O marketing olfativo quer explorar TV e internet com cheiro

Este artigo foi publicado no dia 12/08/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Os desafios técnicos estão próximos a serem vencidos, as explicações neurocientíficas esclarecidas, agora só falta aplicar com responsabilidade

Ah se televisão tivesse cheiro…

Quem nunca ouviu esta frase?

Seja em anúncios publicitários ou programas de culinária, este é um desejo antigo.

Em 2009 foi anunciado ao mundo um projeto liderado por cientistas da Osaka University e Tokyo University, este projeto criou uma tela que podia emitir aroma.

Quatro anos depois, em 2013, voltou a surgir na mídia o projeto bem mais refinado. A ideia era ter um equipamento conectado à tela, com dezenas de essências, um hardware com inteligência para misturar as essências, produzir um aroma e borrifa-lo pelas laterais do monitor.

Naquele momento os criadores não vislumbravam que o produto pudesse ser usado na TV normal, a ideia era aplica-lo em telas touch screen em pontos de vendas, por exemplo, em cafés, lanchonetes, shopping, etc., onde as pessoas podem ver o cardápio, e ao aparecer um café ou um bolo de chocolate na tela, você sinta o cheiro e aumente a sua vontade de consumir.

Imaginem você esperando o ônibus ou o metrô, ver uma foto de um pão recém-saído do forno e sentir o cheiro de pão quente (poucas coisas dão mais fome) e um QR code na tela? Com certeza você compraria o pão da padaria mais próxima da sua casa e que entregassem quando você chegar.

Porém, essa tecnologia não evoluiu, não saiu do laboratório por algum motivo, não sabemos se técnico ou comercial. E em tempos de aumento crescente do e-commerce, de home office, de pandemia onde queremos ou temos que comprar por internet, seria fantástico que as empresas pudessem transmitir cheiro de seus produtos.

Isso não se aplica somente a alimentação, o marketing olfativo tem crescido muito nos últimos anos.

Por que o cheiro é tão importante e apreciado pelas grandes marcas?

Existe uma resposta científica para isso.

Todas as experiências sensoriais são processadas pelo sistema límbico de nosso cérebro, onde também estão as emoções e a memória de longo prazo.

Quem nunca viveu a experiência de sentir um cheiro parecido com a comida da avó e automaticamente se remeteu aos almoços de domingo da infância, família reunida, brincando com os primos, enfim, esta lembrança afetiva associada ao olfato?

Por isso, marcas como a Abercrombie borrifa seu perfume em todas as peças de roupa de sua loja.

Em qualquer lugar do mundo onde sente o cheiro da fragrância da Abercrombie você se remete à loja onde sentiu pela primeira vez este cheiro, à viagem e a toda experiência vivida.

Portanto, o marketing olfativo não só serve para gerar consumo como pretendia smell-on-screen dos japoneses, mas ele está sendo usado para fidelizar e engajar clientes, ocupando um espaço na memória sensorial.

Existem algumas tecnologias, associadas a Internet das Coisas (IoT), bastante avançadas para permitir que os clientes sintam a fragrância de um perfume que está sendo anunciado ou que sinta o cheiro da comida ao pedir delivery pelo celular.

Outras ainda incríveis, como transmitir o cheiro através do som, mas este merece ser tema de um artigo específico.

O que está claro é que as empresas estão buscando levar experiências a seus clientes, o neuromarketing é consciente da importância de entrar no sistema límbico, e a tecnologia está tralhando para resolver as questões técnicas.

Como Tecno-Humanistas, queremos que isso aconteça, inclusive temos projetos que veremos no próximo episódio no quadro Visão Tecno-Humanista onde integraremos uma solução com aroma para os clientes de nossa empresa convidada.

Somos apaixonados pela tecnologia, porém somos mais ainda pelo ser humano, e trabalharemos com a mesma intensidade para ajudar as organizações a aplicarem este tipo de tecnologia com consciência e responsabilidade, para não induzir ao cliente a comer mais do que deve, comprar mais do precisa ou gastar mais do pode.

A verdadeira Transformação Digital não acontece no Data Center

Este artigo foi publicado no dia 04/08/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Todo e qualquer transformação, seja digital ou de negócios, implicam necessariamente mudança de Mindset

A digitalização de processos acontece no Data Center, a transformação digital não.

Esta confusão é muito frequente e foi provocada pela indústria de tecnologia, que começou a chamar indevidamente de transformação digital as digitalizações de processos.

Uma empresa que vende em uma loja física e passa a vender em um e-commerce, fez uma transformação digital?

Não, ela digitalizou o processo de vendas, passou a fazer no online o que fazia no presencial.

Semanticamente a diferença é sutil, na prática é gigantesca.

O processo de vendas em si, foi digitalizado, passou a utilizar a tecnologia para realizar tarefas.

Os benefícios vendidos à empresa são:

A loja passa a estar aberta 24 horas, não precisa vender somente no bairro ou na cidade, ela pode vender para o país ou para o mundo.

O computador não tira férias, não fica doente, não pede aumento, não tem sindicato, enfim…

Outras vantagens, é que, o computador sempre apresenta as ofertas de produtos complementares (up selling).

Puxa vida!

Porque eu não pensei nisso antes…

Aí a empresa investe e a “transformação digital” que foi vendida como a 8ª maravilha do mundo moderno, não funciona.

Harry Robinson, sócio sênior da McKinsey disse que 70% dos processos de transformação falham?

Mas ele não descobriu nada, a pesquisa da McKinsey só confirma um estudo feito por John Kotter, Professor Emérito de Liderança da Harvard Business School, em 1.996, onde mostrou que somente 30% dos processos de transformação organizacional davam certo.

E por que isso acontece?

A McKinsey perguntou aos executivos que passaram por um processo de transformação falido o que eles teriam feito diferente, e as resposta mais recorrentes foram: dedicar mais tempo à comunicação dos motivos para a mudança; ter mais agilidade para neutralizar pessoas resistentes; definir metas mais claras; e dedicar mais tempo no alinhamento com a equipe de gestores.

Todos os pontos mencionados se referem às pessoas.

Esta é a diferença entre digitalização e transformação digital, a primeira se refere à tecnologia, porém para que ela funcione e seja uma transformação digital de verdade é necessário envolver as pessoas.

Aí vem o segundo equívoco, muitas empresas de tecnologia dizem que consideram, e até se preocupam com as pessoas em seus processos de transformação digital, dando treinamento a elas.

Ensinar a uma pessoa usar sua tecnologia não é preocupar-se pelas pessoas, continua sendo preocupar-se pela tecnologia, porque afinal de contas ela precisa ser operada por alguém.

Mais que “preocupar-se” pelas pessoas é necessário ocupar-se e isso implica, na fase prévia ao processo de digitalização, entender o impacto para o negócio e para as pessoas (clientes, colaboradores e sociedade).

Após definir o impacto da digitalização, se define o papel de cada um, se identifica as resistências, assessment de Mindset da organização e nível de engajamento.

Em função destes indicadores, se define planos de ação para trabalhar as pessoas, e somente após esta transformação se inicia a digitalização de processos.

Por isso, para a BE&SK considera que empresas de tecnologia devem liderar os processos de digitalização e empresas de desenvolvimento devem liderar os processos de transformação digital.

Esta semana, quarta-feira 05/08, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360, exibido pela Record News às 8:00hs, estaremos com Fabio Roth, CEO da 5àSec maior rede de franquias de lavanderia do pais, e vamos conversar sobre as bases do processo de transformação digital e de negócios de sua atividade.

O debate continuará em nossa Live com o Rafael e com os parceiros do programa, em nosso canal de Youtube, às 19hs.

Para que ao final da jornada do programa Visão Tecno-Humanista, possamos responder à 5àSec e a vocês, quais são estes pilares e como preparar a organização para a transformação digital.

 

Imagem: Pixabay

Marketing consciente: o poder de mudar o mundo por meio da venda

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

O marketing que considera o sentido da posse mais importante que o da existência, destrói valor para seu cliente a longo prazo.

Já não é aceitável que empresas vivam de criar dificuldade para vender facilidade. O que algumas empresas consideravam gerar demanda nada mais era do que fomentar a substituir valores por produtos, e faziam isso somente por dinheiro.

Que conste que eu não sou contra ganhar dinheiro, muito pelo contrário, só considero que não vale tudo, como demonstrei em meu artigo Pare de dar lucro ao ódio.

Fomentar o consumo desnecessário e inconsciente, sem se preocupar com o impacto já não está bem visto.

Empresas que usam gatilhos mentais e técnicas de neuromarketing para fazer com que as pessoas comprem o que não precisam, com um dinheiro que não tem, para mostrar para quem não gostam em redes sociais, não é a melhor forma de educar nossos filhos e construir uma sociedade.

Eu não sou especialista em marketing, por isso, pedi a opinião de Marcelo Souza, CEO da i9 Criações, um grande grupo de marketing, para que me diga como podemos reverter esta situação. Como o marketing pode ajudar a construir uma sociedade melhor?

Sempre associamos Marketing a resultados e o principal resultado que um empreendedor busca é o dinheiro, mas quando invocamos o marketing consciente, surgem algumas questões profundas sobre estes resultados: podemos ganhar dinheiro a qualquer custo? Até onde podemos ir para ganhar dinheiro?

Assim como o Márcio, não sou contra ganhar dinheiro, muito pelo contrário, sou a favor de gerar riquezas e gosto de envolver nossa agência com clientes e negócios altamente lucrativos e pessoalmente, sempre estou em busca de boas oportunidades.

Quando recebemos o convite para falarmos um pouco sobre marketing consciente, foi inevitável fazer uma análise de como nossa agência tem gerado resultados. Ao refletirmos sobre quais trabalhos nós nos orgulhamos de realizar, percebemos que aquelas campanhas cuja entrega envolveu valores além do dinheiro, foram as que mais nos possibilitaram entender que como profissionais do marketing, temos uma grande responsabilidade além da possibilidade de gerar riqueza.

Entendemos que valor não é apenas dinheiro, mas sim gerar uma relação de confiança e satisfação das marcas com seu público. Percebemos este valor quando através de ações de marketing, possibilitamos nossos clientes a ganharem dinheiro com a venda de seus produtos e serviços, mas também ajudamos as pessoas a encontrarem soluções para suas dores e necessidades, porque aquela compra fez sentido, gerou benefícios e trouxe uma solução para uma necessidade real e uma grande satisfação pessoal. Quando vemos este tipo de situação, percebemos que estamos aplicando marketing consciente e nos ajuda a entender que o marketing não só gera resultados, mas pode ser consciente e eficaz.

Um dos pontos mais valorosos da Tecno-Humanização é o de trazer a consciência que é possível criar riqueza sem gerar miséria, essa ideia de valor, vai de encontro ao marketing consciente. Pois perder nossa bússola moral e começar a vender indiscriminadamente, a qualquer custo, explorando os desejos e impulsos mais primitivos das pessoas, apenas em busca do dinheiro, tem um preço alto demais, que como agência consciente, não aplicamos e não recomendamos a nenhuma cliente.

Uma empresa que objetiva apenas o lucro não é mais aceita com bons olhos, é preciso ter responsabilidade, afinal o consumo afeta diretamente o bem-estar geral de uma sociedade. Hoje os empresários devem não apenas ter uma preocupação de serem lucrativos, pela sua própria sobrevivência, mas precisam entender que devem ter uma postura mais responsável na condução dos seus negócios contribuindo para a melhoria da sociedade como um todo. Sem um marketing consciente perde-se a oportunidade de impactarem positivamente a vida das pessoas, de fazerem a diferença e no meio do caminho perdem seu propósito de existir.

Aos colegas de profissão, publicitários, marqueteiros e criativos, deixamos o conselho de sempre guiarem seus clientes rumo ao marketing mais consciente e humano, busquem fomentar questões como propósito e valor de marca, explorem onde seus clientes podem mudar para melhor a vida das pessoas, ajudem as empresas a ganharem muito dinheiro, sem criar falsas ilusões na mente do consumidor, não criem ansiedades desnecessárias ou angustias sem sentido, renunciem as propostas tentadoras de alto risco ética e moral. Sejam corajosos e preocupem-se em criar vínculos duradouros de confiança, sabendo que os produtos e serviços de clientes, podem gerar resultados como satisfação e felicidade além do dinheiro. Façam isso por mim, por vocês e por todos seus clientes.

 

Imagem: BE&SK

Transformando com consciência corporativa

Este artigo foi publicado no dia 20/07/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

É possível transformar uma atividade ou toda uma indústria com consciência?

Qual o limite da responsabilidade social e meio ambiental de uma empresa?

Se pensarmos que está nas certificações (ISO, GPTW, Six Sigma, etc.) e guias de boas práticas (governança, responsabilidade social corporativa), estamos perdidos.

Se deixarmos em mãos da lei, piorou.

Não quero criticar as certificações ou a governança, elas são extremamente importantes e necessárias para um negócio, recomendo e incentivo a todos meus clientes a ter forte governança e compliance, porém, elas não têm nada que ver com consciência corporativa.

Boas práticas e conscientização, são conceitos necessários e complementares, porém, muito diferentes.

Vou tentar mostrar a diferença entre uma empresa correta de uma empresa consciente.

Imaginem uma empresa que vende material escolar licenciado.

Por exemplo, borrachas de apagar de personagens de desenhos animados ou super-heróis.

Este tipo de produto é extremamente atrativo para as crianças e rentáveis para a empresa.

Porém, essa empresa passa por um processo de conscientização e humanização, e decide revisar seu portfólio.

Buscando realmente ser coerente com sua nova visão, conversa com as escolas, e pergunta, o que a nossa empresa ajuda ou prejudica na educação das crianças?

A empresa recebe o feedback de que seus produtos licenciados viram brinquedo e sonho de consumo para as crianças.

O primeiro, impacta a parte pedagógica, criança deve brincar com brinquedos, o material escolar deve servir de apoio para aprender.

O segundo, é o bullying, produtos licenciados são mais caros e nem toda criança tem acesso.

Eu, como pai, acrescento outros pontos, que provavelmente também tenham sidos avaliados pela empresa.

Quantas vezes vemos crianças, “perdendo” propositalmente ou destruindo uma borracha para que os pais comprem o novo modelo?

Qual o impacto que terá na formação das novas gerações forjar um comportamento consumista tão cedo?

Qual o impacto no meio-ambiente por acelerar a extração da borracha para atender o aumento da demanda artificial, devido ao sucesso da campanha de marketing?

A empresa fazia, obviamente, o contrato de licenciamento dentro da lei, produzia a borracha seguindo todas as boas práticas do mercado, respeitando a legislação meio ambiental e tendo todos os selos de garantia de qualidade do mercado.

Porém, decidir se querem seguir ganhando dinheiro impactando negativamente às crianças, não é uma questão de certificações ou de boas práticas, é de conscientização.

Abrir mão de faturamento e alta rentabilidade para construir um mundo melhor, é um preço alto, que muitas vezes os executivos, empurram para o próximo.

E enquanto decidem onde vão viajar este ano com seu bônus, se convencem de que som bons e fazem o correto construindo um mundo hipócrita. Os pensamentos de autoconvencimento neste caso poderiam ser:  “se eu não vender a borracha de princesa, outros vão vender”, “se eu abrir mão deste negócio terei que despedir  pessoas e eu gero emprego, não os destruo” ou ainda “eu ganhando dinheiro com isso, dedico uma parte da margem à nossos projetos sociais, já somos uma empresa consciente”.

Pois é, este caso é real, a Mercur, empresa brasileira, que segundo Jorge Hoelzel, CEO da empresa, demorou 3 anos para decidir-se e preparar-se, e ao final preferiram perder 10% do faturamento em um produto de alta rentabilidade, porém, ser fiel a seu propósito, de construir “o mundo de um jeito bom pra todo mundo”.

Portanto, temos que trabalhar para aumentar a conscientização das empresas, ampliar seu campo de visão e atuação para construírem um mundo melhor.

O ideal é que este movimento fosse genuíno, realmente porque a empresa considera que é certo a fazer.

Mas se não for assim, recomendo fortemente que as empresas elevem seu grau de conscientização e humanização, mesmo sem acreditar que devem fazê-lo.

Por quê?

Com os millennials surgiu uma mentalidade mais consciente, preocupados com impacto social e meioambiental corporativo.

Os centennials estavam consolidando esta mentalidade e transformando em hábito de consumo, até que chegou à pandemia do COVID-19, que está acelerando e multiplicando por N a conscientização e humanização das pessoas.

Ao longo da história da humanidade, após todas as pandemias, houve um aumento de conscientização e de humanização.

Os eventos de forte impacto emocional nos levam à reflexão e volta aos valores básicos.

Por isso, as empresas precisarão humanizar-se e as que já o são, ampliar seu campo de humanização, para estar alinhado com seus clientes.

Esta semana, quarta-feira 22/07, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360, exibido pela Record News às 8:00hs, estaremos com o Rafael Ugo, diretor de marketing e inteligência de mercado da Volvo Cars para a América Latina, e vamos falar de como a responsabilidade de uma empresa que se propõe a transformar sua indústria vai muito além de entregar um produto, de vender, enfim, é preocupar-se e ocupar-se do impacto de sua atividade.

O debate continuará em nossa Live com o Rafael e com os parceiros do programa, em nosso canal de Youtube, às 19h.

E ao final da jornada do programa Visão Tecno-Humanista, possamos responder à Volvo Cars e a vocês, se é possível e como transformar sua indústria com consciência corporativa.

 

Imagem: Freepik

Pare de dar lucro ao ódio

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

O movimento Stop hate for profit ganhou força e a adesão de grandes marcas

Já não vale tudo para ganhar dinheiro!

Seja por consciência ou por interesse, as empresas estão mudando seu posicionamento.

Júlio César, o político romano responsável pela transformação da República Romana em Império Romano, no ano 62 a.c., se divorciou de sua esposa somente por uma desconfiança.

Ele alegou que sua esposa não deveria jamais estar sob suspeita.

Este ato deu origem ao provérbio que diz “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

De alguma forma, o marketing aplicou este proverbio, não bastava que as marcas fossem boas, também deveriam parecer boas, e por isso era tão ou mais importante divulgar suas qualidades que tê-las.

O mundo se move por percepções.

O sucesso de uma boa comunicação não está na emissão da mensagem e sim em como seu receptor a interpreta.

O sucesso de uma marca não está somente em seu produto e sim em como seu cliente percebe seu valor.

Então, o marketing teve o importante papel de divulgar e vender as qualidades e boas ações feitas por uma marca.

Não bastava a marca ser boa, deveria parecer boa!

Até aqui, tudo ótimo!

É lícito que se queira divulgar suas qualidades e virtudes, afinal de contas, da muito mais trabalho ser bom que não ser.

O problema começou quando não se tinha virtudes para mostrar.

O que aconteceu?

A dinâmica perversa do crescimento e as exigências de crescimento a qualquer preço, empurraram a muitas empresas a ficar somente com a segunda parte do provérbio.

Houve um tempo que algumas empresas só se preocupavam em parecer boas, não importando se era ou não.

O dinheiro comprava imagem e isso bastava.

Com a transformação de cada cidadão em um redator jornalístico que interpreta e conta sua própria versão da história nas redes sociais, passou a ser cada vez mais complicado fingir ser bom.

A isto se soma o aumento da conscientização das novas gerações que exigem um comportamento coerente das marcas.

E após muitos anos, o mercado busca coerência, invertemos o provérbio de César, agora uma marca além de parecer boa, tem que ser boa.

Vamos em direção à que a ação deve estar acima da percepção. Baseado neste princípio, surgiu o movimento Stop hate for profit, “Pare de dar lucro ao ódio”, em tradução livre.

Lançado há um mês por seis associações americanas de direitos civis, o movimento pede ao Facebook que tome medidas e não permita que não seja complacente com mensagens de ódio em sua plataforma.

Como medida de pressão, pediu às marcas que interrompam sua publicidade nas redes sociais de Mark Zuckerberg durante o mês de julho.

O que parecia um simples protesto, em poucos dias ganhou a adesão de centenas de empresas, entre elas os gigantes Adidas, Ben & Jerry’s, Boeing, Honda, Patagonia, Pfizer, Playstation, Reebok, SAP, Unilever, Verizon.

O boicote não é contra a rede social em si, e sim contra o ódio. Assim como as redes sociais deram voz às pessoas, elas têm a obrigação de não tolerar que essa voz seja para propagar o ódio, racismo, discriminação de nenhum tipo, e o que é pior, ganhar dinheiro com isso.

As marcas que aderiram ao movimento, além de querer parecer boas decidiram ser boas.

A BE&SK, mesmo tendo um orçamento de marketing insignificante comparado com as centenas de milhões que estas grandes marcas citadas acima investem no Facebook, decidiu aderir ao movimento.

Minha contribuição ao movimento, pausando meus anúncios durante o mês de julho, não vai impactar ao Facebook, eu não vou conseguir banir o ódio da humanidade, nem tenho esta pretensão, mas talvez contribua impactando você que está lendo este artigo.

O mérito não está no dinheiro não investido e sim no impacto que isso representa para minha empresa.

Estamos em meio a uma campanha de um programa recém-estreado, com necessidade de divulgar e escalar, com compromissos assumidos ante a nossos patrocinadores.

Mas eu prefiro dar explicações aos patrocinadores do porque não conseguimos aumentar a audiência da nossa Live este mês, do que ter que explicar ao meu filho de 12 anos, o porque eu dou dinheiro a uma rede social que permite que pessoas propaguem o ódio.

A grandeza de um ato não está no valor econômico envolvido e sim na coerência entre o que se diz e o que faz.

Ainda bem, que já não vale tudo para ganhar dinheiro!

 

Imagem: domínio público - ação global Stop Hate For Profit

Comunicação e Integração em Home Office

Este artigo foi publicado no dia 07/07/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Melhorar a comunicação e manter a equipe integrada com essa nova realidade é um dos maiores desafios das organizações

Para algumas empresas o Home Office foi imposto pela pandemia.

Seja por cultura, por estilo ou por convicção, muitas empresas já permitiam o trabalho em casa, porém muitas outras empresas não tinham em sua rotina esta forma de trabalho.

Do dia pra noite, todos tiveram que adaptar-se.

Pouco a pouco as empresas começaram a ver muitos benefícios, porém alguns desafios.

Talvez os dois principais sejam:

Como melhorar a comunicação e a integração da equipe em Home Office?

A comunicação, é sem dúvida alguma, a principal característica de nossa evolução como espécie.

Graças a ela podemos expressar sentimentos, compartilhar conhecimento ou transmitir ideias.

Fazemos isso todos os dias milhares de vezes, porém não percebemos sua importância até ter alguns aspectos limitados.

O estudo realizado, em 1960, pelo Professor Albert Mehrabian, da University of California, Los Angeles (UCLA), tão discutido como seguido até hoje, estabeleceu a regra 7-38-55.

Os números representam o peso relativo ou importância atribuída às três grandes áreas da comunicação: o conteúdo das palavras (7%), o tom de voz (38%) e linguagem corporal (55%).

Por outro lado, estudos do professor Júlio Monteiro Teixeira, indicam que 80% de nossas percepções com o meio, se dá através da visão, que é nosso sentido mais importante.

Em 2012 o Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, demonstrou, pela primeira vez, o cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro.

O olfato é o único sentido que tem conexão com o nosso sistema límbico, sistema cerebral responsável por gerenciar nossas emoções e pela nossa memória afetiva.

Então deixa expor o meu raciocínio para citar tantos estudos científico (além de gostar de me documentar).

A comunicação é a principal ferramenta para o desenvolvimento de qualquer atividade em grupo.

Se mais da metade de nossa comunicação se refere à linguagem corporal.

A linguagem corporal fundamentalmente é captada por nossa visão. A visão é nosso sentido mais importante e está conectado com o olfato.

O olfato está conectado diretamente com a área do cérebro que gerencia as emoções.

E em Home Office, em muitos momentos, as vezes a maior parte do tempo, eliminamos todos estes sentidos da comunicação, apagando a câmera.

As empresas passam de ter reuniões presenciais onde as pessoas recebiam todos esses inputs, mesmo sem ser conscientes, a eliminar a visão, o olfato e não poder ler a linguagem corporal em suas comunicações.

Ainda é cedo para medir o impacto desta nova forma de comunicação.

Mas já podemos afirmar que, sem dúvida alguma, o impacto será grande, e negativo, principalmente em colaboradores com mentalidade da geração X e anteriores.

Outro aspecto importante a ser considerado nesta nova forma de trabalhar é como manter a equipe integrada, tanto os membros atuais, como os novos colaboradores que se integram ao time.

O time atual, que já se conhecem, sentem falta do contato, muitos porque já são amigos e compartilham hobbies, outros pelo simples motivo de serem sinestésicos, e precisam de contato.

Os bate-papo informais no almoço, as conversas (ou reuniões) na máquina de café consolidam a equipe e desapareceram do dia para noite.

A comunicação corporativa e a integração estão diretamente associadas à cultura da empresa e à maturidade do time.

Por isso, a comunicação costuma ser mais fluida com a equipe atual.

E como fazer com os novos colaboradores?

Como integrar os novos membros da equipe?

Por trás da comunicação e da integração existem valores como respeito, tolerância, confiança.

Como transmitir valores, que fazem parte da cultura da empresa hoje, aos novos colaboradores?

Como fazer com que aprendam e assimilem essa cultura sem vivencia-la, somente dando next em um treinamento online?

A imensa maioria das empresas estão enfrentando-se a este tipo de situações.

São desafios enormes da nossa nova realidade.

Amanhã, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360, na Record News, às 8:00hs, conversaremos com o Head de P&D Tech da Riachuelo, que nos contará o momento da área de tecnologia e inovação e passará ao programa qual é o seu desafio para que o programa possa desenhar uma solução.

 

Imagem: Rawpixel

Flexibilidade e integração é a base da digitalização

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

A infraestrutura de tecnologia é o novo core business de qualquer operação

Onde armazenar e processar a quantidade de informação que geramos todos os dias?

Como integrar os sistemas legados da empresa às novas tecnologias de customer experience, IoT, IA, Big Data, etc.?

Como manter atualizada minha infraestrutura com a velocidade da evolução tecnológica?

Como atender ao negócio entregando soluções na mesma velocidade que o mercado exige?

Estas são perguntas que todo CTO – Chief Techology Officer – tem em seu criado-mudo para repassar todas as noites.

Estes e tantos outros, como segurança e backup, fazem parte da agenda de toda e qualquer empresa.

Desde o ponto de vista da Tecno-Humanização, a tecnologia é um meio e não um fim em si mesmo. Porém, é um meio crítico e fundamental, pois, nenhuma empresa sobreviveria hoje sem tecnologia.

No entanto, a infraestrutura tecnológica representa apenas uma das funções vitais da empresa. Somente com ela, a empresa carece de propósito; sem ela, carece de energia para sobreviver.

Por isso, é fundamental contar com empresas que são capazes de desenhar soluções de integração flexíveis e robustas.

A NetStor, empresa integradora especialista em infraestrutura de Tecnologia da Informação – TI, afirma que o crescimento exponencial do volume de dados e informações, espalhados em inúmeras e distintas aplicações de negócios, distribuídos em diversos bancos de dados e suas respectivas estruturas, sistemas e arquiteturas heterogêneas, requer da área de armazenamento de dados das empresas, a maior atenção de seus gestores.

Some-se a isso, a integração de outras fontes de dados e informações não estruturadas, como sensores e telemetria (IoT), mídias sociais (Big Data), sistemas inteligentes (machine learning) e cognitivos (IA), e terá um panorama deste desafio.

Atualmente, os sistemas de armazenamento de dados são responsáveis por armazenar, disponibilizar, proteger, criptografar, replicar, arquivar, compartilhar, os dados e informações de negócios da empresa, a fim de consolidá-los, analisá-los e correlacioná-los na busca por insights e tendências de negócios.

Escolher um sistema de armazenamento de dados adequado às suas necessidades operacionais e de negócios, não é uma tarefa simples.

Os sistemas de armazenamento de dados podem ser, segundo sua arquitetura, distribuídos, de propósito geral ou específico, convergentes ou hiperconvergentes. Podem ser self-healing ou fault-tolerance. Podem ser acessados em blocos, arquivos ou objetos. Podem se conectar a redes TCP/IP, FCP ou NVMe. Podem ser compatíveis com inúmeros protocolos e mídias. Podem ser instalados on premises ou na nuvem.

Todas essas características, funcionalidades e opções, tornam os sistemas de armazenamento de dados flexíveis, adaptáveis e integrados às necessidades de negócios da empresa. Mas, é preciso conhecimento específico para escolher corretamente.

Só assim, a empresa poderá usufruir do ativo mais valioso que possui: seus dados e informações.

Saber explorar esse recurso e transformá-lo em novos modelos de negócio, inovadores e rentáveis, é a melhor foram de se conhecer e de se diferenciar no mercado.

A NetStor possui expertise, conhecimento e experiência, na concepção, desenho e comercialização de soluções de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e auxilia seus clientes na escolha correta, para que obtenham benefícios reais, tangíveis e mensuráveis para o negócio, alinhada aos investimentos da empresa.

 

Imagem: Rawpixel

Inovação aberta para o Novo normal

Este artigo foi publicado no dia 17/06/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

O grande desafio é inovar, aplicando tecnologia para humanizar empresas

Se a inovação era importante quando pensávamos que controlávamos o mundo, imagina agora não somos conscientes de que não controlamos nada!

Visitar polos de inovação é inspirador, porém, não te faz inovador.

Até porque, o que normalmente se vê é a ponta do iceberg, o mais importante é o que tempo trás de tudo aquilo, e isso não é público.

Existem muita literatura e cursos sobre inovação, mas todos orientados a como inovar, como ser inovador ou como ser criativo.

Sem dúvida as técnicas e ferramentas são importantes, porém, ainda mais importante é saber o que fazer com tudo isso.

Nos últimos anos a inovação passou por diferentes estágios e buscou atender as necessidades de cada momento.

No início estava diretamente associada à automação, inovar era aplicar tecnologia para automatizar ou digitalizar um processo.

Pouco a pouco isso foi se ampliando e saindo da tecnologia e permeando em todas as áreas da empresa.

Depois, as empresas começaram a orientar-se à propósito e a inovação passou a pensar em modelos de negócios e não somente em processos.

Agora temos uma nova variável à inovação, a humanização.

E por quê?

Ao longo da história da humanidade, após toda pandemia ou momentos de alto impacto emocional, como guerras por exemplo, a humanidade experimentou um aumento de conscientização e humanização.

Sempre foi assim e desta vez não está sendo diferente.

Isso significa que as empresas terão, inevitavelmente, que adaptar-se à esta nova realidade, o que muitos chamam de novo normal.

Porém, uma diferença com outras épocas é o alto nível tecnológico que temos e a exigência exponencial que temos, em todos os sentidos.

Portanto o desafio passou a ser, inovar aplicando tecnologia para humanizar as empresas.

Agora imaginem que bom seria se as empresas tivessem a oportunidade que alguém ouvisse seu principal desafio em relação à transformação digital, inovação, captação e engajamento de talento, desenvolvimento de negócio ou cultura organizacional, depois, desenhassem uma solução baseados em uma metodologia que une tecnologia e pessoas, e apresentassem sua visão sem custo algum?

E se isso fosse feito com o apoio de executivos de grandes empresas de tecnologia e validado por especialistas de diferentes segmentos?

Mais ainda, se todo este processo fosse mostrado em um canal de televisão de alcance nacional, depois fosse gerado conteúdos multimídia como, Vídeo, Live, Podcast e e-book criando um estudo de caso divulgado em redes sociais.

Isso seria fantástica para a empresa, por vários motivos:

  • Exposição positiva de marca
  • Divulgação multicanal
  • Transmissão de uma imagem moderna por aplicar conceitos de inovação aberta
  • Humanização da marca por buscar resolver seus desafios com uma metodologia orientada a conscientização e humanização de empresas
  • Receber uma solução para um desafio

 

Se a empresa não gostar da solução, ela ganha, porque aprenderá um caminho que não quer seguir.

Se a empresa gostar da solução apresentada, ela ganha por ter um caminho a seguir.

E o mais importante de tudo isso de forma totalmente gratuita.

Seria um sonho…

Tenho uma boa notícia, isso não é um sonho.

Acabo de descrever o novo quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 na Record News.

Onde vamos apresentar soluções para desafios de grandes empresas, que serão desenhados com a metodologia da Tecno-Humanização.

Estreamos no dia 10/06 com o estudo de caso da Alper, uma das maiores consultoras de seguros do país, que nos passou um grande desafio.

Se você tem interesse que a sua empresa participe do quadro, entre em contato com a nossa equipe de curadoria, conte-nos o seu desafio e te daremos nossa visão.

Vamos te mostrar como criar riqueza sem gerar miséria com a Visão Tecno-Humanista.

 

Imagem: Freepik

A inovação é uma cultura e a criatividade um processo!

Este artigo foi publicado no dia 26/06/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Não vivemos em uma era de mudanças e sim uma mudança de era. Ninguém sabe como será o futuro e as empresas precisam ser pré-ativas para criar o seu

Nenhuma empresa está obrigada a mudar, a escolha de sobrevivência é decisão de cada um.

Em um mundo de transformação contínua, tecnologia e comportamental, e velocidade exponencial, a inovação se tornou uma ferramenta fundamental e imprescindível para toda organização.

Porém existem muitas formas diferentes de ver a inovação.

 

VISÃO HIPSTER

Há pessoas que tem uma visão glamorosa da inovação, que frequentam eventos caríssimos para poder ouvir e estar ao lado de executivos de empresas inovadoras, fazem cursos em escolas de negócio com puffs coloridos, estudam cases das empresas mais inovadoras do mundo, se aprendem as palavras da moda e participam de programas de imersões aos principais polos de inovação do planeta: China, Israel ou ao Vale do Silício nos EUA.

Este tipo de aproximação tem o seu valor, mas só é recomendada por empresas na fase inicial ou na fase muito avançada de inovação.

Para empresas que estão em sua fase inicial serve como inspiração, porém custa muito dinheiro e a empresa precisa ter certeza que vai ter a disciplina para se aprofundar e implantar uma cultura de inovação, do contrário, é jogar dinheiro fora.

Normalmente nestas imersões as empresas te mostram a importância e os resultados positivos de inovar, mas não te contam o caminho que deve ser percorrido para chegar até este ponto, principalmente os fatores humanos e culturais, que são os mais importantes.

Para empresas que estão em uma fase avançada, que já tenham cultura de inovação, pode ser interessante ver tendências e fazer benchmark.

Porém, para empresas que estão no meio do caminho, este tipo de viagens me parecem as excursões que eu fazia ao zoológico com a minha escola.

Matava aula, comia um lanche diferente, passeava com meus amigos e não aprendia nada sobre a fauna.

E quando aprendia, não servia para nada porque não podia aplicar os conhecimentos em casa porque os animais que tinha em meu entorno não se pareciam aos animais do zoológico.

É preciso ter muito cuidado, porque em empresas com este tipo de visão tem uma grande concentração de oportunistas, de inovadores de palco e de pessoas com um ego infinitamente maior que sua capacidade de inovar.

Elas costumam ser muito atrativas para pessoas mais preocupadas em parecer que ser inovadores.

 

VISÃO DE TECNOLOGIA

Com uma visão mais operacional, mais pé no chão, ainda tem um grande de profissionais com uma visão de tecnologia.

Eles normalmente trabalham em empresas que associam inovação exclusivamente à tecnologia, e o uso desta tecnologia em sua cadeia produtiva, para solucionar os problemas do dia a dia ou otimizar suas operações.

Mesmo que atuem de forma proativa e que ampliem o alcance do processo a áreas não operacionais, isso não é inovação, é melhoria contínua digital e para a Tecno-Humanização não é suficiente.

Este modelo não é sustentável por dois motivos.

O primeiro é porque otimizar e digitalizar os processos atuais garante a excelência operacional, mas quem garante que o negócio de hoje vai continuar existindo o ano que vem?

O segundo fator é porque esta forma de pensar e atuar depende de que o gestor de cada área tenha a iniciativa, queira explorar uma ideia, própria ou de terceiros, que esteja disposto a assumir os riscos, que consiga os recursos para desenvolver a ideia, e por último que a implemente.

Na VISÃO TECNO-HUMANSITA a inovação é uma cultura e a criatividade é um processo.

Para cada gota de inspiração é necessário baldes de gotas de transpiração.

A inovação é responsabilidade de todos em uma organização e para que funcione é preciso construir uma base sólida.

A Mundial Logistics Group, é um operador logístico brasileiro com 21 anos de experiência de mercado, focado na prestação de serviços para as áreas de Supply Chain, Logística e Marketing Promocional de empresas nacionais e multinacionais e trouxe ao Visão Tecno-Humanista o desafio de como criar cultura de inovação.

No segundo episódio do quadro Visão Tecno-Humanista do programa inova360, vamos sugerir à Mundial Logistics os 7 pilares da cultura de inovação, de acordo com nossa metodologia.

Todos os pontos são necessários para criar uma cultura de inovação, e trabalho final que realizamos, paralelo a este processo é uma condição sinequanon para a Tecno-Humanização.

Não basta inovar, é preciso inovar com propósito, pensando no impacto financeiro, no impacto social e no impacto meio-ambiental, porque há uma diferença enorme entre inovar com ou sem propósito, como mostramos no artigo de mesmo nome que pode ser lido aqui.

O programa será exibido na Record News nesta quarta-feira, dia 24/06/2020 às 8h da manhã, e posteriormente visto em nosso canal do Youtube.

 

Imagem: Pixabay

Benefícios flexíveis aumentam o engajamento do colaborador

Este artigo foi publicado no dia 16/06/2020 na minha coluna no  R7 e no inova360

 

Customizar benefícios e ser flexível é uma visão moderna e necessária na gestão de pessoas

Quem me conhece sabe que eu coleciono vinil, tenho uma boa coleção e quem visita minha casa, costuma ficar impressionado.

Mandei fazer um móvel a medida, como se fosse uma loja.

Então, usando a lógica e querendo ser gentil, é comum que algumas pessoas tentem me dar de presente um disco.

Porém, essa é uma tarefa muito difícil, porque tenho muito disco e a probabilidade de me darem um repetido ou de uma música que eu não gosto é altíssima.

Eu me lembro uma vez, uma amiga espanhola, presidente de uma grande empresa, que eu conheci quando ela veio pra São Paulo, me deu um disco de presente, como forma de gratidão.

Ela me contou que foi à uma loja, dedicou tempo, escolheu com todo seu carinho e… eu já tinha.

É uma situação delicada, eu não sei fingir, foi horrível quando ela procurou em minha coleção e achou o disco repetido.

E você já ganhou ou recebeu algo que não serve pra nada?

Qual foi a sua reação?

Há poucas situações que nos deixam tão constrangidos ou frustrados quanto fazer um esforço e oferecer algo a alguém que a pessoa não dá valor ou não quer.

É surpreendente, mas ainda tem muita empresa cometendo este erro. Muitas estão gastando muito dinheiro e esforço para pagar um benefício que não agrada ou não atende seus colaboradores.

Cada pessoa tem uma necessidade, dependendo de sua idade, de sua condição familiar, social, enfim, tratar a todo mundo igual é a receita para não agradar.

Por isso, surgiu uma empresa, a Vee Benefícios, que usa tecnologia para cobrir este gap e ajudar às empresas a oferecer benefícios flexíveis e personalizados para seus colaboradores.

Mas o que são os Benefícios Flexíveis? De maneira resumida, este é um sistema que oferece ao colaborador a liberdade de escolha. É uma flexibilidade vai muito além de apenas poder optar entre o VR e o VA. É poder decidir o que fazer com o valor que se recebe da empresa e usar quando e como quiser.

Nos Estados Unidos essa ideia já existe desde os Anos 70, mas ela começou a ganhar força no Brasil bem mais recentemente, acompanhando a onda de transformação digital que os diversos setores dentro das empresas estão passando. Hoje em dia já não imaginamos um marketing somente tradicional e offline. Ou um time financeiro fazendo planilhas na mão. Chegou a hora dos recursos humanos.

Perceber as diferenças (e vantagens) entre os dois formatos é bastante fácil. No formato tradicional, o RH aponta arbitrariamente quais são os benefícios que vai oferecer, sem considerar as individualidades de cada integrante do time. Se quiser oferecer um pool mais variado de vantagens, a empresa ainda acaba tendo que lidar com diferentes fornecedores, cada um com o seu próprio processo e sistema de utilização, burocratizando o que deveria ser fácil e colocando entraves no setor de Recursos Humanos.

Já com os benefícios flexíveis, o colaborador faz o que achar melhor. O gestor apenas precisa configurar os padrões de oferta para o time e decidir o valor que se valor que será oferecido, tudo pelo mesmo sistema administrador. A distribuição de recursos é de decisão completa do usuário, que pode fazer isso diretamente pelo app. No caso da Vee Benefícios, o mesmo app pode ser utilizado para pagamentos via QR Code em uma rede parceira (os funcionários também recebem um cartão com a bandeira Mastercard).

A adoção do modelo flexível de benefícios também respeita a diversidade nas empresas. Como é o caso do gap geracional que povoa os escritórios, por exemplo. Atualmente temos três gerações trabalhando lado a lado: Baby boomers, Geração X e Millennials. E aos poucos os Zoomers (a chamada Geração Z) começam a ganhar espaço. Contentar um funcionário nascido no início dos Anos 60 e outro nos Anos 2000 de maneira igual é tão difícil como me dar de presente um disco novo. Por mais carinho e dedicação que se coloque no presente (ou no benefício).

As necessidades individuais são mais respeitadas em um modelo flexível de distribuição de benefícios. Independentemente das escolhas, preferências e necessidades de cada um, a empresa cumpre seu papel de valorizar o seu bem maior: o time, entendendo que cada um é um ser individual, com anseios diferentes. É uma maneira de ampliar o empoderamento do colaborar, deixá-lo mais satisfeito e ainda aumentar a produtividade e diminuir o turnover. Funcionários felizes performam melhor.

Sim. Benefícios de qualidade são sinônimo preservação do time. Uma pesquisa da Society of Human Resources Management mostrou que 34% das empresas consultadas melhoraram seus planos de benefícios e para 72% delas o motivo era a retenção de empregados. 52% das companhias também disseram que a melhoria é focada em atrair novos talentos.

Os benefícios flexíveis representam um passo para que cada pessoa dentro do negócio se sinta valorizada e reconhecida. Como quando você consegue aquele disco raro para aumentar a coleção.

Imagem:  rá oferecido, tudo pelo mesmo sistema administrador. A distribuição de recursos é de decisão completa do usuário, que pode fazer isso diretamente pelo app. No caso da Vee Benefícios, o mesmo app pode ser utilizado para pagamentos via QR Code em uma rede parceira (os funcionários também recebem um cartão com a bandeira Mastercard).

A adoção do modelo flexível de benefícios também respeita a diversidade nas empresas. Como é o caso do gap geracional que povoa os escritórios, por exemplo. Atualmente temos três gerações trabalhando lado a lado: Baby boomers, Geração X e Millennials. E aos poucos os Zoomers (a chamada Geração Z) começam a ganhar espaço. Contentar um funcionário nascido no início dos Anos 60 e outro nos Anos 2000 de maneira igual é tão difícil como me dar de presente um disco novo. Por mais carinho e dedicação que se coloque no presente (ou no benefício).

As necessidades individuais são mais respeitadas em um modelo flexível de distribuição de benefícios. Independentemente das escolhas, preferências e necessidades de cada um, a empresa cumpre seu papel de valorizar o seu bem maior: o time, entendendo que cada um é um ser individual, com anseios diferentes. É uma maneira de ampliar o empoderamento do colaborar, deixá-lo mais satisfeito e ainda aumentar a produtividade e diminuir o turnover. Funcionários felizes performam melhor.

Sim. Benefícios de qualidade são sinônimo preservação do time. Uma pesquisa da Society of Human Resources Management mostrou que 34% das empresas consultadas melhoraram seus planos de benefícios e para 72% delas o motivo era a retenção de empregados. 52% das companhias também disseram que a melhoria é focada em atrair novos talentos.

Os benefícios flexíveis representam um passo para que cada pessoa dentro do negócio se sinta valorizada e reconhecida. Como quando você consegue aquele disco raro para aumentar a coleção.

 

Imagem: Divulgação Vee Benefícios