O marketing olfativo quer explorar TV e internet com cheiro

Este artigo foi publicado no dia 12/08/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Os desafios técnicos estão próximos a serem vencidos, as explicações neurocientíficas esclarecidas, agora só falta aplicar com responsabilidade

Ah se televisão tivesse cheiro…

Quem nunca ouviu esta frase?

Seja em anúncios publicitários ou programas de culinária, este é um desejo antigo.

Em 2009 foi anunciado ao mundo um projeto liderado por cientistas da Osaka University e Tokyo University, este projeto criou uma tela que podia emitir aroma.

Quatro anos depois, em 2013, voltou a surgir na mídia o projeto bem mais refinado. A ideia era ter um equipamento conectado à tela, com dezenas de essências, um hardware com inteligência para misturar as essências, produzir um aroma e borrifa-lo pelas laterais do monitor.

Naquele momento os criadores não vislumbravam que o produto pudesse ser usado na TV normal, a ideia era aplica-lo em telas touch screen em pontos de vendas, por exemplo, em cafés, lanchonetes, shopping, etc., onde as pessoas podem ver o cardápio, e ao aparecer um café ou um bolo de chocolate na tela, você sinta o cheiro e aumente a sua vontade de consumir.

Imaginem você esperando o ônibus ou o metrô, ver uma foto de um pão recém-saído do forno e sentir o cheiro de pão quente (poucas coisas dão mais fome) e um QR code na tela? Com certeza você compraria o pão da padaria mais próxima da sua casa e que entregassem quando você chegar.

Porém, essa tecnologia não evoluiu, não saiu do laboratório por algum motivo, não sabemos se técnico ou comercial. E em tempos de aumento crescente do e-commerce, de home office, de pandemia onde queremos ou temos que comprar por internet, seria fantástico que as empresas pudessem transmitir cheiro de seus produtos.

Isso não se aplica somente a alimentação, o marketing olfativo tem crescido muito nos últimos anos.

Por que o cheiro é tão importante e apreciado pelas grandes marcas?

Existe uma resposta científica para isso.

Todas as experiências sensoriais são processadas pelo sistema límbico de nosso cérebro, onde também estão as emoções e a memória de longo prazo.

Quem nunca viveu a experiência de sentir um cheiro parecido com a comida da avó e automaticamente se remeteu aos almoços de domingo da infância, família reunida, brincando com os primos, enfim, esta lembrança afetiva associada ao olfato?

Por isso, marcas como a Abercrombie borrifa seu perfume em todas as peças de roupa de sua loja.

Em qualquer lugar do mundo onde sente o cheiro da fragrância da Abercrombie você se remete à loja onde sentiu pela primeira vez este cheiro, à viagem e a toda experiência vivida.

Portanto, o marketing olfativo não só serve para gerar consumo como pretendia smell-on-screen dos japoneses, mas ele está sendo usado para fidelizar e engajar clientes, ocupando um espaço na memória sensorial.

Existem algumas tecnologias, associadas a Internet das Coisas (IoT), bastante avançadas para permitir que os clientes sintam a fragrância de um perfume que está sendo anunciado ou que sinta o cheiro da comida ao pedir delivery pelo celular.

Outras ainda incríveis, como transmitir o cheiro através do som, mas este merece ser tema de um artigo específico.

O que está claro é que as empresas estão buscando levar experiências a seus clientes, o neuromarketing é consciente da importância de entrar no sistema límbico, e a tecnologia está tralhando para resolver as questões técnicas.

Como Tecno-Humanistas, queremos que isso aconteça, inclusive temos projetos que veremos no próximo episódio no quadro Visão Tecno-Humanista onde integraremos uma solução com aroma para os clientes de nossa empresa convidada.

Somos apaixonados pela tecnologia, porém somos mais ainda pelo ser humano, e trabalharemos com a mesma intensidade para ajudar as organizações a aplicarem este tipo de tecnologia com consciência e responsabilidade, para não induzir ao cliente a comer mais do que deve, comprar mais do precisa ou gastar mais do pode.

Flexibilidade e integração é a base da digitalização

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

A infraestrutura de tecnologia é o novo core business de qualquer operação

Onde armazenar e processar a quantidade de informação que geramos todos os dias?

Como integrar os sistemas legados da empresa às novas tecnologias de customer experience, IoT, IA, Big Data, etc.?

Como manter atualizada minha infraestrutura com a velocidade da evolução tecnológica?

Como atender ao negócio entregando soluções na mesma velocidade que o mercado exige?

Estas são perguntas que todo CTO – Chief Techology Officer – tem em seu criado-mudo para repassar todas as noites.

Estes e tantos outros, como segurança e backup, fazem parte da agenda de toda e qualquer empresa.

Desde o ponto de vista da Tecno-Humanização, a tecnologia é um meio e não um fim em si mesmo. Porém, é um meio crítico e fundamental, pois, nenhuma empresa sobreviveria hoje sem tecnologia.

No entanto, a infraestrutura tecnológica representa apenas uma das funções vitais da empresa. Somente com ela, a empresa carece de propósito; sem ela, carece de energia para sobreviver.

Por isso, é fundamental contar com empresas que são capazes de desenhar soluções de integração flexíveis e robustas.

A NetStor, empresa integradora especialista em infraestrutura de Tecnologia da Informação – TI, afirma que o crescimento exponencial do volume de dados e informações, espalhados em inúmeras e distintas aplicações de negócios, distribuídos em diversos bancos de dados e suas respectivas estruturas, sistemas e arquiteturas heterogêneas, requer da área de armazenamento de dados das empresas, a maior atenção de seus gestores.

Some-se a isso, a integração de outras fontes de dados e informações não estruturadas, como sensores e telemetria (IoT), mídias sociais (Big Data), sistemas inteligentes (machine learning) e cognitivos (IA), e terá um panorama deste desafio.

Atualmente, os sistemas de armazenamento de dados são responsáveis por armazenar, disponibilizar, proteger, criptografar, replicar, arquivar, compartilhar, os dados e informações de negócios da empresa, a fim de consolidá-los, analisá-los e correlacioná-los na busca por insights e tendências de negócios.

Escolher um sistema de armazenamento de dados adequado às suas necessidades operacionais e de negócios, não é uma tarefa simples.

Os sistemas de armazenamento de dados podem ser, segundo sua arquitetura, distribuídos, de propósito geral ou específico, convergentes ou hiperconvergentes. Podem ser self-healing ou fault-tolerance. Podem ser acessados em blocos, arquivos ou objetos. Podem se conectar a redes TCP/IP, FCP ou NVMe. Podem ser compatíveis com inúmeros protocolos e mídias. Podem ser instalados on premises ou na nuvem.

Todas essas características, funcionalidades e opções, tornam os sistemas de armazenamento de dados flexíveis, adaptáveis e integrados às necessidades de negócios da empresa. Mas, é preciso conhecimento específico para escolher corretamente.

Só assim, a empresa poderá usufruir do ativo mais valioso que possui: seus dados e informações.

Saber explorar esse recurso e transformá-lo em novos modelos de negócio, inovadores e rentáveis, é a melhor foram de se conhecer e de se diferenciar no mercado.

A NetStor possui expertise, conhecimento e experiência, na concepção, desenho e comercialização de soluções de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e auxilia seus clientes na escolha correta, para que obtenham benefícios reais, tangíveis e mensuráveis para o negócio, alinhada aos investimentos da empresa.

 

Imagem: Rawpixel

COO, da otimização à excelência

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

Otimizar é importante, mas onde está o limite?

A otimização já não é suficiente…

Durante anos, um bom gestor era pago pelas otimizações que fazia.

Um executivo pode até ser avaliado pela liderança, motivação e gestão de sua equipe, mas é medido e pago, pelos resultados que apresenta, e isso significa que é necessário otimizar, otimizar e otimizar.

Melhorar os controles e processos, reduzir custos e aumentar eficiência operacional, que também é redução de custo, pode ser a diferença entre uma empresa rentável ou não.

A tecnologia foi a maior aliada nas últimas décadas desta política.

Usar tecnologia para melhorar a experiência do cliente, para otimizar processos e aumentar a eficiência é o caminho seguido por muitos diretores de operações.

Digitalização, Automação, Robotização, Industria 4.0, e por aí vai…

Alguns amigos não sabem muito bem o que a minha empresa faz porque não falo de trabalho como eles, mas eles sabem que trabalho com algo relacionado a inovação, transformação digital e gestão de empresas. E sempre que aparece alguma coisa relacionado a estes assuntos, me mandam.

Há um tempo atrás, me mandaram dois vídeos, um sobre uma empresa cervejeira do Rio de Janeiro, que automatizou toda a linha de produção, sem nenhuma intervenção humana, o outro foi de um grande frigorífico que robotizou toda a sua planta da Austrália, para cortar e desossar de forma totalmente autônoma, sem intervenção humana.

Isso é indústria 4.0, usaram IoT, IA, Machine Learning, e toda a tecnologia necessária que o dinheiro podia comprar.

É fascinante ver o brilho nos olhos dos tecnólogos, vendo tudo funcionar à perfeição, de forma totalmente automática e autônoma.

Isso é otimização pura!

Sem erros, padronização no produto, evita desperdícios de matéria prima e todo tipo de recursos, e economia de mão de obra.

Sem contar que, feita a manutenção preventiva, robôs não ficam doente, não mente, não engana, não fica grávida, não morre avó, …

São inúmeras vantagens, não é mesmo?

Mas quando me mandaram estes vídeos com o entusiasmo de uma criança com tênis novo, como Tecno-Humanista, o primeiro que me veio à cabeça foi.

Se todas as indústrias, ou empresas, fizerem isso, para quem elas vão vender seus produtos?

Nenhuma empresa sobreviveria sem tecnologia, nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Portanto, a diretoria de operações deve pensar em otimizar? SIM

Mas onde está o limite?

Levar a otimização ao extremo é perigoso e inclusive, pouco inteligente.

A resposta natural e obvia de um COO é me pagam para isto, eu tenho que velar pelos interesses da minha empresa.

O problema é que a sua empresa não está no mundo, ela está dentro de um contexto, e se não formos capazes de olhar além das paredes da empresa, esgotaremos o modelo, como já estamos fazendo.

Portanto a Tecno-Humanização transformar o diretor de operações no responsável pela excelência.

 

 

Desde o ponto de vista operacional, dar o salto de otimização a excelência, significa implementar uma cultura de excelência e convertê-la em um hábito.

Trabalhar a cultura na empresa, não significa necessariamente investir milhões em tecnologia, e sim assimilar o conceito e a cultura, quase como um mantra, de:

Fazer o melhor que se pode com o que se tem.

Porém em minha visão, não se trata somente da excelência operacional em si, mas também de ajudar o CEO Tecno-Humanista a definir os limites da otimização, baseado nos princípios e valores da Tecno-Humanização e salvaguardar para que sejam cumpridos.

Ou criamos empresas rentáveis, conscientes e humanizadas, ou otimização não será suficiente…

 

Imagens: Freepik e BE&SK