Fique atento: as tecnologias analógicas também vão impactar a sua vida

Este artigo foi publicado no dia 06/08/2019 em minha coluna no portal R7 e no portal Inova360.

 

Limitar-se às tecnologias digitais é se expor à riscos ou desperdiçar as oportunidades das tecnologias analógicas

Muitas empresas me consultam e me pedem ajuda para seus processos de transformação digital e quando eu pergunto se estão considerando também as tecnologias analógicas, tanto em seus processos de transformação digital ativa como passiva, todos me olham com estranhamento e espanto.

Se estou acompanhado por alguém da minha equipe, já se espera por esse momento, para ver a reação do cliente.

Nas palestras acontece o mesmo e provavelmente você, ao ler este artigo, também esteja curioso. Afinal, falar de tecnologias analógicas em pleno século 21, na era da Inteligência Artificial, chama bastante a atenção.

Muita gente tem cometido alguns erros de conceito, o primeiro é pensar que a tecnologia é o centro deste processo de transformação. Esta afirmação não é 100% correta e falaremos disso em outro artigo, porém um erro mais grave tem sido cometido, induzido pela indústria de tecnologia.

Quando falamos em transformação digital, nos referimos apenas a tecnologias digitais.

O processo de transformação digital se estrutura normalmente em três pilares:

1- Experiência do cliente

2- Otimização de processos

3- Infraestrutura

E, em alguns casos, existem empresas que começam a se preocupar por um 4º pilar, a cultura organizacional, mas ainda não sabe muito bem como integrar com os outros três.

É comum as empresas se concentrarem em dezenas de tecnologias para realizar sua transformação digital ativa (Leia o artigo “Sinto muito, mas a transformação digital não vai salvar a sua empresa” para entender a diferença entre transformação digital ativa e passiva).

Elas mergulham em um emaranhado de dezenas de tecnologias, suas características técnicas, seus diferencias de linguagens, interfaces, protocolos e como integrá-las à infraestrutura existente.

Se não bastasse a parte técnica, elas avaliam uma quantidade enorme de fatores, como espaço, consumo, capacidade de crescimento, escalabilidade, modelo de compra, aluguel, pago por uso, entre outros.

E com tanta tecnologia e projetos, podem passar toda a vida neste circuito.

Do pó de piscina às carnes de laboratório

Como sempre, para que não seja algo abstrato eu vou dar alguns exemplos.

Podemos falar sobre um pó que a BE&SK está trazendo para o Brasil, que ao ser colocado na piscina, muda a densidade da água, evita afogamentos e consequentemente elimina o uso de boias.

Um pó não é digital, mas vai impactar a indústria que fabrica boias, matéria prima (plástico) e demais insumos e toda a cadeia desta indústria.

Ou um ar condicionado portátil, lançado pela Sony, e que pode ser colocado na roupa. É do tamanho de uma bateria extra de celular, é analógico, mas se cumprir o seu papel, pode revolucionar o mercado de ar-condicionado residencial e inclusive centralizados, individualizando o controle da climatização.

Isto impacta, em primeira instância, os fabricantes de ar-condicionado e a profissão de instalador. Os impactos secundários são as empresas elétricas, os fabricantes de ferramentas, de dutos, material de construção, escolas profissionalizantes de instaladores, e uma longa lista.

Estes impactos podem ser analisados na ferramenta de análise de impacto da tecnologia da Tecno-Humanização, da BE&SK.

Porém, a tecnologia analógica que tem chamado mais a atenção nos últimos anos são as carnes de laboratório.

Na última década foram investidos mais de 18 bilhões de dólares em projetos de carnes de laboratório, alguns deles já estão no mercado.

A maioria são carnes baseadas em vegetais.

O Impossible Burguer, por exemplo, já captou mais de USD 750 milhões, está em centenas de hamburguerias americanas e recentemente fechou um contrato com o Burguer King para incluir no menu um lanche com o Impossible Burguer.

O Beyond Burguer, seu maior concorrente, em seu mais recente IPO superou o valor de mercado de USD 1 bilhão se convertendo em um unicórnio (startup com valor de mercado superior a 1 bi).

A Nestlé lançou na Europa o Awesome Burger e estima lançar nos Estados Unidos em outubro deste ano.

São hambúrgueres que têm textura de carne, cheiro de carne, gosto de carne, se pode dar o ponto de carne (bem, ao ponto e malpassado), porém não é de carne.

No Brasil temos o Futuro Burger, a marca que, ainda distante, mais se aproxima dos exemplos acima.

Em outra linha de pesquisa, na Holanda, temos a Mosa Meat que, a partir de uma fibra de músculo bovino, extrai a célula tronco e em poucas semanas tem um hambúrguer de laboratório.

São muitos os motivos que levam este produto a ser uma das estrelas do mercado de proteína, como o aumento da população mundial, sustentabilidade (água, terra, efeito estufa), mudança comportamental, preocupação com bem-estar animal, aumento de movimentos vegetariano e vegano.

O importante aqui é que este tipo de tecnologia vai impactar (e muito) os produtores de gado, transporte, mercado veterinário, vacinas, seguros, frigoríficos etc.

Agora faço uma pergunta.

Um pó para piscina, um ar-condicionado portátil e um hambúrguer são digitais?

Ser consciente disso pode trazer muitos benefícios, por exemplo, se você começar a cultivar as plantas para o hambúrguer pode ser uma grande oportunidade, por outro lado, desconhecer ou ignorar as tecnologias analógicas pode representar o fim do seu negócio.

Veja um exemplo de uma tecnologia analógica no canal observatório BE&SK.

Imagem: Pixabay

Concorrentes vêm de outras áreas e foco setorial o deixa vulnerável

Este artigo foi publicado no dia 02/07/2019 em minha coluna no portal R7 e no portal Inova360.

 

Na transformação tecnológica, pensar que o concorrente é outra empresa do mesmo setor pode matar seu negócio

Durante muito tempo o concorrente de uma empresa era outra empresa que fazia o mesmo que ela. Essa realidade começou a mudar quando os concorrentes saíram do bairro e passaram a ser empresas no mesmo estado, país e por fim, em qualquer parte do planeta. Porém, os novos concorrentes continuaram sendo empresas do mesmo setor e que vendiam produtos similares.

Com os concorrentes identificados e com o conhecimento do setor de atuação, a gestão se concentrava em controlar ou reduzir os custos, despesas e maximizar as receitas. Muitos setores da economia, para não dizer a maioria, também tinham a proteção de regulamentações específicas, associações, sindicatos e conselhos regionais, que protegiam as empresas e os profissionais liberais – não estou dizendo que seja bom ou ruim, somente constatando.

Agora, essas premissas, amplamente conhecidas, dominadas e ensinadas nas escolas de negócio, em que qualquer profissional de mais de 30 anos estudou, caíram por terra.

Há pouco mais de uma década, a tecnologia começou a trazer concorrentes de fora do setor, que não possuem a mesma estrutura de custo, nem seguem as mesmas regras.

Por exemplo, o concorrente de uma empresa aérea era outra empresa aérea. Quando subia o petróleo, impactava as duas. Quando subia o dólar, impactava as duas. Quando a ANAC mudava alguma regra, impacta as duas. Portanto, o desafio era controlar os custos e aumentar as receitas.

Há pouco mais de dez anos, esta realidade mudou. Além de outra empresa aérea, a tecnologia trouxe como novo concorrente das empresas aéreas a videoconferência. Quando sobe o petróleo, continua impactando a empresa aérea, mas a empresa de videoconferência? Nada. Por isso as companhias de aviação sofreram um impacto enorme e muitas tiveram que passar por fortes reestruturações ou realizar fusões para sobreviver.

Este tipo de situação traz um novo desafio às empresas. Como competir em um cenário onde o seu concorrente não tem as mesmas regras que você?

A realidade atual é que este tipo de situação está acontecendo e vai acontecer mais e mais rápido. Para não ficar somente em um exemplo antigo, temos a Apple que, há um mês, lançou um cartão de crédito, portanto temos uma empresa de tecnologia competindo com bancos (por certo, um setor regulado). Por outro lado, os bancos começam a competir com coworking. O coworking com as imobiliárias. E por aí vai.

Estas transformações estão acontecendo, independente de nossa vontade, e o maior perigo é não ser consciente ou não entender todo este processo. Frequentemente, me encontro com empresários que dizem que suas empresas passam por um momento de dificuldade pela crise econômica, pela política ou por culpa da tecnologia que está matando seu negócio. Provavelmente cada um destes fatores tenha sua parcela de responsabilidade, mas o processo de transformação é mais amplo.

Diante deste novo cenário, muito mais complexo e dinâmico, temos diferentes agentes que podem impactar a empresa de forma diferente. A transformação digital passiva, por exemplo, que vimos no artigo da semana anterior. Outro ponto são produtos, serviços ou modelos negócio, do mesmo setor da empresa ou não, que podem impactar a empresa.

Antes era menos complexo, bastava frequentar as feiras e congressos do setor em que a empresa atuava e pronto. Hoje continua sendo importante, porém já não é suficiente.

O timing na identificação deste tipo de situação é fundamental e pode significar uma grande oportunidade para a empresa crescer ou uma grande ameaça capaz de levá-la à falência.

Se aprender a ler este movimento de transformação e saber se posicionar é tão importante, a pergunta é, como fazê-lo? A imensa maioria das empresas não é consciente disso e as que são não têm uma metodologia formal para fazer este tipo de pesquisa.

Partindo desse desafio, criamos o conceito do observatório, que, primeiramente mostra que os concorrentes podem vir de fora do setor e, depois, treina o olhar da empresa para identificar essas tecnologias ou modelos de negócio que possam impactar a empresa. Após identificar as tecnologias ou modelos de negócio, é importante saber analisar o impacto da tecnologia para a sociedade, para a empresa e para os clientes.

Sabemos que os grandes riscos e as grandes oportunidades não estão na tecnologia em si, mas sim em seu impacto.

Por isso aplicamos o modelo de análise de impacto de tecnologia; tanto o observatório como o modelo de análise de impacto da tecnologia fazem parte da jornada de transformação tecnológica tecno-humanizada, uma metodologia que une tecnologia, negócios e mudança de mentalidade (mindset) para transformar empresas em organizações rentáveis e conscientes.

Assista o video do canal observatório BE&SK.

Imagem: Pixabay

Sinto muito, mas a transformação digital não vai salvar a sua empresa

Este artigo foi publicado no dia 25/06/2019 em minha coluna no portal R7 e no portal Inova360.

 

Estima-se que 70% dos processos de transformação digital falham e que US$ 900 milhões dos US$ 1,3 bi gastos com tais processos no ano passado foram desperdiçados

As empresas, impulsionadas pelo glamour da digitalização, pressionadas pela indústria tecnológica e pela obrigatoriedade do crescimento ilimitado, e porque não dizer, para satisfazer o ego e querer ser Tony Stark por um dia, acreditaram ou fingiram acreditar que o processo de transformação digital se trata de tecnologia.

A indústria da tecnologia, fabricantes, consultores e integradores dizem que transformação digital é o processo pelo qual as empresas fazem uso da tecnologia digital para reduzir custos, melhorar a produtividade, competitividade, rentabilidade e aumentar o alcance de suas atividades.Algumas empresas acrescentam que o processo de transformação digital exige mudanças fundamentais de tecnologia, cultura, operações e até o desgastado e quase sempre mal aplicado conceito de entrega de valor.

A primeira é uma visão acadêmica e simplista, a segunda, está tão recheada de boas intenções quanto vazia de conteúdo, já que as empresas de tecnologia pregam algo que não entregam (e não podem entregar porque não é sua função).

Vamos nos concentrar na primeira definição e analisar algumas lacunas que consideramos importantes.

Considerar somente tecnologia digital e ignorar as tecnologias analógicas é um erro grave. Existem muitas tecnologias analógicas que vão impactar muitos setores, empresas, negócios e pessoas.

Considerar que a tecnologia é o centro deste processo de transformação é ingênuo. Tudo começa e termina no ser-humano, sempre. A tecnologia é meio e não um fim, e como tal deve ser considerada.

Outro erro: concentrar-se na tecnologia e não em seu impacto. As oportunidades e as ameaças de um processo de transformação digital não estão na tecnologia em si, mas em seu impacto.

Ignorar que o concorrente de uma empresa, há muito tempo, não é outra empresa igual a ela. A Apple lançou cartão de crédito e vai concorrer com os bancos, os bancos estão lançando coworking, empresas de delivery estão fazendo saques de dinheiro a domicílio, assim como dezenas de exemplos.

Considerar, em um mundo líquido, que o core business das empresas é fixo e imutável é assinar a sentença de morte.

Não ser consciente do impacto que a transformação digital da empresa gera na sociedade (transformação digital ativa) e pior ainda, não ser consciente de como o impacto gerado pela transformação digital dos outros (transformação digital passiva) afeta a empresa.

O conceito de transformação digital ativa e passiva foi criado pela BE&SK recentemente e ainda não há um estudo sobre seu impacto, porém se eu tivesse que arriscar uma porcentagem, acredito que podemos aplicar o princípio de Pareto, ou seja, 20% se refere ao impacto da transformação digital que a empresa faz e 80% ao impacto que ela recebe pela transformação digital de outros.

Os 20% já são baixos, porém, ao deixar as tecnologias analógicas e as pessoas (cultura organizacional) de fora, reduzimos ainda mais a área de atuação.

Desta forma, é impossível que o processo de transformação digital funcione e atenda às necessidades da empresa.

Porém, quando colocamos as pessoas no centro e aplicamos uma metodologia que cobre todas estas lacunas, quase sempre somos levados a uma transformação de produto, serviço, modelo de negócio ou até da empresa em si.

Então a empresa passa para um segundo estágio, reinventar-se, e este processo pode até significar matar o negócio atual e criar outro.

Mas a pergunta que surge é: os empresários estão preparados para matar seus próprios negócios para criar outros?

Tudo bem, essa seria uma situação extrema, mas vamos supor que não seja necessária uma transformação tão radical a ponto de matar o negócio e basta com transformar o modelo de negócio, os modelos de gestão e ferramentas de análise e planejamento tradicionais que já não são atendam a realidade atual.

O modelo de capitalismo tradicional, baseado no conceito de que o único objetivo de uma empresa é gerar lucro para o acionista e o resto é função do estado, já não funciona.

Acredito que ninguém está satisfeito com o modelo de sociedade que construímos e, ao menos no meu caso, não é a sociedade que eu quero deixar para os meus filhos.

Para isso precisamos transformar as empresas em organizações rentáveis e humanizadas baseadas em conceitos de capitalismo consciente e sistema de gestão de triple bottom line, ou seja, que mede o impacto financeiro, impacto social e o impacto no meio ambiente do negócio. Por favor, não pensem que isso pode ser substituído por certificações ISO, Six Sigma, etc. Estamos falando de algo muito mais real, profundo e efetivo.

Para ter uma empresa humanizada, é preciso trabalhar diferentes direcionadores de negócio, como propósito, humanização e cultura organizacional (nada mais e nada menos).

Os processos de transformação digital que funcionaram trabalharam o mindset das pessoas, definição de propósito, provocaram uma mudança comportamental e de cultura da empresa, mudaram o modelo de negócio e aplicaram a tecnologia para viabilizar tudo isso.

É essa transformação no sistema, como um todo, que a Tecno-Humanização das organizações propõe. Estamos falando de um framework, de uma metodologia que abrange Technology, Business & Mindset Transformation, unindo tecnologia e pessoas para transformar empresas em organizações rentáveis e conscientes.

Assista o video do observatório BE&SK e veja um exemplo de uma tecnologia/inovação baseada em triple bottom line.

Imagem: Pixabay

O maior desafio deste século: unir tecnologia e pessoas

Este artigo foi publicado no dia 18/06/2019 em minha coluna no portal R7 e no portal Inova360.

 

Pensar que somente a tecnologia vai resolver todos os problemas das empresas e da humanidade é o nosso maior problema

O processo de transformação digital que estamos vivendo, tanto no mundo corporativo como no pessoal, é inegável e contínuo. Existem, fundamentalmente, duas aproximações sobre este processo no mercado. Os fabricantes e integradores de tecnologia, que colocam a tecnologia como única via de salvação das empresas. O caminho é usar mais e mais tecnologia para reduzir custo, aumentar a assertividade e a produtividade, melhorar a experiência do cliente, e por aí vai.

Outro ponto de vista são os futuristas, aquelas pessoas que dizem como vai ser o mundo em 2050. Com este segundo grupo sou bastante crítico porque, independentemente do que diga, se é certo ou não, se faz sentido ou não, eles nunca dizem o mais importante, como levar sua empresa ao cenário que eles vislumbram.

Portanto, por um lado temos um vendedor de tecnologia vendendo o seu peixe e advogando em causa própria, e outro, que também se baseia somente em tecnologia e que pode falar o que quiser, porque ninguém vai pedir satisfação dentro de 30 anos se suas previsões não se cumprirem.

Sinceramente me aterroriza pensar que é neste cenário que estamos construindo um dos pilares mais importantes do processo de transformação que estamos vivendo.

Pensar que somente a tecnologia vai resolver todos os problemas das empresas e da humanidade é o nosso maior problema.

Para começar a discussão, a transformação digital não acontece no datacenter, ela ocorre na sociedade, nas pessoas e no negócio.

Concentrar-se na tecnologia é ignorar todo o resto, por isso os estudos mostram que mais de 70% dos processos de transformações digital não funcionam.

Podemos substituir o homem pela tecnologia em atividades repetitivas, mas está muito longe de substituirmos a criatividade e a sensibilidade humanas. Provavelmente este estágio nunca chegue (ao menos eu torço, espero e trabalho para que não).

Um produto pode ser produzido por robô, mas será consumido por um humano.

A dinâmica perversa da otimização e melhoria contínua levada ao extremo pela pressão do crescimento ilimitado, o alto grau de tecnologia existente a um custo cada vez menor, podem levar (e estão levando) as empresas à síndrome de Lesch-Nyhan (autocanibalismo).

A falta de consciência, a ganância ou ambas, poderiam nos levar a modelos de negócio onde aplicamos a tecnologia ao extremo, por exemplo, hoje em dia já temos fábricas totalmente autônomas. Mas se todas as empresas fizessem isso, em um espaço curto de tempo teríamos as empresas mais otimizadas do cemitério.

As empresas (e as pessoas) morreriam de inanição, as primeiras por não terem clientes e as segundas por não terem trabalho.

Produtos produzidos por robôs não são consumidos por robôs.

Se o empresário não quiser pensar no ser humano como tal, ao menos que pense como cliente.

A dicotomia de gestão que temos é que a imensa maioria das empresas sem tecnologia, direta ou indireta, não seria capaz de inovar, ser competitiva e, portanto, sobreviver.

Porém, se não considerarmos as pessoas nesta equação geraríamos um problema social de tal magnitude que o menor problema que teríamos seria que a empresa quebrasse.

Os líderes das maiores empresas do Vale do Silício e as maiores fortunas do planeta estão discutindo e buscando alternativas para manter de “estabilidade” sócio-econômica, onde o estado garanta a renda mínima universal para que o modelo social-econômico atual não se desmorone e tenhamos um cataclismo social global.

Devemos esperar que o estado resolva esta situação tão extrema e crítica? Eu não quero gerar um caos e esperar que outros, que se mostraram incompetentes em situações conhecidas e mais simples, resolvam o meu futuro e o dos meus filhos. Serei eu a fazer esta transformação.

Como? Onde está o equilíbrio? É possível unir tecnologia e pessoas nesta nova economia? Para a nossa tranquilidade (teórica) a resposta é sim. Digo teórica porque isso não acontecerá de forma automática nem espontânea.

Precisaremos mudar nossa visão e forma de atuar com relação à transformação digital e buscar uma jornada onde se use a tecnologia para gerar abundância. Aplicar a tecnologia para criar modelos de negócios rentáveis e conscientes. E sem dúvida, para que ambas transformações, a digital e a de negócios, sejam autênticas e sustentáveis ao longo do tempo, será necessário trabalharmos a transformação de mentalidade, ou seja, mindset.

Vejam onde chegamos, para fazer uma transformação digital precisamos tratar de forma integrada e sistêmica a transformação digital, de negócios e de mentalidade.

Complexo? Talvez, porém tão complexo quanto necessário.

Para que esta realidade exposta não seja apenas um discurso recheado de boas intenções, é necessário usar uma metodologia, ferramentas e modelos. A Tecno-Humanização das organizações é um framework de Technology, Business & Mindset Transformation, que une tecnologia e pessoas para transformar empresas em organizações rentáveis e conscientes.

Assista o vídeo do canal observatório BE&SK e veja um exemplo de uma empresa rentável e  consciente.

Imagens: Pixabay