Hard x Soft x Deep Skills: O que são e como definem a cultura da empresa

Este artigo foi publicado no dia 25/11/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Ter diversidade cultural na empresa é necessário, ter personalidades diferentes na empresa é enriquecedor, mas isso tem limite. Porém o Deep skill positivo é inegociável

Todo grande evento de alto impacto emocional, tais como guerras ou pandemias, provocam uma elevação de consciência e aumento de humanização nas pessoas.

Com o COVID-19 não foi diferente, por isso recentemente alguns consultores resgataram, oportunamente, um assunto bastante esgotado, a importância e o peso do soft skill nos profissionais.

Para quem não conhece a expressão vou contextualizar trazendo um trecho do livro Aprenda a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização.

Há décadas nos concentramos em desenvolver os chamados hard skills, que são os conhecimentos técnicos, específicos de cada área de atuação. Estes conhecimentos são importantes, necessários, porém não suficientes”.

A primeira evolução veio de estudos como o realizado por Stanford e a Fundação Carnegie Mellon. Entre 500 CEOs estabeleceu-se que 75% do sucesso no trabalho, a longo prazo, é derivado dos soft skills e somente 25% dos hard skills.

Os soft skills são importantes ao longo da vida e na maioria das vezes marcam a diferença entre o sucesso de uma pessoa, tecnicamente medíocre, do fracasso do especialista, brilhante tecnicamente.”

O livro segue com outro trecho:

“Portanto, além de hard e soft skill conhecidos no mercado, precisamos desenvolver o que a Tecno-Humanização chama de deep skills.

São competências e principalmente atitudes que farão com que consigamos a motivação suficiente para desenvolver os hard e soft skill.

Emilio Duró, consultor e palestrante espanhol, define parte destas competências como Quociente de otimismo. Segundo Duró, esta é a chave para multiplicar o seu rendimento profissional e também para ser feliz.

Podemos citar alguns exemplos dos diferentes tipos de skills:”

 

 

O que a felicidade, compaixão, ética e honestidade têm a ver com uma empresa?

Para muitos a ética e a honestidade são delimitadas pela governança, que diz o que podemos e o que não podemos fazer. Mas a governança não diz o que devemos e o que não devemos fazer, como mostramos no artigo Governança corporativa não garante ética.

Em minha empresa, em primeiro lugar, eu analiso o Deep Skill, busco profissionais, com carácter, honestos, honrados, positivos, etc. Depois eu olho o soft skill, e por último o hard skill.

Para mim é muito importante estar rodeado de boas pessoas, sejam colaboradores, parceiros e até clientes.

Isso eu faço por opção pessoal, por convicção, por gestão da minha empresa e por egoísmo.

Sim, por egoísmo já que eu quero preservar a saúde do meu cérebro.

Nossa personalidade tem um componente biogênico, mas também tem uma parte que é sociogênica, que é influenciada pelo nosso ambiente, as pessoas ao nosso redor, os alimentos que ingerimos, nosso estilo de vida, enfim.

Por isso, eu quero distância de pessoas sem valores morais, não as quero em meu círculo de relacionamento, e em nenhum caso as quero em minha equipe ou em minha empresa.

Porque a cultura organizacional, o engajamento ao propósito, a forma de atuar no mercado de uma empresa dependem das pessoas que fazem parte da organização.

Por isso, uma empresa deve considerar o Deep skill na contratação, cuidar do Soft skill para o desenvolvimento do ser humano e melhoria dos resultados e valorizar o Hard skill para alcançar a excelência na entrega.

Seus clientes agradecerão e você notará nos resultados.

 

Imagem: Pixabay