É preciso ter coragem para criar modelos de negócios conscientes e humanizados

Este artigo foi publicado no dia 03/11/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

Devemos ser gratos ao que conquistamos nas últimas décadas e riqueza gerada, mas chegou a hora de reconhecer que é o momento de mudar a forma de fazer negócios

O que você acharia se o governo decidisse que você não tem o direito de comprar o seu próprio carro, que ele se autoproclamasse responsável de repartir a riqueza e definisse que, como não há dinheiro para comprar carro pra todo mundo, além do transporte público, o meio de locomoção individual será bicicleta para todos. Porém, pelo histórico deste modelo, com o tempo tão pouco haveria recursos para manter as bicicletas, e elas ficariam velhas, obsoletas e malcuidadas.

Este cenário não funciona e sou totalmente contrário a ele porque acredito na propriedade privada, na meritocracia e na liberdade de escolha.

Mas quando olho para o outro modelo, no que eu acreditava, o cenário que vejo é, pessoas que se convenceram que comprando 5 carros de luxo estão gerando emprego para que outros possam andar com suas bicicletas velhas, e mais, o imposto gerado fará com que o estado construa ciclovias.

A teoria é boa, funcionou por muito tempo, porém ao incluirmos o ego e a avareza corporativa na equação, o modelo desmoronou.

Não acredito em sociedades que nivelam por baixo a pessoas com talentos e capacidades diferentes.

Mas também não acredito em um modelo onde há uma concentração de riqueza a ponto de gerar um desequilíbrio social que nos leve ao caos.

Segundo o relatório de Oxfam, Recompensem o trabalho, e não a riqueza, de toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% foi parar nas mãos do 1% mais rico do planeta. Enquanto isso, a metade mais pobre da população global – 3,7 bilhões de pessoas – não ficou com nada.

Estes números demonstram que o modelo socioeconômico que temos, está esgotado.

O modelo corporativo que busca somente o lucro pelo lucro, e menos ainda ao que buscam somente o lucro justificando que estão criando riqueza para todos.

Somos parte de um ecossistema único, vivemos em sociedade e, inevitavelmente há uma interdependência de todos.

A inconsciência corporativa de fazer mais com menos e de crescer dois dígitos ano sobre ano por tempo ilimitado, sem se importar com as consequências provocadas nos levaram ao limite do aceitável.

As políticas de crescimento agressivas e sem limites corromperam o modelo de economia de mercado, que até o momento era o melhor modelo que disponível e agora geram tanto ou mais problemas que soluções.

O ex-primeiro ministro britânico Benjamin Disraeli disse:

Uma sociedade só tem chance quando os homens de bem tem a mesma audácia que os corruptos”.

Esta frase foi dita no contexto político, mas se pensarmos que todos nós, seja por ambição desmedida ou simplesmente por covardia, corrompemos um modelo e provocamos um desequilibro que nos prejudica a nós mesmo.

Chegou a hora, na verdade já passou o momento de reinventar o capitalismo, melhora-lo, aproveitar tudo o que ele tem de bom, que são muitas coisas, e corrigir os pontos que não funcionaram que também são muitos.

Construir uma economia próspera baseada na empatia e na compaixão não é trivial.

É complexo porque existem muitas crenças e paradigmas que foram construídos nas últimas décadas, incluso que contam com o aval dos resultados porque funcionaram durante um tempo.

É muito mais fácil seguir a corrente e se esconder atrás dos clichês de que “isso é assim”, “esse é o jogo” ou “eu não posso fazer nada”.

A frase mais covarde que um executivo pode dizer, após fazer algo que ele sabe que não está bem ou que ele não acredita, é:

“Se eu não fizer alguém vai fazer”.

Se não estamos satisfeitos com a sociedade em que vivemos, façamos algo para mudar. Se não estamos felizes, façamos algo para ser.

Criar empresas humanizadas, que constroem uma sociedade melhor, requer coragem e humildade.

Humildade para reconhecer que o modelo atual está esgotado.

E coragem para colocar como prioridade o coletivo e colocar o ser humano no centro do processo de transformação.

Aplicar a tecnologia para humanizar empresas, resistir a tentação de deixar o fácil para fazer o correto.

E aprender a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização.

 

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Como medir o retorno dos treinamentos de vendas?

Este artigo foi publicado no dia 27/10/2020 na minha coluna no R7 e no inova360

 

A tecnologia bem aplicada pode ser uma grande aliada no processo de treinamento de vendas e principalmente na mediação da eficácia do treinamento.

“Se você acredita que o treinamento é caro, experimente a ignorância”

Esta frase foi dita por Derek Bok, na época que era reitor de Harvard, em uma audiência no congresso americano onde um senador criticava os altos custos do ensino americano.

É bastante obvio e antigo que um negócio não existe sem vendas e que é fundamental oferecer as melhores técnicas, metodologias, conceitos à força de vendas para que sejam capazes de transmitir todas as características e diferenciais de seus produtos e serviços.

Conceitos de vendas consultiva, técnicas de persuasão, venda por canal, multinível, Spin Selling, aplicação de gatilhos mentais, entre outros.

Com os novos conceitos, surgiu uma indústria que tem avançado em paralelo com novas técnicas e metodologias de treinamento. É tão importante a forma de transmitir quanto o conteúdo que se transmite.

Por exemplo, no início dos anos 90 se popularizou o conceito de role play, de simular situações reais e colocar em prática a teoria aprendida.

Com o crescimento desta indústria, surgiu também a preocupação em treinar a força de vendas, investir em treinamentos caros e o colaborador deixar a empresa levando o conhecimento adquirido à concorrência.

Se há uma coisa pior do que formar colaboradores e eles partirem, é não os formar e eles permanecerem.

Henry Ford

No início dos anos 2000, eu trabalhei em uma empresa na Europa que, para tentar evitar esta situação criou um documento que fazia os colaboradores assinarem dizendo que receberiam cursos e certificações, mas se deixassem a empresa em menos de um ano deveriam pagar o curso recebido.

Sinceramente nem sei se isso seria legal nos dias de hoje, e mesmo que fosse, não faz mais sentido buscar a retenção de um colaborador, o ideal é que isso aconteça por engajamento.

Richard Bronson, o bilionário fundador e CEO do grupo Virgin disse “Capacite bem seus colaboradores para que eles possam partir. Trate-os bem para que eles prefiram ficar”.

Há muitos anos não há questionamentos sobre a importância de se formar adequadamente a força de vendas, as grandes questões que levantamos e tratamos de resolver nas empresas são:

Como capacitar a força de vendas aplicando novas ferramentas, principalmente digitais e fazendo isso de forma remota?

A exigência de redução de custos nos últimos anos levou as empresas buscarem formas de otimizar os cursos através de ferramentas digitais.

Com o distanciamento social imposto pela pandemia, esta tendência foi acelerada.

O uso da tecnologia se tornou fundamental em treinamentos, porém é importante deixar claro dois pontos. Transformar um curso presencial em online é bastante complexo e não basta somente gravar um treinamento presencial e transmiti-lo online.

E o segundo ponto é, treinamentos remotos e online não substituem 100% aos presenciais, eles são complementares.

Como passar de um modelo de ensino a um modelo de aprendizado?

A maior parte do mercado de treinamento está baseado no conceito de ensino.

O instrutor ensina e transmite um conhecimento, porém essa é a parte menos importante, o que realmente importa é que o vendedor aprenda.

Estamos cansados de receber cursos onde é passada a teoria, mas não se garante que o aluno realmente aprendeu. O que é pior ainda mesmo tendo aprendido, se o conhecimento não for fixado com treinamentos repetitivos e simulações, ele não saberá usar quando chegar o momento.

Fechar uma venda depende de inúmeros fatores e a maioria deles são tomadas de decisões em frações de segundos que se não tiverem bem assimiladas e automatizadas não acontecem.

Em 2019, o piloto russo Damir Yusupov, teve que pousar um Airbus 321 em um campo de milho após atingir um bando de pássaros. Com esta manobra o piloto salvou 233 vidas e ao ser elogiado e tratado como herói pelo Kremlin ele disse que fez apenas o que deveria fazer.

Ao ser perguntado se ele ficou nervoso, ele disse que obviamente foi um momento tenso, mas ele não ficou nervoso porque ele “só” teve que repetir as manobras que havia treinado milhares de vezes no simulador.

Este é um exemplo claro de que o treinamento o capacitou para sua função.

Como medir a eficácia do treinamento de vendas?

Atualmente este é o ponto mais crítico porque se não somos capazes de medir a eficácia do treinamento, não posso determinar se funciona ou não.

No caso do treinamento de vendas a resposta parece obvia, um treinamento é eficaz se aumenta o volume de vendas.

Mas esta avaliação é bastante simplista, deixa de fora algumas variáveis que são importantes.

Tratando-se do mercado de consumo, o marketing ajuda a vender, depoimentos espontâneos em redes sociais ajudam a vender, influencers ajudam a vender.

Basta um youtuber lançar um desafio ou simplesmente aparecer comendo um snack para que seus seguidores façam com que a venda do produto aumente.

Portanto não podemos considerar que o aumento de vendas se deve somente a um curso, é preciso criar outros mecanismos para medir o ROI (Return of Investiment) de um treinamento de vendas.

Para conhecer uma solução basta acompanhar em nosso site o estudo de caso feito para a Mondelez, dona das principais marcas de snacks do país, como Lacta, Sonho de Valsa, Bis, Diamante negro, Trident, Halls, Oreo, Club Social, Tang, Philadephia, entre muitas outras.

 

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Qual a responsabilidade do consumidor no caos corporativo?

Este artigo foi publicado no dia 19/10/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Toda história tem dois lados e pode ser contada de diferentes formas. Consumidor consciente cria empresas conscientes, consumidor irresponsável…

Em mais de 70 artigos tenho falado sobre a responsabilidade das empresas na construção social.

Tenho apontado os pontos que considero importantes para as empresas elevarem seu nível de consciência e humanização para melhorarem seus resultados e construírem um mundo melhor.

Em muitas situações tenho denunciado, segundo minha visão, os despropósitos, hipocrisias, irresponsabilidades, sejam propositais ou por falta de conhecimento.

Mas será que o consumidor não tem nenhuma parcela de culpa em tudo isso?

Uma empresa obedece a dois vetores de força, um deles é a ambição de seus acionistas e o segundo é o comportamento de seus clientes.

Quanto maior a ambição maior a probabilidade de se tornar ganância.

E seguindo a brilhante frase de Eliyahu M. Goldratt:

“Diga-me como me medes e eu te direi como me comportarei”

A ambição desmedida de crescimento, só focada em resultados financeiros, aumenta consideravelmente o risco de cometer deslizes éticos em nome de um bem maior.

Normalmente as justificativas são gerar empregos e arrecadar mais impostos, mas a realidade é que esse bem maior normalmente é o bem próprio.

O segundo vetor de força é o comportamento do consumidor.

Pode ser consciente, buscando produtos e empresas conscientes e pagando um preço justo, ou pode ser como tem sido…

Exigindo menores preços, comprando em sites com produtos de procedência duvidosas ou diretamente de uma produção que provoca injustiça social.

Quantas vezes, em bate-papo com amigos vemos as pessoas reclamando que a qualidade dos produtos tem baixado, os comércios locais estão fechando, o desemprego aumentando, o governo não faz nada, e dez minutos depois conta que comprou um produto em um site chinês.

O produto comprado pode ser mais barato por vários motivos. Primeiro por economia de escala, por ter menor tributação, menor custo produtivo, mas também pode ser porque não respeita as condições mínimas de trabalho, não paga um salário justo, e assim por diante.

Mas não importa, como é mais barato eu fecho os olhos e compro.

Se a pessoa que produziu vive em condições de miséria não é nosso problema, está longe mesmo…

Se eu contribuo para destruir empregos e empresas locais, não me importa.

O único que importa é comprar mais barato!

Veja bem, não quero insinuar um comportamento protecionista e me fechar para o mundo, talvez é importante sempre avaliar com uma perspectiva mais ampla que o preço do produto.

O consumidor também deve elevar seu nível de consciência e considerar o impacto de seu comportamento.

Não seria justo considerar que todos os problemas que temos na sociedade são responsabilidade das empresas.

O consumidor tem o poder de mudar as empresas, mas não o exerce, é mais fácil reclamar, porém fazer o mesmo.

E não me refiro somente a produtos, também a serviços e conteúdos.

Conheço pessoas que passaram anos reclamando que a programação da TV caiu a qualidade, mas consome.

Reclama que não se fazem música como antigamente, mas consome a atual.

Então do que estamos falando?

Se eu considero que a qualidade não é boa, eu não devo consumir. Esta é a minha forma de exigir um aumento de qualidade.

Se a TV aberta é ruim em sua opinião e você não pode pagar por um conteúdo de maior qualidade, vá a biblioteca pública de sua cidade e pegue um livro e não dê sua audiência a quem não a merece.

Não é uma questão de dinheiro e sim de consciência.

Consumidor exigente motiva a empresas serem melhores e oferecem produtos de maior qualidade a preços mais competitivos.

Consumidor consciente exerce um vetor de força em mesma direção, porém sentido contrário à ganância corporativa, reduzindo seu impacto negativo.

Consumidor medíocre e irresponsável contribuem para que empresas sejam inconscientes, exercendo uma força na mesma direção e sentido de sua ganância, potencializando e incentivando seu comportamento nocivo.

Que tipo de consumidor é você?

Melhor ainda.

Que tipo de consumidor você quer (e vai) ser?

 

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Qual será o futuro do trabalho no novo normal?

Este artigo foi publicado no dia 13/10/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Estamos em um momento único de ressignificação da importância do trabalho para nós, os tipos de profissões e os modelos de trabalho do futuro

Você já ouviu ou se fez esta pergunta ultimamente?

Ela tem sido motivo de debate frequente nas Lives durante a pandemia.

Existem muitas variáveis a serem avaliadas.

Por um lado, a tecnologia que vai modificar os tipos de trabalho e a forma de executa-los. A tecnologia vai eliminar profissões e criar outras, destruir muitos postos de trabalho e criar outros que exigem qualificações diferentes.

O comportamento das novas gerações tem provocado uma grande mudança no trabalho e nas relações com as empresas.

As bases do compromisso do trabalhador com a empresa costumavam ser à necessidade ou a resignação, e agora passou a ser o propósito.

Embora ainda tenha um componente importante de subsistência, o trabalho aumentou consideravelmente seu peso na satisfação e desenvolvimento da vida pessoal do trabalhador.

A pandemia acelerou algumas tendências e consolidou outras como o trabalho à distância.

Qual o melhor modelo?

Presencial, home office, híbrido?

Por outro lado, a legislação e a cultura não estão preparadas para estes possíveis novos modelos.

Não basta dizer que agora podemos trabalhar de qualquer lugar e pronto, as pessoas se adaptam. É necessário que todos os implicados, a empresa, os líderes, os colaboradores, os clientes e parceiros entendam isso e atuem em consequência.

Qualquer que seja o modelo, exigem um processo de aculturamento e adaptação para que isso seja sustentável ao longo do tempo.

Os questionamentos e reflexões são constantes e necessários, mas o que me preocupa são as milhares ou milhões de pessoas que estão assistindo este momento como expectador.

Esperando o “como vai ser o futuro do trabalho”, esperando que alguém decida e defina como vai ser seu próprio futuro.

E se a pessoa não gostar do futuro que outros decidiram por ela?

Ela pode reclamar?

Por poder, pode… afinal de contas reclamar é um dos esportes nacionais.

Mas onde e para quem se reclama se você não gosta do mundo que criaram pra você enquanto você se omitia?

Tem um guichê pra isso?

Há uma frase que eu gosto muito do dramaturgo francês Philippe Destouches que diz:

Os ausentes nunca têm razão

Temos uma oportunidade grandiosa de participar deste debate, de somar, de agregar nossa visão, entender os diferentes interesses e pontos de vista, e dar o seu.

Devemos mudar a pergunta de como será o futuro do trabalho? por uma oração mais inclusiva e auto responsável e passar a dizer como eu quero que seja o futuro do trabalho.

Aproveitar ainda para incluir na equação a variável mais importante de todas e gerar a reflexão como eu quero que seja O MEU trabalho do futuro?

Entender todas as mudanças que estão acontecendo e criar a sua própria. Criar o seu espaço dentro do espaço maior.

E para isso não é necessário grandes recursos nem grandes oportunidades, basta entender que é possível você criar o seu trabalho do futuro ideal.

A partir daí, se buscam os recursos necessários e se constrói com o que se tem.

Acompanhe e participe ativamente deste momento de transformação do futuro do trabalho, absorva todas as informações, entenda todas as perspectivas, e crie o seu futuro do trabalho.

Você pode começar nesta quarta-feira, dia 14/10, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360 na Record News, às 8h, vamos iniciar o estudo de caso da STATE Innovation Hub conversando com o Fernão Barboza e vamos abordar o futuro do trabalho pelo ponto de vista da Tecno-Humanização.

Depois, continuaremos o debate em uma Live, às 19h e você pode fazer parte deste processo de inovação aberta, inscrevendo-se aqui.

 

 

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Fórmula para crescer: Negócio é negócio, misérias a parte

Este artigo foi publicado no dia 05/10/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

A exigência pelo crescimento é grande e desde que se cumpra a lei, vale tudo para crescer, até fechar os olhos para barbaridades.

Esta semana assisti uma palestra extremamente interessante sobre o agronegócio e a importância deste setor para a economia do país.

A palestra foi proferida por uma pessoa que tenho profunda admiração como profissional e ser humano.

A palestra se desenvolveu de forma brilhante, baseada em dados confiáveis, conhecimento e experiências de décadas no setor.

Não é nenhuma novidade, sabemos que nosso maior cliente de produtos agropecuários é a China, e de repente veio a frase que ficou retumbando em minha cabeça durante toda a semana…

“Não estou de acordo com o sistema político da China, mas negócio é negócio.”

Eu entendi perfeitamente o contexto, os motivos e as justificativas de tal frase.

Acredito que este tipo de raciocínio que nos foi ensinado nas últimas décadas, foi o que nos trouxe até aqui como sociedade.

Não estou apontando o dedo e em absoluto assumo uma atitude condenatória, simplesmente sinalizando algo que todos executivos formados nas últimas décadas aprendemos, e eu me incluo nisso.

Esta forma de pensar e atuar está baseado na frase escrita pelo poeta romano Ovídio, em sua obra Heroides, há mais de 2.000 anos:

“Os fins justificam os meios”

Este conceito, que a simples vista parece razoável e aceitável quando se coloca a favor lado do coletivo, ao ser aplicado a favor do individual é terrível.

O primeiro princípio da Tecno-Humanização diz que:

Todo modelo com o tempo, se deteriora, e se distancia de sua finalidade inicial.

E vemos claramente isso na obra O Príncipe de Maquiavel, onde, embora não cita a frase de Ovídio, aplica o conceito quando afirma que o governante deve agir de forma ética sempre que possível, porém, caso necessário e a razão de motivos de Estado, façam o uso de recursos injustos para manter o poder.

Quantas empresas não tem aplicado o mesmo conceito nas últimas décadas?

Quantos vezes executivos aplicam este conceito tomando decisões consideradas necessárias para sua empresa sabendo que contribuem para desigualdade e miséria, e depois, para dormir melhor, as maquiam como um mal necessário para um bem maior?

Vender a um cliente (país) que priva de liberdade seu povo, oferece em muitos casos (não em todos), condições laborais e humanas inferiores as que o executivo aceitaria para seu pior inimigo.

Mas tudo isso não é problema do executivo, ele é pago para vender.

Além do mais, ele faz isso para dar trabalho a muitas pessoas, ele gera renda, ele paga imposto, então, está tudo certo.

É isso mesmo?

Esta é a fórmula para o crescimento econômico que utilizamos nas últimas décadas e funcionou. O problema é que o objetivo não deveria ser o crescimento e sim o desenvolvimento, como mostro em meu artigo Crescimento vs. Desenvolvimento: Digitalizar o jogo acelera o colapso.

Todo mundo clama por um mundo melhor ao mesmo tempo que diz fazer tudo que está em suas mãos para que ele o seja.

Mas é este o caminho a seguir?

Outra coisa que me assombra, é que para atender a todas as exigências e poder vender a este tipo de cliente é preciso alcançar um alto nível de excelência muito grande, tanto tecnológica como de gestão.

Cuidar da parte tecnológica, operacional e de pessoas.

Buscando na cadeia produtiva do agronegócio, é fácil encontrar empresas com as mais diversas e renomadas certificações, ISO, GPTW, etc., e para finalizar a limpeza de consciência, uma forte governança.

Mas se depois, de todo o esforço para fazer tudo certo dentro de casa, eu deixo que os cifrões tapem meus olhos para o que acontece ao outro lado da barreira, realmente faz sentido ter a parede cheia de certificações?

Será que não chegou a hora de mudar a forma de atuar?

O conceito de Negócios são negócios, misérias a parte, já não deveria ter espaço.

Foi ele o direto responsável pela sociedade doente que temos hoje.

Chegou o momento de aprender a criar riqueza sem gerar miséria.

 

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A pior Transformação digital é aquela que você não quer ver…

Este artigo foi publicado no dia 29/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Uma empresa com 0% de tecnologia não conseguiria sobreviver, porém uma empresa 100% automatizada também não.

A transformação digital é um caminho sem volta para as empresas, a aplicação da tecnologia nas atividades produtivas é uma necessidade.

Porém, a frase de Paracelso, médico e físico do século XVI nunca foi tão atual.

“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”

A primeira por falta de competitividade e capacidade produtiva e a segunda por retirar o poder aquisitivo de seus clientes.

Se todas as empresas automatizassem suas atividades, quem compraria seus produtos, se estaria todo mundo desempregado?

Há de se buscar um equilíbrio, para evitar um problema social maior que o benefício da automação.

Para fazer uma análise do processo de transformação digital de uma empresa, vamos eliminar a variável sociológica da equação por um momento.

Todo processo de transformação digital tradicional busca otimização de processos, redução de custos, aumento de produtividade e assertividade, e por fim, melhorar a experiência do cliente.

E este é um dos motivos pelo qual fracassam 70% dos processos de transformação que consideram a tecnologia e não as pessoas.

Estamos fazendo a transformação digital do canal de distribuição de uma empresa que tem como um dos grandes pilares de sua liderança no mercado, a proximidade e o tratamento pessoal e personalizado de seus distribuidores.

Neste caso, a diferença entre o sucesso e o fracasso deste projeto será saber definir a dose exata de tecnologia, para que o remédio não se converta em veneno.

Digitalizar o processo sim, eliminar o trato humano com os distribuidores não.

O importante neste processo que estamos realizando em um cliente é ser capaz de digitalizar o processo de vendas B2B para seu canal de distribuição sem abrir mão do trato próximo e humano.

Pensar que a tecnologia vai resolver todos os problemas da empresa costuma ser o maior problema de uma empresa.

Outro aspecto importante a ser considerado em um processo como este é a transformação digital passiva que a empresa está exposta. Normalmente os consultores e principalmente as empresas de tecnologia consideram somente a transformação digital ativa.

O conceito de transformação ativa e passiva criado pela BE&SK está no artigo Sinto muito, mas a transformação digital não vai salvar a sua empresa.

Em muitos casos é necessário atuar em duas frentes, digitalizar um processo para aumentar os resultados e poder financiar a transformação da empresa pelo o impacto da transformação digital passiva.

É necessário criar este modelo bimodal, digitalizar um processo por um lado para garantir resultado a curto prazo e em paralelo desenhar a transformação organizacional por outro, para garantir a continuidade da empresa no futuro.

Na quarta-feira, dia 30/09, no quadro Visão Tecno-Humanista do programa Inova360 na Record News, às 8h, vamos iniciar o estudo de caso da Fedrigoni conversando com o Gerente de marketing e vendas de papéis especiais da Fedrigoni Brasil, e vamos abordar sua transformação digital ativa no canal de distribuição B2B.

Depois, continuaremos o debate em uma Live, às 19h e você pode fazer parte deste processo de inovação aberta, inscrevendo-se aqui.

 

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Transformação digital Humanizada constrói empresas mais rentáveis

Este artigo foi publicado no dia 08/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Ao cumprir 50 anos do artigo de Milton Friedman, fica claro que o que nos trouxe até aqui não é o que vai nos levar daqui em adiante

O que diria Friedman se levantasse a cabeça?

Este mês comemoramos o jubileu de ouro do artigo publicado no New York Times por Milton Friedman.

Mas quem foi Milton Friedman?

Um economista brilhante, prêmio Nobel de economia em 1976, assessor de três presidentes americanos, neoliberalista e defensor da economia de mercado.

Suas teorias tiveram uma enorme participação no desenvolvimento do capitalismo e da economia mundial.

Segundo Friedman, a empresa pertence a seus acionistas e, portanto, sua única função é gerar lucro para eles, respeitando a lei.

Em famoso artigo, este, ele disse:

“There is one and only one social responsibility of business—to use its resources and engage in activities designed to increase its profits.”

uma e apenas uma responsabilidade social das empresas – usar seus recursos e se envolver em atividades destinadas a aumentar seus lucros.”

Isso significa que Friedman era insensível e cruel, que só se preocupava com o dinheiro?

Eu suponho, e espero, que não.

Ele simplesmente baseou sua teoria em um raciocínio lógico.

Se a empresa tem lucro, a empresa cresce de maneira saudável.

Se a empresa ganha mais dinheiro e cresce, empresa gera mais emprego.

Se empresa gera mais emprego, paga salário e gera bem-estar econômico para as pessoas.

Se empresa cresce, gera mais emprego e vende mais, empresa recolhe mais impostos.

Se o estado arrecada mais impostos e cumpre sua função de servir, oferece maior bem-estar social para as pessoas.

De todas formas, o estado deve ter o menor papel possível, o mercado regula e a economia e a sociedade, e viveremos felizes para sempre.

A teoria é muito boa, de uma lógica esmagadora e funcionou durante um tempo.

Empresas cresceram, o emprego aumentou, as pessoas ganharam dinheiro e a qualidade de vida da humanidade subiu vários pontos em relação ao século passado.

Tudo parecia ir bem, até que algumas variáveis não consideradas nesta equação começaram a ter mais peso que o próprio objetivo do modelo.

O entorno também mudou e a tecnologia jogou por terra uma das principais premissas da teoria de Friedman.

Empresa que cresce e ganha dinheiro gera emprego…

Esta premissa já não é verdadeira, ao menos não na mesma proporção que antes.

Com tecnologia, é possível escalar, ser global, ser unicórnio, com dezenas ou no máximo centenas de colaboradores.

Outro aspecto que não se considerava neste modelo, eram fatores inerentes ao ser humano, que afloram e se tornam ainda mais predominantes em situações de alta pressão, como a ética, o ego, a ganância, a hipocrisia, entre outros.

Quando se começou a falar em otimização de processos, a gestão ainda estava gatinhando, havia muita margem de manobra, portanto tudo era feito em benefício do negócio e com a boa fé.

Não obstante, ao avançar e a administração ganhar tantas ferramentas e se transformar quase em uma ciência, o espaço para otimização diminuiu e começaram e repetir-se os ciclos: Fazer mais com menos… ano após ano.

Este modelo, já esgotado, aumentou a pressão e a imensa maioria das pessoas não costumam reagir bem sob pressão e para manter o alto padrão conseguido nos tempos de bonança, começaram a buscar os resultados a qualquer custo.

Neste caso, o escudo dos executivos é dizer que suas empresas têm forte governança e agem dentro da lei. Diga-se de passagem, em alguns casos, os negócios cumprem as leis que são feitas a medida para seus negócios.

GOVERNANÇA NÃO GARANTE ÉTICA

 

A ética, por ignorância ou por falta de carácter, é frequentemente confundida com governança e compliance. A governança é muito importante e necessária nas empresas, mas não é suficiente.

O ego, poder, ganância e o egoísmo fizeram com que as empresas cruzassem uma linha muito perigosa.

E todo os deslizes e excessos cometidos pelas empresas, a maioria de forma inconsciente, estão voltando com juros e correção monetária à própria empresa.

O excesso de pressão e de otimização, colocou o Brasil como líder mundial de pessoas com transtorno de ansiedade e o país com maior número de pessoas com depressão da América Latina.

A depressão o transtorno de ansiedade são a segunda maior causa de licença e absenteísmo laboral.

Este é somente um exemplo, mas há muitos mais.

Tem o outro lado da moeda, empresas que entenderam que não vale tudo para ganhar dinheiro, e ganham mais dinheiro ainda sendo consciente e humanizado. Também tem, cada vez mais, empresas que querem ser mais humanizadas e não sabem como.

Como há muita informação a ser explorada neste aspecto decidi escrever um e-book com a Humanizadas, empresa que realiza uma pesquisa em mais de um milhar de empresas brasileiras, onde vamos mostrar o impacto positivo da humanização nos resultados e uma metodologia que aplica tecnologia para humanizar sua empresa.

Este e-book mostrará que é possível criar riqueza sem gerar miséria.

O que diria Friedman se levantasse a cabeça?

 

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Mudança comportamental + Tecnologia = Nova civilização

Este artigo foi publicado no dia 15/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

A combinação entre a mudança comportamental das novas gerações e a tecnologia é muito poderosa. Não vivemos em uma era de mudança e sim uma mudança de era.

Onde vamos parar?

Tenho ouvido a muitos executivos perguntando isso.

É difícil tomar decisões se não sabemos para onde vamos.

Senhor executivo, o mundo gira independente da flutuação do cambio do dólar, da não reforma tributária tão sonhada ou de qualquer outra coisa que você considere importante.

Sim, o mundo gira impulsado por premissas diferentes às suas, a uma velocidade muito maior a que você estava acostumado e vai em múltiplas direções. E agora?

É preciso entender isso se quiser que seu negócio continue existindo.

Passamos de um mundo onde a mudança comportamental acontecia de geração em geração e costumava ser tênue.

A cada 3 ou 4 gerações havia uma ruptura radical com a anterior, mas era um fenômeno estranho, a ponto de serem chamadas revoluções.

De repente a tecnologia assumiu o protagonismo e nas últimas quatro décadas e passou a ser considerada o agente transformador da sociedade.

Na verdade, há um pequeno erro de conceito nesta visão, o agente transformador é e sempre foi o ser humano.

 

 

Este ciclo foi sistematizado pela Tecno-Humanização para mostrar que tudo começa e termina no ser humano e a tecnologia é um meio.

Embora seja apenas um meio, tem um peso enorme neste processo de transformação que estamos vivendo.

A tecnologia tem acelerado os processos de mudanças e que antes eram leves entre gerações e grandes a cada 3 ou 4 gerações, passaram a ser muito grande entre cada geração.

Assim como na vida algumas pessoas suam frio, secam a boca, sentem tontura e náusea quando se movimentam a uma velocidade muito grande, algumas empresas estão sofrendo do mesmo mal.

Não são capazes de entender e acompanhar a velocidade das mudanças.

E isso, pode ser o início do fim para elas.

Se este cenário já não fosse o suficientemente complexo, surge outra variável.

A tecnologia deu tamanho poder às pessoas que está surgindo algo novo para a humanidade, estamos vendo mudanças comportamentais dentro da mesma geração, portanto o ciclo de encurta ainda mais.

Temos a aceleração da tecnologia nas mudanças e a aceleração das mudanças comportamentais intrageracionais.

A velocidade de mudanças na sociedade é muito maior a que a maioria das empresas e pessoas podem assimilar. Na verdade, elas não podem assimilar de maneira orgânica e natural.

É necessário, obrigatoriamente, um trabalho de preparação executiva e organizacional, porque do contrário haverá uma diferença de décadas, ou de século, entre o que pensamos e o que realmente acontece na realidade.

Conheço frigoríficos em dificuldades e foodtech de carne baseado em planta recebendo investimentos de centenas de milhões, como aconteceu recentemente com Futuro Burger.

A plataforma de videoconferência Zoom supera a IBM em valor de mercado.

O Mercado Livre, um marketplace de e-commerce que não fabrica nem vende nada, já representa mais de 20% da receita do Correios e está esperando que seja privatizado para comprar o Correios brasileiro.

E poderia seguir com dezenas de exemplos.

Mas com tantas mudanças e tão rápidas, volto à pergunta do início, onde vamos parar?

Para que você quer saber?

Ninguém sabe e provavelmente não importa.

É importante saber que estamos vivendo um momento histórico, e antes de tentar lutar contra ele, vamos ajudar a construir empresas mais conscientes.

Aproveitar a maior consciência das novas gerações, aplicar tecnologia para humanizar empresas, em definitiva construir uma nova sociedade que seja capaz de criar riqueza sem gerar miséria.

O grande risco da mentalidade fixa nas empresas

Este artigo foi publicado no dia 08/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Quantas oportunidades sua empresa perde por ter tomadores de decisão com mentalidade fixa? O maior problema das empresas não está no mercado, estão dentro.

Pessoas de mentalidade fixa me dão preguiça…

Me disseram que é porque eu fiz 50 anos e a essa idade vamos ficando mais criteriosos.

No meu caso não é verdade, eu nunca gostei de pessoas assim, só não sabia por quê.

Pessoas que tem o não como resposta padrão.

Pessoas que consideram que “o mundo é assim”.

Pessoas que consideram idade sinônimo de sabedoria.

Pessoas que dizem “já vi esse filme”.

Pessoas que tem como filosofia de vida a Lei de Gerson.

E sobretudo, pessoas que tomam decisões baseadas somente em crenças e não em fatos.

As crenças fazem parte do processo de tomada de decisão, e provavelmente seja inevitável, porém não devem nunca ser único elemento a ser considerado, nem o mais importante.

Imaginem a seguinte situação, um desconhecido, através do amigo de um amigo, convida a duas pessoas, João e José, para um evento corporativo, e fala que haverá pessoas interessantes, boa troca de experiência, comida e bebida farta, ambiente seleto e agradável.

João tem mentalidade de crescimento, e enxerga imediatamente uma possível oportunidade de se relacionar com um grupo de profissionais qualificados, de ter um momento agradável, de construir uma rede de relacionamento saudável, e quem sabe até gerar oportunidades de negócio.

João mentaliza a oportunidade e a partir dela, busca a validação.

Pergunta quem estará na festa, quem já esteve nas festas anteriores e quais foram os resultados.

Se as respostas forem satisfatórias, confirma presença no evento.

No outro lado da mesa, José, uma pessoa com mentalidade fixa, imediatamente toma a decisão de não ir. Devido sua grande experiência de vida e baseado nos seguintes critérios.

Ninguém convida ninguém a um evento tão bom assim sem segundas ou terceiras intenções. Não existe almoço grátis e sabe Deus o que querem de mim.

Além do mais, esta pessoa que está me convidando quem ela pensa que é para me fazer um convite? Eu nem sei quem ela é, e se não a conheço é porque provavelmente ela não seja importante.

Mas como o amigo do amigo, insistiu tanto em que ela avaliasse o convite, José decide investigar quem é a pessoa que a convidou. Não com a intenção de validar o convite e sim de demonstrar que ele estava certo, e que o convite era suspeito.

São duas formas completamente diferentes de enxergar a mesma situação.

Em qual perfil você se encaixa?

Qual tipo de mentalidade é a sua? Fixa ou de crescimento?

O conceito de mentalidade de crescimento e de mentalidade fixa são descritos no livro Mindset de Carol Dweck, que recomendo a leitura.

Voltando ao nosso exemplo, é importante dizer que, seria ingênuo e inclusive irresponsável ir ao evento sem checar as referencias de quem convida e de quem já participou.

Mas a enorme diferença entre João e José, é que João valida as informações para tentar viabilizar a oportunidade e José para justificar que suas crenças e sua recusa estavam certas.

O mercado está cheio de “eventos”, todos os dias passamos na porta deles, somos convidados a entrar em alguns em outros podemos pedir para entrar.

Mas para isso, precisamos ter mentalidade de crescimento, ver e buscar as oportunidades, tentar entender o motivo e a razão das coisas, estar abertos a novas possibilidades e principalmente entender que o mundo mudou.

Você já pensou quantas oportunidades a sua empresa deixa escapar todos os dias por ter colaboradores como o José?

Um profissional com mentalidade de crescimento é um tesouro para a sua empresa.

Um profissional com mentalidade fixa é um lastre.

A boa notícia é que é possível ajudar às pessoas a mudarem de mentalidade fixa à de crescimento.

Existem infinidade de motivos para que uma pessoa tenha uma mentalidade fixa, e, portanto, não cabe a mim julga-la por isso.

Muito pelo contrário, me sinto no dever moral de ajuda-la a enxergar o mundo de outra forma.

Porém, aos meus 50 anos, considero que ganhei o direito de convida à minha festa e meu convívio somente pessoas com mentalidade de crescimento.

E sua empresa deveria fazer o mesmo.

Contratar somente pessoas com mentalidade de crescimento e aos que tem mentalidade fixa que querem e aceitam mudar.

Aos medíocres que consideram que sabem tudo, para o bem da sua empresa e de sua saúde mental, mantenha-lhes a uma distância prudencial de 3 a 4 anos luz…

Consumidor consciente cancela marcas lobo vestidas em pele de cordeiro

Este artigo foi publicado no dia 01/09/2020 na minha coluna no R7 e inova360

 

Aprenda o que é greenwashing e a identificar estas empresas. Elas colocam em perigo o consumidor e são desleais com seus competidores.

Fingir ser bom é bem pior que ser assumidamente mal.

Você pode discordar de mim, eu respeito, mas essa é a minha opinião!

A empresa que não atua corretamente por desconhecimento, é incompetente.

A empresa que, de forma consciente e deliberada, não cumpre a lei ou não age de forma ética, é hipócrita. Porém, com o aumento da conscientização do consumidor e a vitrine transparente das redes sociais, este tipo de empresa será penalizada pelo mercado e terão vida curta.

Agora, a empresa que usa o greenwashing, que institucionaliza a mentira para aumentar suas vendas, para mim é indigna e deveria ser fortemente punida.

Greenwashing é o termo inglês que define a estratégia de promover discursos, anúncios, ações, documentos, propagandas e campanhas publicitárias sobre ser ambientalmente correto, sem sê-lo.

Segundo um estudo publicado pela Nielsen, em junho de 2019, 42% dos consumidores brasileiros estão mudando seu hábito de consumo para reduzir seu impacto no meio ambiente.

O mesmo estudo mostra que estamos mais conectados, 64% dos consumidores têm smartphone e 48% utilizam o celular para interações em redes sociais, portanto com mais voz ativa para denunciar as tentativas de empresas que fingem ser o que não são.

O aumento da sensibilização sobre o consumo consciente de produtos sustentáveis começou na cosmética, onde hoje, as novas gerações consultam a composição do produto, pesquisam a origem e comprovam a veracidade da informação divulgada.

A segunda indústria a aderir este movimento foi a dos produtos de higiene, limpeza e utilidades doméstica.

E agora, outra indústria está levantando esta bandeira de lutar contra o greenwashing, que é a indústria têxtil.

Esta tendência irreversível de transparência leva as empresas a atuarem em duas frentes, a primeira é garantir que suas práticas produtivas são realmente sustentáveis, já que esta indústria é a segunda que mais polui no mundo.

A segunda linha de trabalho é sensibilizar ao consumidor para que conheça e dê valor a isso.

A Malwee, uma das maiores indústrias têxtil do país, está trabalhando internamente há muitos anos para produzir uma moda sustentável, quer ampliar sua área de impacto positivo na sociedade.

Embora vão continuar buscando novas tecnologias para reduzir seu impacto negativo no planeta, porém a empresa considera que não basta produzir um produto sustentável, é preciso orientar e transmitir ao consumidor o conceito de consumo consciente.

Que basicamente se refere a comprar o que se precisa, aprender a montar um fundo de armário que permita combinar melhor as peças reduzindo o consumo de moda sazonal, aprender a melhorar a manutenção das peças (lavagem e secagem), enfim, estes são alguns dos cuidados que geram um impacto extremamente positivo no meio ambiente.

Mas, em um país com tanta diferença social como o Brasil, com uma renda média tão baixa, é difícil falar sobre as consequências do impacto da moda no meio ambiente em 2050 para quem está preocupado chegar ao fim do mês.

Por tanto, como fazer isso?

Quais são os desafios?

Sobre isso vamos conversar nesta quarta-feira com o Head de marketing da Malwee Brasil no quadro Visão Tecno-Humanista no programa Inova360 na Record News, às 8h, e depois vamos debater sobre este desafio em nossa Live, às 19h e você pode participar deste processo de inovação aberta, inscrevendo-se aqui.