Mudança comportamental + Tecnologia = Nova civilização

Este artigo foi publicado no dia 15/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

A combinação entre a mudança comportamental das novas gerações e a tecnologia é muito poderosa. Não vivemos em uma era de mudança e sim uma mudança de era.

Onde vamos parar?

Tenho ouvido a muitos executivos perguntando isso.

É difícil tomar decisões se não sabemos para onde vamos.

Senhor executivo, o mundo gira independente da flutuação do cambio do dólar, da não reforma tributária tão sonhada ou de qualquer outra coisa que você considere importante.

Sim, o mundo gira impulsado por premissas diferentes às suas, a uma velocidade muito maior a que você estava acostumado e vai em múltiplas direções. E agora?

É preciso entender isso se quiser que seu negócio continue existindo.

Passamos de um mundo onde a mudança comportamental acontecia de geração em geração e costumava ser tênue.

A cada 3 ou 4 gerações havia uma ruptura radical com a anterior, mas era um fenômeno estranho, a ponto de serem chamadas revoluções.

De repente a tecnologia assumiu o protagonismo e nas últimas quatro décadas e passou a ser considerada o agente transformador da sociedade.

Na verdade, há um pequeno erro de conceito nesta visão, o agente transformador é e sempre foi o ser humano.

 

 

Este ciclo foi sistematizado pela Tecno-Humanização para mostrar que tudo começa e termina no ser humano e a tecnologia é um meio.

Embora seja apenas um meio, tem um peso enorme neste processo de transformação que estamos vivendo.

A tecnologia tem acelerado os processos de mudanças e que antes eram leves entre gerações e grandes a cada 3 ou 4 gerações, passaram a ser muito grande entre cada geração.

Assim como na vida algumas pessoas suam frio, secam a boca, sentem tontura e náusea quando se movimentam a uma velocidade muito grande, algumas empresas estão sofrendo do mesmo mal.

Não são capazes de entender e acompanhar a velocidade das mudanças.

E isso, pode ser o início do fim para elas.

Se este cenário já não fosse o suficientemente complexo, surge outra variável.

A tecnologia deu tamanho poder às pessoas que está surgindo algo novo para a humanidade, estamos vendo mudanças comportamentais dentro da mesma geração, portanto o ciclo de encurta ainda mais.

Temos a aceleração da tecnologia nas mudanças e a aceleração das mudanças comportamentais intrageracionais.

A velocidade de mudanças na sociedade é muito maior a que a maioria das empresas e pessoas podem assimilar. Na verdade, elas não podem assimilar de maneira orgânica e natural.

É necessário, obrigatoriamente, um trabalho de preparação executiva e organizacional, porque do contrário haverá uma diferença de décadas, ou de século, entre o que pensamos e o que realmente acontece na realidade.

Conheço frigoríficos em dificuldades e foodtech de carne baseado em planta recebendo investimentos de centenas de milhões, como aconteceu recentemente com Futuro Burger.

A plataforma de videoconferência Zoom supera a IBM em valor de mercado.

O Mercado Livre, um marketplace de e-commerce que não fabrica nem vende nada, já representa mais de 20% da receita do Correios e está esperando que seja privatizado para comprar o Correios brasileiro.

E poderia seguir com dezenas de exemplos.

Mas com tantas mudanças e tão rápidas, volto à pergunta do início, onde vamos parar?

Para que você quer saber?

Ninguém sabe e provavelmente não importa.

É importante saber que estamos vivendo um momento histórico, e antes de tentar lutar contra ele, vamos ajudar a construir empresas mais conscientes.

Aproveitar a maior consciência das novas gerações, aplicar tecnologia para humanizar empresas, em definitiva construir uma nova sociedade que seja capaz de criar riqueza sem gerar miséria.

Tecnologia deve gerar qualidade de vida, não preguiça!

Este artigo foi publicado no dia 25/08/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Temos uma oportunidade fantástica pela frente para construir uma sociedade melhor aplicando tecnologia, mas para isso precisamos elevar o nível de consciência corporativa.

A tecnologia está para nos servir, não o contrário!

Esta é a frase que está na capa do meu LinkedIn, e eu realmente acredito e trabalho para isso.

E nesta linha de raciocínio, eu me surpreendi com uma notícia que li de uma empresa que lançou o conceito uma cama para gamers.

Neste conceito a cama é cercada de tecnologia, que atende todas as necessidades de um gamer, para que não precisem se levantar para jogar.

 

 

Segundo a marca, que já fabricava cadeiras e outros acessórios para este público, era comum receber depoimentos do tipo: “Todos os dias eu tenho que me levantar da cama para poder jogar. Por que tem que ser tão difícil? “

Neste momento surge um dilema ético que muitas empresas nem consideram.

Faço um produto para atender esta demanda, mesmo sabendo que um grande número de pessoas passará dias trancados em seus quartos sem sair, ou crio um produto que conscientiza ao gamer que além de jogar ele deveria levantar-se da cama, praticar atividade física, relacionar-se com outras pessoas?

O caminho mais fácil é criar o produto e ganhar muito dinheiro, afinal de contas, a empresa não obriga ninguém a comprar seu produto e muito menos, tem a responsabilidade de controlar os hábitos das pessoas, não é mesmo?

Errado!

Em minha opinião, toda empresa tem responsabilidade sim na construção de hábitos saudáveis, equilíbrio e qualidade de vida.

Construir uma sociedade melhor é obrigação e responsabilidade de todos.

Não sou contra o vídeo game, inclusive existem estudos que mostram os benefícios em usa-los.

Mas como tudo na vida, deve ser feito com moderação.

Também não sou contra a cama gamer ou a qualquer outro produto, desde que as empresas criem mecanismos reais para conscientizar sobre os excessos.

Não basta escrever no manual, que quase ninguém lê, que este produto deve ser usado com moderação.

Do contrário, estaríamos contribuindo para uma geração de pessoas doentes, físicas e mentalmente. A falta de atividade física, falta de relacionamento, de toque, de abraço, prejudica, e muito, a qualquer ser humano.

E normalmente, as mesmas pessoas que ganha dinheiro com este tipo de produto, são os mesmos que reclamam que as novas gerações não sabem relacionar-se, não são comprometidas, não dão valor ao esforço para conquistar seus objetivos.

Como vai dar valor ao esforço uma pessoa considera um sacrifício ter que levantar-se de sua cama, caminhar 5 ou 10 metros até a mesa do computador para jogar vídeo game?

A este tipo de situação, na metodologia da Tecno-Humanização, é chamado de Transtorno Dissociativo Corporativo – veja esse meu artigo aqui.

Muitos executivos dissociam suas tomadas de decisões do impacto real que tem na sociedade. Por certo, sociedade que ele mesmo vive.

As empresas têm uma participação ativa e relevante na formação de uma sociedade, portanto é sua responsabilidade elevar o nível de consciência.

Não vale tudo para ganhar dinheiro.

Porque o preço que pagamos todos por isso é muito alto.

Nunca tivemos tanta tecnologia disponível e acessível, e isso pode ser uma grande oportunidade para aplica-la para construir um mundo melhor.

A pandemia, como qualquer evento de alto impacto emocional, tem elevado o nível de conscientização e humanização das pessoas.

E as empresas terão que fazer o mesmo para atender este novo comportamento de seus clientes.

Lembrando sempre que, a tecnologia está para nos servir, não o contrário.

O marketing olfativo quer explorar TV e internet com cheiro

Este artigo foi publicado no dia 12/08/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Os desafios técnicos estão próximos a serem vencidos, as explicações neurocientíficas esclarecidas, agora só falta aplicar com responsabilidade

Ah se televisão tivesse cheiro…

Quem nunca ouviu esta frase?

Seja em anúncios publicitários ou programas de culinária, este é um desejo antigo.

Em 2009 foi anunciado ao mundo um projeto liderado por cientistas da Osaka University e Tokyo University, este projeto criou uma tela que podia emitir aroma.

Quatro anos depois, em 2013, voltou a surgir na mídia o projeto bem mais refinado. A ideia era ter um equipamento conectado à tela, com dezenas de essências, um hardware com inteligência para misturar as essências, produzir um aroma e borrifa-lo pelas laterais do monitor.

Naquele momento os criadores não vislumbravam que o produto pudesse ser usado na TV normal, a ideia era aplica-lo em telas touch screen em pontos de vendas, por exemplo, em cafés, lanchonetes, shopping, etc., onde as pessoas podem ver o cardápio, e ao aparecer um café ou um bolo de chocolate na tela, você sinta o cheiro e aumente a sua vontade de consumir.

Imaginem você esperando o ônibus ou o metrô, ver uma foto de um pão recém-saído do forno e sentir o cheiro de pão quente (poucas coisas dão mais fome) e um QR code na tela? Com certeza você compraria o pão da padaria mais próxima da sua casa e que entregassem quando você chegar.

Porém, essa tecnologia não evoluiu, não saiu do laboratório por algum motivo, não sabemos se técnico ou comercial. E em tempos de aumento crescente do e-commerce, de home office, de pandemia onde queremos ou temos que comprar por internet, seria fantástico que as empresas pudessem transmitir cheiro de seus produtos.

Isso não se aplica somente a alimentação, o marketing olfativo tem crescido muito nos últimos anos.

Por que o cheiro é tão importante e apreciado pelas grandes marcas?

Existe uma resposta científica para isso.

Todas as experiências sensoriais são processadas pelo sistema límbico de nosso cérebro, onde também estão as emoções e a memória de longo prazo.

Quem nunca viveu a experiência de sentir um cheiro parecido com a comida da avó e automaticamente se remeteu aos almoços de domingo da infância, família reunida, brincando com os primos, enfim, esta lembrança afetiva associada ao olfato?

Por isso, marcas como a Abercrombie borrifa seu perfume em todas as peças de roupa de sua loja.

Em qualquer lugar do mundo onde sente o cheiro da fragrância da Abercrombie você se remete à loja onde sentiu pela primeira vez este cheiro, à viagem e a toda experiência vivida.

Portanto, o marketing olfativo não só serve para gerar consumo como pretendia smell-on-screen dos japoneses, mas ele está sendo usado para fidelizar e engajar clientes, ocupando um espaço na memória sensorial.

Existem algumas tecnologias, associadas a Internet das Coisas (IoT), bastante avançadas para permitir que os clientes sintam a fragrância de um perfume que está sendo anunciado ou que sinta o cheiro da comida ao pedir delivery pelo celular.

Outras ainda incríveis, como transmitir o cheiro através do som, mas este merece ser tema de um artigo específico.

O que está claro é que as empresas estão buscando levar experiências a seus clientes, o neuromarketing é consciente da importância de entrar no sistema límbico, e a tecnologia está tralhando para resolver as questões técnicas.

Como Tecno-Humanistas, queremos que isso aconteça, inclusive temos projetos que veremos no próximo episódio no quadro Visão Tecno-Humanista onde integraremos uma solução com aroma para os clientes de nossa empresa convidada.

Somos apaixonados pela tecnologia, porém somos mais ainda pelo ser humano, e trabalharemos com a mesma intensidade para ajudar as organizações a aplicarem este tipo de tecnologia com consciência e responsabilidade, para não induzir ao cliente a comer mais do que deve, comprar mais do precisa ou gastar mais do pode.

COO, da otimização à excelência

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

Otimizar é importante, mas onde está o limite?

A otimização já não é suficiente…

Durante anos, um bom gestor era pago pelas otimizações que fazia.

Um executivo pode até ser avaliado pela liderança, motivação e gestão de sua equipe, mas é medido e pago, pelos resultados que apresenta, e isso significa que é necessário otimizar, otimizar e otimizar.

Melhorar os controles e processos, reduzir custos e aumentar eficiência operacional, que também é redução de custo, pode ser a diferença entre uma empresa rentável ou não.

A tecnologia foi a maior aliada nas últimas décadas desta política.

Usar tecnologia para melhorar a experiência do cliente, para otimizar processos e aumentar a eficiência é o caminho seguido por muitos diretores de operações.

Digitalização, Automação, Robotização, Industria 4.0, e por aí vai…

Alguns amigos não sabem muito bem o que a minha empresa faz porque não falo de trabalho como eles, mas eles sabem que trabalho com algo relacionado a inovação, transformação digital e gestão de empresas. E sempre que aparece alguma coisa relacionado a estes assuntos, me mandam.

Há um tempo atrás, me mandaram dois vídeos, um sobre uma empresa cervejeira do Rio de Janeiro, que automatizou toda a linha de produção, sem nenhuma intervenção humana, o outro foi de um grande frigorífico que robotizou toda a sua planta da Austrália, para cortar e desossar de forma totalmente autônoma, sem intervenção humana.

Isso é indústria 4.0, usaram IoT, IA, Machine Learning, e toda a tecnologia necessária que o dinheiro podia comprar.

É fascinante ver o brilho nos olhos dos tecnólogos, vendo tudo funcionar à perfeição, de forma totalmente automática e autônoma.

Isso é otimização pura!

Sem erros, padronização no produto, evita desperdícios de matéria prima e todo tipo de recursos, e economia de mão de obra.

Sem contar que, feita a manutenção preventiva, robôs não ficam doente, não mente, não engana, não fica grávida, não morre avó, …

São inúmeras vantagens, não é mesmo?

Mas quando me mandaram estes vídeos com o entusiasmo de uma criança com tênis novo, como Tecno-Humanista, o primeiro que me veio à cabeça foi.

Se todas as indústrias, ou empresas, fizerem isso, para quem elas vão vender seus produtos?

Nenhuma empresa sobreviveria sem tecnologia, nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Portanto, a diretoria de operações deve pensar em otimizar? SIM

Mas onde está o limite?

Levar a otimização ao extremo é perigoso e inclusive, pouco inteligente.

A resposta natural e obvia de um COO é me pagam para isto, eu tenho que velar pelos interesses da minha empresa.

O problema é que a sua empresa não está no mundo, ela está dentro de um contexto, e se não formos capazes de olhar além das paredes da empresa, esgotaremos o modelo, como já estamos fazendo.

Portanto a Tecno-Humanização transformar o diretor de operações no responsável pela excelência.

Desde o ponto de vista operacional, dar o salto de otimização a excelência, significa implementar uma cultura de excelência e convertê-la em um hábito.

Trabalhar a cultura na empresa, não significa necessariamente investir milhões em tecnologia, e sim assimilar o conceito e a cultura, quase como um mantra, de:

Fazer o melhor que se pode com o que se tem.

Porém em minha visão, não se trata somente da excelência operacional em si, mas também de ajudar o CEO Tecno-Humanista a definir os limites da otimização, baseado nos princípios e valores da Tecno-Humanização e salvaguardar para que sejam cumpridos.

Ou criamos empresas rentáveis, conscientes e humanizadas, ou otimização não será suficiente…

 

Imagens: Freepik e BE&SK

A arte humaniza

Este artigo foi publicado no dia 03/03/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Em tempos de humanização nas empresas, a arte pode ser uma ferramenta poderosa neste processo

Em tempos de transformação digital e de várias décadas de busca de otimização através da tecnologia, as empresas e as pessoas ficaram doente.

Ao ver como fracassavam a imensa maioria dos processos de transformação digital que só focavam na tecnologia, as empresas começaram a buscar soluções, e perceberam que empresas humanizadas eram mais eficientes e rentáveis.

Então, surgiu uma nova onda de gestão: humanizar as empresas. Mas como fazer isso?

Em meu livro, Aprenda a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização, eu digo uma frase que materializa isso.

EM TERRA DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL, QUEM TEM UM CORAÇÃO É REI!

Empresas são formadas por gente, e gente é movida por emoções e sentimentos.

A palavra emoção, vem do latim (emovere), o prefixo “e”, de externo, e movere, de movimento. Portanto, as emoções nos colocam em movimento diante de estímulos internos ou externos, e nos faz viver.

Richard Thaler, prêmio Nobel de economia em 2017, demostrou que as emoções têm um papel fundamental e, em muitos casos, preponderante, nos processos de tomada de decisão econômico e corporativo.

Se queremos humanizar uma organização, não basta dar chocolate de sobremesa como tentou fazer uma empresa para reduzir o número de licenças por estresse e depressão. O raciocínio era que chocolate libera endorfina, um neurotransmissor que transmite uma sensação de prazer e bem-estar, e se as pessoas são “felizes” aqui, somos humanizados.

Isso é como dar antitérmico a quem tem febre, mas não curar a infeção, ou seja, tratar o efeito e não a causa.

Infelizmente, ou felizmente, não funciona assim. É preciso curar a causa e para isso é necessário uma metodologia, ferramentas e modelos adequados.

Não vamos entrar nesta seara porque seria muito extenso e já está descrito no livro, mas sim vamos falar dos veículos que utilizamos para aplicar a metodologia, e sem dúvida alguma, o melhor caminho para humanizar é a arte.

Sim, a arte!

A arte humaniza!

A arte nos possibilidade enxergar o mundo de uma forma mais sensível e crítica, desde uma perspectiva emocional.

E uma forma das formas mais eficazes de provocar reflexões e mudanças de comportamento é através das artes.

Ao longo da história, todos os movimentos que impactaram profundamente a sociedade estão associados e/ou acompanhados a movimentos culturais.

A música e seus diversos gêneros, quais sejam, o soul, o rock, o punk, a bossa nova, todos eles provocaram mudanças de comportamento ou refletiram a mudança de comportamento daquelas gerações.

A literatura, o cinema, o teatro, todos eles contribuíram para mudanças políticas e sociais.

A arte provoca emoções, desde o ponto de vista neurocientífico, em nosso sistema cerebral límbico, e as emoções sentidas, se aplicarmos os conceitos de storytelling, contar histórias que façam sentido, podem ficar guardadas em nossa memória sensorial de longo prazo.

Através de parceiros, temos ferramentas através da literatura clássica e contemporânea. São abordagens diferentes, porém, com o mesmo objetivo.

Como ferramenta própria, a BE&SK criou um espetáculo teatral!

Uma palestra, se feita dentro de um contexto, desperta ideias, gera reflexões, mas se não tiver um plano de ação posterior, em poucos meses perde seu efeito.

Uma obra de teatro, ao contar uma história, ter figuras que personificam os sentimentos e emoções, gera empatia, constrói conexões e pontes entre a realidade e ficção.

Desperta desejo, e pode marcar o caminho entre levar o imaginário ao real.

Essa é a base da inovação e da transformação.

Por tudo isso, a BE&SK, de forma inovadora, criou um espetáculo teatral, que se estreará no dia 12 de março, no teatro ViradaLata. Será uma oportunidade única de vê-la em uma apresentação em teatro aberto.

O espetáculo da Tecno-Humanização será comercializado para empresas e grandes eventos com a finalidade de despertar e gerar reflexões, e principalmente, ajudar a curar e humanizar as organizações.

 

Imagem: BE&SK

Carnaval 4.0 – A tecnologia chegou ao sambódromo

Este artigo foi publicado no dia 13/02/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Robôs, Internet das Coisas (IoT), QR Code, Smart band, Realidade Aumentada, App e mais desembarcaram com força no carnaval

Este ano, a escola de samba paulistana Rosas de Ouro inspirou-se na tecnologia para desenvolver o seu enredo. Buscou empresas de tecnologia, universidades, tecnólogos e programadores para embarcar tecnologia em seu desfile.

Um robô que interage com os ritmistas e entrega baqueta, QR Code nas fantasias para controlar o tempo de desfile, tags de realidade aumentada nas fantasias que podem ser lidos por um App e muito mais.

Quando vi o primeiro título deste assunto, vi Carnaval 4.0 (por isso reproduzi aqui), depois dei uma olhada muito rapidamente na matéria e vi o executivo dizendo que transformou a escola na Rosas de Ouro 4.0, e isso foi a gota d’agua para mim.

Eu não gosto de carnaval e, embora trabalhe com tecnologia, detesto a modinha de colocar 4.0 em tudo, café 4.0, roupa 4.0, comida 4.0 e agora escola de samba 4.0, que preguiça…

Mas, para ser justo, decidi que os meus gostos pessoais e meus preconceitos não interfeririam em minha análise.

O primeiro que fiz foi pesquisar se a tecnologia iria desvirtuar a essência do carnaval, e pelo que eu consegui saber, neste caso não. A interação com o público é interessante e inteligente e o robô é mera alegoria.

A minha preocupação, não que eu tenha nada a ver com isso, afinal, quem sou eu “na fila do pão”, era que utilizassem tecnologia para manter o ritmo, corrigir tempos e marcações, e isso seria triste.

Afinal, uma das marcas registradas do samba é a paixão pela escola, pelo ritmo, as loucuras que só se cometem por amor.

Do ponto de vista racional, muita gente julga absurdo os apaixonados pelo carnaval, terem uma vida modesta durante todo o ano, se privarem de muitas coisas, economizarem ou até gastarem o que não tem, para somente 75 minutos de desfile. Eu mesmo já pensei assim.

Eu não entendia como podem achar legal, pessoas passando mal pela emoção, outros sangrando, tumultuo, calor, enfim…

O carnaval é paixão, alegria, confraternização, em definitiva, sentimentos e emoções.

A magia do carnaval, e qualquer tipo de arte, está na imperfeição, no improviso, no sentimento que transmite e provoca. A tecnologia deve ser não invasiva, garantir segurança, interação com o público, efeitos visuais, mas espero que nunca tente interferir no sentimento.

Mostrar tecnologia e as transformações que estamos vivendo é ótimo, aproximar a tecnologia que estamos acostumados no mundo corporativo ao grande público, também é bom, mas sem invadir a essência do carnaval.

Após ter pesquisado sobre a tecnologia, resolvi olhar o samba enredo, e aí me tranquilizei totalmente ao ler este trecho.

Das mais belas mãos
Revoluções a nos guiar
A inovação vem dessas mentes
O que esperar?
Dona ciência, por favor, não leve a mal
Chegou a hora de rasgar o manual
Quero ver minha Roseira passar
É tempo de amar, é tempo de amar
Aprender, ensinar
Conectar as emoções, unir os corações”

A César o que é de César!

Só me resta dar os parabéns pela grande jogada de marketing da Rosas de Ouro e principalmente agradecer por tecnologia em seu lugar, dando suporte ao espetáculo e ao ser humano.

Como disse, o carnaval não é a minha praia, mas respeito quem gosta, admiro o espetáculo e a paixão que desperta.

Portanto, devemos manter a festa e a tradição.

A holografia ou realidade aumentada podem impressionar, mas nunca transmitirão sentimentos, óculos de realidade virtual não sente a energia, um QR Code jamais vai nos arrepiar como as lágrimas de emoção das passistas cantando o samba enredo da escola até perder a voz.

É esse, exatamente esse, o espírito de uma smart band. Envie alerta ao serviço médico se necessário, meça os batimentos cardíacos, mas nunca impeça de que se acelerem quando a bateria comece a tocar.

E o que ROXP4 jamais roube o sorriso ao gari.

 

Imagem: Divulgação Rosas de Ouro

Por favor, precisamos de CEOs Tecno-Humanistas

Este artigo foi publicado no dia 13/02/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

Os objetivos do CEO tradicional e de um Tecno-Humanista são os mesmos, a diferença é que o segundo é muito mais efetivo pela forma de alcança-los

Um CEO deve determinar a estratégica da empresa. Para o nível acima, ele deve apresentar, defender e ser o ponto focal entre o conselho e a equipe executiva. Para sua equipe, ele deve comunicar o plano estratégico, liderar a equipe executiva para que os objetivos sejam implementados e os resultados alcançados.

Na prática ele é medido por tudo isso, porém, pago pelos resultados que entrega.

No artigo onde falo que governança não garante ética, cito uma adaptação de Eliyahu M. Goldratt a uma frase bíblica: “Diga-me como me medes e eu te direi como me comportarei”.

Se o CEO é pago pelo resultado financeiro, ele coloca o resultado no centro do seu processo de toma da decisão, simples assim. Por essa razão, os executivos orientados a objetivos sempre foram, e ainda são muito valorizados.

Um CEO deve realmente ser orientado a objetivos, e não devemos mudar sua característica, mas sim rever a forma como se atinge o objetivo. Colocar o ser humano no centro do processo de inovação, de transformação digital, enfim, no centro do processo de tomada de decisão.

Tudo é por e para o ser humano!

Desta forma, os resultados passarão a ser consequência, e não objetivo final.

Empresas humanizadas são mais rentáveis!

O CEO que queira alcançar, ou melhorar muito, seus resultados, deve levar esta visão humanista ao seu planejamento estratégico.

Não basta planejar o crescimento do negócio e depois encaixar a todas as peças da engrenagem, inclusive os recursos humanos, em função disso, como era feito no passado.

Muitos CEOs consideravam possuir uma visão humanista ao dar treinamento ou algum benefício social acima da média do mercado. Ou então, em ações de pseudo-responsabilidade-corporativa, com muito boas intenções, mas hipócritas em sua essência, mesmo que de forma involuntária ou inconsciente.

Os CEOs de agora, que precisamos cada vez mais nas empresas, são pessoas que colocam o ser humano no centro do processo, ajudam em seu desenvolvimento e atuam baseados em um sistema de gestão de triple bottom line, onde olham não apenas o resultado financeiro, mas também o impacto social e o impacto meio-ambiental da operação.

A partir desta visão, o CEO pode desenhar, criar e implementar modelos de negócios rentáveis, conscientes e humanizados.

Caso exista algum tipo de ceticismo ou resistência a alcançar resultados através dessas premissas, a Tecno-Humanização tem ferramentas, modelos e uma metodologia que mostra o “porquê” e, principalmente, o “como” fazer.

Este trabalho de mudança de Mindset, grosso modo, a forma que temos de ver o mundo, vem em primeiro lugar, tanto no trabalho de planejamento, como no de implantação de um modelo Tecno-Humanizado.

Outra mudança significativa…

Hoje, na imensa maioria das empresas, o processo de transformação digital é liderado pelo CIO.

Da mesma forma que o CEO, ao ser medido somente pelo resultado financeiro, pensava somente em como alcança-lo, se o CIO é medido pela transformação digital, ele focará prioritariamente na tecnologia para alcançar seus objetivos.

Como consequência, segundo a McKinsey, 70% dos processos de transformação digital não funcionam.

A massiva digitalização de processos travestida de transformação digital pelo mercado, quase sempre se limita a otimizar o existente. E isso os estudos sobre o tema têm provado não ser suficiente. Dependendo do tipo de tecnologia aplicada, há de se fazer mudanças mais estruturais no modelo de negócio, quase como uma consequência natural.

A transformação digital, ou tecnológica, como define a Tecno-Humanização, é somente um meio e não um fim.

O objetivo deve ser transformar a empresa, construir um modelo que seja rentável, consciente e humanizado, e depois aplicar a tecnologia para viabiliza-lo.

Portanto, o verdadeiro processo de transformação surge no CEO, que passa a ser responsável para estratégia, inovação e transformação do negócio.

Obviamente, o CEO não será responsável por implementar a transformação tecnológica, nem liderar pessoalmente a inovação, mas sim liderar e transmitir a cultura de inovação e transformação da empresa. Em outras palavras, ele precisa ser o principal sponsor (patrocinador) do processo.

Desta forma, asseguramos que ambos pilares, tecnologia e modelo de negócio, estão a serviço da estratégia e do negócio, ao invés de se preocuparem apenas com suas respectivas áreas ou departamento.

Seguindo a série que começou no artigo anterior, “Basta! O Diretor de Recursos Humanos Deve Acabar”, onde você pode entender o porquê da mudança de nomenclatura, fazemos a segunda alteração no organograma da empresa.

Com a visão e incumbência de liderar o processo estratégico da empresa baseado na transformação, inovação e humanização, o CEO passa a se chamar Responsável pela Tecno-Humanização.

Um CEO faz tudo, dentro da governança, para alcançar os resultados financeiros, um CEO Tecno-Humanista constrói uma sociedade melhor, faz tudo por e para o ser humano, e como consequência, consegue melhores resultados financeiros.

Se neste momento você está se questionando por que um CEO deve se preocupar em construir uma sociedade melhor sendo que não é sua função, você precisa se Tecno-Humanizar.

E se pensou que você já é humano fora da empresa, ajuda muita gente em sua vida pessoal, mas na empresa você é pago para entregar retorno ao acionista, que é quem te paga, você precisa se Tecno-Humanizar urgentemente.

Ter o lucro como um fim, se mostrou nocivo, temos que mudar a forma de fazer as coisas, corrigir a rota e buscar o lucro sem destruir.

Por isso precisamos de um CEO Tecno-Humanista, que seja capaz de criar riqueza sem gerar miséria.

 

Imagem: Pixabay

Qual será a comida do futuro?

Este artigo foi publicado no dia 28/01/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Cápsulas, shakes, impressora 3D, Robô cozinhando, enfim, são muitas opções que a tecnologia nos traz. Mas faz sentido?

Nas últimas feiras de tecnologia e inovação, sempre há um grande espaço reservado para a gastronomia.

O maior ativo de uma pessoa hoje é o tempo, ninguém tem tempo pra nada, ou ao menos é isso que a maioria das pessoas dizem. Ninguém tem paciência pra nada, todo mundo estressado, enfim…

Portanto, seguindo a linha de pensamento de muitas escolas de negócio e empreendedorismo, que uma startup deve curar a dor do cliente (eu não estou de acordo), as startups enxergam nesta dor uma oportunidade e se colocam mãos-a-obra.

E surgem diferentes vertentes no mercado para resolver isso.

Há um grupo que surge da evolução da indústria de suplementos. Com o aumento da longevidade do ser humano, é necessário tomar suplementos vitamínicos, porque não estamos biologicamente preparados para viver tanto tempo sem ajuda da tecnologia.

Surfando essa onda, algumas empresas, como a Ocean Droop ou como Koz Susani Design, em seu projeto Just Add Water, estão trabalhando nas “comidas de astronautas”, transformando alimentos, de forma concentrada, em pílulas.

Outra linha segue por robotizar a elaboração das comidas, desde de soluções como a da empresa brasileira Bionicook, que criou a primeira rede de fast food 100% automatizada do planeta, capaz de preparar lanches on demand, feitos na hora sem intervenção humana, ou até uma solução mais gourmet como a Moley Robotics que criou braços robóticos capazes de fazer receitas que são introduzidas em sua plataforma.

Um grupo de pesquisadores estão apostando em impressoras 3D capazes de “imprimir” comida.

Já temos impressoras que imprimem pizza, doces, mas, nesta linha, o projeto que mais me chama a atenção é o criado pela designer de alimentos Chloé Rutzerveld, que criou uma impressora 3D que imprime uma base de carbo-hidrato e nela plantou vegetais e cogumelos, criando um ecossistema comestível.

Com tanta tecnologia os restaurantes tradicionais estão buscando formas de inovar e manter o seu espaço.

Temos restaurantes embaixo do mar nas ilhas Malvinas (Ithaa Undersea Restaurant) ou no céu, a 50 metros de altura, sustentado por um guindaste, como o projeto Dinner in the sky, que surgiu na Bélgica e já está em mais de 40 países, inclusive Brasil.

Outros restaurantes inovam no modelo de negócio, como o Benihana, que conheci como estudo de caso no meu MBA antes mesmo de ver o espetáculo oferecido pelo chef em uma mesa em U. Para quem ainda não conhece, vale a pena ver o chef de cozinha fazendo acrobacias e preparando sua comida na sua frente. Também tem restaurantes que permitem que você possa cozinhar, como o Tantra, em São Paulo, ou trazer os ingredientes para que o chef cozinhe pra você.

Enfim, diferentes modelos, alguns são variações dos modelos atuais outros muito futuristas, que reduzem o prazer de comer e, principalmente, a importância das refeições familiares a uma capsula.

Eu já tive duas ou três conversas sobre isso com uma pessoa que está convencida, ou abduzida, que o futuro da comida está em shakes, que ela vende em espaços denominados EVS, Espaço de Vida Saudável.

Segundo ela, esta “refeição” que inicialmente só tinha o objetivo de ajudar as pessoas a emagrecerem, agora tem muita tecnologia por trás e se converterá na comida do futuro. “Não temos mais tempo para cozinhar, nem fazer refeições longas, temos que produzir”

Produzir o quê?

Para quê e para quem?

Sim, claro que temos que produzir, mas não podemos esquecer a importância da gastronomia na história da humanidade e na cultura dos povos. Não é possível entender uma cultura de um país sem considerar sua gastronomia.

Uma capsula pode conter todos os nutrientes e suplementos necessários para a saúde (sempre com acompanhamento profissional) ou um shake pode até ser uma solução temporária para eliminar peso.

Mas eles jamais conterão as memórias afetivas, o cheiro e o sabor da comida dos domingos na casa da avó. Aquele bolo feito com muito mais amor que ingredientes. As risadas das primeiras receitas de recém-casado que não deram certo. As longas conversas em família aos domingos, ou os jantares em família onde contamos como foi o nosso dia.

Tudo isso faz parte de algo que vai muito além da alimentação do corpo. Me permitam contar uma história pessoal.

Em 2007, eu morava em Madri, minha esposa estava grávida do nosso segundo filho, e teve alguns problemas que nos impediu viajar nas férias de verão daquele ano.

Eu tinha que buscar atividades para fazer com a minha primogênita de 10 anos naquele longo período de férias escolares.

A ideia veio rápido, eu já cozinhava com ela quase todos os finais de semana, era uma atividade pai & filha. Escolhíamos receitas, íamos comprar os ingredientes e cozinhávamos. Depois, oferecíamos os pratos à minha esposa.

Busquei um curso de culinária para pais e filhos e não encontrei. Depois de muito insistir, convenci uma escola a criar um. Eles criariam as aulas, baseadas nas receitas do chef inglês Jamie Oliver (minha filha era fã) e eu me encarregava de trazer pais e filhos para o curso. Convenci meu chefe, colegas de trabalho, amigo, e conseguimos viabilizar o curso.

Durante 8 sábados, das 11h às 13h tínhamos aula, cozinhávamos e depois almoçámos o que havíamos feito. Minha filha, hoje adulta, se lembra de tudo com muito carinho. Além de cozinhar, passamos tempo juntos, aprendemos, acertamos, erramos, enfim, vivemos.

Sim, a tecnologia está à nossa disposição para nos servir, ajudar na correria do dia a dia, mas não podemos permitir que ela substitua parte da nossa cultura e de nossas vidas.

Ah! O meu segundo filho, aquele da gravidez complicada, já tem 12 anos e faz um risoto de queijo brie com presunto de parma delicioso!

 

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Futuro da energia: a autogeração; o presente: a otimização

Este artigo foi publicado no dia 16/01/2020 no IT Forum 365.

 

Somos cada vez mais dependentes de fontes energéticas para manter o mosaico tecnológico que estamos montando

Você consegue se imaginar passar 24 horas sem usar nenhuma fonte de energia?

Não se trata só de não carregar o seu celular, não usar seus eletrodomésticos, ou não usar o carro, mas desligue o datacenter da sua empresa, dos hospitais, polícia, iluminação pública e assim por diante.

Nossa dependência é tão grande que se instalaria um caos gigantesco em nossas vidas que não somos capazes de calcular.

O processo de transformação digital tem aumentado consideravelmente a quantidade de equipamentos nas empresas e nas casas, e, consequentemente, o consumo energético.

Vários estudos indicam que a energia elétrica é maior gasto operacional de um datacenter.

Os equipamentos são cada vez mais eficientes desde o ponto de vista energético, porém, mesmo assim, a tendência é de incremento de consumo pelo aumento da capacidade de processamento.

O uso de Cloud Computing reduz o gasto de energia, mas não o elimina, tendo em vista que, mesmo que ele não ocorra na infra própria, ele acontece no site do provedor de serviço e é parcialmente repassado.

A computação quântica vai reduzir muito o consumo energético, mas continuaremos reféns dos sistemas de telecomunicação, storage, segurança, entre outros.

Empresas: aumento de uso de energia

Transporte atual: fonte de energia fóssil

Futuro do transporte – carros elétricos e autônomos: energia

Micro mobilidade – patinetes e bicicletas elétricas: energia

Internet: energia

Smart Home (IoT): aumento da demanda de energia

Smart City (IoT): aumento da demanda de energia

E poderíamos seguir…

A dependência continua aumentando, mas a matriz energética está mudando. Por questões ambientais os combustíveis fósseis estão sendo substituídos por energia limpa.

Segundo a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), o custo tem reduzido drasticamente nos últimos anos e já é competitivo.

 

 

Esta demanda crescente converte o setor energético em um setor muito atrativo para os investidores. Segundo o estudo da Bloomberg New Energy Finance 2018, em 2017 foram investidos aproximadamente 280 bilhões de dólares em novas energias renováveis.

Com tanta necessidade as empresas de energia estão otimistas e se preparando para o aumento da demanda.

Além disso, segundo dezenas de iniciativas que seguidas através do observatório da Tecno-Humanização, identificamos uma tendência da autogeração de energia. Vejamos somente algumas iniciativas.

 

 

Universidade de Michigan conseguiu, pela primeira vez, placas solares 100% transparentes. Isso permitirá que edifícios de vidros inteiros ou grandes janelas captem energia solar. Agora eles estão trabalhando para aumentar a eficiência do painel.

 

 

A SolarRoadway criou tecnologia para construir estradas com painéis solares, capazes de carregar carros elétricos por indução ou abastecer a iluminação pública. O primeiro projeto, foi em uma pequena cidade da França, e embora tenha sido um fracasso, por fazer muito barulho nos carros, piorando a dirigibilidade, o fabricante disse que já está melhorando a tecnologia com uma nova versão de placas.

E muito mais, como um polímero criado por engenheiros da universidade do Colorado, que reflete a luz solar evitando o aquecimento. Com um custo de centavos por metro quadrado, promete eliminar a necessidade do ar condicionado.

Usinas de processamento de lixo que gerando combustível biosintético para caldeiras ou usinas para o meio rural, ou usinas que processam fezes animais, gerando energia através de biogás.

Estas tecnologias estão muito próximas à maturidade, e agora as empresas estão buscando o aumento da eficiência e a miniaturização para levá-las ao mercado doméstico.

O sonho de muitos pesquisadores é descentralizar a geração de energia, reduzindo custos relativos a distribuição.

Se usarmos as fontes de energias oferecidas pela natureza, poderemos chegar, no futuro, à auto geração de energia a um custo muito baixo e sem impacto ambiental.

Porém, muitas destas iniciativas não chegarão ao mercado, devido a algum tipo de limitação técnica ou inviabilidade econômica no curto prazo. Outras sofrerão pressão e lobbies de grandes empresas com interesses comerciais contrários, e sem dúvida, o maior impedimento é o próprio governo, que quando não sabe como taxar e controlar algo, o proíbe, mas, contudo, inevitavelmente várias destas iniciativas impactarão nossas vidas em breve.

Enquanto estas iniciativas ainda não estão disponíveis, o que podemos e devemos fazer é usar soluções que otimizem e racionalizem o nosso consumo, como por exemplo, uma empresa 100% brasileira, que desenvolveu um equipamento com tecnologia de ponta e inteligência codificada que estabiliza a frequência elétrica, melhora a qualidade e gera economia de energia.

Este tipo de solução está alinhado com a Tecno-Humanização por obedecer ao conceito de gestão do Triple Bottom Line. O impacto financeiro para a empresa é enorme uma vez que reduz o custo de energia em até́ 25% em KW/h e 70% na manutenção e queima de equipamentos. O meio ambiente também ganha, já que a solução elimina o desperdício em setores como o comercial, que segundo a Procel (2011) desperdiça 14% de energia elétrica, o que representa 20% da energia elétrica no Brasil.

O impacto social também é claro: a indústria responde por 35% da energia consumida no país e a energia elétrica representam um dos custos mais elevados para o processo produtivo. Ao reduzir o custo de produção, podemos reduzir também o preço do produto para o cliente final.

A Line Control, com tecnologia 100% nacional, oferece o sonho de qualquer empresa: reduzir o custo de energia elétrica e aumentar a vida útil dos equipamentos elétricos e eletrônicos. Tudo isso com um modelo de negócio moderno, associado ao direcionador da desmaterialização da Tecno-Humanização, ou seja, o cliente não precisa comprar o equipamento. Ele simplesmente contrata o serviço e paga uma porcentagem da economia em energia elétrica, com um fator importante, o cliente acompanha todo o processo de consumo, redução do consumo e economia gerada através de uma central online e em breve através de aplicativo, tudo de forma transparente e online.

O observatório BE&SK vai manter os olhos abertos para as inovações de auto geração no mundo e pensando no futuro, enquanto isso, vamos racionalizar o consumo com tecnologia local hoje.

 

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Tendências Tecno-Humanizadas para 2020

Este artigo foi publicado no dia 07/01/2020 no IT Forum 365

 

Temos uma oportunidade única de Tecno-Humanizar o mundo. Posso contar com você?

Começamos um novo ano, uma nova década e um novo ciclo.

A década passada foi de grande importância para a humanidade, aprendemos muitas coisas. Embora estejamos informatizando as empresas e digitalizando processos há mais de quase 50 anos, foi nesta década que cunhamos a expressão transformação digital.

Nunca tivemos tanto recurso disponível para investimentos em novos negócios, tanta tecnologia disponível, barata e acessível. Somos privilegiados porque vivemos um momento ímpar da história da humanidade.

Quando Juscelino Kubitschek anunciou em seu governo um plano de desenvolvimento agressivo, que tinha como slogam 50 anos em 5, parecia uma loucura para a maioria dos mortais.

Hoje, vivendo em uma sociedade exponencial, Juscelino seria considerado conservador para alguns e lento para outros.

O primeiro campus de pesquisa de Inteligência Artificial foi criado em 1.956 no Dortmouth College, porém, evoluiu mais nos últimos 5 anos que em toda sua história.

Blockchain foi criado em 2008 e já teve mais impacto para a humanidade que tecnologias que estão no mercado há mais de cinquenta anos.

Plataformas integradoras como Amazon Alexa, Google Home, entre outras, estão fomentando e incrementando o uso de IoT no entorno doméstico, enquanto a indústria 4.0 está levando IoT para a indústria e para o agronegócio.

Carros autônomos, drones, big data, analytics, impressora 3D, computer vision, e uma longa lista de tecnologias que vão impactar a humanidade de maneira jamais vista.

Porém, esta década será lembrada como um dos momentos mais delicados da nossa história.

O homem acelerou forte na direção equivocada, e esteve a ponto de colidir.

Esta nova década que se inicia é muito mais do que uma simples passagem de ano no calendário.

É o momento de corrigir rota e ajustar o rumo.

Nos últimos 5 anos o homem apostou todas as suas fichas na tecnologia, e cá entre nós…

Pensar que a tecnologia resolveria todos os problemas das empresas e da humanidade foi o nosso maior problema.

Diversos estudos de diferentes consultoras mostram que mais de 70% dos processos de transformação digital não alcançaram seus objetivos.

E para a Tecno-Humanização estava claro que isso iria acontecer. Certamente que não nos alegramos com essa constatação, e era uma questão de tempo que a nossa visão se confirmasse.

Diante dessa realidade, nós, Tecno-Humanistas, acreditamos que os maiores desafios da próxima década são:

 

1º – Unir tecnologia e pessoas para evitar o autocanibalismo corporativo

Nenhuma atividade produtiva sobreviveria sem tecnologia, mas nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Recentemente circularam na internet vídeos de empresas que mostravam orgulhosas suas fábricas totalmente automatizadas. Talvez os exemplos mais conhecidos são o da Império, cervejeira do Rio de Janeiro e um frigorífico da JBS na Austrália, totalmente robotizados. Não havia nenhuma intervenção humana direta no processo produtivo.

Em um destes casos, o vídeo que tinha o intuito de transmitir uma imagem de empresa inovadora e moderna, foi totalmente contraproducente.  A empresa recebeu muitas críticas em suas redes sociais pelo problema social de desemprego que gera.

Portanto buscar o equilíbrio entre tecnologia e pessoas é o nosso maior desafio. Tudo é feito por e para as pessoas. Por isso, a Tecno-Humanização coloca o ser humano no centro do processo de inovação e transformação digital.

A tecnologia é somente um meio para viabilizarmos empresas humanizadas.

E a boa notícia é que empresas humanizadas são mais rentáveis.

 

2º – Buscar os resultados extraordinários através da humanização das empresas

A Tecno-Humanização inverte a dinâmica das empresas.

Hoje, normalmente, elas pensam no resultado como um fim, aplicam a tecnologia para alcança-los e depois treinam as pessoas para que elas se sintam parte.

Este modelo é artificial e não tem funcionado.

Tenho vários exemplos de empresas que dizem que se preocupam com as pessoas, que são humanizadas, porque dão treinamento aos colaboradores, porque permitem que façam 20% ou 30% das horas de Home Office, porque estabelecem uma política de feedback ou, a que mais me chamou a atenção, foi uma empresa que visitei, que disse que da chocolate de sobremesa. O chocolate libera endorfina, um neurotransmissor que da uma sensação de felicidade, e a empresa diz que é humanizada.

Pois é… em neurociência, isso se chama, dissonância cognitiva, que é um mecanismo que temos para, mesmo não sendo verdade, nos auto enganarmos e nos fazer sentir melhor. Para saber mais, leia o artigo O desafio de vencer o medo à transformação em tempos  de transformações.

Temos muito trabalho pela frente, e a principal crença que temos que quebrar é a de que, para que uma empresa seja humanizada e consciente ela tem que abrir mão do lucro. Nada mais longe da verdade.

 

3º – Considerar os sentimentos no mundo corporativo e mudar nosso Mindset

Ainda temos pessoas que pensam que somos capazes de separar nossa vida pessoal da profissional, que temos duas personalidades diferentes e que separamos os sentimentos de cada uma delas.

Primeiro, a pessoa física e a jurídica habitam são personas que habitam o mesmo, único e indivisível, ser humano. Não dá nem devemos separa-los.

Segundo, já passamos da fase de tentar controlar as ações das pessoas através da criação de processos. Já passamos a fase de estruturar o padrão mental dos colaboradores para que “pensem” exatamente a empresa quer que pensem.

Agora estamos na fase de transformar o Mindset, primeiramente dos líderes e depois do restante da organização. Sair do Mindset fixo, onde o problema é de terceiros, a culpa é sempre de outros, para um Mindset de crescimento.

Mudar a visão da empresa neste processo de transformação que estamos vivendo.

Implantar um sistema de gestão de triple bottom line, atuando efetivamente, não somente no impacto financeiro do seu negócio, como no impacto social e meio-ambiental.

Quer crescer em 2020?

Aumentar seu negócio?

Inovar e fazer uma transformação digital humanizada?

Captar e engajar talentos?

Melhorar seus resultados através da humanização?

Espero que as empresas tenham aprendido que a tecnologia está para nos servir, não o contrário e que em 2020 aprendam a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização.

 

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