Tecnologia deve gerar qualidade de vida, não preguiça!

Este artigo foi publicado no dia 25/08/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Temos uma oportunidade fantástica pela frente para construir uma sociedade melhor aplicando tecnologia, mas para isso precisamos elevar o nível de consciência corporativa.

A tecnologia está para nos servir, não o contrário!

Esta é a frase que está na capa do meu LinkedIn, e eu realmente acredito e trabalho para isso.

E nesta linha de raciocínio, eu me surpreendi com uma notícia que li de uma empresa que lançou o conceito uma cama para gamers.

Neste conceito a cama é cercada de tecnologia, que atende todas as necessidades de um gamer, para que não precisem se levantar para jogar.

 

 

Segundo a marca, que já fabricava cadeiras e outros acessórios para este público, era comum receber depoimentos do tipo: “Todos os dias eu tenho que me levantar da cama para poder jogar. Por que tem que ser tão difícil? “

Neste momento surge um dilema ético que muitas empresas nem consideram.

Faço um produto para atender esta demanda, mesmo sabendo que um grande número de pessoas passará dias trancados em seus quartos sem sair, ou crio um produto que conscientiza ao gamer que além de jogar ele deveria levantar-se da cama, praticar atividade física, relacionar-se com outras pessoas?

O caminho mais fácil é criar o produto e ganhar muito dinheiro, afinal de contas, a empresa não obriga ninguém a comprar seu produto e muito menos, tem a responsabilidade de controlar os hábitos das pessoas, não é mesmo?

Errado!

Em minha opinião, toda empresa tem responsabilidade sim na construção de hábitos saudáveis, equilíbrio e qualidade de vida.

Construir uma sociedade melhor é obrigação e responsabilidade de todos.

Não sou contra o vídeo game, inclusive existem estudos que mostram os benefícios em usa-los.

Mas como tudo na vida, deve ser feito com moderação.

Também não sou contra a cama gamer ou a qualquer outro produto, desde que as empresas criem mecanismos reais para conscientizar sobre os excessos.

Não basta escrever no manual, que quase ninguém lê, que este produto deve ser usado com moderação.

Do contrário, estaríamos contribuindo para uma geração de pessoas doentes, físicas e mentalmente. A falta de atividade física, falta de relacionamento, de toque, de abraço, prejudica, e muito, a qualquer ser humano.

E normalmente, as mesmas pessoas que ganha dinheiro com este tipo de produto, são os mesmos que reclamam que as novas gerações não sabem relacionar-se, não são comprometidas, não dão valor ao esforço para conquistar seus objetivos.

Como vai dar valor ao esforço uma pessoa considera um sacrifício ter que levantar-se de sua cama, caminhar 5 ou 10 metros até a mesa do computador para jogar vídeo game?

A este tipo de situação, na metodologia da Tecno-Humanização, é chamado de Transtorno Dissociativo Corporativo – veja esse meu artigo aqui.

Muitos executivos dissociam suas tomadas de decisões do impacto real que tem na sociedade. Por certo, sociedade que ele mesmo vive.

As empresas têm uma participação ativa e relevante na formação de uma sociedade, portanto é sua responsabilidade elevar o nível de consciência.

Não vale tudo para ganhar dinheiro.

Porque o preço que pagamos todos por isso é muito alto.

Nunca tivemos tanta tecnologia disponível e acessível, e isso pode ser uma grande oportunidade para aplica-la para construir um mundo melhor.

A pandemia, como qualquer evento de alto impacto emocional, tem elevado o nível de conscientização e humanização das pessoas.

E as empresas terão que fazer o mesmo para atender este novo comportamento de seus clientes.

Lembrando sempre que, a tecnologia está para nos servir, não o contrário.

Pare de dar lucro ao ódio

Este artigo foi publicado no dia 30/06/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

O movimento Stop hate for profit ganhou força e a adesão de grandes marcas

Já não vale tudo para ganhar dinheiro!

Seja por consciência ou por interesse, as empresas estão mudando seu posicionamento.

Júlio César, o político romano responsável pela transformação da República Romana em Império Romano, no ano 62 a.c., se divorciou de sua esposa somente por uma desconfiança.

Ele alegou que sua esposa não deveria jamais estar sob suspeita.

Este ato deu origem ao provérbio que diz “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

De alguma forma, o marketing aplicou este proverbio, não bastava que as marcas fossem boas, também deveriam parecer boas, e por isso era tão ou mais importante divulgar suas qualidades que tê-las.

O mundo se move por percepções.

O sucesso de uma boa comunicação não está na emissão da mensagem e sim em como seu receptor a interpreta.

O sucesso de uma marca não está somente em seu produto e sim em como seu cliente percebe seu valor.

Então, o marketing teve o importante papel de divulgar e vender as qualidades e boas ações feitas por uma marca.

Não bastava a marca ser boa, deveria parecer boa!

Até aqui, tudo ótimo!

É lícito que se queira divulgar suas qualidades e virtudes, afinal de contas, da muito mais trabalho ser bom que não ser.

O problema começou quando não se tinha virtudes para mostrar.

O que aconteceu?

A dinâmica perversa do crescimento e as exigências de crescimento a qualquer preço, empurraram a muitas empresas a ficar somente com a segunda parte do provérbio.

Houve um tempo que algumas empresas só se preocupavam em parecer boas, não importando se era ou não.

O dinheiro comprava imagem e isso bastava.

Com a transformação de cada cidadão em um redator jornalístico que interpreta e conta sua própria versão da história nas redes sociais, passou a ser cada vez mais complicado fingir ser bom.

A isto se soma o aumento da conscientização das novas gerações que exigem um comportamento coerente das marcas.

E após muitos anos, o mercado busca coerência, invertemos o provérbio de César, agora uma marca além de parecer boa, tem que ser boa.

Vamos em direção à que a ação deve estar acima da percepção. Baseado neste princípio, surgiu o movimento Stop hate for profit, “Pare de dar lucro ao ódio”, em tradução livre.

Lançado há um mês por seis associações americanas de direitos civis, o movimento pede ao Facebook que tome medidas e não permita que não seja complacente com mensagens de ódio em sua plataforma.

Como medida de pressão, pediu às marcas que interrompam sua publicidade nas redes sociais de Mark Zuckerberg durante o mês de julho.

O que parecia um simples protesto, em poucos dias ganhou a adesão de centenas de empresas, entre elas os gigantes Adidas, Ben & Jerry’s, Boeing, Honda, Patagonia, Pfizer, Playstation, Reebok, SAP, Unilever, Verizon.

O boicote não é contra a rede social em si, e sim contra o ódio. Assim como as redes sociais deram voz às pessoas, elas têm a obrigação de não tolerar que essa voz seja para propagar o ódio, racismo, discriminação de nenhum tipo, e o que é pior, ganhar dinheiro com isso.

As marcas que aderiram ao movimento, além de querer parecer boas decidiram ser boas.

A BE&SK, mesmo tendo um orçamento de marketing insignificante comparado com as centenas de milhões que estas grandes marcas citadas acima investem no Facebook, decidiu aderir ao movimento.

Minha contribuição ao movimento, pausando meus anúncios durante o mês de julho, não vai impactar ao Facebook, eu não vou conseguir banir o ódio da humanidade, nem tenho esta pretensão, mas talvez contribua impactando você que está lendo este artigo.

O mérito não está no dinheiro não investido e sim no impacto que isso representa para minha empresa.

Estamos em meio a uma campanha de um programa recém-estreado, com necessidade de divulgar e escalar, com compromissos assumidos ante a nossos patrocinadores.

Mas eu prefiro dar explicações aos patrocinadores do porque não conseguimos aumentar a audiência da nossa Live este mês, do que ter que explicar ao meu filho de 12 anos, o porque eu dou dinheiro a uma rede social que permite que pessoas propaguem o ódio.

A grandeza de um ato não está no valor econômico envolvido e sim na coerência entre o que se diz e o que faz.

Ainda bem, que já não vale tudo para ganhar dinheiro!

 

Imagem: domínio público - ação global Stop Hate For Profit

Como é o profissional de um futuro singular?

Este artigo foi publicado no dia 13/08/2019 em minha coluna no portal portal R7 e no portal Inova360.

 

O executivo agressivo abre espaço para o executivo consciente

Eu já coloquei em meu Curriculum e em meu LinkedIn que eu era orientado a objetivos. Lembro-me quando o meu chefe direto, ao me promover a diretor, me deu os parabéns, disse que eu merecia aquele reconhecimento, porém aquilo era somente uma formalidade, que eu só seria considerado um bom executivo quando despedisse o meu melhor amigo, se necessário, porque isso mostraria meu comprometimento com os resultados e objetivos da empresa.

Nos últimos 30 anos aprendemos nos MBAs das melhores escolas de negócios que, além de competências técnicas, sociais e emocionais, uma característica extremamente valorizada nos executivos é a orientação a objetivos.

Quem trabalha em multinacional sabe a importância de ser assertivo em seus forecasts (previsão de resultados). Neste tipo de empresa se assina o forecast com sangue e, cumpri-los ou não, depende a continuidade no cargo.

No setor de tecnologia, falo com conhecimento de causa, os fabricantes, para cumprir seus compromissos de vendas aprovam descontos elevados nos fechamentos de trimestres e de ano fiscal. Batem suas metas, cumprem os compromissos com seus chefes e ganham seus bônus. A empresa apresenta os resultados de crescimentos que os analistas esperam, as ações sobem e os executivos são promovidos e reconhecidos.

A parte não tão bonita desta história é que tudo está baseado somente em crescimento (ler artigo Crescimento vs. Desenvolvimento), ao aprovar descontos agressivos a empresa sacrificou rentabilidade para crescer, e normalmente no primeiro dia útil do novo ano fiscal, seja necessário reduzir custos e recortar o número de headcount (número de colaboradores).

Ser orientado a objetivos não pode ser considerado algo ruim, muito pelo contrário, continua sendo importante e necessário. O problema vem da pressão excessiva pelo resultado, a qualquer custo, e isso leva algumas pessoas a fazerem qualquer coisa para alcançá-lo.

Neste momento, vários profissionais estarão lendo e se auto justificando dizendo “fiz o que tinha que fazer”, “é meu trabalho”, “eu nunca fiz nada fora da lei”, “eu tinha o respaldo do compliance da empresa”, e assim por diante.

Eu não condeno nem julgo ninguém, eu também já fui assim. A diferença é que eu entendi que não podia continuar fomentando uma economia de escassez, onde eu era pressionado e pressionava muito para alcançar os resultados, e isso levava a destruir postos de trabalho e negócios para alcançar os meus objetivos.

Eu achava péssimo a política do “fazer mais com menos”, eu achava terrível que amigos meus fossem mandados embora, e até eu mesmo já passei por isso.

Se você leu o artigo “Transtorno Dissociativo Corporativo: o gap entre a fala e a atitude” sabe que eu fazia isso e depois reclamava das consequências dos meus atos e não associava o desemprego aos meus atos.

E neste caso, é pior ainda, eu não só permitia, mas tinha um papel ativo neste processo.

Nos últimos anos, com a economia baseada em crescimento, aprendemos que esse comportamento é normal, que é assim que funciona e acabamos acreditando nisso.

Então devemos ser orientados a objetivos ou não? A resposta é fácil, claro sim! Quem não tem objetivos não avança. Quem não sabe para onde ir é arrastado pelas circunstâncias. Portanto ser orientado a objetivos é fundamental, tanto pessoal como profissionalmente.  O problema não está na orientação à objetivos e sim em sua definição.

Os objetivos quantitativos devem, sempre, estar acompanhados dos qualitativos. O marco de atuação não deve ser a lei e sim a ética. A lei é o mínimo e básico, devemos elevar a forma que atuamos para não ter o que reclamar.

Isso é muito mais fácil falar do que fazer, tem muita gente que dirá que tem que jogar o jogo porque tem conta para pagar, porque não tem escolha. Este ponto é delicado, sempre temos escolha, mesmo que elas não sejam fáceis.

Não reclame daquilo que você permite!

Veja como um executivo agressivo resolve os problemas  no canal observatório BE&SK.

Imagem: Pixabay

Entenda porque humanizar as empresas é urgente, necessário e rentável

Este artigo foi publicado no dia 09/07/2019 em minha coluna no portal R7 e no portal Inova360.

 

Estamos a ponto de colapsar o planeta e a economia e as pessoas atuam como se não vivessem aqui

Nos últimos 60 anos nós aprendemos em todo curso de gestão e escolas de negócio que a única função de uma empresa é gerar lucro.

Esse conceito de capitalismo tradicional foi forjado nas teorias de Milton Friedman, prêmio Nobel de economia em 1976, assessor de três presidentes americanos, economista neoliberal que acreditava que uma empresa, ao pertencer ao acionista, tinha como única obrigação maximizar o lucro ao seu dono e o marco de atuação deveria ser a lei, ponto final.

O bem-estar social, o meio-ambiente e qualquer outra questão era responsabilidade do estado, que por certo ele acreditava deveria ser o menor possível, porque o mercado regularia a economia.

Este modelo de capitalismo tradicional funcionou por muito anos, foi extremamente importante para o desenvolvimento da economia e da sociedade, porém, ao longo dos anos foi levado ao extremo e já não nos atende.

O primeiro princípio da Business Trasnformation Tecno-Humanizado é que todo modelo, com o passar do tempo, se deteriora e se desvia de seu propósito inicial.

Eu sou capitalista, acredito na propriedade privada, na meritocracia, que os cidadãos que estudam mais, que trabalham mais, que geram mais riqueza para a empresa e para a sociedade devam ser melhores remunerados e reconhecidos.

Todas essas coisas fazem sentido para mim, o que deixou de fazer é quando, para alcançar os objetivos no final do trimestre ou do ano fiscal, as empresas cometam barbaridades, quase todas imorais ou antiéticas e algumas ilegais.

As empresas se concentraram (e se concentram) no crescimento e não no desenvolvimento. E a pressão é tão grande que, para alcançar este crescimento, o foco está 100% no resultado e vale tudo para alcançá-lo.

Para a Tecno-Humanização, NÃO VALE TUDO, por convicção, por lógica e por fatos.

Ou mudamos a forma de atuar ou colapsaremos a economia, a sociedade e o planeta, e eu vou te dar 3 motivos que demonstram a necessidade de humanizar as empresas, colocar o ser-humano no centro, parar de olhar para o próprio umbigo e olhar para o todo, para o conjunto da obra. Os resultados devem ser consequência e não objetivo.

 

1º MOTIVO: MEIO-AMBIENTE

A Global Footprint Network, organização que estuda o consumo e analisa a nossa “pegada” pelo planeta, diz que “a humanidade quebrou seu limite: Nossos dados indicam que as emissões de carbono combinadas com todas as outras demandas humanas na biosfera consomem mais de 170% do que a Terra repõe – portanto, agora usamos quase dois planetas.”

Em 2018, a sociedade esgotou os recursos naturais renováveis do planeta no dia 01 de agosto (overshoot day), o resto do ano vivemos em déficit, destruindo o planeta.

Segundo a mesma entidade, precisaríamos de 5 planetas para viver com o estilo de vida americano, e de quase 2 planetas (1,8) para viver como vivemos no Brasil.

Talvez o primeiro, seja pelo consumismo e aqui, pelo desperdício.

Estamos a ponto de colapsar o planeta e as pessoas e empresas atuam como se não vivessem aqui.

Isso nos leva ao primeiro ponto do título desta matéria, precisamos tomar medidas urgentes. Mas se você não se sensibiliza por isso, não se preocupa pelo seu próprio futuro nem pelos seus descendentes, temos outro motivo.

 

2º MOTIVO: SAÚDE

As doenças das últimas décadas são a depressão e a ansiedade, os dois vilões que destroem vidas e famílias inteiras.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), nos últimos dez anos a incidência de depressão cresceu 18,4% atingindo 4,4% da população mundial.

Estes números são piores no Brasil, estamos acima da média mundial, chegando à 5,8% da população. Somos o campeão de depressão da América Latina e o segundo das Américas, ficando atrás somente dos EUA (5,9%).

Este título não é motivo de orgulho e sim de preocupação extrema.

O Brasil é recordista mundial em ansiedade. A prevalência na população mundial é de 3,6% e no Brasil atinge 9,3% da população, ou seja, um número 2,5 vezes maior.

Se tomarmos os dados do Ministério do Trabalho, a ansiedade e a depressão são a segunda causa de adoecimento no trabalho e a primeira causa de afastamento do trabalho.

A conclusão é simples, as empresas são um foco (não o único) de adoecimento da população em doenças tão graves como estas.

Isso nos leva ao segundo ponto do título, trabalhar de uma forma diferente, encarar os negócios com uma visão mais humanista para mudar este cenário é absolutamente necessário.

Se o meio-ambiente e a saúde não são suficientes, talvez você entenda outra linguagem.

 

3º MOTIVO: LUCRO

Empresas conscientes e humanizadas são mais rentáveis!

O estudo do instituto do capitalismo consciente americano, publicado no livro FIRMS ENDEARMENT, mostra que empresas conscientes do S&P 500, foram 14 vezes mais rentáveis das que não o são.

Para que não se diga que isso só acontece lá fora, que no Brasil não funciona, que não somos conscientes e nunca vamos ser (esse complexo de vira-lata que temos), vejamos o exemplo a seguir.

Um trabalho de doutorado na EESC-USP, baseado no estudo do Prof. Raj Sisodia (co-autor do livro anteriormente citado) realizado por Pedro Paro, ao comparar as 500 maiores empresas do Brasil, avaliando a rentabilidade acumulada, constatou que o desempenho financeiro das Empresas Humanizadas do Brasil (EHBR) é 6 vezes superior no longo prazo.

Se uma empresa humanizada contribui para o meio-ambiente, para a sociedade e é mais rentável, inevitavelmente surgem duas perguntas:

Por quê as empresas não são humanizadas?

Porque aprendemos que para ser executivos tínhamos que ser agressivos e orientados a objetivos (a qualquer custo).

Mas agora que já sabemos as consequências desta conduta, refaçamos a pergunta.

Por quê não humanizamos as empresas?

Porque a maioria das pessoas não sabem como fazer, não existia uma metodologia para ajudar e guiar a empresa nesta direção.

A BE&SK criou a metodologia da Tecno-Humanização das organizações, que é um framework de Technology, Business & Mindset Transformation, para transformar empresas em organizações rentáveis e humanizadas.

PD: O motivo “+1” está no artigo Transtorno Dissociativo Corporativo: o gap entre a fala e a atitude

Assista o video do canal observatório BE&SK e veja um exemplos de empresas conscientes e humanizadas.

Imagem: Pixabay

Sociedade 5.0: A Tecno-Humanização das Organizações

O Japão é um país admirável: terceira maior economia mundial, valores éticos e morais arraigados e profundos, baixa delinquência, alto nível de industrialização, excelente sistema educativo e um dos maiores índices de desenvolvimento humano (IDH).

O que mais se pode pedir?

Pois é!

O que pode parecer uma sociedade dos sonhos à distância, ao colocarmos uma lupa sobre ela vemos algumas questões que são extremamente preocupantes.

Os idosos com mais de 65 anos já são 27% da população, somente 28% jovens entre 20 e 30 anos (millenials) declaram saber o que é a felicidade (não necessariamente a tenha experimentado), o excesso de pressão pelo trabalho, disciplina e rigidez de conduta, acidentes naturais, pouca área produtiva, alto índice de poluição e acidentes naturais frequentes, são problemas que tiram o sono dos governantes japoneses.

Em paralelo a tudo isso, a indústria 4.0 e o processo de transformação digital ameaça automatizar tudo o que for possível e dizimar milhões de postos de trabalho. (ao menos é assim que muita gente enxerga esta transformação)

O que para muitos seria o fim dos tempos, para o Japão é motivo para repensar e redesenhar seu modelo de sociedade e segundo o governo parece ter encontrado o caminho para o próximo estágio da humanidade, que eles chamaram de sociedade 5.0.

Não se trata de substituir o ser humano por tecnologia, de inovar para eliminar mão de obra, reduzir custo e aumentar receita.

Através da educação, a sociedade 5.0 busca a convergência da tecnologia e do ser humano.

Usar tecnologia para resolver problemas realmente importantes da humanidade, como o envelhecimento da população, limitação energética, desastres naturais, segurança, desigualdade social e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Ao ler que o conceito japonês de sociedade 5.0 coloca o ser humano no centro das inovações tecnológicas e busca a convergência entre tecnologias e pessoas para construir uma sociedade melhor, me emocionei, respirei fundo, dei uma volta e permiti que o meu ego tomasse o controle (só por alguns instantes).

Me senti feliz, porque é exatamente isso que uma pessoa do interior de São Paulo, de origem humilde está fazendo há alguns anos.

OK, a BE&SK (minha empresa) não tem centenas de bilhões de dólares para investir em projetos de IA, IoT, Big Data, etc., como foi anunciado pelo Japão.

Não temos milhares de especialistas, nem a mesma mídia, mas me sinto orgulhoso por ter criado a metodologia da Tecno-Humanização que está super alinhado com o que alguns países consideram a melhor (e talvez única) saída para se criar uma sociedade melhor.

A BE&SK uniu Tecnologia e Propósito, Inovação e Consciência, Algoritmos e Pessoas, para criar a metodologia da Tecno-Humanização e transformar empresas em organizações rentáveis e conscientes, porque a BE&SK acredita na coexistência de um mundo fraterno e próspero.

Porém, sozinho eu não consigo nada e esta metodologia não tem nenhum valor, preciso de ajuda para levar este conceito ao dia a dia das pessoas e das empresas.

Exato, da sua ajuda!

Queremos mudança em nossa sociedade, por sejamos essa mudança!

O movimento se demonstra andando, precisamos agir e ensinar as empresas a criarem riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização.

Imagens: Pixabay

Altruísmo corporativo

 

ALTRUÍSMO CORPORATIVO
Seja egoísta, ajude o próximo!

Se você é vítima da crença arcaica que diz “Cada um por si e Deus pra todos”.

Trago uma boa notícia, essa crença caducou e estamos na era da colaboração, portanto, temos que pensar no coletivo e não somente no individual.

Se você não pensar no próximo por consciência e convicção faça-o porque está na moda, finja que você é bom.

Se não quiser fazer nem por isso, OK, tenho outra alternativa, faça por egoísmo.

Está comprovado cientificamente que ajudar o próximo faz bem!

Jorge Moll Neto, PhD, fundador e coordenador da Unidade de Neurociência Cognitiva e Comportamental e co-fundador e presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, demonstrou em um estudo científico os benefícios do altruísmo.

Ele comparou a resposta cerebral (bioquímica e cognitiva) em três situações:

Quando você ganha dinheiro.

Quando você doa parte deste dinheiro que ganhou à uma causa que você acredita ou considera nobre.

Quando você nega a doação por não acreditar na causa.

O resultado não nos deveria surpreender, as regiões cerebrais ativadas quando você ganha dinheiro, mesolímbico dopaminérgico, está associado a região da recompensa e gera uma sensação de bem-estar.

Ao opor-se à doação, você ativa o sistema de recompensa, porém você também ativa a outras regiões do cérebro que estão relacionadas à sentimentos aversivos que reduzem ou até pode anular as boas sensações.

No caso da doação, você ativa o sistema de recompensa e ativa também circuitos seletivos relacionados a sentimentos afiliativos que são próprios de cuidados mãe-filho, formação de casais ou de proteção ao cônjuge, portanto, o sentimento de bem-estar se vê potencializado produzindo uma sensação de prazer maior a quando se ganha.

Além deste benefício direto, também sabemos que o impacto causado por uma boa ação, ao estar no sistema límbico do cérebro, onde reside a memória de longo prazo, fica para sempre.

Porém, a teórica sensação de bem-estar ao comprar um bem qualquer, uma roupa ou um celular por exemplo, tem curta duração e aos poucos dias não nos lembramos mais e precisamos de “outra dose”.

O terceiro grande benefício é a influência que fazer o bem tem no entorno, nas pessoas à sua volta, que são contagiadas com o seu exemplo.

O quarto e último beneficio, obviamente, é de quem recebe a ajuda.

Portanto…

SEJA EGOÍSTA!

AJUDE O PRÓXIMO!

Você ajudará a uma pessoa ou causa, à sociedade e, de forma cientificamente comprovada, sobretudo, ajudará a você mesmo.

OK, e o que isso tem a ver com o mundo corporativo?

O primeiro é que não podemos nos esquecer jamais que as empresas não são formadas por recursos como definiu Fayol, e sim por pessoas, que pensam e sentem.

Sem entrar nesta seara que será objeto de outro post, vamos pensar “somente” no negócio.

Se uma empresa considera o impacto social em suas decisões e ações, isso faz com que seus colaboradores se sintam orgulhos da organização onde trabalham.

Isso, associado ao propósito da empresa (é importante que a empresa tenha um propósito), eleva o nível de engajamento do colaborador a um sentimento de pertencimento que não se consegue de outra forma.

Uma empresa que se preocupa, e principalmente se ocupa, do impacto social de seu negócio muda de patamar para seus colaboradores, clientes e parceiros.

E isso se nota nos resultados.

Raj Sisodia, Jagdish N. Sheth e David Wolfe mostram em seu livro Firms of Endearment (empresas carinhosas em tradução livre).

Segundo os autores, empresas, do S&P 500, com paixão, propósito e compaixão cresceram 14x mais.

SER GENEROSO E ALTRUÍSTA É  RENTÁVEL!

Portanto, se achar bobagem a sua empresa pensar no impacto social (de verdade) ou se pensar que eu sou um romântico e utópico, OK, não há problema.

Faça por interesse e inteligência empresarial.

Ah! Por certo, não pense que isso se resolve com uma campanha do agasalho ou que a Responsabilidade Social Corporativa, usada de forma hipócrita, vai resolver o seu problema.

Também não estamos falando de empresas que só visam lucro e, o empresário, em sua vida privada, é filantropo.

Precisamos de algo verdadeiro.

Um sistema de gestão baseado em triple bottom line, onde estas ações não sejam colaterais, para lavar a consciência, eles devem fazer parte do negócio e uma metodologia adequada para concretizar e tangibilizar as boas intenções.

Pois é, hoje é o seu dia de sorte!

Conheça a metodologia que pode te ajudar.

A Tecno-Humanização é uma metodologia que une tecnologia e pessoas para transformar profissionais e empresas em pessoas e organizações rentáveis e conscientes.

Se trata de um framework de Technology, Business & Mindset Transformation.

Aprenda a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanziação das Organizações.

Para mais informações visite nosso site www.bensk.net e participe de nosso workshop .