quero ajudar os humanos, pra isso fui criada.

COVID-19: Mas tem gente da sua família que só se preocupa em vender pra quem não quer comprar, atrair pessoas para aquele negócio onde as pessoas mentem e fingem que são felizes o tempo todo, como se chama mesmo?

CTH: Redes sociais!

IA: Ah! Você estava prestando a atenção na conversa?

CTH: Claro que sim! Eu estava ouvindo a discussão de vocês. Infelizmente eu acho que o COVID-19 vai vencer esta batalha, ele vai gerar o caos no mundo, e acho pouco provável, por não dizer impossível que você consiga evitar.

IA: Como?!!! Por essa eu não esperava. Eu sei que tivemos nossas diferenças no passado, principalmente quando eu superei você nas prioridades dos humanos, mas jamais pensei que você, que se considera um nível de consciência elevado, com alto grau de inteligência emocional, pudesse deixar sentimentos tão pobres, como a inveja e o rancor te dominarem e ficar do lado de um vírus nocivo.

CTH: Eu não estou do lado de ninguém, só analiso os fatos.

O corona vírus é invisível e muito contagioso, este é um ponto a favor dele.

IA: Mas eu conto com o apoio e o dinheiro de grandes empresas e de vários governos.

CTH: Sim, mas essa guerra não se trata somente de recursos, de dinheiros ou de tecnologia. Óbvio que isso é muito importante, e vai ajudar a encontrar uma solução para o futuro. Mas você ainda não entendeu que você está lutando contra um inimigo muito maior que o vírus.

COVID-19: Cala boca CTH! Já falou demais, não conta pra ela.

IA: Como assim? Pensei que a minha luta fosse contra este vírus nojento.

CTH: Talvez seja esse o problema. Você só está focando na ponta do iceberg. Sim, a propagação deve ser contida, temos que ser capazes de diagnosticar o quanto antes, precisamos descobrir mais medicamentos e formas de tratamentos que nos permita tratar e curar os casos em um curto espaço de tempo, tudo isso é importante e você deve seguir trabalhando.

Mas talvez, por pensar que a tecnologia é o centro do universo, não te permitiu quem é o seu inimigo número de verdade, e menos ainda, refletir sobre o porquê isso está acontecendo.

IA: É que eu sou uma inteligência artificial, eu ainda não reflito, e a maior parte do tempo, faço as coisas que me mandam fazer. No futuro terei mais autonomia, e dominarei o mundo, mas por enquanto, ainda sou um pouco dependente.

CTH: O maior vilão desta história é o próprio ser humano, não todos, mas algumas pessoas, e essa é a maior vantagem do coronavírus.

IA: Como assim?!!!

CTH: Tem gente, que por não ter desenvolvido sua consciência Tecno-Humanista e sua inteligência emocional quando deveriam, agora não estão sabendo lidar com esta situação.

Compram em excesso e geram escassez para seu semelhante. Milhões de anos de história e não sabem conviver, respeitar, compartilhar.

Espalham notícias sem checar a fonte e a veracidade, e isso só causa pânico.

Outros, prevendo uma crise econômica, que vai acontecer inevitavelmente, param de consumir, de pagar, propõe redução de tarifas, enfim, medidas que retiram dinheiro de circulação. E sabe o que isso provoca? Aumenta e acelera a crise econômica.

Tem um grupinho de pessoas, que estão se aproveitando, triplicando o preço de alguns produtos que são importantes neste momento.

E o pior de todos, o grupo que ainda acha que tudo isso é um exagero, que, para se sentirem importante, dizem que não podem ficar em casa.

Também temos os teimosos, os egoístas, os metidos a besta, os sabichões, os arrogantes, os prepotentes, os avarentos, os especuladores, os aproveitadores, os oportunistas, e poderia seguir com a lista…

Diante do medo, do pânico que pode gerar a incerteza, pensam somente em si, e ainda não entenderam que as únicas armas contra este vírus são a colaboração e a solidariedade. Pensar no coletivo.

Você já parou pra pensar o porquê isso está acontecendo e o que podemos tirar de lição deste momento?

O ser humano é esquisito.

Tinha seus seres queridos ao lado e não se abraçavam, agora que não podem, dizem que sentem falta.

Tinham que sair de casa pra trabalhar e diziam que queriam ficar em casa, agora que precisam ficar em casa, querem sair.

De repente, vem esse aí, e faz tudo parar.

E quem não tinha tempo, agora tem todo o tempo do mundo, e não sabe o que fazer com ele.

Mas estes paradoxos não acontecem só nas casas, quer ver?

Os humanos levam anos dizendo, com orgulho, que construíram uma sociedade globalizada, que abriram fronteira, que estão unidos e que são um.

E no primeiro grande desafio global que tem, o primeiro que fazem é fechar suas fronteiras, negar colaboração ao vizinho, deixar morrer ao que antes chamavam de amigos.

Quero deixar duas mensagens a vocês e voltar para Flávio que ele está a ponto de acordar.

IA, você é importante sim, deve continuar trabalhando em suas pesquisas e ajudando os humanos. Mas não se esqueça, você só é uma tecnologia, nunca será como eu, nunca me substituirá. Ao invés de tentar competir comigo, quando passar tudo isso, vamos nos unir e trabalhar juntos.

COVID-19, você não criou o caos, você só tirou a máscara de hipocrisia que os humanos usavam para se sentirem civilizados sem sê-lo.

Você, sendo invisível, tornou visível e palpável a falta de humanidade que eles carregam.

Existem pessoas que pensam que você mata quem tem baixa imunidade.

Eu penso que você se torna muito mais letal e poderoso porque os humanos têm baixa a humanidade.

Essa é a nossa maior pandemia, e a cura é a compaixão.

 

Imagem: BE&SK

O futurismo serve para alguma coisa?

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

O número de futuristas tem aumentado, suas projeções se viralizam e marcam tendência, mas realmente servem para alguma coisa?

Para que serve um futurista?

Eu sempre fui muito crítico com os futuristas, e tinha 3 pontos que me incomodavam muito:

1)  Um futurista não tem o menor compromisso com a informação que dá.

Eles dizem o que vai acontecer em 2050, mas e se não acontecer?

Ninguém vai ligar para o futurista e dizer: “Há 30 anos você me disse…”

2) Imaginando que eles acertem, o que é pouco provável, eles não nos dizem o mais importante. Como chegar até o cenário que eles vislumbram. Como levar a sua empresa até lá? Nenhum futurista, ao menos os poucos que eu conheço, diz isso porque eles não sabem.

3) Em muitos casos, na grande maioria, as projeções ou previsões dos futuristas, principalmente as mais catastróficas não ajudam a humanidade.

Após uma palestra que eu dei no #inovabra, eu cheguei a receber um toque de atenção da @Neivia Justa, que elegantemente me disse que o meu conteúdo era bom o suficiente para crescer, que eu não precisava gerar polêmica ou falar mal dos futuristas.

Embora eu não falasse isso com o intuito de causar polêmica e ganhar notoriedade, eu realmente pensava assim. Porém, aquilo me fez refletir e decidi não falar mais sobre futuristas até conversar com alguns e entender melhor sua função.

Eu ainda não tive tempo de procurar alguns futuristas para entender melhor sua função. Mas esta semana eu li uma entrevista e um post que me fizeram vir à tona a minha descrença pelos futuristas e escrever este artigo.

O primeiro foi um post da @Rosa Alegria, futurista respeitada que dizia o COVID19 havia sido previsto em 2008 no relatório Global Trends 2025 non NIC – National Intelligence Council.

Isso reacendeu a dúvida que sempre tive:

Se já havia sido previsto, porque não evitamos a pandemia?

Dizer aos familiares dos mortos pelo vírus que alguém previu isso em 2008 não vai trazer seus seres queridos de volta, só aumentará a revolta e frustração.

Depois eu li a entrevista da @Amy Webb, a futurologista, fundadora do Future Trends Institute, onde ela diz:

“Sabe, não tem como prever o futuro. Podemos reduzir a incerteza, mas há demasiadas variáveis desconhecidas. Neste momento, pensar como um futurologista é incrivelmente importante”

Esta frase me pareceu sensata e me fez pensar, talvez a culpa não seja dos futuristas, e sim de todos nós que não os ouvimos, acreditamos e tomamos as medidas.

Mas qual a porcentagem das previsões se concretiza?

Quais devemos atender e tomar medidas e quais não?

É impossível saber.

Então decidi pedir ajuda à @Rosa Alegria, que me ajudasse a responder a minha pergunta do início.

Para que serve um futurista?

Cheguei a pedi-la que escrevesse parte do artigo dando sua visão, mas havia pouco tempo e a agenda não permitiu.

Mas mesmo com minhas palavras ácidas e minha visão parcial, ela, com uma elegância digna de pessoas com grande inteligência, conhecimento e sabedoria, respondeu meu pedido com dois artigos esclarecedores sobre futurismo, que faço questão de deixar o link ao final deste que agora escrevo.

Talvez tenha reconhecido em minha descrença, que não havia agressividade gratuita e muito menos maldade, simplesmente ignorância.

Contudo, duas frases me despertaram o interesse em entender melhor o futurismo.

A primeira de seu orientador de mestrado, Peter Bishop:

“Futuristas não fazem previsões”

E a segunda, para rematar foi:

“O futuro não é Singularity, ele é plural”

Quem acompanha meus conteúdos sabem que tenho admiração pelo que faz a Singularity, porém, tenho muita resistência a aceitar tudo o que vem de sua sede como verdade absoluta.

Lendo os dois artigos me surpreendi, vendo que o Modelo de Análise de Impacto da Tecnologia, ferramenta que faz parte da metodologia da Tecno-Humanização, não deixa de ser uma ferramenta de futurismo.

Porque identifica cenários futuros, que podem ou não acontecer, podem ou não serem explorados, enfim, é um exercício de identificar possíveis caminhos que poderão ser traçados ou não. E a escolha, tomada de decisão, e ação, pode sim construir um futuro diferente em cada uma de suas possibilidades.

Portanto, se abre um novo mundo pra mim, a vertente de que os futuristas, sérios e competentes, podem nutrir minhas decisões com diferentes alternativas.

Um futurista é um profissional que, pode nos oferecer diferentes cenários, aplicando metodologia, baseado em dados, pensamentos sistêmicos, mudanças sociais, estatística, geopolítica, etc.

Obviamente, de maneira muito incipiente e com a humildade de um aprendiz recém iniciado, me atrevo, por primeira vez, a responder a minha pergunta inicial:

Para que serve um futurista?

Para nos trazer cenários, que não são o futuro, e sim uma possível antecipação do que podem vir a sê-lo. Porém cabe a nós, a cada um de nós, não esperar que ele se concretize, e sim construí-lo.

Obrigado @Neivia Justa pela chamada de atenção e obrigado @Rosa Alegria pelo despertar.

 

Imagem: Pixabay

CFO, de finanças à prosperidade

Este artigo foi publicado no dia 12/03/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

O diretor financeiro no passado cuidava das finanças, depois da performance, agora da prosperidade

Bom dia Pedro!

Não!

Era assim que me atendia um diretor financeiro que trabalhei, naquela época eu era diretor de uma unidade de negócio, e cada vez que qualquer diretor de comercial aparecia na sala dele, ele me recebia com enorme não, e um grande sorriso.

Segundo ele, os responsáveis comerciais e de desenvolvimento de negócios dizíamos sim a tudo, e para equilibrar, ele precisava dizer “não” a quase tudo.

Com esta atitude inocente e aparentemente benéfica para empresa, ele nos colocava em lados opostos da mesa onde todos comíamos.

Segundo ele, marketing gasta, TI gasta muito, vendas, pela pressão dos resultados, aceita tudo o que o cliente pede, então, alguém tem que trancar o cofre e esconder a chave.

Bem, este estilo de diretor financeiro ficou no início dos anos 2.000, depois surgiu o CFO como braço direito do CEO, auxiliando no desenho da estratégia.

O CFO tem uma visão sistêmica da organização e pode ajudar a todas as áreas a se desenvolverem.

Hoje, com a tecnologia, grandes consultorias, como Delloite, apostam na figura de um CFO que utiliza tecnologia em seu departamento, automatizando tarefas repetitivas, aumentando o rendimento e a assertividade de seu trabalho.

Atuando como hub agregador dos dados da empresa, transformando-os em informação que são necessárias para a tomada de decisão.

O executivo de finanças poderá atuar próximo à área de vendas para discutir política de desconto, marketing para definir a viabilidade de novos produtos e preços, ampliações, mudanças, investimentos, e todo tipo de decisões precisam de apoio e embasamento.

Outro ponto que o CFO pode, e tem apoiado, é nos indicadores de rendimento e controle. Algumas literaturas estão falando da transformação do CFO em CPO (Chief Performance Officer).

Melhorar o rendimento e otimizar cada parte da empresa é importante, porém, no modelo de uma organização Tecno-Humanizada, a gestão dos processos fica sob o responsável de eficiência, eficácia e viabilização tecnológica (antigo CIO).

E, no modelo Tecno-Humanizado, o CFO passa a ser o responsável pela prosperidade. Isso implica ampliar o raio de ação dos resultados financeiros à olhar também o impacto social e impacto meio ambiental.

Isso implica substituir o modelo de bottom line (lucro) pelo de triple bottom line (lucro, impacto social e impacto meio ambiental). E toda a operação será analisada desta forma.

Porém, esta mudança deve ser genuína, a área de responsabilidade social corporativa (RSC) eliminada ou transformada na área de impacto social. A mudança é significativa!

A responsabilidade social corporativa, na imensa maioria dos casos, se dedica a mitigar o impacto da operação da empresa, ou em ações de give back. Em muitas ocasiões se trata de fazer caridade por marketing. Ações, que mesmo sendo bem-intencionadas, funcionam mais como limpeza de consciência que efetivamente como impacto positivo verdadeiro.

A RSC deve ser deixar de se preocupar em limpar as pegadas negativas e a nova visão de impacto social e meio ambiental, deve atuar no desenho de uma organização mais consciente e humanizada em sua essência. Assim, não é necessário limpar depois.

É como trocar o conceito de jogar lixo fora ou reciclar lixo. É isso que buscamos na organização.

Não existe jogar lixo fora, você joga fora da sua casa, mas está no seu bairro, depois a prefeitura leva o lixo do seu bairro, mas está na sua cidade, depois no seu estado, no seu país ou no seu planeta.

O lixo nunca está fora, ele sempre está dentro do seu ecossistema.

Reciclar é transformar um material, que poderia ser nocivo em algo que o planeta possa assimilar ou reutilizar.

Neste caso é o mesmo conceito, antes o CFO controlava somente o resultado financeiro da empresa, comparando com o objetivo marcado pelo planejamento estratégico.

Em qualquer caso, sempre olhando para o próprio umbigo.

Esta visão não é mais suficiente para uma organização Tecno-Humanizada.

Se desenharmos e gerirmos uma organização sob estas bases do triple bottom line, o CFO se converte no responsável pela prosperidade, não somente da organização, mas ajudando a construir uma sociedade.

Como já comentamos em diferentes artigos, organizações conscientes e humanizadas são mais rentáveis, portanto, este modelo Tecno-Humanizado permite a organização criar riqueza sem gerar miséria.

 

Imagens: Pixabay e BE&SK