Inovação aberta para o Novo normal

Este artigo foi publicado no dia 17/06/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

O grande desafio é inovar, aplicando tecnologia para humanizar empresas

Se a inovação era importante quando pensávamos que controlávamos o mundo, imagina agora não somos conscientes de que não controlamos nada!

Visitar polos de inovação é inspirador, porém, não te faz inovador.

Até porque, o que normalmente se vê é a ponta do iceberg, o mais importante é o que tempo trás de tudo aquilo, e isso não é público.

Existem muita literatura e cursos sobre inovação, mas todos orientados a como inovar, como ser inovador ou como ser criativo.

Sem dúvida as técnicas e ferramentas são importantes, porém, ainda mais importante é saber o que fazer com tudo isso.

Nos últimos anos a inovação passou por diferentes estágios e buscou atender as necessidades de cada momento.

No início estava diretamente associada à automação, inovar era aplicar tecnologia para automatizar ou digitalizar um processo.

Pouco a pouco isso foi se ampliando e saindo da tecnologia e permeando em todas as áreas da empresa.

Depois, as empresas começaram a orientar-se à propósito e a inovação passou a pensar em modelos de negócios e não somente em processos.

Agora temos uma nova variável à inovação, a humanização.

E por quê?

Ao longo da história da humanidade, após toda pandemia ou momentos de alto impacto emocional, como guerras por exemplo, a humanidade experimentou um aumento de conscientização e humanização.

Sempre foi assim e desta vez não está sendo diferente.

Isso significa que as empresas terão, inevitavelmente, que adaptar-se à esta nova realidade, o que muitos chamam de novo normal.

Porém, uma diferença com outras épocas é o alto nível tecnológico que temos e a exigência exponencial que temos, em todos os sentidos.

Portanto o desafio passou a ser, inovar aplicando tecnologia para humanizar as empresas.

Agora imaginem que bom seria se as empresas tivessem a oportunidade que alguém ouvisse seu principal desafio em relação à transformação digital, inovação, captação e engajamento de talento, desenvolvimento de negócio ou cultura organizacional, depois, desenhassem uma solução baseados em uma metodologia que une tecnologia e pessoas, e apresentassem sua visão sem custo algum?

E se isso fosse feito com o apoio de executivos de grandes empresas de tecnologia e validado por especialistas de diferentes segmentos?

Mais ainda, se todo este processo fosse mostrado em um canal de televisão de alcance nacional, depois fosse gerado conteúdos multimídia como, Vídeo, Live, Podcast e e-book criando um estudo de caso divulgado em redes sociais.

Isso seria fantástica para a empresa, por vários motivos:

  • Exposição positiva de marca
  • Divulgação multicanal
  • Transmissão de uma imagem moderna por aplicar conceitos de inovação aberta
  • Humanização da marca por buscar resolver seus desafios com uma metodologia orientada a conscientização e humanização de empresas
  • Receber uma solução para um desafio

 

Se a empresa não gostar da solução, ela ganha, porque aprenderá um caminho que não quer seguir.

Se a empresa gostar da solução apresentada, ela ganha por ter um caminho a seguir.

E o mais importante de tudo isso de forma totalmente gratuita.

Seria um sonho…

Tenho uma boa notícia, isso não é um sonho.

Acabo de descrever o novo quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 na Record News.

Onde vamos apresentar soluções para desafios de grandes empresas, que serão desenhados com a metodologia da Tecno-Humanização.

Estreamos no dia 10/06 com o estudo de caso da Alper, uma das maiores consultoras de seguros do país, que nos passou um grande desafio.

Se você tem interesse que a sua empresa participe do quadro, entre em contato com a nossa equipe de curadoria, conte-nos o seu desafio e te daremos nossa visão.

Vamos te mostrar como criar riqueza sem gerar miséria com a Visão Tecno-Humanista.

 

Imagem: Freepik

A inovação é uma cultura e a criatividade um processo!

Este artigo foi publicado no dia 26/06/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Não vivemos em uma era de mudanças e sim uma mudança de era. Ninguém sabe como será o futuro e as empresas precisam ser pré-ativas para criar o seu

Nenhuma empresa está obrigada a mudar, a escolha de sobrevivência é decisão de cada um.

Em um mundo de transformação contínua, tecnologia e comportamental, e velocidade exponencial, a inovação se tornou uma ferramenta fundamental e imprescindível para toda organização.

Porém existem muitas formas diferentes de ver a inovação.

 

VISÃO HIPSTER

Há pessoas que tem uma visão glamorosa da inovação, que frequentam eventos caríssimos para poder ouvir e estar ao lado de executivos de empresas inovadoras, fazem cursos em escolas de negócio com puffs coloridos, estudam cases das empresas mais inovadoras do mundo, se aprendem as palavras da moda e participam de programas de imersões aos principais polos de inovação do planeta: China, Israel ou ao Vale do Silício nos EUA.

Este tipo de aproximação tem o seu valor, mas só é recomendada por empresas na fase inicial ou na fase muito avançada de inovação.

Para empresas que estão em sua fase inicial serve como inspiração, porém custa muito dinheiro e a empresa precisa ter certeza que vai ter a disciplina para se aprofundar e implantar uma cultura de inovação, do contrário, é jogar dinheiro fora.

Normalmente nestas imersões as empresas te mostram a importância e os resultados positivos de inovar, mas não te contam o caminho que deve ser percorrido para chegar até este ponto, principalmente os fatores humanos e culturais, que são os mais importantes.

Para empresas que estão em uma fase avançada, que já tenham cultura de inovação, pode ser interessante ver tendências e fazer benchmark.

Porém, para empresas que estão no meio do caminho, este tipo de viagens me parecem as excursões que eu fazia ao zoológico com a minha escola.

Matava aula, comia um lanche diferente, passeava com meus amigos e não aprendia nada sobre a fauna.

E quando aprendia, não servia para nada porque não podia aplicar os conhecimentos em casa porque os animais que tinha em meu entorno não se pareciam aos animais do zoológico.

É preciso ter muito cuidado, porque em empresas com este tipo de visão tem uma grande concentração de oportunistas, de inovadores de palco e de pessoas com um ego infinitamente maior que sua capacidade de inovar.

Elas costumam ser muito atrativas para pessoas mais preocupadas em parecer que ser inovadores.

 

VISÃO DE TECNOLOGIA

Com uma visão mais operacional, mais pé no chão, ainda tem um grande de profissionais com uma visão de tecnologia.

Eles normalmente trabalham em empresas que associam inovação exclusivamente à tecnologia, e o uso desta tecnologia em sua cadeia produtiva, para solucionar os problemas do dia a dia ou otimizar suas operações.

Mesmo que atuem de forma proativa e que ampliem o alcance do processo a áreas não operacionais, isso não é inovação, é melhoria contínua digital e para a Tecno-Humanização não é suficiente.

Este modelo não é sustentável por dois motivos.

O primeiro é porque otimizar e digitalizar os processos atuais garante a excelência operacional, mas quem garante que o negócio de hoje vai continuar existindo o ano que vem?

O segundo fator é porque esta forma de pensar e atuar depende de que o gestor de cada área tenha a iniciativa, queira explorar uma ideia, própria ou de terceiros, que esteja disposto a assumir os riscos, que consiga os recursos para desenvolver a ideia, e por último que a implemente.

Na VISÃO TECNO-HUMANSITA a inovação é uma cultura e a criatividade é um processo.

Para cada gota de inspiração é necessário baldes de gotas de transpiração.

A inovação é responsabilidade de todos em uma organização e para que funcione é preciso construir uma base sólida.

A Mundial Logistics Group, é um operador logístico brasileiro com 21 anos de experiência de mercado, focado na prestação de serviços para as áreas de Supply Chain, Logística e Marketing Promocional de empresas nacionais e multinacionais e trouxe ao Visão Tecno-Humanista o desafio de como criar cultura de inovação.

No segundo episódio do quadro Visão Tecno-Humanista do programa inova360, vamos sugerir à Mundial Logistics os 7 pilares da cultura de inovação, de acordo com nossa metodologia.

Todos os pontos são necessários para criar uma cultura de inovação, e trabalho final que realizamos, paralelo a este processo é uma condição sinequanon para a Tecno-Humanização.

Não basta inovar, é preciso inovar com propósito, pensando no impacto financeiro, no impacto social e no impacto meio-ambiental, porque há uma diferença enorme entre inovar com ou sem propósito, como mostramos no artigo de mesmo nome que pode ser lido aqui.

O programa será exibido na Record News nesta quarta-feira, dia 24/06/2020 às 8h da manhã, e posteriormente visto em nosso canal do Youtube.

 

Imagem: Pixabay

COO, da otimização à excelência

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

Otimizar é importante, mas onde está o limite?

A otimização já não é suficiente…

Durante anos, um bom gestor era pago pelas otimizações que fazia.

Um executivo pode até ser avaliado pela liderança, motivação e gestão de sua equipe, mas é medido e pago, pelos resultados que apresenta, e isso significa que é necessário otimizar, otimizar e otimizar.

Melhorar os controles e processos, reduzir custos e aumentar eficiência operacional, que também é redução de custo, pode ser a diferença entre uma empresa rentável ou não.

A tecnologia foi a maior aliada nas últimas décadas desta política.

Usar tecnologia para melhorar a experiência do cliente, para otimizar processos e aumentar a eficiência é o caminho seguido por muitos diretores de operações.

Digitalização, Automação, Robotização, Industria 4.0, e por aí vai…

Alguns amigos não sabem muito bem o que a minha empresa faz porque não falo de trabalho como eles, mas eles sabem que trabalho com algo relacionado a inovação, transformação digital e gestão de empresas. E sempre que aparece alguma coisa relacionado a estes assuntos, me mandam.

Há um tempo atrás, me mandaram dois vídeos, um sobre uma empresa cervejeira do Rio de Janeiro, que automatizou toda a linha de produção, sem nenhuma intervenção humana, o outro foi de um grande frigorífico que robotizou toda a sua planta da Austrália, para cortar e desossar de forma totalmente autônoma, sem intervenção humana.

Isso é indústria 4.0, usaram IoT, IA, Machine Learning, e toda a tecnologia necessária que o dinheiro podia comprar.

É fascinante ver o brilho nos olhos dos tecnólogos, vendo tudo funcionar à perfeição, de forma totalmente automática e autônoma.

Isso é otimização pura!

Sem erros, padronização no produto, evita desperdícios de matéria prima e todo tipo de recursos, e economia de mão de obra.

Sem contar que, feita a manutenção preventiva, robôs não ficam doente, não mente, não engana, não fica grávida, não morre avó, …

São inúmeras vantagens, não é mesmo?

Mas quando me mandaram estes vídeos com o entusiasmo de uma criança com tênis novo, como Tecno-Humanista, o primeiro que me veio à cabeça foi.

Se todas as indústrias, ou empresas, fizerem isso, para quem elas vão vender seus produtos?

Nenhuma empresa sobreviveria sem tecnologia, nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Portanto, a diretoria de operações deve pensar em otimizar? SIM

Mas onde está o limite?

Levar a otimização ao extremo é perigoso e inclusive, pouco inteligente.

A resposta natural e obvia de um COO é me pagam para isto, eu tenho que velar pelos interesses da minha empresa.

O problema é que a sua empresa não está no mundo, ela está dentro de um contexto, e se não formos capazes de olhar além das paredes da empresa, esgotaremos o modelo, como já estamos fazendo.

Portanto a Tecno-Humanização transformar o diretor de operações no responsável pela excelência.

Desde o ponto de vista operacional, dar o salto de otimização a excelência, significa implementar uma cultura de excelência e convertê-la em um hábito.

Trabalhar a cultura na empresa, não significa necessariamente investir milhões em tecnologia, e sim assimilar o conceito e a cultura, quase como um mantra, de:

Fazer o melhor que se pode com o que se tem.

Porém em minha visão, não se trata somente da excelência operacional em si, mas também de ajudar o CEO Tecno-Humanista a definir os limites da otimização, baseado nos princípios e valores da Tecno-Humanização e salvaguardar para que sejam cumpridos.

Ou criamos empresas rentáveis, conscientes e humanizadas, ou otimização não será suficiente…

 

Imagens: Freepik e BE&SK

Carnaval 4.0 – A tecnologia chegou ao sambódromo

Este artigo foi publicado no dia 13/02/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Robôs, Internet das Coisas (IoT), QR Code, Smart band, Realidade Aumentada, App e mais desembarcaram com força no carnaval

Este ano, a escola de samba paulistana Rosas de Ouro inspirou-se na tecnologia para desenvolver o seu enredo. Buscou empresas de tecnologia, universidades, tecnólogos e programadores para embarcar tecnologia em seu desfile.

Um robô que interage com os ritmistas e entrega baqueta, QR Code nas fantasias para controlar o tempo de desfile, tags de realidade aumentada nas fantasias que podem ser lidos por um App e muito mais.

Quando vi o primeiro título deste assunto, vi Carnaval 4.0 (por isso reproduzi aqui), depois dei uma olhada muito rapidamente na matéria e vi o executivo dizendo que transformou a escola na Rosas de Ouro 4.0, e isso foi a gota d’agua para mim.

Eu não gosto de carnaval e, embora trabalhe com tecnologia, detesto a modinha de colocar 4.0 em tudo, café 4.0, roupa 4.0, comida 4.0 e agora escola de samba 4.0, que preguiça…

Mas, para ser justo, decidi que os meus gostos pessoais e meus preconceitos não interfeririam em minha análise.

O primeiro que fiz foi pesquisar se a tecnologia iria desvirtuar a essência do carnaval, e pelo que eu consegui saber, neste caso não. A interação com o público é interessante e inteligente e o robô é mera alegoria.

A minha preocupação, não que eu tenha nada a ver com isso, afinal, quem sou eu “na fila do pão”, era que utilizassem tecnologia para manter o ritmo, corrigir tempos e marcações, e isso seria triste.

Afinal, uma das marcas registradas do samba é a paixão pela escola, pelo ritmo, as loucuras que só se cometem por amor.

Do ponto de vista racional, muita gente julga absurdo os apaixonados pelo carnaval, terem uma vida modesta durante todo o ano, se privarem de muitas coisas, economizarem ou até gastarem o que não tem, para somente 75 minutos de desfile. Eu mesmo já pensei assim.

Eu não entendia como podem achar legal, pessoas passando mal pela emoção, outros sangrando, tumultuo, calor, enfim…

O carnaval é paixão, alegria, confraternização, em definitiva, sentimentos e emoções.

A magia do carnaval, e qualquer tipo de arte, está na imperfeição, no improviso, no sentimento que transmite e provoca. A tecnologia deve ser não invasiva, garantir segurança, interação com o público, efeitos visuais, mas espero que nunca tente interferir no sentimento.

Mostrar tecnologia e as transformações que estamos vivendo é ótimo, aproximar a tecnologia que estamos acostumados no mundo corporativo ao grande público, também é bom, mas sem invadir a essência do carnaval.

Após ter pesquisado sobre a tecnologia, resolvi olhar o samba enredo, e aí me tranquilizei totalmente ao ler este trecho.

Das mais belas mãos
Revoluções a nos guiar
A inovação vem dessas mentes
O que esperar?
Dona ciência, por favor, não leve a mal
Chegou a hora de rasgar o manual
Quero ver minha Roseira passar
É tempo de amar, é tempo de amar
Aprender, ensinar
Conectar as emoções, unir os corações”

A César o que é de César!

Só me resta dar os parabéns pela grande jogada de marketing da Rosas de Ouro e principalmente agradecer por tecnologia em seu lugar, dando suporte ao espetáculo e ao ser humano.

Como disse, o carnaval não é a minha praia, mas respeito quem gosta, admiro o espetáculo e a paixão que desperta.

Portanto, devemos manter a festa e a tradição.

A holografia ou realidade aumentada podem impressionar, mas nunca transmitirão sentimentos, óculos de realidade virtual não sente a energia, um QR Code jamais vai nos arrepiar como as lágrimas de emoção das passistas cantando o samba enredo da escola até perder a voz.

É esse, exatamente esse, o espírito de uma smart band. Envie alerta ao serviço médico se necessário, meça os batimentos cardíacos, mas nunca impeça de que se acelerem quando a bateria comece a tocar.

E o que ROXP4 jamais roube o sorriso ao gari.

 

Imagem: Divulgação Rosas de Ouro

Tendências Tecno-Humanizadas para 2020

Este artigo foi publicado no dia 07/01/2020 no IT Forum 365

Temos uma oportunidade única de Tecno-Humanizar o mundo. Posso contar com você?

Começamos um novo ano, uma nova década e um novo ciclo.

A década passada foi de grande importância para a humanidade, aprendemos muitas coisas. Embora estejamos informatizando as empresas e digitalizando processos há mais de quase 50 anos, foi nesta década que cunhamos a expressão transformação digital.

Nunca tivemos tanto recurso disponível para investimentos em novos negócios, tanta tecnologia disponível, barata e acessível. Somos privilegiados porque vivemos um momento ímpar da história da humanidade.

Quando Juscelino Kubitschek anunciou em seu governo um plano de desenvolvimento agressivo, que tinha como slogam 50 anos em 5, parecia uma loucura para a maioria dos mortais.

Hoje, vivendo em uma sociedade exponencial, Juscelino seria considerado conservador para alguns e lento para outros.

O primeiro campus de pesquisa de Inteligência Artificial foi criado em 1.956 no Dortmouth College, porém, evoluiu mais nos últimos 5 anos que em toda sua história.

Blockchain foi criado em 2008 e já teve mais impacto para a humanidade que tecnologias que estão no mercado há mais de cinquenta anos.

Plataformas integradoras como Amazon Alexa, Google Home, entre outras, estão fomentando e incrementando o uso de IoT no entorno doméstico, enquanto a indústria 4.0 está levando IoT para a indústria e para o agronegócio.

Carros autônomos, drones, big data, analytics, impressora 3D, computer vision, e uma longa lista de tecnologias que vão impactar a humanidade de maneira jamais vista.

Porém, esta década será lembrada como um dos momentos mais delicados da nossa história.

O homem acelerou forte na direção equivocada, e esteve a ponto de colidir.

Esta nova década que se inicia é muito mais do que uma simples passagem de ano no calendário.

É o momento de corrigir rota e ajustar o rumo.

Nos últimos 5 anos o homem apostou todas as suas fichas na tecnologia, e cá entre nós…

Pensar que a tecnologia resolveria todos os problemas das empresas e da humanidade foi o nosso maior problema.

Diversos estudos de diferentes consultoras mostram que mais de 70% dos processos de transformação digital não alcançaram seus objetivos.

E para a Tecno-Humanização estava claro que isso iria acontecer. Certamente que não nos alegramos com essa constatação, e era uma questão de tempo que a nossa visão se confirmasse.

Diante dessa realidade, nós, Tecno-Humanistas, acreditamos que os maiores desafios da próxima década são:

1º – Unir tecnologia e pessoas para evitar o autocanibalismo corporativo

Nenhuma atividade produtiva sobreviveria sem tecnologia, mas nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Recentemente circularam na internet vídeos de empresas que mostravam orgulhosas suas fábricas totalmente automatizadas. Talvez os exemplos mais conhecidos são o da Império, cervejeira do Rio de Janeiro e um frigorífico da JBS na Austrália, totalmente robotizados. Não havia nenhuma intervenção humana direta no processo produtivo.

Em um destes casos, o vídeo que tinha o intuito de transmitir uma imagem de empresa inovadora e moderna, foi totalmente contraproducente.  A empresa recebeu muitas críticas em suas redes sociais pelo problema social de desemprego que gera.

Portanto buscar o equilíbrio entre tecnologia e pessoas é o nosso maior desafio. Tudo é feito por e para as pessoas. Por isso, a Tecno-Humanização coloca o ser humano no centro do processo de inovação e transformação digital.

A tecnologia é somente um meio para viabilizarmos empresas humanizadas.

E a boa notícia é que empresas humanizadas são mais rentáveis.

2º – Buscar os resultados extraordinários através da humanização das empresas

A Tecno-Humanização inverte a dinâmica das empresas.

Hoje, normalmente, elas pensam no resultado como um fim, aplicam a tecnologia para alcança-los e depois treinam as pessoas para que elas se sintam parte.

Este modelo é artificial e não tem funcionado.

Tenho vários exemplos de empresas que dizem que se preocupam com as pessoas, que são humanizadas, porque dão treinamento aos colaboradores, porque permitem que façam 20% ou 30% das horas de Home Office, porque estabelecem uma política de feedback ou, a que mais me chamou a atenção, foi uma empresa que visitei, que disse que da chocolate de sobremesa. O chocolate libera endorfina, um neurotransmissor que da uma sensação de felicidade, e a empresa diz que é humanizada.

Pois é… em neurociência, isso se chama, dissonância cognitiva, que é um mecanismo que temos para, mesmo não sendo verdade, nos auto enganarmos e nos fazer sentir melhor. Para saber mais, leia o artigo O desafio de vencer o medo à transformação em tempos  de transformações.

Temos muito trabalho pela frente, e a principal crença que temos que quebrar é a de que, para que uma empresa seja humanizada e consciente ela tem que abrir mão do lucro. Nada mais longe da verdade.

3º – Considerar os sentimentos no mundo corporativo e mudar nosso Mindset

Ainda temos pessoas que pensam que somos capazes de separar nossa vida pessoal da profissional, que temos duas personalidades diferentes e que separamos os sentimentos de cada uma delas.

Primeiro, a pessoa física e a jurídica habitam são personas que habitam o mesmo, único e indivisível, ser humano. Não dá nem devemos separa-los.

Segundo, já passamos da fase de tentar controlar as ações das pessoas através da criação de processos. Já passamos a fase de estruturar o padrão mental dos colaboradores para que “pensem” exatamente a empresa quer que pensem.

Agora estamos na fase de transformar o Mindset, primeiramente dos líderes e depois do restante da organização. Sair do Mindset fixo, onde o problema é de terceiros, a culpa é sempre de outros, para um Mindset de crescimento.

Mudar a visão da empresa neste processo de transformação que estamos vivendo.

Implantar um sistema de gestão de triple bottom line, atuando efetivamente, não somente no impacto financeiro do seu negócio, como no impacto social e meio-ambiental.

Quer crescer em 2020?

Aumentar seu negócio?

Inovar e fazer uma transformação digital humanizada?

Captar e engajar talentos?

Melhorar seus resultados através da humanização?

Espero que as empresas tenham aprendido que a tecnologia está para nos servir, não o contrário e que em 2020 aprendam a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização.

Imagem: Pixabay

Qual é o limite das startups perderem dinheiro?

Este artigo foi publicado no dia 12/12/2019 na minha coluna no IT Forum 365

Os prejuízos dos unicórnios são estratégias ou uma bolha especulativa a ponto de estourar?

Pessoal, aproveitem para ler este artigo porque pode ser o último!

Talvez, em breve eu deixe de escrever, de dar palestras, treinamentos e mentoria.

Isso mesmo.

Tive uma ideia de negócio e vou ficar bilionário em 5 anos no máximo.

Não acreditam?

Vejam só, pensei em criar um supermercado delivery express.

Vou colocar uns painéis interativos no metrô, que simulem gôndolas de supermercado, WiFi para conexões com os pontos de vendas na superfície, leitores NFC e Bluetooth para identificar o cliente, dissipadores de aroma para soltar cheiro de pão na hora do lanche da tarde, cheiro de comida na hora do jantar, e assim por diante. Também vou usar big data armazenando dados de compras dos clientes, hábitos de consumo, renda, deslocamento, viagens, e analytics para traçar um perfil consumidor.

Vou integrar minha solução com Alexa, para que ela possa me avisar se está faltando algum produto de consumo habitual na minha geladeira, se é alguma data especial ou mesmo sexta-feira, e usando neuromarketing, sugerir produtos que com alta taxa de conversão.

Vou usar câmeras com reconhecimento facial para analisar fisionomia e semblante do cliente e assim analisar o seu estado de ânimo, e, dessa forma, poder passar publicidade que sugira subliminarmente produtos que o cliente pode querer comprar neste momento.

Se não for possível identificar totalmente o estado de ânimo pelas câmeras, o App conversará com o cliente, e usando IA com os módulos de reconhecimento de voz, identificar o humor.

Uso blockchain para criar meios de pagamentos e rastrear a logística.

Com toda esta tecnologia, as pessoas poderão fazer a compra enquanto esperam o transporte público.

Como eu vou saber o endereço do cliente, a distância que ele está de casa e o tempo que ele vai demorar para chegar, eu posso calcular o meu tempo de entrega máximo.

Eu terei tantas lojas “semi-virtuais” como estações de metrô como também alguns pontos de ônibus.

As imagens da gôndola interativa devem ser realistas, devem mostrar características do produto, dar sugestões de uso, de receitas em caso de produtos alimentícios, inclusive enviar para minha Alexa para que quando eu chegue em casa, ela já saiba o que eu quero fazer.

Vou negociar com os fabricantes e distribuidores um desconto agressivo, afinal de contas terei muitas lojas.

Após conseguir os investimentos, vou iniciar minhas operações.

Porém, o maior desafio deste tipo de negócio seria estoque e logística.

Manter um centro de distribuição (CD), centralizado com milhares de SKU, termo em inglês de Stock Keeping Unit, tem um custo enorme.

Nas grandes cidades, a logística é um desafio maior ainda.

Para as capitais a solução seria vários CDs e desta forma, aproximar os produtos aos clientes.

Só que este modelo seria inviável pelo alto custo de infraestrutura.

Porém, em época de desmaterialização, onde eu não preciso ter nada para comprar nem vender, basta conectar as pontas da oferta e da demanda, e como sou inovador e disruptivo, pivotei meu modelo, e vou unir a demanda do cliente com o varejo de proximidade.

O cliente compra pela plataforma, a plataforma envia a demanda para o comércio mais próximo da casa do cliente, e a entrega é feita através de uma parceria com alguma empresa de delivery.

A compra chega junto com o cliente em sua casa.

Para que o modelo seja rentável, a plataforma tem que pressionar muito o varejo local, que normalmente tem preços piores que os grandes varejistas.

A inovação, a disrupção, o crescimento são os únicos pontos que importam para o investidor. O fato de que a minha empresa vai pressionar o comércio local, provocando prejuízo nas empresas, é totalmente secundário, será relevado sob o autoconvencimento de que, graças a minha empresa, vai movimentar o varejo de proximidade que está seriamente ameaçado pelos grandes varejistas e pelo e-commerce.

Para dominar este mercado e evitar que outro player entre, faço várias rodadas de captação, para crescer e preparar a empresa para um IPO e, assim, crescer, crescer e crescer.

Objetivo: Unicórnio

Viram como é fácil?

Agora, se vocês me perguntarem se a minha startup ganha dinheiro, a resposta é imediata.

Não!

Primeiro tenho que crescer, dominar o mercado, internacionalizar, chegar a unicórnio, seguir crescendo, lançar novos produtos, crescer um pouco mais, para, em algum momento, no futuro, ganhar dinheiro…

Vocês já viram esse filme?

Uber, WeWork, Tesla, Pinterest, PagerDuty, Lyft, Didi Chuxing (dono do 99), e uma longa lista de empresas bilionárias que acumulam prejuízo trimestre atrás de trimestre.

Existem casos de empresas, como a Amazon Web Service, que usou o crescimento com prejuízo, por um tempo limitado, como estratégia, mas era uma empresa que tinha lastro.

Mas para a maioria das empresas é pura especulação.

Somos o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra.

Não aprendemos com a bolha das pontocom?

Com a bolha imobiliária na Espanha?

Com as subprime americanas?

Toda bolha, tem duas características muito nocivas:

A primeira é incentivar a especulação, transmitir a falsa sensação de que é fácil e rápido enriquecer, criando uma cultura de oportunismo e imediatismo.

A segunda é que a bolha enriquece a poucos e quando estoura, gera muita miséria em volta.

Pensando bem, acho que este artigo não vai ser o último.

Prefiro não enriquecer assim.

E você?

Imagem: Pixabay

Fique atento: as tecnologias analógicas também vão impactar a sua vida

Este artigo foi publicado no dia 06/08/2019 em minha coluna no portal R7 e no portal Inova360.

 

Limitar-se às tecnologias digitais é se expor à riscos ou desperdiçar as oportunidades das tecnologias analógicas

Muitas empresas me consultam e me pedem ajuda para seus processos de transformação digital e quando eu pergunto se estão considerando também as tecnologias analógicas, tanto em seus processos de transformação digital ativa como passiva, todos me olham com estranhamento e espanto.

Se estou acompanhado por alguém da minha equipe, já se espera por esse momento, para ver a reação do cliente.

Nas palestras acontece o mesmo e provavelmente você, ao ler este artigo, também esteja curioso. Afinal, falar de tecnologias analógicas em pleno século 21, na era da Inteligência Artificial, chama bastante a atenção.

Muita gente tem cometido alguns erros de conceito, o primeiro é pensar que a tecnologia é o centro deste processo de transformação. Esta afirmação não é 100% correta e falaremos disso em outro artigo, porém um erro mais grave tem sido cometido, induzido pela indústria de tecnologia.

Quando falamos em transformação digital, nos referimos apenas a tecnologias digitais.

O processo de transformação digital se estrutura normalmente em três pilares:

1- Experiência do cliente

2- Otimização de processos

3- Infraestrutura

E, em alguns casos, existem empresas que começam a se preocupar por um 4º pilar, a cultura organizacional, mas ainda não sabe muito bem como integrar com os outros três.

É comum as empresas se concentrarem em dezenas de tecnologias para realizar sua transformação digital ativa (Leia o artigo “Sinto muito, mas a transformação digital não vai salvar a sua empresa” para entender a diferença entre transformação digital ativa e passiva).

Elas mergulham em um emaranhado de dezenas de tecnologias, suas características técnicas, seus diferencias de linguagens, interfaces, protocolos e como integrá-las à infraestrutura existente.

Se não bastasse a parte técnica, elas avaliam uma quantidade enorme de fatores, como espaço, consumo, capacidade de crescimento, escalabilidade, modelo de compra, aluguel, pago por uso, entre outros.

E com tanta tecnologia e projetos, podem passar toda a vida neste circuito.

Do pó de piscina às carnes de laboratório

Como sempre, para que não seja algo abstrato eu vou dar alguns exemplos.

Podemos falar sobre um pó que a BE&SK está trazendo para o Brasil, que ao ser colocado na piscina, muda a densidade da água, evita afogamentos e consequentemente elimina o uso de boias.

Um pó não é digital, mas vai impactar a indústria que fabrica boias, matéria prima (plástico) e demais insumos e toda a cadeia desta indústria.

Ou um ar condicionado portátil, lançado pela Sony, e que pode ser colocado na roupa. É do tamanho de uma bateria extra de celular, é analógico, mas se cumprir o seu papel, pode revolucionar o mercado de ar-condicionado residencial e inclusive centralizados, individualizando o controle da climatização.

Isto impacta, em primeira instância, os fabricantes de ar-condicionado e a profissão de instalador. Os impactos secundários são as empresas elétricas, os fabricantes de ferramentas, de dutos, material de construção, escolas profissionalizantes de instaladores, e uma longa lista.

Estes impactos podem ser analisados na ferramenta de análise de impacto da tecnologia da Tecno-Humanização, da BE&SK.

Porém, a tecnologia analógica que tem chamado mais a atenção nos últimos anos são as carnes de laboratório.

Na última década foram investidos mais de 18 bilhões de dólares em projetos de carnes de laboratório, alguns deles já estão no mercado.

A maioria são carnes baseadas em vegetais.

O Impossible Burguer, por exemplo, já captou mais de USD 750 milhões, está em centenas de hamburguerias americanas e recentemente fechou um contrato com o Burguer King para incluir no menu um lanche com o Impossible Burguer.

O Beyond Burguer, seu maior concorrente, em seu mais recente IPO superou o valor de mercado de USD 1 bilhão se convertendo em um unicórnio (startup com valor de mercado superior a 1 bi).

A Nestlé lançou na Europa o Awesome Burger e estima lançar nos Estados Unidos em outubro deste ano.

São hambúrgueres que têm textura de carne, cheiro de carne, gosto de carne, se pode dar o ponto de carne (bem, ao ponto e malpassado), porém não é de carne.

No Brasil temos o Futuro Burger, a marca que, ainda distante, mais se aproxima dos exemplos acima.

Em outra linha de pesquisa, na Holanda, temos a Mosa Meat que, a partir de uma fibra de músculo bovino, extrai a célula tronco e em poucas semanas tem um hambúrguer de laboratório.

São muitos os motivos que levam este produto a ser uma das estrelas do mercado de proteína, como o aumento da população mundial, sustentabilidade (água, terra, efeito estufa), mudança comportamental, preocupação com bem-estar animal, aumento de movimentos vegetariano e vegano.

O importante aqui é que este tipo de tecnologia vai impactar (e muito) os produtores de gado, transporte, mercado veterinário, vacinas, seguros, frigoríficos etc.

Agora faço uma pergunta.

Um pó para piscina, um ar-condicionado portátil e um hambúrguer são digitais?

Ser consciente disso pode trazer muitos benefícios, por exemplo, se você começar a cultivar as plantas para o hambúrguer pode ser uma grande oportunidade, por outro lado, desconhecer ou ignorar as tecnologias analógicas pode representar o fim do seu negócio.

Veja um exemplo de uma tecnologia analógica no canal observatório BE&SK.

Imagem: Pixabay

Inovações com (e sem) propósito

Este artigo foi publicado no dia 23/07/2019 em minha coluna no portal portal R7 e no portal Inova360.

 

Nunca tivemos tantas oportunidades de construir empresas rentáveis e uma sociedade melhor por meio da inovação

Há dois anos eu assisti uma palestra, onde havia um slide mostrando que, segundo a McKinsey, 85% dos CEOs consideravam que seus modelos de negócio estavam em risco e somente 8% mostravam-se satisfeitos com seus processos de inovação.

Em dois anos, muita coisa aconteceu, temos mais tecnologia que nunca, recursos, metodologia, conhecimentos e muita necessidade em todos os âmbitos da sociedade e dos negócios, portanto, todos os ingredientes para inovar.

Porém, há algumas semanas, para minha surpresa, me deparo com este gráfico abaixo extraído dos resultados do Gartner Survey 2019.

Os altos executivos continuam pensando em crescimento, porém não priorizam a inovação.

Crescer sem inovar, só tem um caminho, maximizar receita canibalizando market share do concorrente, e muitas vezes penalizando a rentabilidade para isso, e reduzindo custo, seja via reestruturação, otimização de processos e aplicando tecnologia que substitui mão-de-obra não criativa.

Há três problemas aqui, primeiro pensar em crescimento e não em desenvolvimento. É muito diferente uma coisa da outra e publicarei um artigo sobre isso na próxima semana. O segundo problema é que o caminho de “fazer mais com menos” está esgotado. Não me refiro às empresas mal administradas, que ainda tem caminho por percorrer neste aspecto, falo em nome dos profissionais que já não aguentam mais este modelo. Este tipo de ação é um verdadeiro espanta talentos, porque está baseado na pressão desmedida e no crescimento soma zero que, para um ganhar, o outro tem que perder. O terceiro e preocupante ponto está na baixa prioridade da inovação.

Ainda temos muitos empresários que pensam que inovar é para grandes empresas, para multinacionais ou que são necessários investimentos milionários. No outro extremo, tem os que pensam que basta montar uma sala colorida, puffs, mesas de ping pong, liberar o dress code e flexibilizar os horários.

Outro dia me deparei com um diretor de marketing de uma grande empresa que buscava um palestrante para um evento que estavam organizando e o requisito básico era que o palestrante tivesse feito algum curso na Singularity, como se isso fosse garantia de conhecimento em inovação.

Óbvio que a Singularity é uma referência e seus cursos são ótimos, porém não o são por si só. Neste caso, a visão era tão pobre que não importava o conteúdo, bastava dizer que esteve lá.

Inovações pouco úteis

Deixando as que não inovam e as que só se preocupam em aparentar que são inovadoras sem ser, por incrível que pareça, há um grupo pior ainda. O grupo das empresas que gastam mal os recursos e inovam sem nenhum propósito.

Outro dia eu me deparei com um post, em uma rede social, onde estavam comentando o incrível que era umas cadeiras que possuíam motores nas rodas, vários sensores, e tudo isso para que?

Para que, quando acabasse o expediente no escritório ou a reunião, bastasse bater palma e as cadeiras voltariam ao seu lugar.

O que a empresa ganharia com isso? Economizar o salário da pessoa que arruma as cadeiras? Como empresa e como sociedade, não seria melhor dedicar o esforço em educar as pessoas para cada uma colocar a sua cadeira no lugar e investir este dinheiro e tecnologia em melhorar a qualidade de vida de pessoas sem mobilidade? Este é um claro exemplo de inovação sem propósito.

Ainda bem que eu pesquisei e descobri que as cadeiras foram lançadas pela Nissam (sim, a dos carros) e se trata apenas de uma campanha publicitária para mostrar e testar o seu sistema de estacionamento automático. Outro ponto negativo para a pessoa que postou a informação. Além elogiar uma tecnologia absurda, em minha opinião, não checou a fonte, pois não se tratava de um produto comercial real.

Mas as reflexões feitas anteriormente continuam sendo válidas. Eu trouxe esse exemplo por não se tratar de um produto real (não quero ofender nenhum produto mesmo que ao meu modo de ver seja inútil), eu só quero mostrar como empresas desaproveitam a tecnologia com inovações pouco úteis.

Olhar diferente para o que nos rodeia

Para nossa sorte, a imensa maioria de startups que surgem buscam, por meio da inovação, construir um mundo melhor, e suas inovações passam a ser seu diferencial competitivo.

Inovar não depende exclusivamente de tecnologia ou grandes investimentos, basta ter um olhar diferente para as coisas que nos rodeiam e buscar soluções, de produtos, serviços ou modelos de negócios diferentes.

Vemos empresas como a Bananatex, que criou o primeiro tecido durável do mundo feito com folha da bananeira e impermeável com cera de abelha (assista o vídeo ao final do artigo).

A Function X, que anunciou que lançará no final de 2019 o primeiro celular P2P baseado em blockchain. Isso elimina totalmente as operadoras e garante a segurança da informação.

Sim, estas tecnologias precisaram de altos investimentos, porém, por outro lado temos exemplos onde inovar não está relacionado com investimento e sim com um olhar diferente e desejo de construir um mundo melhor.

Podemos citar a Zerezes, empresa brasileira que fabrica armação de óculos com materiais reciclados, e o carro chefe são as armações de madeira, ou ainda a Fruta Imperfeita, que vende cestas de frutas e legumes imperfeitos na estética, porém perfeitos de sabores. Estas frutas e legumes seriam descartados para o consumo, apodreciam e seriam jogados fora.

O denominador comum destas empresas é a geração de competitividade e rentabilidade com impactos positivos, tanto social como de meio ambiente

Inovação não faz sentido se não for para gerar abundância e inclusão social.

Assista o video do canal observatório BE&SK.

Imagem: Pixabay

Concorrentes vêm de outras áreas e foco setorial o deixa vulnerável

Este artigo foi publicado no dia 02/07/2019 em minha coluna no portal R7 e no portal Inova360.

 

Na transformação tecnológica, pensar que o concorrente é outra empresa do mesmo setor pode matar seu negócio

Durante muito tempo o concorrente de uma empresa era outra empresa que fazia o mesmo que ela. Essa realidade começou a mudar quando os concorrentes saíram do bairro e passaram a ser empresas no mesmo estado, país e por fim, em qualquer parte do planeta. Porém, os novos concorrentes continuaram sendo empresas do mesmo setor e que vendiam produtos similares.

Com os concorrentes identificados e com o conhecimento do setor de atuação, a gestão se concentrava em controlar ou reduzir os custos, despesas e maximizar as receitas. Muitos setores da economia, para não dizer a maioria, também tinham a proteção de regulamentações específicas, associações, sindicatos e conselhos regionais, que protegiam as empresas e os profissionais liberais – não estou dizendo que seja bom ou ruim, somente constatando.

Agora, essas premissas, amplamente conhecidas, dominadas e ensinadas nas escolas de negócio, em que qualquer profissional de mais de 30 anos estudou, caíram por terra.

Há pouco mais de uma década, a tecnologia começou a trazer concorrentes de fora do setor, que não possuem a mesma estrutura de custo, nem seguem as mesmas regras.

Por exemplo, o concorrente de uma empresa aérea era outra empresa aérea. Quando subia o petróleo, impactava as duas. Quando subia o dólar, impactava as duas. Quando a ANAC mudava alguma regra, impacta as duas. Portanto, o desafio era controlar os custos e aumentar as receitas.

Há pouco mais de dez anos, esta realidade mudou. Além de outra empresa aérea, a tecnologia trouxe como novo concorrente das empresas aéreas a videoconferência. Quando sobe o petróleo, continua impactando a empresa aérea, mas a empresa de videoconferência? Nada. Por isso as companhias de aviação sofreram um impacto enorme e muitas tiveram que passar por fortes reestruturações ou realizar fusões para sobreviver.

Este tipo de situação traz um novo desafio às empresas. Como competir em um cenário onde o seu concorrente não tem as mesmas regras que você?

A realidade atual é que este tipo de situação está acontecendo e vai acontecer mais e mais rápido. Para não ficar somente em um exemplo antigo, temos a Apple que, há um mês, lançou um cartão de crédito, portanto temos uma empresa de tecnologia competindo com bancos (por certo, um setor regulado). Por outro lado, os bancos começam a competir com coworking. O coworking com as imobiliárias. E por aí vai.

Estas transformações estão acontecendo, independente de nossa vontade, e o maior perigo é não ser consciente ou não entender todo este processo. Frequentemente, me encontro com empresários que dizem que suas empresas passam por um momento de dificuldade pela crise econômica, pela política ou por culpa da tecnologia que está matando seu negócio. Provavelmente cada um destes fatores tenha sua parcela de responsabilidade, mas o processo de transformação é mais amplo.

Diante deste novo cenário, muito mais complexo e dinâmico, temos diferentes agentes que podem impactar a empresa de forma diferente. A transformação digital passiva, por exemplo, que vimos no artigo da semana anterior. Outro ponto são produtos, serviços ou modelos negócio, do mesmo setor da empresa ou não, que podem impactar a empresa.

Antes era menos complexo, bastava frequentar as feiras e congressos do setor em que a empresa atuava e pronto. Hoje continua sendo importante, porém já não é suficiente.

O timing na identificação deste tipo de situação é fundamental e pode significar uma grande oportunidade para a empresa crescer ou uma grande ameaça capaz de levá-la à falência.

Se aprender a ler este movimento de transformação e saber se posicionar é tão importante, a pergunta é, como fazê-lo? A imensa maioria das empresas não é consciente disso e as que são não têm uma metodologia formal para fazer este tipo de pesquisa.

Partindo desse desafio, criamos o conceito do observatório, que, primeiramente mostra que os concorrentes podem vir de fora do setor e, depois, treina o olhar da empresa para identificar essas tecnologias ou modelos de negócio que possam impactar a empresa. Após identificar as tecnologias ou modelos de negócio, é importante saber analisar o impacto da tecnologia para a sociedade, para a empresa e para os clientes.

Sabemos que os grandes riscos e as grandes oportunidades não estão na tecnologia em si, mas sim em seu impacto.

Por isso aplicamos o modelo de análise de impacto de tecnologia; tanto o observatório como o modelo de análise de impacto da tecnologia fazem parte da jornada de transformação tecnológica tecno-humanizada, uma metodologia que une tecnologia, negócios e mudança de mentalidade (mindset) para transformar empresas em organizações rentáveis e conscientes.

Assista o video do canal observatório BE&SK.

Imagem: Pixabay

Sociedade 5.0: A Tecno-Humanização das Organizações

O Japão é um país admirável: terceira maior economia mundial, valores éticos e morais arraigados e profundos, baixa delinquência, alto nível de industrialização, excelente sistema educativo e um dos maiores índices de desenvolvimento humano (IDH).

O que mais se pode pedir?

Pois é!

O que pode parecer uma sociedade dos sonhos à distância, ao colocarmos uma lupa sobre ela vemos algumas questões que são extremamente preocupantes.

Os idosos com mais de 65 anos já são 27% da população, somente 28% jovens entre 20 e 30 anos (millenials) declaram saber o que é a felicidade (não necessariamente a tenha experimentado), o excesso de pressão pelo trabalho, disciplina e rigidez de conduta, acidentes naturais, pouca área produtiva, alto índice de poluição e acidentes naturais frequentes, são problemas que tiram o sono dos governantes japoneses.

Em paralelo a tudo isso, a indústria 4.0 e o processo de transformação digital ameaça automatizar tudo o que for possível e dizimar milhões de postos de trabalho. (ao menos é assim que muita gente enxerga esta transformação)

O que para muitos seria o fim dos tempos, para o Japão é motivo para repensar e redesenhar seu modelo de sociedade e segundo o governo parece ter encontrado o caminho para o próximo estágio da humanidade, que eles chamaram de sociedade 5.0.

Não se trata de substituir o ser humano por tecnologia, de inovar para eliminar mão de obra, reduzir custo e aumentar receita.

Através da educação, a sociedade 5.0 busca a convergência da tecnologia e do ser humano.

Usar tecnologia para resolver problemas realmente importantes da humanidade, como o envelhecimento da população, limitação energética, desastres naturais, segurança, desigualdade social e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Ao ler que o conceito japonês de sociedade 5.0 coloca o ser humano no centro das inovações tecnológicas e busca a convergência entre tecnologias e pessoas para construir uma sociedade melhor, me emocionei, respirei fundo, dei uma volta e permiti que o meu ego tomasse o controle (só por alguns instantes).

Me senti feliz, porque é exatamente isso que uma pessoa do interior de São Paulo, de origem humilde está fazendo há alguns anos.

OK, a BE&SK (minha empresa) não tem centenas de bilhões de dólares para investir em projetos de IA, IoT, Big Data, etc., como foi anunciado pelo Japão.

Não temos milhares de especialistas, nem a mesma mídia, mas me sinto orgulhoso por ter criado a metodologia da Tecno-Humanização que está super alinhado com o que alguns países consideram a melhor (e talvez única) saída para se criar uma sociedade melhor.

A BE&SK uniu Tecnologia e Propósito, Inovação e Consciência, Algoritmos e Pessoas, para criar a metodologia da Tecno-Humanização e transformar empresas em organizações rentáveis e conscientes, porque a BE&SK acredita na coexistência de um mundo fraterno e próspero.

Porém, sozinho eu não consigo nada e esta metodologia não tem nenhum valor, preciso de ajuda para levar este conceito ao dia a dia das pessoas e das empresas.

Exato, da sua ajuda!

Queremos mudança em nossa sociedade, por sejamos essa mudança!

O movimento se demonstra andando, precisamos agir e ensinar as empresas a criarem riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização.

Imagens: Pixabay