Qual será o futuro do trabalho no novo normal?

Este artigo foi publicado no dia 13/10/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Estamos em um momento único de ressignificação da importância do trabalho para nós, os tipos de profissões e os modelos de trabalho do futuro

Você já ouviu ou se fez esta pergunta ultimamente?

Ela tem sido motivo de debate frequente nas Lives durante a pandemia.

Existem muitas variáveis a serem avaliadas.

Por um lado, a tecnologia que vai modificar os tipos de trabalho e a forma de executa-los. A tecnologia vai eliminar profissões e criar outras, destruir muitos postos de trabalho e criar outros que exigem qualificações diferentes.

O comportamento das novas gerações tem provocado uma grande mudança no trabalho e nas relações com as empresas.

As bases do compromisso do trabalhador com a empresa costumavam ser à necessidade ou a resignação, e agora passou a ser o propósito.

Embora ainda tenha um componente importante de subsistência, o trabalho aumentou consideravelmente seu peso na satisfação e desenvolvimento da vida pessoal do trabalhador.

A pandemia acelerou algumas tendências e consolidou outras como o trabalho à distância.

Qual o melhor modelo?

Presencial, home office, híbrido?

Por outro lado, a legislação e a cultura não estão preparadas para estes possíveis novos modelos.

Não basta dizer que agora podemos trabalhar de qualquer lugar e pronto, as pessoas se adaptam. É necessário que todos os implicados, a empresa, os líderes, os colaboradores, os clientes e parceiros entendam isso e atuem em consequência.

Qualquer que seja o modelo, exigem um processo de aculturamento e adaptação para que isso seja sustentável ao longo do tempo.

Os questionamentos e reflexões são constantes e necessários, mas o que me preocupa são as milhares ou milhões de pessoas que estão assistindo este momento como expectador.

Esperando o “como vai ser o futuro do trabalho”, esperando que alguém decida e defina como vai ser seu próprio futuro.

E se a pessoa não gostar do futuro que outros decidiram por ela?

Ela pode reclamar?

Por poder, pode… afinal de contas reclamar é um dos esportes nacionais.

Mas onde e para quem se reclama se você não gosta do mundo que criaram pra você enquanto você se omitia?

Tem um guichê pra isso?

Há uma frase que eu gosto muito do dramaturgo francês Philippe Destouches que diz:

Os ausentes nunca têm razão

Temos uma oportunidade grandiosa de participar deste debate, de somar, de agregar nossa visão, entender os diferentes interesses e pontos de vista, e dar o seu.

Devemos mudar a pergunta de como será o futuro do trabalho? por uma oração mais inclusiva e auto responsável e passar a dizer como eu quero que seja o futuro do trabalho.

Aproveitar ainda para incluir na equação a variável mais importante de todas e gerar a reflexão como eu quero que seja O MEU trabalho do futuro?

Entender todas as mudanças que estão acontecendo e criar a sua própria. Criar o seu espaço dentro do espaço maior.

E para isso não é necessário grandes recursos nem grandes oportunidades, basta entender que é possível você criar o seu trabalho do futuro ideal.

A partir daí, se buscam os recursos necessários e se constrói com o que se tem.

Acompanhe e participe ativamente deste momento de transformação do futuro do trabalho, absorva todas as informações, entenda todas as perspectivas, e crie o seu futuro do trabalho.

Você pode começar nesta quarta-feira, dia 14/10, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360 na Record News, às 8h, vamos iniciar o estudo de caso da STATE Innovation Hub conversando com o Fernão Barboza e vamos abordar o futuro do trabalho pelo ponto de vista da Tecno-Humanização.

Depois, continuaremos o debate em uma Live, às 19h e você pode fazer parte deste processo de inovação aberta, inscrevendo-se aqui.

 

 

Imagem: Freepik

A pior Transformação digital é aquela que você não quer ver…

Este artigo foi publicado no dia 29/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Uma empresa com 0% de tecnologia não conseguiria sobreviver, porém uma empresa 100% automatizada também não.

A transformação digital é um caminho sem volta para as empresas, a aplicação da tecnologia nas atividades produtivas é uma necessidade.

Porém, a frase de Paracelso, médico e físico do século XVI nunca foi tão atual.

“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”

A primeira por falta de competitividade e capacidade produtiva e a segunda por retirar o poder aquisitivo de seus clientes.

Se todas as empresas automatizassem suas atividades, quem compraria seus produtos, se estaria todo mundo desempregado?

Há de se buscar um equilíbrio, para evitar um problema social maior que o benefício da automação.

Para fazer uma análise do processo de transformação digital de uma empresa, vamos eliminar a variável sociológica da equação por um momento.

Todo processo de transformação digital tradicional busca otimização de processos, redução de custos, aumento de produtividade e assertividade, e por fim, melhorar a experiência do cliente.

E este é um dos motivos pelo qual fracassam 70% dos processos de transformação que consideram a tecnologia e não as pessoas.

Estamos fazendo a transformação digital do canal de distribuição de uma empresa que tem como um dos grandes pilares de sua liderança no mercado, a proximidade e o tratamento pessoal e personalizado de seus distribuidores.

Neste caso, a diferença entre o sucesso e o fracasso deste projeto será saber definir a dose exata de tecnologia, para que o remédio não se converta em veneno.

Digitalizar o processo sim, eliminar o trato humano com os distribuidores não.

O importante neste processo que estamos realizando em um cliente é ser capaz de digitalizar o processo de vendas B2B para seu canal de distribuição sem abrir mão do trato próximo e humano.

Pensar que a tecnologia vai resolver todos os problemas da empresa costuma ser o maior problema de uma empresa.

Outro aspecto importante a ser considerado em um processo como este é a transformação digital passiva que a empresa está exposta. Normalmente os consultores e principalmente as empresas de tecnologia consideram somente a transformação digital ativa.

O conceito de transformação ativa e passiva criado pela BE&SK está no artigo Sinto muito, mas a transformação digital não vai salvar a sua empresa.

Em muitos casos é necessário atuar em duas frentes, digitalizar um processo para aumentar os resultados e poder financiar a transformação da empresa pelo o impacto da transformação digital passiva.

É necessário criar este modelo bimodal, digitalizar um processo por um lado para garantir resultado a curto prazo e em paralelo desenhar a transformação organizacional por outro, para garantir a continuidade da empresa no futuro.

Na quarta-feira, dia 30/09, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360 na Record News, às 8h, vamos iniciar o estudo de caso da Fedrigoni conversando com o Gerente de marketing e vendas de papéis especiais da Fedrigoni Brasil, e vamos abordar sua transformação digital ativa no canal de distribuição B2B.

Depois, continuaremos o debate em uma Live, às 19h e você pode fazer parte deste processo de inovação aberta, inscrevendo-se aqui.

 

Imagem: Rawpixel

Consumidor consciente cancela marcas lobo vestidas em pele de cordeiro

Este artigo foi publicado no dia 01/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Aprenda o que é greenwashing e a identificar estas empresas. Elas colocam em perigo o consumidor e são desleais com seus competidores.

Fingir ser bom é bem pior que ser assumidamente mal.

Você pode discordar de mim, eu respeito, mas essa é a minha opinião!

A empresa que não atua corretamente por desconhecimento, é incompetente.

A empresa que, de forma consciente e deliberada, não cumpre a lei ou não age de forma ética, é hipócrita. Porém, com o aumento da conscientização do consumidor e a vitrine transparente das redes sociais, este tipo de empresa será penalizada pelo mercado e terão vida curta.

Agora, a empresa que usa o greenwashing, que institucionaliza a mentira para aumentar suas vendas, para mim é indigna e deveria ser fortemente punida.

Greenwashing é o termo inglês que define a estratégia de promover discursos, anúncios, ações, documentos, propagandas e campanhas publicitárias sobre ser ambientalmente correto, sem sê-lo.

Segundo um estudo publicado pela Nielsen, em junho de 2019, 42% dos consumidores brasileiros estão mudando seu hábito de consumo para reduzir seu impacto no meio ambiente.

O mesmo estudo mostra que estamos mais conectados, 64% dos consumidores têm smartphone e 48% utilizam o celular para interações em redes sociais, portanto com mais voz ativa para denunciar as tentativas de empresas que fingem ser o que não são.

O aumento da sensibilização sobre o consumo consciente de produtos sustentáveis começou na cosmética, onde hoje, as novas gerações consultam a composição do produto, pesquisam a origem e comprovam a veracidade da informação divulgada.

A segunda indústria a aderir este movimento foi a dos produtos de higiene, limpeza e utilidades doméstica.

E agora, outra indústria está levantando esta bandeira de lutar contra o greenwashing, que é a indústria têxtil.

Esta tendência irreversível de transparência leva as empresas a atuarem em duas frentes, a primeira é garantir que suas práticas produtivas são realmente sustentáveis, já que esta indústria é a segunda que mais polui no mundo.

A segunda linha de trabalho é sensibilizar ao consumidor para que conheça e dê valor a isso.

A Malwee, uma das maiores indústrias têxtil do país, está trabalhando internamente há muitos anos para produzir uma moda sustentável, quer ampliar sua área de impacto positivo na sociedade.

Embora vão continuar buscando novas tecnologias para reduzir seu impacto negativo no planeta, porém a empresa considera que não basta produzir um produto sustentável, é preciso orientar e transmitir ao consumidor o conceito de consumo consciente.

Que basicamente se refere a comprar o que se precisa, aprender a montar um fundo de armário que permita combinar melhor as peças reduzindo o consumo de moda sazonal, aprender a melhorar a manutenção das peças (lavagem e secagem), enfim, estes são alguns dos cuidados que geram um impacto extremamente positivo no meio ambiente.

Mas, em um país com tanta diferença social como o Brasil, com uma renda média tão baixa, é difícil falar sobre as consequências do impacto da moda no meio ambiente em 2050 para quem está preocupado chegar ao fim do mês.

Por tanto, como fazer isso?

Quais são os desafios?

Sobre isso vamos conversar nesta quarta-feira com o Head de marketing da Malwee Brasil no quadro Visão Tecno-Humanista no programa Inova360 na Record News, às 8h, e depois vamos debater sobre este desafio em nossa Live, às 19h e você pode participar deste processo de inovação aberta, inscrevendo-se aqui.

Inovação aberta para o Novo normal

Este artigo foi publicado no dia 17/06/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

O grande desafio é inovar, aplicando tecnologia para humanizar empresas

Se a inovação era importante quando pensávamos que controlávamos o mundo, imagina agora não somos conscientes de que não controlamos nada!

Visitar polos de inovação é inspirador, porém, não te faz inovador.

Até porque, o que normalmente se vê é a ponta do iceberg, o mais importante é o que tempo trás de tudo aquilo, e isso não é público.

Existem muita literatura e cursos sobre inovação, mas todos orientados a como inovar, como ser inovador ou como ser criativo.

Sem dúvida as técnicas e ferramentas são importantes, porém, ainda mais importante é saber o que fazer com tudo isso.

Nos últimos anos a inovação passou por diferentes estágios e buscou atender as necessidades de cada momento.

No início estava diretamente associada à automação, inovar era aplicar tecnologia para automatizar ou digitalizar um processo.

Pouco a pouco isso foi se ampliando e saindo da tecnologia e permeando em todas as áreas da empresa.

Depois, as empresas começaram a orientar-se à propósito e a inovação passou a pensar em modelos de negócios e não somente em processos.

Agora temos uma nova variável à inovação, a humanização.

E por quê?

Ao longo da história da humanidade, após toda pandemia ou momentos de alto impacto emocional, como guerras por exemplo, a humanidade experimentou um aumento de conscientização e humanização.

Sempre foi assim e desta vez não está sendo diferente.

Isso significa que as empresas terão, inevitavelmente, que adaptar-se à esta nova realidade, o que muitos chamam de novo normal.

Porém, uma diferença com outras épocas é o alto nível tecnológico que temos e a exigência exponencial que temos, em todos os sentidos.

Portanto o desafio passou a ser, inovar aplicando tecnologia para humanizar as empresas.

Agora imaginem que bom seria se as empresas tivessem a oportunidade que alguém ouvisse seu principal desafio em relação à transformação digital, inovação, captação e engajamento de talento, desenvolvimento de negócio ou cultura organizacional, depois, desenhassem uma solução baseados em uma metodologia que une tecnologia e pessoas, e apresentassem sua visão sem custo algum?

E se isso fosse feito com o apoio de executivos de grandes empresas de tecnologia e validado por especialistas de diferentes segmentos?

Mais ainda, se todo este processo fosse mostrado em um canal de televisão de alcance nacional, depois fosse gerado conteúdos multimídia como, Vídeo, Live, Podcast e e-book criando um estudo de caso divulgado em redes sociais.

Isso seria fantástica para a empresa, por vários motivos:

  • Exposição positiva de marca
  • Divulgação multicanal
  • Transmissão de uma imagem moderna por aplicar conceitos de inovação aberta
  • Humanização da marca por buscar resolver seus desafios com uma metodologia orientada a conscientização e humanização de empresas
  • Receber uma solução para um desafio

 

Se a empresa não gostar da solução, ela ganha, porque aprenderá um caminho que não quer seguir.

Se a empresa gostar da solução apresentada, ela ganha por ter um caminho a seguir.

E o mais importante de tudo isso de forma totalmente gratuita.

Seria um sonho…

Tenho uma boa notícia, isso não é um sonho.

Acabo de descrever o novo quadro Visão Tecno-Humanista no programa inova360 na Record News.

Onde vamos apresentar soluções para desafios de grandes empresas, que serão desenhados com a metodologia da Tecno-Humanização.

Estreamos no dia 10/06 com o estudo de caso da Alper, uma das maiores consultoras de seguros do país, que nos passou um grande desafio.

Se você tem interesse que a sua empresa participe do quadro, entre em contato com a nossa equipe de curadoria, conte-nos o seu desafio e te daremos nossa visão.

Vamos te mostrar como criar riqueza sem gerar miséria com a Visão Tecno-Humanista.

 

Imagem: Freepik

A inovação é uma cultura e a criatividade um processo!

Este artigo foi publicado no dia 26/06/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Não vivemos em uma era de mudanças e sim uma mudança de era. Ninguém sabe como será o futuro e as empresas precisam ser pré-ativas para criar o seu

Nenhuma empresa está obrigada a mudar, a escolha de sobrevivência é decisão de cada um.

Em um mundo de transformação contínua, tecnologia e comportamental, e velocidade exponencial, a inovação se tornou uma ferramenta fundamental e imprescindível para toda organização.

Porém existem muitas formas diferentes de ver a inovação.

 

VISÃO HIPSTER

Há pessoas que tem uma visão glamorosa da inovação, que frequentam eventos caríssimos para poder ouvir e estar ao lado de executivos de empresas inovadoras, fazem cursos em escolas de negócio com puffs coloridos, estudam cases das empresas mais inovadoras do mundo, se aprendem as palavras da moda e participam de programas de imersões aos principais polos de inovação do planeta: China, Israel ou ao Vale do Silício nos EUA.

Este tipo de aproximação tem o seu valor, mas só é recomendada por empresas na fase inicial ou na fase muito avançada de inovação.

Para empresas que estão em sua fase inicial serve como inspiração, porém custa muito dinheiro e a empresa precisa ter certeza que vai ter a disciplina para se aprofundar e implantar uma cultura de inovação, do contrário, é jogar dinheiro fora.

Normalmente nestas imersões as empresas te mostram a importância e os resultados positivos de inovar, mas não te contam o caminho que deve ser percorrido para chegar até este ponto, principalmente os fatores humanos e culturais, que são os mais importantes.

Para empresas que estão em uma fase avançada, que já tenham cultura de inovação, pode ser interessante ver tendências e fazer benchmark.

Porém, para empresas que estão no meio do caminho, este tipo de viagens me parecem as excursões que eu fazia ao zoológico com a minha escola.

Matava aula, comia um lanche diferente, passeava com meus amigos e não aprendia nada sobre a fauna.

E quando aprendia, não servia para nada porque não podia aplicar os conhecimentos em casa porque os animais que tinha em meu entorno não se pareciam aos animais do zoológico.

É preciso ter muito cuidado, porque em empresas com este tipo de visão tem uma grande concentração de oportunistas, de inovadores de palco e de pessoas com um ego infinitamente maior que sua capacidade de inovar.

Elas costumam ser muito atrativas para pessoas mais preocupadas em parecer que ser inovadores.

 

VISÃO DE TECNOLOGIA

Com uma visão mais operacional, mais pé no chão, ainda tem um grande de profissionais com uma visão de tecnologia.

Eles normalmente trabalham em empresas que associam inovação exclusivamente à tecnologia, e o uso desta tecnologia em sua cadeia produtiva, para solucionar os problemas do dia a dia ou otimizar suas operações.

Mesmo que atuem de forma proativa e que ampliem o alcance do processo a áreas não operacionais, isso não é inovação, é melhoria contínua digital e para a Tecno-Humanização não é suficiente.

Este modelo não é sustentável por dois motivos.

O primeiro é porque otimizar e digitalizar os processos atuais garante a excelência operacional, mas quem garante que o negócio de hoje vai continuar existindo o ano que vem?

O segundo fator é porque esta forma de pensar e atuar depende de que o gestor de cada área tenha a iniciativa, queira explorar uma ideia, própria ou de terceiros, que esteja disposto a assumir os riscos, que consiga os recursos para desenvolver a ideia, e por último que a implemente.

Na VISÃO TECNO-HUMANSITA a inovação é uma cultura e a criatividade é um processo.

Para cada gota de inspiração é necessário baldes de gotas de transpiração.

A inovação é responsabilidade de todos em uma organização e para que funcione é preciso construir uma base sólida.

A Mundial Logistics Group, é um operador logístico brasileiro com 21 anos de experiência de mercado, focado na prestação de serviços para as áreas de Supply Chain, Logística e Marketing Promocional de empresas nacionais e multinacionais e trouxe ao Visão Tecno-Humanista o desafio de como criar cultura de inovação.

No segundo episódio do quadro Visão Tecno-Humanista do programa inova360, vamos sugerir à Mundial Logistics os 7 pilares da cultura de inovação, de acordo com nossa metodologia.

Todos os pontos são necessários para criar uma cultura de inovação, e trabalho final que realizamos, paralelo a este processo é uma condição sinequanon para a Tecno-Humanização.

Não basta inovar, é preciso inovar com propósito, pensando no impacto financeiro, no impacto social e no impacto meio-ambiental, porque há uma diferença enorme entre inovar com ou sem propósito, como mostramos no artigo de mesmo nome que pode ser lido aqui.

O programa será exibido na Record News nesta quarta-feira, dia 24/06/2020 às 8h da manhã, e posteriormente visto em nosso canal do Youtube.

 

Imagem: Pixabay

COO, da otimização à excelência

Este artigo foi publicado no dia 18/03/2020 na minha coluna no IT Forum 365

 

Otimizar é importante, mas onde está o limite?

A otimização já não é suficiente…

Durante anos, um bom gestor era pago pelas otimizações que fazia.

Um executivo pode até ser avaliado pela liderança, motivação e gestão de sua equipe, mas é medido e pago, pelos resultados que apresenta, e isso significa que é necessário otimizar, otimizar e otimizar.

Melhorar os controles e processos, reduzir custos e aumentar eficiência operacional, que também é redução de custo, pode ser a diferença entre uma empresa rentável ou não.

A tecnologia foi a maior aliada nas últimas décadas desta política.

Usar tecnologia para melhorar a experiência do cliente, para otimizar processos e aumentar a eficiência é o caminho seguido por muitos diretores de operações.

Digitalização, Automação, Robotização, Industria 4.0, e por aí vai…

Alguns amigos não sabem muito bem o que a minha empresa faz porque não falo de trabalho como eles, mas eles sabem que trabalho com algo relacionado a inovação, transformação digital e gestão de empresas. E sempre que aparece alguma coisa relacionado a estes assuntos, me mandam.

Há um tempo atrás, me mandaram dois vídeos, um sobre uma empresa cervejeira do Rio de Janeiro, que automatizou toda a linha de produção, sem nenhuma intervenção humana, o outro foi de um grande frigorífico que robotizou toda a sua planta da Austrália, para cortar e desossar de forma totalmente autônoma, sem intervenção humana.

Isso é indústria 4.0, usaram IoT, IA, Machine Learning, e toda a tecnologia necessária que o dinheiro podia comprar.

É fascinante ver o brilho nos olhos dos tecnólogos, vendo tudo funcionar à perfeição, de forma totalmente automática e autônoma.

Isso é otimização pura!

Sem erros, padronização no produto, evita desperdícios de matéria prima e todo tipo de recursos, e economia de mão de obra.

Sem contar que, feita a manutenção preventiva, robôs não ficam doente, não mente, não engana, não fica grávida, não morre avó, …

São inúmeras vantagens, não é mesmo?

Mas quando me mandaram estes vídeos com o entusiasmo de uma criança com tênis novo, como Tecno-Humanista, o primeiro que me veio à cabeça foi.

Se todas as indústrias, ou empresas, fizerem isso, para quem elas vão vender seus produtos?

Nenhuma empresa sobreviveria sem tecnologia, nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Portanto, a diretoria de operações deve pensar em otimizar? SIM

Mas onde está o limite?

Levar a otimização ao extremo é perigoso e inclusive, pouco inteligente.

A resposta natural e obvia de um COO é me pagam para isto, eu tenho que velar pelos interesses da minha empresa.

O problema é que a sua empresa não está no mundo, ela está dentro de um contexto, e se não formos capazes de olhar além das paredes da empresa, esgotaremos o modelo, como já estamos fazendo.

Portanto a Tecno-Humanização transformar o diretor de operações no responsável pela excelência.

Desde o ponto de vista operacional, dar o salto de otimização a excelência, significa implementar uma cultura de excelência e convertê-la em um hábito.

Trabalhar a cultura na empresa, não significa necessariamente investir milhões em tecnologia, e sim assimilar o conceito e a cultura, quase como um mantra, de:

Fazer o melhor que se pode com o que se tem.

Porém em minha visão, não se trata somente da excelência operacional em si, mas também de ajudar o CEO Tecno-Humanista a definir os limites da otimização, baseado nos princípios e valores da Tecno-Humanização e salvaguardar para que sejam cumpridos.

Ou criamos empresas rentáveis, conscientes e humanizadas, ou otimização não será suficiente…

 

Imagens: Freepik e BE&SK

Carnaval 4.0 – A tecnologia chegou ao sambódromo

Este artigo foi publicado no dia 13/02/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Robôs, Internet das Coisas (IoT), QR Code, Smart band, Realidade Aumentada, App e mais desembarcaram com força no carnaval

Este ano, a escola de samba paulistana Rosas de Ouro inspirou-se na tecnologia para desenvolver o seu enredo. Buscou empresas de tecnologia, universidades, tecnólogos e programadores para embarcar tecnologia em seu desfile.

Um robô que interage com os ritmistas e entrega baqueta, QR Code nas fantasias para controlar o tempo de desfile, tags de realidade aumentada nas fantasias que podem ser lidos por um App e muito mais.

Quando vi o primeiro título deste assunto, vi Carnaval 4.0 (por isso reproduzi aqui), depois dei uma olhada muito rapidamente na matéria e vi o executivo dizendo que transformou a escola na Rosas de Ouro 4.0, e isso foi a gota d’agua para mim.

Eu não gosto de carnaval e, embora trabalhe com tecnologia, detesto a modinha de colocar 4.0 em tudo, café 4.0, roupa 4.0, comida 4.0 e agora escola de samba 4.0, que preguiça…

Mas, para ser justo, decidi que os meus gostos pessoais e meus preconceitos não interfeririam em minha análise.

O primeiro que fiz foi pesquisar se a tecnologia iria desvirtuar a essência do carnaval, e pelo que eu consegui saber, neste caso não. A interação com o público é interessante e inteligente e o robô é mera alegoria.

A minha preocupação, não que eu tenha nada a ver com isso, afinal, quem sou eu “na fila do pão”, era que utilizassem tecnologia para manter o ritmo, corrigir tempos e marcações, e isso seria triste.

Afinal, uma das marcas registradas do samba é a paixão pela escola, pelo ritmo, as loucuras que só se cometem por amor.

Do ponto de vista racional, muita gente julga absurdo os apaixonados pelo carnaval, terem uma vida modesta durante todo o ano, se privarem de muitas coisas, economizarem ou até gastarem o que não tem, para somente 75 minutos de desfile. Eu mesmo já pensei assim.

Eu não entendia como podem achar legal, pessoas passando mal pela emoção, outros sangrando, tumultuo, calor, enfim…

O carnaval é paixão, alegria, confraternização, em definitiva, sentimentos e emoções.

A magia do carnaval, e qualquer tipo de arte, está na imperfeição, no improviso, no sentimento que transmite e provoca. A tecnologia deve ser não invasiva, garantir segurança, interação com o público, efeitos visuais, mas espero que nunca tente interferir no sentimento.

Mostrar tecnologia e as transformações que estamos vivendo é ótimo, aproximar a tecnologia que estamos acostumados no mundo corporativo ao grande público, também é bom, mas sem invadir a essência do carnaval.

Após ter pesquisado sobre a tecnologia, resolvi olhar o samba enredo, e aí me tranquilizei totalmente ao ler este trecho.

Das mais belas mãos
Revoluções a nos guiar
A inovação vem dessas mentes
O que esperar?
Dona ciência, por favor, não leve a mal
Chegou a hora de rasgar o manual
Quero ver minha Roseira passar
É tempo de amar, é tempo de amar
Aprender, ensinar
Conectar as emoções, unir os corações”

A César o que é de César!

Só me resta dar os parabéns pela grande jogada de marketing da Rosas de Ouro e principalmente agradecer por tecnologia em seu lugar, dando suporte ao espetáculo e ao ser humano.

Como disse, o carnaval não é a minha praia, mas respeito quem gosta, admiro o espetáculo e a paixão que desperta.

Portanto, devemos manter a festa e a tradição.

A holografia ou realidade aumentada podem impressionar, mas nunca transmitirão sentimentos, óculos de realidade virtual não sente a energia, um QR Code jamais vai nos arrepiar como as lágrimas de emoção das passistas cantando o samba enredo da escola até perder a voz.

É esse, exatamente esse, o espírito de uma smart band. Envie alerta ao serviço médico se necessário, meça os batimentos cardíacos, mas nunca impeça de que se acelerem quando a bateria comece a tocar.

E o que ROXP4 jamais roube o sorriso ao gari.

 

Imagem: Divulgação Rosas de Ouro

Futuro da energia: a autogeração; o presente: a otimização

Este artigo foi publicado no dia 16/01/2020 no IT Forum 365.

 

Somos cada vez mais dependentes de fontes energéticas para manter o mosaico tecnológico que estamos montando

Você consegue se imaginar passar 24 horas sem usar nenhuma fonte de energia?

Não se trata só de não carregar o seu celular, não usar seus eletrodomésticos, ou não usar o carro, mas desligue o datacenter da sua empresa, dos hospitais, polícia, iluminação pública e assim por diante.

Nossa dependência é tão grande que se instalaria um caos gigantesco em nossas vidas que não somos capazes de calcular.

O processo de transformação digital tem aumentado consideravelmente a quantidade de equipamentos nas empresas e nas casas, e, consequentemente, o consumo energético.

Vários estudos indicam que a energia elétrica é maior gasto operacional de um datacenter.

Os equipamentos são cada vez mais eficientes desde o ponto de vista energético, porém, mesmo assim, a tendência é de incremento de consumo pelo aumento da capacidade de processamento.

O uso de Cloud Computing reduz o gasto de energia, mas não o elimina, tendo em vista que, mesmo que ele não ocorra na infra própria, ele acontece no site do provedor de serviço e é parcialmente repassado.

A computação quântica vai reduzir muito o consumo energético, mas continuaremos reféns dos sistemas de telecomunicação, storage, segurança, entre outros.

Empresas: aumento de uso de energia

Transporte atual: fonte de energia fóssil

Futuro do transporte – carros elétricos e autônomos: energia

Micro mobilidade – patinetes e bicicletas elétricas: energia

Internet: energia

Smart Home (IoT): aumento da demanda de energia

Smart City (IoT): aumento da demanda de energia

E poderíamos seguir…

A dependência continua aumentando, mas a matriz energética está mudando. Por questões ambientais os combustíveis fósseis estão sendo substituídos por energia limpa.

Segundo a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), o custo tem reduzido drasticamente nos últimos anos e já é competitivo.

 

 

Esta demanda crescente converte o setor energético em um setor muito atrativo para os investidores. Segundo o estudo da Bloomberg New Energy Finance 2018, em 2017 foram investidos aproximadamente 280 bilhões de dólares em novas energias renováveis.

Com tanta necessidade as empresas de energia estão otimistas e se preparando para o aumento da demanda.

Além disso, segundo dezenas de iniciativas que seguidas através do observatório da Tecno-Humanização, identificamos uma tendência da autogeração de energia. Vejamos somente algumas iniciativas.

 

 

Universidade de Michigan conseguiu, pela primeira vez, placas solares 100% transparentes. Isso permitirá que edifícios de vidros inteiros ou grandes janelas captem energia solar. Agora eles estão trabalhando para aumentar a eficiência do painel.

 

 

A SolarRoadway criou tecnologia para construir estradas com painéis solares, capazes de carregar carros elétricos por indução ou abastecer a iluminação pública. O primeiro projeto, foi em uma pequena cidade da França, e embora tenha sido um fracasso, por fazer muito barulho nos carros, piorando a dirigibilidade, o fabricante disse que já está melhorando a tecnologia com uma nova versão de placas.

E muito mais, como um polímero criado por engenheiros da universidade do Colorado, que reflete a luz solar evitando o aquecimento. Com um custo de centavos por metro quadrado, promete eliminar a necessidade do ar condicionado.

Usinas de processamento de lixo que gerando combustível biosintético para caldeiras ou usinas para o meio rural, ou usinas que processam fezes animais, gerando energia através de biogás.

Estas tecnologias estão muito próximas à maturidade, e agora as empresas estão buscando o aumento da eficiência e a miniaturização para levá-las ao mercado doméstico.

O sonho de muitos pesquisadores é descentralizar a geração de energia, reduzindo custos relativos a distribuição.

Se usarmos as fontes de energias oferecidas pela natureza, poderemos chegar, no futuro, à auto geração de energia a um custo muito baixo e sem impacto ambiental.

Porém, muitas destas iniciativas não chegarão ao mercado, devido a algum tipo de limitação técnica ou inviabilidade econômica no curto prazo. Outras sofrerão pressão e lobbies de grandes empresas com interesses comerciais contrários, e sem dúvida, o maior impedimento é o próprio governo, que quando não sabe como taxar e controlar algo, o proíbe, mas, contudo, inevitavelmente várias destas iniciativas impactarão nossas vidas em breve.

Enquanto estas iniciativas ainda não estão disponíveis, o que podemos e devemos fazer é usar soluções que otimizem e racionalizem o nosso consumo, como por exemplo, uma empresa 100% brasileira, que desenvolveu um equipamento com tecnologia de ponta e inteligência codificada que estabiliza a frequência elétrica, melhora a qualidade e gera economia de energia.

Este tipo de solução está alinhado com a Tecno-Humanização por obedecer ao conceito de gestão do Triple Bottom Line. O impacto financeiro para a empresa é enorme uma vez que reduz o custo de energia em até́ 25% em KW/h e 70% na manutenção e queima de equipamentos. O meio ambiente também ganha, já que a solução elimina o desperdício em setores como o comercial, que segundo a Procel (2011) desperdiça 14% de energia elétrica, o que representa 20% da energia elétrica no Brasil.

O impacto social também é claro: a indústria responde por 35% da energia consumida no país e a energia elétrica representam um dos custos mais elevados para o processo produtivo. Ao reduzir o custo de produção, podemos reduzir também o preço do produto para o cliente final.

A Line Control, com tecnologia 100% nacional, oferece o sonho de qualquer empresa: reduzir o custo de energia elétrica e aumentar a vida útil dos equipamentos elétricos e eletrônicos. Tudo isso com um modelo de negócio moderno, associado ao direcionador da desmaterialização da Tecno-Humanização, ou seja, o cliente não precisa comprar o equipamento. Ele simplesmente contrata o serviço e paga uma porcentagem da economia em energia elétrica, com um fator importante, o cliente acompanha todo o processo de consumo, redução do consumo e economia gerada através de uma central online e em breve através de aplicativo, tudo de forma transparente e online.

O observatório BE&SK vai manter os olhos abertos para as inovações de auto geração no mundo e pensando no futuro, enquanto isso, vamos racionalizar o consumo com tecnologia local hoje.

 

Imagem: Pixabay

Tendências Tecno-Humanizadas para 2020

Este artigo foi publicado no dia 07/01/2020 no IT Forum 365

 

Temos uma oportunidade única de Tecno-Humanizar o mundo. Posso contar com você?

Começamos um novo ano, uma nova década e um novo ciclo.

A década passada foi de grande importância para a humanidade, aprendemos muitas coisas. Embora estejamos informatizando as empresas e digitalizando processos há mais de quase 50 anos, foi nesta década que cunhamos a expressão transformação digital.

Nunca tivemos tanto recurso disponível para investimentos em novos negócios, tanta tecnologia disponível, barata e acessível. Somos privilegiados porque vivemos um momento ímpar da história da humanidade.

Quando Juscelino Kubitschek anunciou em seu governo um plano de desenvolvimento agressivo, que tinha como slogam 50 anos em 5, parecia uma loucura para a maioria dos mortais.

Hoje, vivendo em uma sociedade exponencial, Juscelino seria considerado conservador para alguns e lento para outros.

O primeiro campus de pesquisa de Inteligência Artificial foi criado em 1.956 no Dortmouth College, porém, evoluiu mais nos últimos 5 anos que em toda sua história.

Blockchain foi criado em 2008 e já teve mais impacto para a humanidade que tecnologias que estão no mercado há mais de cinquenta anos.

Plataformas integradoras como Amazon Alexa, Google Home, entre outras, estão fomentando e incrementando o uso de IoT no entorno doméstico, enquanto a indústria 4.0 está levando IoT para a indústria e para o agronegócio.

Carros autônomos, drones, big data, analytics, impressora 3D, computer vision, e uma longa lista de tecnologias que vão impactar a humanidade de maneira jamais vista.

Porém, esta década será lembrada como um dos momentos mais delicados da nossa história.

O homem acelerou forte na direção equivocada, e esteve a ponto de colidir.

Esta nova década que se inicia é muito mais do que uma simples passagem de ano no calendário.

É o momento de corrigir rota e ajustar o rumo.

Nos últimos 5 anos o homem apostou todas as suas fichas na tecnologia, e cá entre nós…

Pensar que a tecnologia resolveria todos os problemas das empresas e da humanidade foi o nosso maior problema.

Diversos estudos de diferentes consultoras mostram que mais de 70% dos processos de transformação digital não alcançaram seus objetivos.

E para a Tecno-Humanização estava claro que isso iria acontecer. Certamente que não nos alegramos com essa constatação, e era uma questão de tempo que a nossa visão se confirmasse.

Diante dessa realidade, nós, Tecno-Humanistas, acreditamos que os maiores desafios da próxima década são:

 

1º – Unir tecnologia e pessoas para evitar o autocanibalismo corporativo

Nenhuma atividade produtiva sobreviveria sem tecnologia, mas nenhuma sociedade existiria sem pessoas.

Recentemente circularam na internet vídeos de empresas que mostravam orgulhosas suas fábricas totalmente automatizadas. Talvez os exemplos mais conhecidos são o da Império, cervejeira do Rio de Janeiro e um frigorífico da JBS na Austrália, totalmente robotizados. Não havia nenhuma intervenção humana direta no processo produtivo.

Em um destes casos, o vídeo que tinha o intuito de transmitir uma imagem de empresa inovadora e moderna, foi totalmente contraproducente.  A empresa recebeu muitas críticas em suas redes sociais pelo problema social de desemprego que gera.

Portanto buscar o equilíbrio entre tecnologia e pessoas é o nosso maior desafio. Tudo é feito por e para as pessoas. Por isso, a Tecno-Humanização coloca o ser humano no centro do processo de inovação e transformação digital.

A tecnologia é somente um meio para viabilizarmos empresas humanizadas.

E a boa notícia é que empresas humanizadas são mais rentáveis.

 

2º – Buscar os resultados extraordinários através da humanização das empresas

A Tecno-Humanização inverte a dinâmica das empresas.

Hoje, normalmente, elas pensam no resultado como um fim, aplicam a tecnologia para alcança-los e depois treinam as pessoas para que elas se sintam parte.

Este modelo é artificial e não tem funcionado.

Tenho vários exemplos de empresas que dizem que se preocupam com as pessoas, que são humanizadas, porque dão treinamento aos colaboradores, porque permitem que façam 20% ou 30% das horas de Home Office, porque estabelecem uma política de feedback ou, a que mais me chamou a atenção, foi uma empresa que visitei, que disse que da chocolate de sobremesa. O chocolate libera endorfina, um neurotransmissor que da uma sensação de felicidade, e a empresa diz que é humanizada.

Pois é… em neurociência, isso se chama, dissonância cognitiva, que é um mecanismo que temos para, mesmo não sendo verdade, nos auto enganarmos e nos fazer sentir melhor. Para saber mais, leia o artigo O desafio de vencer o medo à transformação em tempos  de transformações.

Temos muito trabalho pela frente, e a principal crença que temos que quebrar é a de que, para que uma empresa seja humanizada e consciente ela tem que abrir mão do lucro. Nada mais longe da verdade.

 

3º – Considerar os sentimentos no mundo corporativo e mudar nosso Mindset

Ainda temos pessoas que pensam que somos capazes de separar nossa vida pessoal da profissional, que temos duas personalidades diferentes e que separamos os sentimentos de cada uma delas.

Primeiro, a pessoa física e a jurídica habitam são personas que habitam o mesmo, único e indivisível, ser humano. Não dá nem devemos separa-los.

Segundo, já passamos da fase de tentar controlar as ações das pessoas através da criação de processos. Já passamos a fase de estruturar o padrão mental dos colaboradores para que “pensem” exatamente a empresa quer que pensem.

Agora estamos na fase de transformar o Mindset, primeiramente dos líderes e depois do restante da organização. Sair do Mindset fixo, onde o problema é de terceiros, a culpa é sempre de outros, para um Mindset de crescimento.

Mudar a visão da empresa neste processo de transformação que estamos vivendo.

Implantar um sistema de gestão de triple bottom line, atuando efetivamente, não somente no impacto financeiro do seu negócio, como no impacto social e meio-ambiental.

Quer crescer em 2020?

Aumentar seu negócio?

Inovar e fazer uma transformação digital humanizada?

Captar e engajar talentos?

Melhorar seus resultados através da humanização?

Espero que as empresas tenham aprendido que a tecnologia está para nos servir, não o contrário e que em 2020 aprendam a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização.

 

Imagem: Pixabay

Qual é o limite das startups perderem dinheiro?

Este artigo foi publicado no dia 12/12/2019 na minha coluna no IT Forum 365

 

Os prejuízos dos unicórnios são estratégias ou uma bolha especulativa a ponto de estourar?

Pessoal, aproveitem para ler este artigo porque pode ser o último!

Talvez, em breve eu deixe de escrever, de dar palestras, treinamentos e mentoria.

Isso mesmo.

Tive uma ideia de negócio e vou ficar bilionário em 5 anos no máximo.

Não acreditam?

Vejam só, pensei em criar um supermercado delivery express.

Vou colocar uns painéis interativos no metrô, que simulem gôndolas de supermercado, WiFi para conexões com os pontos de vendas na superfície, leitores NFC e Bluetooth para identificar o cliente, dissipadores de aroma para soltar cheiro de pão na hora do lanche da tarde, cheiro de comida na hora do jantar, e assim por diante. Também vou usar big data armazenando dados de compras dos clientes, hábitos de consumo, renda, deslocamento, viagens, e analytics para traçar um perfil consumidor.

Vou integrar minha solução com Alexa, para que ela possa me avisar se está faltando algum produto de consumo habitual na minha geladeira, se é alguma data especial ou mesmo sexta-feira, e usando neuromarketing, sugerir produtos que com alta taxa de conversão.

Vou usar câmeras com reconhecimento facial para analisar fisionomia e semblante do cliente e assim analisar o seu estado de ânimo, e, dessa forma, poder passar publicidade que sugira subliminarmente produtos que o cliente pode querer comprar neste momento.

Se não for possível identificar totalmente o estado de ânimo pelas câmeras, o App conversará com o cliente, e usando IA com os módulos de reconhecimento de voz, identificar o humor.

Uso blockchain para criar meios de pagamentos e rastrear a logística.

Com toda esta tecnologia, as pessoas poderão fazer a compra enquanto esperam o transporte público.

Como eu vou saber o endereço do cliente, a distância que ele está de casa e o tempo que ele vai demorar para chegar, eu posso calcular o meu tempo de entrega máximo.

Eu terei tantas lojas “semi-virtuais” como estações de metrô como também alguns pontos de ônibus.

As imagens da gôndola interativa devem ser realistas, devem mostrar características do produto, dar sugestões de uso, de receitas em caso de produtos alimentícios, inclusive enviar para minha Alexa para que quando eu chegue em casa, ela já saiba o que eu quero fazer.

Vou negociar com os fabricantes e distribuidores um desconto agressivo, afinal de contas terei muitas lojas.

Após conseguir os investimentos, vou iniciar minhas operações.

Porém, o maior desafio deste tipo de negócio seria estoque e logística.

Manter um centro de distribuição (CD), centralizado com milhares de SKU, termo em inglês de Stock Keeping Unit, tem um custo enorme.

Nas grandes cidades, a logística é um desafio maior ainda.

Para as capitais a solução seria vários CDs e desta forma, aproximar os produtos aos clientes.

Só que este modelo seria inviável pelo alto custo de infraestrutura.

Porém, em época de desmaterialização, onde eu não preciso ter nada para comprar nem vender, basta conectar as pontas da oferta e da demanda, e como sou inovador e disruptivo, pivotei meu modelo, e vou unir a demanda do cliente com o varejo de proximidade.

O cliente compra pela plataforma, a plataforma envia a demanda para o comércio mais próximo da casa do cliente, e a entrega é feita através de uma parceria com alguma empresa de delivery.

A compra chega junto com o cliente em sua casa.

Para que o modelo seja rentável, a plataforma tem que pressionar muito o varejo local, que normalmente tem preços piores que os grandes varejistas.

A inovação, a disrupção, o crescimento são os únicos pontos que importam para o investidor. O fato de que a minha empresa vai pressionar o comércio local, provocando prejuízo nas empresas, é totalmente secundário, será relevado sob o autoconvencimento de que, graças a minha empresa, vai movimentar o varejo de proximidade que está seriamente ameaçado pelos grandes varejistas e pelo e-commerce.

Para dominar este mercado e evitar que outro player entre, faço várias rodadas de captação, para crescer e preparar a empresa para um IPO e, assim, crescer, crescer e crescer.

Objetivo: Unicórnio

Viram como é fácil?

Agora, se vocês me perguntarem se a minha startup ganha dinheiro, a resposta é imediata.

Não!

Primeiro tenho que crescer, dominar o mercado, internacionalizar, chegar a unicórnio, seguir crescendo, lançar novos produtos, crescer um pouco mais, para, em algum momento, no futuro, ganhar dinheiro…

Vocês já viram esse filme?

Uber, WeWork, Tesla, Pinterest, PagerDuty, Lyft, Didi Chuxing (dono do 99), e uma longa lista de empresas bilionárias que acumulam prejuízo trimestre atrás de trimestre.

Existem casos de empresas, como a Amazon Web Service, que usou o crescimento com prejuízo, por um tempo limitado, como estratégia, mas era uma empresa que tinha lastro.

Mas para a maioria das empresas é pura especulação.

Somos o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra.

Não aprendemos com a bolha das pontocom?

Com a bolha imobiliária na Espanha?

Com as subprime americanas?

Toda bolha, tem duas características muito nocivas:

A primeira é incentivar a especulação, transmitir a falsa sensação de que é fácil e rápido enriquecer, criando uma cultura de oportunismo e imediatismo.

A segunda é que a bolha enriquece a poucos e quando estoura, gera muita miséria em volta.

Pensando bem, acho que este artigo não vai ser o último.

Prefiro não enriquecer assim.

E você?

 

Imagem: Pixabay
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