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Fim do ano fiscal… Primeiro fechamento do José

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data Publicado dia 15/05/2021 hora 09h00
Áudio descritivo

 

ALEX (CEO): Chegamos!!!

Alex olha para o José e nota que está claramente emocionado.

Descem do carro e respiram fundo enquanto se estiram.

ALEX (CEO): Foi um pouco loucura vir direto, mas valeu a pena.

Vamos dormir aqui.

José dá alguns passos e olha à sua volta. Sem mencionar nenhuma palavra. Somente contempla a paisagem, olha cada detalhe recordando cada momento que viveu ali.

ALEX (CEO): Está feliz de voltar ao sítio?

JOSÉ: Feliz demais, Seu Alex.

Foi sair da rodovia e pegar a estrada de chão e entrou em mim uma felicidade que não cabia no peito.

ALEX (CEO): Vamos descansar que a viagem foi longa e amanhã damos um passeio por aí. Se quiser, pode dormir na casa principal comigo.

JOSÉ: De jeito nenhum. Brigado pelo convite, mas essa é a casa do senhor. Eu vou dormir na minha casa.

ALEX (CEO): Só falei porque talvez você não quisesse ficar na sua casa, pela lembrança do seu pai.

JOSÉ: Pelo contrário, Seu Alex. O meu pai está em mim, onde eu estiver. E aqui, neste lugar, eu me conecto mais a ele. Lá eu sinto a presença dele, mesmo na ausência.

ALEX (CEO): Alex se emociona.

Então, boa noite e bom descanso.

JOSÉ: Pro senhor também.

 

No dia seguinte, Alex se levanta tarde e José já está cuidando dos afazeres do sítio.

ALEX (CEO): Bom dia, Zé!

Aqui posso te chamar de Zé, como sempre fiz. Rsrsrsrs

JOSÉ: Bom dia, Seu Alex!

ALEX (CEO): Zé, vamos pescar?

JOSÉ: Vixi, Seu Alex, tenho bastante trabalho aqui.

ALEX (CEO): Zé, você não está aqui como funcionário do sítio. Você está de férias comigo, como funcionário da empresa.

E eu quero a sua companhia. Preciso conversar com você.

JOSÉ: Se é assim, então eu vou né?

Vou buscar as tralha e colocar na caminhonete enquanto o senhor toma café. A Jacinta já pôs a mesa pro senhor lá na varanda.

 

Já na beira do rio…

ALEX (CEO): Zé, me conta como foi a experiência deste ano lá na cidade? Como foi fazer o seu primeiro fechamento de ano fiscal?

JOSÉ: Foi maravilhoso, Seu Alex! Eu agradeço muito ao senhor por ter me dado essa oportunidade.

E agora eu entendo porque o senhor vinha todo ano aqui depois do fechamento.

 

Alex se surpreende

ALEX (CEO): Nossa! Não esperava por essa resposta. Eu achei que você não tinha gostado. Lá é muito diferente do mundo que você estava acostumado.

JOSÉ: Por isso mesmo, Seu Alex. A experiência foi maravilhosa pra eu confirmar o que eu já sabia e sempre falava pro Pai. Esse é o meu lugar e aqui eu quero trabalhar e viver. O mundo d’ôceis é muito estranho.

Eu acho que não é bom viver como vocês vivem.

ALEX (CEO): Sabe Alex, talvez você tenha razão. Eu sou executivo há muitos anos, estou acostumado com este mundo, essa forma de fazer as coisas. Sempre convivi bem com a pressão, mas este último ano foi diferente.

Pela primeira vez na vida tive a sensação de estar perdendo o controle e isso me afetou bastante.

As suas cutucadas também me geraram muitas reflexões.

Parece que eu estou enxergando muita falsidade. Antes de comprar a empresa nova, não era assim.

JOSÉ: O senhor vai me desculpar, mas pelo o que eu vi, sempre foi assim. É tudo de enganação, tudo teatro.

ALEX (CEO): É, no mundo corporativo tem muita falsidade, mas eu não gosto disso e, por isso, na minha empresa não tinha.

JOSÉ: O senhor vai me desculpar de novo, mas na empresa do senhor tem sim, e ‘tu é’ o primeiro a fazer parte desse mundo irreal.

ALEX (CEO): Como assim?!!!

JOSÉ: É mentira o tempo todo, vocês enganam os outros e a si mesmos também.

Poderia dar um montão de exemplos.

ALEX (CEO): Fala um!

JOSÉ: O senhor já tinha me falado que não gostava de falsidade quando a gente foi almoçar e o senhor viu as pessoas fotografando o prato.

Mas quando o investidor veio à empresa, desde a arrumação até os números, tudo foi teatro!

A sua equipe mente com o senhor ou para o senhor:

O Santos mente no forecast, o Fábio nas previsões, o Cláudio sobre a pesquisa de clima, o Eduardo sobre a integração e, para completar, o senhor mente na negociação do orçamento.

Lá na empresa do senhor é um covil de gente falsa e…

 

Gente falsa não fala, insinua.

Não conversa, gera intriga.

Não elogia, adula.

Não deseja, cobiça.

Não colabora, interfere.

Não participa, se infiltra.

Não sorri, mostra os dentes.

Não caminha, rasteja pela vida sabotando a felicidade alheia e sobrevivendo dos seus restos.

 

 

Vocês passam a vida dando tapinha nas costas, dizendo que são um time unido, mas todo mundo só pensa no próprio umbigo.

É maluco ver como vocês criaram um mundo artificial e não percebem que ele é nocivo. Vocês acham normal…

Mas o que mais me surpreendeu foi que vocês, após fazerem tudo isso com os outros e entre vocês mesmos, querem ser levados a sério.

Vocês acreditam que estão construindo um mundo melhor quando não é certo. A maioria não faz por mal, são gente honesta, pensam realmente que estão fazendo o bem.

Mas não é possível construir um mundo melhor baseado na mentira, na enganação e na falácia.

Eu gosto muito de um quadro que se chama “A verdade saindo de um poço”,  uma pintura de 1896 e é de autoria de Jean Léon Gerom. O senhor conhece?

 

 

Alex arregala os olhos e olha assustado pro matuto, surpreso com sua erudição.

ALEX (CEO): Não.

JOSÉ: É um quadro muito bonito e está ligado à parábola da verdade. O senhor conhece?

ALEX (CEO): Também não.

 

 

Alex totalmente sem reação pergunta…

ALEX (CEO): Zé, os seus comentários sempre me chamaram a atenção. Mesmo com tão pouco estudo formal, você tem uma visão muito clara e correta das coisas. Um bom senso e um critério fora do normal.

Mas agora vejo que não se trata somente de sabedoria popular. Você tem conhecimentos que me fascinam.

De onde vem tanto conhecimento filosófico sobre a vida e sobre o ser humano?

.

.

.

Pela primeira vez, José revelará de onde vem seu conhecimento e sabedoria.

A resposta dele vai te surpreender.

Não perca o próximo capítulo…

 

Imagens: BE&SK e reprodução digital "A verdade saindo de um poço”,  1896 - Jean Léon Gerom

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